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Joana Martins

Abre mão

Outubro 31, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Com o passar dos anos,

Aprendemos,

Que temos de deixar ir…

Escolhemos os que amamos

E não queremos vê-los partir.

A palavra gratidão

Ganha grande sentido

Quando não abrimos mão,

Da recordação

Que nos fala ao ouvido.

Quando perdemos alguém

Que era tão importante

Sentimo-nos aquém

E a dor é dilacerante.

Impera o silêncio

Faltam-nos as palavras

E sentimos um vazio

Que descrevo em metáforas.

A vida é uma flor

E na sua delicadeza

Deixa amor

Fraqueza

Dor

Mas também uma certeza

Por onde passas

Alguns não vão dar valor

Mas os que te amam,

Sim!!!

Abre mão

E deixa um rasto de ti…

Do que ficou gravado

Do que te fez sentir amado

Abre mão

Abre o coração

E agarra-te com um sorriso

A esses…

Que não abrem a mão de ti!

E aos que partem

Que levam uma parte de nós

Não é um adeus

É um até já…❤

.

Este poema é dedicado a todos que, tal como eu, viram partir alguém especial antes de nós.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Na rua da vida…

Outubro 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Quantas vezes caminhei

Na rua da vida

Dando pequenas passadas

Desejei não me perder

Em becos sem saída.

Mergulhei em poças de água

Que pareciam o fundo do poço

Não eram mais nada

Do que um mero esboço.

Do rosto de uma guerreira

Que luta determinada

Que não baixa a guarda

Por tudo e por nada.

Aprendi a me defender

Das meras tempestades

E a deixar florescer

A minha força de vontade.

Na rua da vida…

Visto-me de cetim

Sigo decidida

Pelos que gostam de mim.

Os que me aceitam

Tal como sou

São diamantes que brilham

E levo-os para onde vou.

No toque,

A saudade

No cheiro

Maresia

No olhar

Poesia.

.

Na rua da vida…

Lado a lado

Os que sempre se importaram comigo ❤

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Apaga a luz

Setembro 9, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Apaga a luz

Fecha os olhos

Deixa-te levar

Desliga-te

Imagina a paz de um lugar

Que te leva algures

Algures dentro de ti

Deixa-te ficar

Abraça-te, perdoa-te

E perde-te no tempo

No teu tempo

Respira

E inspira-te

Busca-te

E encontra-te

Sente o nada

Que é tudo em ti

E corre

Corre no teu melhor

No melhor de ti

No melhor para ti

Olha no espelho

No espelho da alma

Gostas do que vês?

Sim, não, talvez…

.

Liga a luz

Acorda

Ilumina-te

Pensa em Ti!

.

E vai…

.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Não me subestimes…

Agosto 8, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Passeando por degraus de papel

Daqueles que, quando a chuva cai, amolecem

Pinto de cores com pincel

Aranhas que as suas teias tecem.

.

Presa em teias,

De sentimentos que me fazem sentir frágil

Sinto correr-me nas veias

Rios de uma alma ágil.

.

Não me subestimes

Por parecer quebrar, de vez em quando.

Em voos sublimes

Levanto-me como um pássaro em bando.

.

Não me subestimes

Vejo mais do que aparento

Sei de crimes

Daqueles que nos matam por dentro.

.

Sou flor que brota da escuridão

Da dor que me fez sangrar

Lambo a ferida como um leão

E rosno a quem me tenta magoar.

.

Não me subestimes…

Sou muito mais!

Não em ter,

Mas em ser…

Não me subestimes, posso surpreender…

.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Será que me vês?

Julho 18, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Será que me vês

Quando estou triste?

Será que me vês

Quando preciso de um abraço?

E quando me deixo levar pelo cansaço

Será que me vês?

.

Eu vejo-te em mim

Moras cá dentro

Perfumas o meu ser de alecrim

Sinto que te reencontro.

.

Será que me vês

Quando sinto saudade?

Será que sentes o mesmo?

Sinto-te tão vivo…

.

Vivo,

Pensando se sentes orgulho

De todos os meus feitos?

E no meu ser mergulho

Tentando ser melhor,

Mesmo com todos os defeitos.

.

Ser humano, é ser assim

Frágil e imponente

Saltar num trampolim

Ou andar numa corda bamba

Com receio que rebente.

