Tag archive

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

IPCA distribui 10.000 viseiras a mais de 70 unidades de saúde, IPSS e Proteção Civil

Abril 9, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) já produziu e distribuiu 10.000 viseiras de proteção individuais para os hospitais e unidades de saúde do Norte, bem como a outras entidades da área social e da proteção civil.



Esta medida surge no âmbito da responsabilidade social da Instituição que em tempo recorde, em pouco mais de uma semana, produziu 10 mil viseiras de proteção. Vítor Carvalho, Diretor da Escola Superior de Tecnologia, referiu que a escola tem “procurado canalizar os seus recursos para a criação de soluções que ajudem a minimizar o impacto do COVID-19 junto da sociedade, tendo sido o fabrico de viseiras, um dos projetos em curso.”

João Vilaça, Diretor do Centro de Investigação em Inteligência Artificial Aplicada (2Ai) adiantou ainda que “esta ação só foi possível graças à forte cooperação com a indústria da região que a o 2Ai tem, destacando o contributo das empresas Lucemplast, Polipop, Riopele e Adilevel.”

As viseiras foram produzidas nos corredores da instituição, onde estão instaladas as linhas de montagem, com a ajuda dos investigadores e de uma bolsa de voluntários do IPCA, bem como na empresa Lucemplast, que replicou também uma linha de montagem.

Fernando Veloso, Investigador do 2Ai declarou que “foram desenvolvidos vários protótipos, inicialmente com recurso a impressão 3D, mas só a migração para um processo de fabrico aditivo permitiu a produção em massa das viseiras.”

O protótipo desenvolvido foi validado por uma equipa clínica do Hospital de Barcelos. As viseiras foram já distribuídas por mais de 70 unidades de saúde e IPSS e Proteção Civil no Norte do país.

Fonte e fotos: IPCA.

IPCA permite pagamento das propinas até setembro sem cobrança de juros

Abril 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Medida pretende aliviar pressão financeira nas famílias dos estudantes

No âmbito da pandemia proporcionada pela COVID-19 e das medidas excecionais que o Governo e esta instituição têm vindo a adotar no contexto de emergência em que o país se encontra, o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) decidiu suspender a cobrança de juros de mora pela falta de pagamento das propinas até setembro.



Ou seja, as prestações de março a junho de 2020, que habitualmente deveriam ficar regularizadas até junho, podem ser pagas pelos estudantes até setembro sem pagamento de juros de mora.

“Com esta medida, pretende-se apoiar os estudantes e as suas famílias, numa situação económica e social difícil pela qual o país atravessa neste momento, evitando situações de abandono escolar provocadas por este contexto”, refere o IPCA em nota.

A Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, considera esta medida de extrema importância, pois “sempre nos pautamos por adotar medidas de combate ao abandono escolar. E neste sentido, consideramos necessário aliviar a pressão financeira das famílias, neste momento mais crítico, para fazer face às suas obrigações num contexto de redução de rendimentos e abrandamento acelerado da economia”.

O valor da propina é devido pela matrícula/inscrição no curso e fixada por cada ano letivo. Em período normal, é definido um esquema de pagamento mensal, num total de 10 mensalidades, a pagar de setembro a junho de cada ano letivo, sendo cobrados juros de mora às dívidas ao Estado e outras entidades públicas à taxa de juros em vigor.

“O IPCA tem vindo a tomar várias medidas com vista à redução da propagação da doença COVID-19, nomeadamente com a substituição das atividades letivas presenciais pelo ensino e avaliação a distância, desde o dia 10 de março, bem como o funcionamento dos serviços do IPCA em regime de teletrabalho desde que foi declarado o Estado de Emergência, no dia 18 de março”, conclui.

Imagem: IPCA.

IPCA age em resposta às limitações dos estudantes na frequência do ensino a distância

Abril 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), devido à pandemia da COVID-19, desde o passado dia 10 de março, substituiu toda a sua atividade letiva presencial pelo modelo de ensino a distância.



Desde essa altura, cedeu computadores, a título de empréstimo, aos estudantes que foram identificados sem esse equipamento.

