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Lions Clube de Barcelos

COVID-19: Lions Clubs International doa ventiladores a vários hospitais

Maio 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A Pandemia do Coronavírus, mais conhecida como COVID-19, teve o seu início nos finais do ano 2019. Para que percebamos aquilo que nos está a acontecer agora, vejamos o seguinte. Nos últimos 101 anos, algo de similar aconteceu com a chamada “Gripe Espanhola” que dizimou o mundo, matando mais de 50 milhões de pessoas.



Na época em que a doença se espalhou, o mundo passava pela Primeira Guerra Mundial, e as grandes potências ocidentais estavam envolvidas no conflito havia anos (1914-18). Por essa razão, a imprensa desses países sofria forte censura. Divulgar as notícias de que a gripe espanhola tinha afetado suas tropas poderia ser muito ruim para o moral dos soldados e poderia espalhar pânico na população. Assim, esses locais passaram a censurar as notícias relacionadas com a doença.

Segundo os historiadores, a gripe espanhola não surgiu na Espanha, mas recebeu esse nome por motivo da forte divulgação do problema na imprensa espanhola. Como a Espanha não estava envolvida com a guerra, não havia necessidade de censurar a imprensa, e assim, as notícias sobre a enfermidade espalharam-se a partir do que a imprensa espanhola noticiava. Foi por essa razão que a pandemia recebeu o nome de gripe espanhola.

Esta situação que para nós é nova, mudou literalmente a nossa vida, na nossa forma de estar, pensar, relacionar, socializar, trabalhar, enfim, em todos os aspetos da nossa vida. Nos Lions Clubes tudo mudou entretanto.

Desde 1917 existem os clubes de serviço do Lions. Para quê? O trabalho dos Lions passa por apoiar as suas comunidades das mais diversas formas e programas, sendo esta uma delas, As Grandes Catástrofes. Os Lions estão, com frequência, entre os primeiros a oferecer ajuda. E a LCIF está presente ao lado deles, pronta para apoiar os seus esforços com assistência, para ajudar as vítimas de catástrofes. Lions Clubs International está a trabalhar arduamente com os clubes em todo o mundo, tentando acompanhar esta pandemia do coronavírus (COVID-19) em andamento, que está a mudar a maneira como vivemos, trabalhamos e servimos, durante este período desafiador. Vamos continuar a mostrar a nossa bondade e a nossa força em ação, colocando, em primeiro lugar, a saúde e segurança das nossas comunidades.

Para ajudar os Clubes de todo o mundo a lutar contra esta adversidade, os Lions Clubes têm tido o apoio da LCIF – Lions Clubs International Foundation) a nossa Fundação Internacional, através de subsídios atribuídos aos clubes, aos distritos (países ou grupo de clubes).

Este ano, em meados do mês de março, um dos responsáveis da LCIF em Portugal, constatando o que se passava com a pandemia em Portugal e no mundo, resolveu questionar a LCIF da existência de um subsídio específico para esta pandemia que devorava vidas incessantemente. A resposta foi quase imediata, a partir do momento que o país reunisse as premissas apresentadas. Infelizmente, reuníamos, pois já tínhamos muito mais de 100 infetados, hospitais com carências de equipamentos como ventiladores e outros equipamentos ligados à saúde, e pessoal especializado para manusear com esse tipo de equipamento.

De imediato, os Coordenadores da LCIF deitaram mãos à obra e passados cerca de dez dias tinham o levantamento das necessidades dos hospitais junto da ARS, as respostas desses hospitais (os que responderam), os orçamentos das empresas fornecedoras desses ventiladores e enviaram o pedido de subsídio para os Estados Unidos.

No dia 8 de abril, recebemos a alegre notícia da atribuição de um subsídio de 100.000 USD para o Alívio à COVID-19, cerca de 91.000 Euros. A alegria foi imensa, pois agora só teríamos de entregar aos hospitais contemplados os ventiladores.

Foram contemplados os Hospitais de:

H. BRAGANÇA, H. SANTA MARIA MAIOR – BARCELOS, H. S. JOÃO – PORTO, H.S. ANTÓNIO – PORTO, HOSPITAL DE AVEIRO, HUC – COIMBRA, ESTEFÂNIA – LISBOA, CURRY CABRAL – LISBOA, H. FARO, H. ESPÍRITO SANTO – PONTA DELGADA, H. MADEIRA.

Por: PCC José Carvalho Lopes (Lions Clube de Barcelos).*

Foto: LCB.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Lions enfrentam a COVID-19!

