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Lavagem de Alma - page 5

Amar

Fevereiro 14, 2017 em Atualidade, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Joana Martins

Amar

Amar rima com dar.

Na poesia do querer

Acariciar, abraçar, beijar

Acima de tudo, proteger.

Amar é sonhar acordado

É querer estar perto

Mais do que estar apaixonado

É aceitar o sentir do incerto.

Amar, dói!

Não pelo que é

Mas por o que um dia foi.

Por tudo o vivemos

Mas deixamos de viver

Por o que tivemos

Mas deixamos de ter.

Que o amor nos regue a alma

De uma vontade de voltar a acreditar

Nos traga leveza que acalma

E nos faça levitar

No escuro se faça sol

No frio se faça calor

No silêncio, o som de um roxinol

Nos faça sorrir o amor.

 

Sem ele sou um vazio,

Sem ele não sou nada

Não há nada mais gratificante

Do que amar e ser amada.

 

Amem, amem-se e deixem-se amar.

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense).

Fevereiro 6, 2017 em Atualidade, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Joana Martins

Pedimos demais…

 

Somos seres insatisfeitos

Quanto mais temos,

mais queremos.

Eu sei que imperfeitos

Ansiosos vivemos.

 

Pedimos demais…

Se pensarmos com cuidado

Somos os tais

Presos ao fado.

 

Outros, assim não são

Partem para ajudar

Na mala, levam brinquedos e afeto

Tudo para dar.

 

Grande coração

A alma cheia de bondade

Partem sem saber para onde vão

Levando apenas a vontade…

Vontade de ajudar.

 

E é impressionante

Ver o sorriso das crianças

Numa terra tão distante

Do pouco fazem alianças

Alianças de felicidade.

 

Porque para ser feliz, não é preciso ter tudo, mas saber viver com o que se tem…

 

Um bem-haja a quem parte para fazer voluntariado, deixando a família, a terra e os amigos, com o intuito de melhorar a vida de outras pessoas que têm mais dificuldades.

Por: Joana Martins (poetisa barcelense).

Janeiro 30, 2017 em Atualidade, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Joana Martins

Abraço

Carente, me refugio,

No calor do teu abraço

Que me protege do frio,

Do gelo do meu cansaço.

 

E me sinto tão bem

No calor do teu abraço

Que me faz querer ir além

Do aconchego do teu regaço.

 

E faço desse teu abraço,

Uma corda, que não quero soltar

E dela faço um laço

Que recuso jamais desatar.

 

O teu abraço é poesia

Que rima com perdição

E a luz que dele irradia

Ilumina com paixão.

 

E nesse jardim perfumado

Do abraço que me apertou

Voo para todo lado

No cheiro que me enfeitiçou.

 

Incrível o poder que tem um abraço…

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense)

Janeiro 23, 2017 em Atualidade, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Joana Martins

 

Me deu frio

 

No sopro de um suspiro

Corre em mim, um arrepio

Toco nas teclas do piano

As notas que quero soltar.

 

Faz-se música no ar

E danço, a liberdade em mim

Suspiro, no sopro que me arrepiou

Me deu frio, me congelou.

 

E me aqueço, me protejo

Do arrepio, que me persegue

Sigo devagarinho

Quase que a gatinhar.

 

Digo baixinho:

Acredito em mim e sempre vou acreditar!

E deixo o sopro soprar

A música que continua no ar.

 

E livre continuo a dançar

A dança num arrepio

Me deu frio, me deu frio

Mas me aqueci, dançando.

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense)

Janeiro 16, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora
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Joana Martins

Deixo-vos com um dos poemas do meu livro “De passagem…”:

 

Vidro Partido

 

Deixei cair no chão

A confiança que restava

Partiu na minha mão

O vidro que segurava.

 

Depois de partido em pedaços

Não consegui mais acreditar

Que os seus estilhaços

Se voltassem a renovar.

 

A confiança perdi

No momento, em que o sangue jorrou

Na ferida que abri

Com o vidro, que na mão, me restou.

 

Às vezes, até eu,

Penso que de vidro sou

Deixo-me cair

“Parto” no que me magoou.

 

Mas o que me torna diferente

É que vidro partido

É vidro perdido

Enquanto eu,

Me levanto, me renovo, sigo em frente!

 

A confiança, essa, só o tempo

Me mostrará, se é possível voltar a acreditar

E mesmo que o vidro me “parta” de novo

Se valer a pena, escoo a sangrar!

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense).

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