Consciente que poderia haver estudantes que não dispõem de meios tecnológicos para assistir às aulas, por falta de equipamento e/ou sem acesso à Internet, o IPCA, através das Direções das Escolas e dos Serviços de Ação Social, em articulação com a Associação Académica (AAIPCA), fez um levantamento dos estudantes que se encontram nessas situações. Dessa forma, a AAIPCA desenvolveu e aplicou um questionário a todos os estudantes do IPCA, através dos respetivos endereços de correio eletrónico institucionais, em que o objetivo era identificar os estudantes com dificuldade em acompanhar as aulas a distância e identificar quais são os principais motivos. Até este momento, já foram obtidas 900 respostas, esperando-se que mais estudantes respondam ao questionário.

Com base nos resultados do inquérito já obtidos serão, esta semana, disponibilizados mais equipamentos informáticos a estudantes, estando a ser viabilizada, paralelamente, uma solução para os que não têm acesso à Internet.

Os estudantes que apresentem problemas em acompanhar as aulas (falta de equipamento informático, equipamento informático desatualizado, sem acesso à Internet) podem, em alternativa, comunicar com as Direções das Escolas ou com os Serviços de Ação Social.

“O IPCA pretende, assim, identificar e colmatar todas as situações que possam impedir os estudantes de frequentar as aulas a distância, garantindo uma igualdade de oportunidade no acesso ao modelo de ensino que está a ser lecionado”, refere a Instituição em nota.

Fonte e foto: IPCA.

Alexandrino Ribeiro (Professor do IPCA): “Vamos conseguir dar a volta”

Abril 5, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Entrevistas, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Entrevista ao académico barcelense sobre o impacto da COVID-19 na nossa vida

Alexandrino Ribeiro é Docente do Ensino Superior, lecionando no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), onde também é Diretor Mestrado em Gestão das Organizações, Diretor da Licenciatura em Gestão Bancária e Seguros. Licenciado em Gestão, Mestre em Economia e Doutorado em Finanças Empresariais, este académico barcelense é, igualmente, Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Barcelos, integrando o Grupo Municipal do PSD, partido onde é Secretário do Gabinete Autárquico do PSD Barcelos e Membro do Conselho Estratégico do PSD (secção de Economia e secção de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia). Associativamente, é Secretário do Centro de Solidariedade Social de S. Veríssimo e Tesoureiro da União Desportiva de S. Veríssimo.



Tendo em conta este momento de emergência nacional advinda da pandemia COVID-19 e das consequências que a mesma está – e irá continuar – a ter na vida das pessoas e das empresas, o Professor barcelense aceitou responder a algumas questões que lhe colocámos, por escrito, para que nos possa elucidar e dar uma melhor perspetiva, do seu ponto de vista, para o nosso futuro, enquanto sociedade e economia, não só, da barcelense, como da nacional.

Parece evidente que a economia do nosso país vai levar uma “pancada” (palavra usada pelo Primeiro-Ministro, António Costa) muito grande. Quão grande será essa “pancada”?

Será muito forte, seguramente. Mas a real dimensão da “pancada”, o real impacto da pandemia do Coronavírus na economia portuguesa ainda é uma incógnita pois depende do tempo necessário para se resolver o problema da saúde pública, dependerá do tempo necessário para que os mercados regressem ao seu normal funcionamento. Esse tempo é algo que, atualmente, em bom rigor, ninguém sabe ao certo. O que podemos fazer é um estudo dos impactos económicos traçando cenários, mais otimistas ou mais pessimistas, em termos de duração da crise sanitária. Mas em um ou em outro cenário, o mais provável, é que a economia portuguesa entre em recessão no ano de 2020, podendo mesmo mergulhar na maior recessão alguma vez registada.  

Avançando só alguns números sobre a dimensão e a intensidade do impacto do Coronavírus na economia portuguesa em 2020, e tendo por base o recentemente divulgado Boletim Económico de março do Banco de Portugal, num cenário adverso de tudo isto se prolongar até julho, que se torna cada vez mais provável, teremos uma contração económica de 5,7% neste ano, que será o maior colapso da economia portuguesa num só ano. O impacto no emprego será também previsivelmente muito forte, com uma subida acentuada na taxa de desemprego que pode fechar o ano nos 11,7%, registando-se a maior destruição laboral desde que há registos, até porque o investimento deverá também diminuir em 15% face ao ano de 2019. Diminuições acentuadas são ainda previstas para o consumo privado, de 4,8%, para as exportações, de 19%, e para as importações, que devem baixar em cerca de 18,7%. Na generalidade, estas variáveis macroeconómicas registarão o pior desempenho anual desde que existem registos das séries históricas do INE e da Comissão Europeia, ou seja, desde 1960. Neste cenário, penso que uma outra questão fica bem clara, o Orçamento de Estado, recentemente promulgado, terá de ser alvo de um orçamento retificativo.