.

Será que me vês?

É que eu te vejo em mim.

Vivo um dia de cada vez

Levo-te comigo até ao fim…

.

Só morres quando eu morrer…

.

Há 22 anos perdia o meu Pai…

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

É acreditar…

Maio 31, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

É acreditar

Que o arco-íris vai brilhar

Que o sol vai pintar

Os dias de cor.

.

É acreditar

Nos sonhos cumpridos

Depois de muito lutar

Dias e dias seguidos.

.

É acreditar

Que és capaz

Mesmo cansado

Que irás deixar para trás

O que é passado.

.

É acreditar

Que o bom que foi, vai voltar

É ver bolas de sabão

E saltar em doce algodão.

.

É acreditar

Que terás tempo para ti

Que o mundo dá voltas

E sorri, sorri, sorri…

.

É acreditar

Que és forte

Que só para os que acreditam

Brota a sorte.

.

É acreditar

Em quem és

Não é ter o mundo a teus pés

É ser o mundo para alguém…

.

É acreditar

Acreditar em ti!

.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Livre

Abril 27, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Corro livremente

Em campos de girassóis

Voo sem asas

Em bando com rouxinóis.

.

Danço descalça

Mergulho no som da chuva

O meu olhar alcança

O sabor de bago de uva.

.

Livre,

No pensamento.

Livre,

No ser.

Livre!

.

E o meu corpo quer descansar

Mas eu quero sair de mim

Será loucura não parar?

Será tão louco assim?

.

Não quero ficar enclausurada

Presa aos sonhos por cumprir

Sinto-me apaixonada

Por o que ainda está por vir…

.

O horizonte me abraça

As nuvens deixam o sol passar

Fazem uma aliança

Com um nó por desatar.

.

Desata o nó

Tenta fugir

Não tenhas dó

Só fica o que não tem de vir…

.

Livre

Dos medos

Das ilusões

Dos segredos

Das desilusões.

.

Deitada em lençóis de cetim

Deixo cair as armas

Da luta que travo

Para me libertar de mim.

.

Ser livre é:

Pintar o teu mundo

Vestir do ser

Do querer

E ser quem te apetecer.

.

Ser livre

É um modo meio maluco de ser…

.

Gosto muito!

E tu?

.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Dançando…

Abril 13, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Dançando com o vento

Seguindo sem pensar

Dei passos no tempo

Com a luz de um olhar…

.

Dançando me entreguei

Ao ritmo do luar

Esqueci a razão

Deixei-me levar…

.

Dançado voei

Voei, sem pensar

E sonhei, sonhei…

Com o impossível de alcançar.

.

Dançando com o horizonte

Queria lá chegar

Mas não passei a ponte

E deixei-me ficar.

.

Dançando cansei

E tive de parar

Pensei em mim

E se quero mudar?

.

Dançando, vou aprendendo

A viver dançando.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

A Procura

Março 21, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Procuro o cheiro

O abraço, o sabor

Da loucura a memória

A alegria e a cor.

.

Pinto de saudade

A alegria que vivi

E guardo a verdade

Do que nunca esqueci.

.

Escondo em mim

A resposta do que sei

Digo não, mas quero sim

Tirar do baú, o que guardei.

.

Não são diamantes

Mas têm muito valor

São sentimentos

Guardados com calor.

.

Procuro em mim

O que nunca esqueci

E sim, é verdade…

Nunca me esqueci de ti!

.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Tempera o tempo

Fevereiro 16, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Joana Martins

Dá-lhe sabor

Dá-lhe cor

Deixa ferver

Deixa ser

Uma pitada de açúcar

Mexe sem parar

Junta-lhe água

Deixa chover

Estrelas cadentes

Rasgam o céu

Continua a mexer

Não pares no tempo

Que o tempo pare

Apenas para te lembrar

Do que valeu a pena

E deixou a saudade no ar

Mexe, mexe devagar

Um dia de cada vez

Deixa o sol aquecer

E fazer brilhar

O tempo que passou sem parar

Porque um dia vais olhar

O tempo como um conselheiro

Um professor.

E vais aprender

Que não fizeste tudo bem

Mas que falhaste no que não fizeste!

Faz!

Faz o tempo valer cada segundo.

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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