Não é minha pretensão com todas estas projeções lançar alarmismo nas famílias e nas empresas, mas sim contribuir para uma consciencialização de um cenário para o qual nos devemos preparar urgentemente.

As consequências desta pandemia nas economias mundiais vão influenciar a performance da do nosso país? Como?

Essa é uma consequência inevitável. Uma economia com o nível de abertura ao exterior como a portuguesa sofre sempre os efeitos positivos e, neste caso concreto, negativos da performance das outras economias mundiais. Essencialmente, daquelas com quem realizamos maiores trocas comerciais, que são, na sua maioria, economias de países da União Europeia.

Se os cenários para 2020 apontam para uma recessão na economia global e europeia, é percetível que, ao contrário de outras crises económicas que Portugal já ultrapassou, desta vez, a variável comércio externo não vai contribuir para o ultrapassar da crise, antes pelo contrário. Por outro lado, considerando a forte correlação que existe entre o desempenho económico em Portugal e na Europa e o facto de a economia portuguesa ser uma das que maior dependência apresenta do setor do turismo e do consumo das famílias, é expectável que a recessão até seja maior em Portugal do que na maioria das economias da União Europeia.

Quais as economias que Portugal precisa que não “caiam” tanto?

Era importante que as economias para as quais o Nosso volume de exportações é mais elevado não apresentassem quedas muito elevadas. Porém, se olharmos para os dados do ano de 2019 relativos às exportações portuguesas, constatamos que cerca de 66% dessas exportações destinam-se a seis países: Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, EUA e Itália. As notícias que chegam destes seis países não são muito animadoras, reforçando a ideia que não é expectável que, desta vez, seja o comércio externo a puxar a Nossa economia para cima.

Então, como podemos inverter este cenário negativo para a economia portuguesa e mundial?

Nunca houve uma crise económica e financeira assim, com um choque fortíssimo em simultâneo do lado da oferta e do lado da procura, num espaço de tempo demasiado curto e generalizado a nível mundial. Se estamos perante uma crise económica com características diferentes das anteriores, não podemos planear sair dela seguindo rigorosamente as mesmas estratégias anteriormente seguidas, temos de ajustar a estratégia às características e enquadramento presente. É minha convicção que somente através de um programa coordenado de estímulos ao nível europeu e mundial é que será possível relançar a economia global. Como alguém já referiu, e bem, desta vez “estamos todos no mesmo barco”, por isso a solução para ultrapassar esta crise tem de ser concertada a nível mundial, onde o Banco Central Europeu e a União Europeia terão também um papel fulcral.

Um pouco por todo o Mundo, os Governos têm implementando medidas que visam atuar do lado da procura e do lado da oferta. Do lado da procura, visando conter a descida acentuada dos rendimentos disponíveis das famílias para que o consumo não desça tão bruscamente. Quanto ao lado da oferta, procurando aliviar um pouco as exigências de tesouraria das empresas no intuito de as tentar segurar no mercado. No caso concreto de Portugal, as medidas avançadas parecem-me que ainda são escassas e que terão de ser reforçadas a breve prazo.

Quer se concorde, ou não, este é um tempo onde teremos de esquecer momentaneamente a questão do endividamento público e do deficit, utilizando criteriosamente os recursos financeiros públicos que forem necessários para ultrapassar a crise económica e financeira. Na certeza de que, posteriormente, teremos uma “fatura” elevada para pagar durante vários anos, mas não me parece que exista outra alternativa.

Do seu ponto de vista, quais as atividades económicas que serão mais afetadas?

Todos os setores de atividade serão afetados, embora com diferentes intensidades e duração. O setor do turismo será certamente o mais afetado. Mas existem setores como o dos transportes aéreos, o imobiliário, da restauração, do petróleo, da produção automóvel e do comércio a retalho não alimentar que sofrerão, por uma ou outra razão, um impacto bastante negativo.

Uma outra questão que será muito relevante para a sobrevivência das empresas, independentemente do setor de atividade onde operem, será a sua estrutura de custos. Empresas que apresentem estruturas de custos com um peso relativamente elevado de custos fixos, sejam eles operacionais ou financeiros, terão muitas dificuldades em ultrapassar esta crise e manterem-se no mercado. A exposição dessas empresas ao risco, nesta época de forte contração económica, será ainda mais problemática que propriamente o fator de estar a operar em um setor de atividade mais ou menos afetado.  

Acredita que essas atividades recuperarão facilmente ou o caminho ainda será longo?

Ganha cada vez mais consistência a ideia de que a recuperação será longa. Há semanas atrás, acreditava-se que a evolução económica e setorial seria como a letra “V”, ou seja, a seguir a uma queda económica brusca seguir-se-ia uma recuperação de igual intensidade. Porém, com o passar do tempo, o agravar da situação ao nível da saúde e com o aumento do período de paragem, ganha força a possibilidade de a evolução ser enquadrada na letra “U”, isto é, a um período de forte queda económica seguir-se um período de estabilidade, passando-se para um período de crescimento moderado e somente depois é que o crescimento económico acelera. Todo este movimento do “U” poderá ter uma duração de 2 a 3 anos.

O grande desafio às Instituições e aos Governos será evitar a evolução em “L”, isto é, que após a forte queda económica e financeira se siga um longo período em que a economia não recupera. Para tal, será necessário implementar as melhores políticas de apoio às empresas e às famílias, e com celeridade.

Em relação a Barcelos e à economia local, quais as atividades que, em seu entender, serão mais atingidas por esta “paralisação” da economia nacional e mundial? Porquê?

Tal como a nível nacional e mundial, os setores do turismo, do imobiliário, da restauração e do comércio a retalho não alimentar serão os mais penalizados na economia local barcelense. A estes acrescento o setor têxtil, pela elevada importância que o mesmo representa no Concelho de Barcelos e pelo facto dos principais clientes deste setor estarem localizados em países fortemente afetados pela pandemia.

Como professor do ensino superior, no caso, do IPCA, preocupa-o o impacto deste momento de emergência nacional, e confinamento, no alcançar dos objetivos, quer dos docentes, quer dos alunos?

No IPCA, as aulas presenciais, das licenciaturas e dos mestrados, assim como outras atividades académicas estão suspensas desde o dia 10 de março. A partir dessa data, temos trabalhado online. Mesmo as provas de apresentação e defesa das Dissertações de Mestrado têm sido realizadas online, com os elementos do júri das provas e os alunos em casa. Semanalmente, têm sido realizadas reuniões com diretores de curso de licenciaturas e de mestrados e com coordenadores de departamentos para se avaliar o funcionamento e planear desenvolvimentos futuros. O feedback é muito positivo. Na generalidade, a comunidade académica do IPCA sente-se muito confortável com este funcionamento.

O principal objetivo é criar mecanismos que minimizem o impacto negativo, quer nos alunos, quer nos professores, desta suspensão das atividades presenciais e que o ano letivo termine dentro da normalidade possível. Esse objetivo, no IPCA, está a ser alcançado. Penso que, tendo por base os contactos que mantenho com colegas, o mesmo se passará na generalidade das instituições de Ensino Superior a nível nacional. 

Tendo em conta a sua experiência associativa, neste momento em que as atividades culturais, desportivas e solidárias estão “congeladas”, adiadas ou, mesmo, canceladas, que impacto poderão vir a sentir as associações, clubes e entidades culturais nos seus orçamentos por causa desta situação?

Como sou membro dos órgãos sociais de duas Associações, uma da área social e outra da área desportiva, e o meu contributo nessas Associações está fundamentalmente relacionado com a parte financeira, como a prestação de contas e os orçamentos, essa é mais uma problemática que faz parte do meu dia a dia, e sobre a qual me tenho vindo a debruçar. A minha expectativa é que, sem dúvida, a paragem de atividade e a crise económica, financeira e social que daí advém, vai ter impactos negativos nos orçamentos das associações, devendo estas ter consciência de tal facto para evitar défices orçamentais problemáticos. Nas associações sociais, o impacto derivará essencialmente da necessidade de dar resposta a um crescendo de problemas sociais que vão surgir em muitas famílias, derivados do aumento do desemprego e da queda acentuada de rendimentos que a crise vai originar. As associações sociais terão de dar resposta a esse maior número de solicitações de apoio social, mas com os mesmos, ou menores, recursos financeiros.

Relativamente às associações desportivas, culturais e recreativas, uma parte significativa das suas receitas derivam do mecenato, com apoios financeiros das empresas às suas atividades. Com os problemas que a generalidade das empresas vai enfrentar, derivados da crise económica e financeira, é esperado que os apoios financeiros prestados a estas associações diminua, originando uma queda do lado das receitas das associações.

De um ponto de vista geral, enquanto cidadão, docente, académico, dirigente associativo e político, o que perspetiva para os próximos tempos, quer para o concelho de Barcelos, quer para Portugal e o resto do mundo?

De uma forma realista, perspetivo tempos difíceis em termos económicos, financeiros e sociais. Por outro lado, tenho muita confiança e otimismo que a Sociedade, junta, sem ninguém a ficar para trás, vai conseguir superar estes tempos difíceis. Mais uma vez, em maior ou menor espaço de tempo, vamos conseguir dar a volta, ultrapassar os graves problemas que estamos a enfrentar, e que ainda se irão agravar, e retomarmos o caminho do crescimento económico e da melhoria das condições sociais.

Este meu otimismo e confiança de que vamos conseguir superar todo este quadro negativo sai reforçado quando olho à minha volta e vejo o trabalho fantástico que tem sido desenvolvido pelos profissionais da saúde, pelas empresas, pelas instituições e pelos Autarcas, com alguns Presidentes de Câmara e Presidentes de Junta que têm sido exemplares na proteção e apoio aos seus cidadãos. Para todos eles, o meu muito obrigado por tudo que têm feito para minimizar as consequências negativas desta pandemia.



Agradecemos imenso ao Professor Alexandrino Ribeiro por esta entrevista, que mais parece uma master class de Economia, Gestão e Finanças. Nestes momentos difíceis, ressalta óbvio que as informações que advêm dos especialistas nestas áreas não são aquelas que mais queremos ler e ouvir, mas sentimos que todos temos que receber as informações o mais fidedignas possíveis para que nos possamos preparar e adaptar para o futuro próximo que, infelizmente, não parece ser o mais otimista. Mesmo assim, este académico barcelense consegue terminar com uma mensagem de otimismo no sentido de que iremos ultrapassar este momento mau, que “Vai ficar tudo bem!”. Juntamo-nos ao seu agradecimento a todos aqueles que têm dado o máximo de si para ajudar aqueles que mais necessitam.

Fotos: Alexandrino Ribeiro (arquivo pessoal).

Estudantes do IPCA ensinam a trabalhar as redes sociais

Abril 3, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

IPCA no programa “Somos Todos Digitais”

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) foi a primeira instituição de ensino superior a ser convidada para ser parceira no projeto “Somos Todos Digitais” da INCoDe.2030 – Iniciativa Nacional para as Competências Digitais – sob o mote “Comunicar sem barreiras”.



Este programa traduz-se numa linha de apoio aos infoexcluídos e tem como objetivo dotar esta população das competências digitais para melhor ultrapassarem o isolamento a que estão sujeitas.

O projeto operacionaliza-se através da disponibilização de uma linha de apoio que, de forma imediata, apoie todas as pessoas que, tendo acesso à Internet, têm maior dificuldade em manusear aplicações digitais que permitem manter o contacto social e a realização de interações à distância. O principal objetivo é, assim, dotar os utentes da linha de apoio de competências básicas de comunicação digital, nomeadamente, Facebook, Instagram, Messenger, WhatsApp e Skype, para uma maior interação com a família e amigos, permitindo diminuir o nível de isolamento a que estão sujeitos. Além da linha de apoio, o projeto “Somos Todos Digitais” inclui ainda um site, onde serão disponibilizados tutoriais de manuseamento dessas mesmas aplicações.

Desta forma, os estudantes do IPCA foram convidados a passar as competências digitais nas plataformas de comunicação já referidas e a participar, na qualidade de voluntários, para o atendimento das chamadas da linha de apoio e esclarecimento das pessoas infoexcluídos.

Este projeto conta com o apoio da operadora NOS para a execução desta linha de apoio, coordenada pelo Digital Transformation Colab (DTx) e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, através da sua Unidade de Computação Científica Nacional (FCT/FCCN).

A linha de apoio está prevista iniciar na próxima terça-feira e estará disponível para a população no horário das 12h00 às 20h00, todos os dias úteis da semana. Os turnos são de 4h00 (um voluntário pode fazer um número inferior de horas) e deverá haver sempre 10 voluntários em simultâneo. O objetivo é captar um número suficiente de voluntários que permita uma maior rotatividade (por exemplo, dias alternados). Estará sempre disponível para apoio aos voluntários um docente do IPCA (coordenador) da área da informática; o atendimento será feito a partir do computador de cada estudante, através do reencaminhamento automático das chamadas. Não é necessário qualquer equipamento específico, uma vez que a plataforma corre no browser normal; todos os voluntários receberão um kit com informação genérica e uma formação inicial para estarem aptos a operar, que se realizará na próxima segunda-feira, às 15h00, com duração prevista de 2h00; todos os voluntários terão referência da participação neste projeto no Suplemento ao Diploma.

“O IPCA quer contribuir ativamente para esta causa!” é a motivação da instituição de ensino superior barcelense.

Imagem: IPCA.

IPCA durante a pandemia COVID-19: Balanço das aulas a distância é positivo

Abril 1, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Os estudantes do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) continuam a ter aulas com recurso ao ensino a distância e os serviços administrativos estão a funcionar com a “normalidade possível online”.



Três semanas depois das aulas presenciais terem sido suspensas (desde dia 10 de março) devido à pandemia da COVID-19, o IPCA conseguiu, de forma imediata, dar continuidade às aulas no modelo de ensino a distância.

“Passadas três semanas o balanço das aulas em formato digital é positivo. Com o esforço acrescido dos docentes, estudantes e colaboradores, as aulas continuam a decorrer dentro da normalidade possível face à situação atual em que nos encontramos”, garante a presidente do IPCA, Maria José Fernandes.

A presidente adianta ainda que “nos dias de hoje a normalidade já é o IPCA dar as aulas online, as reuniões online… o online é cada vez mais uma realidade nas nossas vidas, temos que nos adaptar e está tudo a decorrer a bom ritmo”.

João Pereira é o Presidente da Associação Académica do IPCA desde 2019, e lembra, como voz dos estudantes, que as rotinas foram alteradas e as salas de aulas deram origem aos ecrãs dos computadores e a uma adaptação a novos meios de aprendizagem: “As vídeos aulas têm funcionado da melhor forma, também por uma adaptação já existente na instituição com cursos já a ser lecionados em ensino a distância”.

Paula Rocha, é estudante do 2º ano do curso de Solicitadoria em regime pós-laboral, está satisfeita pelo facto de continuar a ter aulas, que estão a ter uma boa adesão, e não ter necessidade de interromper o ano letivo. “As aulas por videoconferência correm bem. A nossa participação pode ser verbal ou no chat, sendo que quando resolvemos problemas práticos, temos um tempo para os fazer, como em contexto de sala de aulas, e temos os professores sempre online para esclarecermos as nossas dúvidas”.

De realçar ainda a forma imediata com que 5 000 estudantes e cerca de 450 docentes se adaptaram a uma nova realidade de ensino, não pondo em causa o normal funcionamento das atividades letivas.

Fonte e fotos: IPCA.

COVID-19: Ação de sensibilização junta IPCA a ginásios barcelenses

Março 31, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) juntou-se aos ginásios Maximo Gym e Justfit Barcelos e, juntos, lançaram uma campanha de sensibilização à população barcelense sobre medidas a adotar para combater a COVID-19.



Foram distribuídos outdoors pela cidade de Barcelos, com várias ilustrações feitas no IPCA e com curiosidades sobre o vírus, assim como, medidas individuais a adotar para combater o Coronavírus.

A mensagem que o IPCA pretende passar é a de que “Vamos conseguir combater a COVID-19 e vai ficar tudo bem”.

Fotos: IPCA.

Estudante do IPCA cria aplicação para pedir medicamentos às farmácias

Março 30, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Chama-se Rui Fernandes, frequenta o Mestrado em Engenharia Informática, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), e criou a aplicação “Farmaemcasa”, que pretende afastar os portugueses das farmácias nesta altura critica que o País atravessa.



Rui Fernandes, fundador da We Make It, refere que o objetivo desta aplicação é servir “as pessoas que estão em casa e necessitam de algum medicamento ou produto farmacêutico”. Através da aplicação, a pessoa pode “fazer o pedido”, assim que o mesmo estiver pronto “pode fazer o levantamento na farmácia”. Em alguns casos em que as farmácias façam entregas ao domicílio evita que em nenhum momento “a pessoa tenha que sair de casa”.

O objetivo é impedir as habituais filas nas farmácias portuguesas, situação que tende a agravar-se com o aumento de contágios da COVID-19 e com as novas regras de atendimento nestes espaços.

No desenvolvimento da aplicação estiveram envolvidos outros estudantes do IPCA: Sérgio Cruz, Bruno Silva, José Rocha e Luís Macedo.

A aplicação está já disponível para Android e iOS e pode ser descarregada sem qualquer custo associado em:

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.wemakeit.farmaemcasa&fbclid=IwAR1JG5t-jyo7xV08ylnD-G5NMZSm8ophMNSvXzw6BpGdYLQsr__8v1T7qU4

Imagem: DR.

COVID-19: IPCA e empresas parceiras produzem 10.000 viseiras de proteção para hospitais do Minho

Março 26, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Centro de Investigação em Inteligência Artificial (2Ai) da Escola Superior de Tecnologia (EST) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), com o apoio da Escola Superior de Design (ESD) e Escola Técnica Superior Profissional (ETeSP), e em parceria com as empresas LUCEMPLAST, POLIPOP, RIOPELE e ADILEVEL, desenvolveram uma metodologia de produção rápida de viseiras de proteção individual para profissionais de saúde.



O protótipo desenvolvido já foi validado por uma equipa clínica do Hospital de Barcelos. A abordagem de fabrico utilizada permite produzir, em tempo recorde, 10.000 viseiras que começam a ser entregues nos próximos dias em diversos hospitais do Minho.

Dada as atuais necessidades do Serviço Nacional de Saúde, estes dispositivos são essenciais para a proteção dos profissionais e auxiliares de saúde, cuja necessidade aumentou exponencialmente com a atual pandemia do Coronavírus.

Na foto de destaque, Fernando Veloso, um dos investigadores do 2Ai com protótipo da viseira desenvolvida no IPCA.

Fonte e fotos: IPCA.

COVID-19: IPCA encerra todas as suas instalações

Março 21, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Na sequência das medidas decretadas pelo governo e no âmbito da declaração de Estado de Emergência, o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) encerrou, desde ontem, todas as suas instalações, Campus e Polos, assegurando, dessa forma, o funcionamento de todos os serviços através do atendimento online e telefónico.



Em comunicado, a Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, alertou toda a comunidade académica para a responsabilidade social que lhes é pedida: “O mundo vive, atualmente, um momento excecional que exige de todos nós o máximo de responsabilidade, seja coletiva ou individual, e de acatamento de todas as decisões e ordens que visam, em primeiro lugar, a salvaguarda da vida de todos nós”.

Recordar que a 10 de março, através do Despacho PR nº 28/2020, o IPCA suspendeu todas as atividades letivas presenciais, tendo adotado o regime de ensino a distância, modelo esse, atualmente utilizado a nível nacional por todas as instituições de ensino.

A Presidente fez ainda saber que a atividade letiva decorre “dentro das limitações que algumas unidades curriculares laboratoriais e oficinas oferecem” e que o “modelo em si tem sido um sucesso com elevada aceitação entre os estudantes e os docentes do IPCA”.

Ainda no âmbito de colmatar a propagação do COVID-19 dentro da comunidade académica, o IPCA optou por adotar o regime de teletrabalho para garantir o normal funcionamento dos serviços do IPCA, salvaguardando e protegendo os colaboradores.

Maria José Fernandes agradeceu, ainda, a atitude “positiva, proativa e diferenciadora neste momento tão difícil” de toda a comunidade académica: “A união de toda a comunidade académica IPCA será um fator distintivo e facilitador neste período difícil e conturbado da nossa sociedade”.

As medidas adotadas poderão ser ajustadas ou prorrogadas em função da evolução da situação e da avaliação que, em cada momento, for feita da adequação das medidas agora adotadas à finalidade de controlo da pandemia COVID-19.

Fonte e foto: IPCA.

1 2 3 19
Ir Para Cima