Abril 18, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Abateu-se sobre o planeta uma pandemia sem precedentes. O novo coronavírus, em poucos meses, difundiu-se desenfreadamente, atravessando fronteiras e causando dor e sofrimento.

Num cenário quase hollywoodesco, de um dia para o outro, o mundo ficou obrigado a um isolamento social, a um confinamento forçado em prol de um bem comum: A NOSSA SAÚDE.



As prioridades mudaram repentinamente. O foco é, agora, proteger os grupos mais frágeis e os mais idosos. A prioridade é controlar a pandemia e podermos dar assistência digna a todos aqueles que, desafortunadamente, contraíram a doença.

Este flagelo traz consigo grandes desafios. Desafios políticos, económicos e sociais.

O futuro é incerto. Avizinha-se uma terrível recessão económica.

Mais do que nunca, é necessário ser solidário, tolerante e atento às injustiças. Mais do que nunca, as associações humanitárias são cruciais para garantir o apoio a quem mais precisa.

O Lions Club International é a maior organização mundial de serviço, presente em mais de 210 países, contribuindo com milhões de dólares anualmente para grandes causas humanitárias. E, mais do que isso, contribuindo com milhões de horas de serviço dos seus membros a favor das comunidades onde se inserem. Não é apenas uma questão de mobilizar recursos financeiros. É agir e estar presentes para tornar muitas vidas menos difíceis.

Globalmente, os LIONS têm vetores prioritários de apoio como a diabetes; alívio à fome; visão (curar a cegueira evitável); o cancro pediátrico; e a preservação e valorização do meio ambiente.

E os LIONS estão sempre presentes no apoio às vítimas de grandes catástrofes, como terramotos ou grandes incêndios, por exemplo. Ou na ajuda ao combate à COVID-19.

Com o empenho e espírito de serviço que caracterizam os Lions em Portugal, foi possível, em poucos dias (com envolvimento relevante de membros do Clube de Barcelos), elaborar e apresentar uma candidatura à LCIF (Lions Clubs International Foundation), que, igualmente em poucos dias, atribuiu ao Lions Portugal um subsídio “a fundo perdido” no valor de 100.000 dólares para aquisição de ventiladores e outros equipamentos de proteção para reforçar a capacidade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde no combate à COVID-19.

Este subsídio, certamente replicado pelo mundo inteiro, será uma grandiosa ajuda neste momento sombrio.

Assim se demonstra uma característica distintiva dos Lions: Nós servimos! E servimos com ações concretas e rápidas, sempre com o objetivo de melhorar a vida de pessoas mais fragilizadas.

Localmente, cada Clube pode fazer a diferença junto das suas comunidades. O conhecimento concreto das necessidades dos seus conterrâneos e a proximidade das pessoas, permite movimentos solidários fortes.

Neste momento de clausura, afastamento e solidão temos que ficar unidos. Criar pontes entre nós para que ninguém fique para trás. Pequenos gestos podem levar esperança e conforto a quem lhes faltar. Proporcionar momentos de alegria, ajuda a enfrentar as adversidades com mais confiança e fé.

A Humanidade está a ser colocada à prova. Temos que trabalhar e lutar para a construção de um mundo melhor. Temos que sentir o outro.

Mesmo quando não havia nenhuma esperança, sempre procurei dar o melhor de mim.” (Orson Welles)

Por: Ângela Costa (Lions Clube de Barcelos).

Imagem: LCP.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Ser solidário é ser mais alto…

Março 7, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

O Lions Clube de Barcelos organiza, no próximo dia 28 do corrente mês de março, na Quinta de Santa Maria, a sua 36ª Noite de Fado, o maior evento anual de fado de Barcelos, espetáculo aberto a todos quantos queiram assistir, bastando, para tal, adquirir o respetivo convite junto dos membros do Clube.



Ao longo dos 36 anos de história deste evento já passaram por esta “noite” nomes sonantes do fado, como Amália Rodrigues, permitindo, ainda, ‘lançar’ jovens talentos deste estilo musical tão português e património imaterial da humanidade da UNESCO.

Mas a “Noite de Fado” é muito mais que um belíssimo espetáculo musical: é, mais que tudo, um evento que serve para recolher fundos para entregar a uma das instituições mais importantes do concelho de Barcelos: a APACI – Associação de Pais e Amigos de Crianças Inadaptadas.

A APACI foi fundada há mais de 40 anos sob a liderança do saudoso Dr. Aníbal Araújo. Lembro-me bem do meu pai sair, várias vezes, de casa depois do jantar com uma pasta cheia daquilo que pareciam ser selos de correio, mas que eram vinhetas para cobrar quotas de sócios da Associação, e voltar já tarde para casa. Foi com o esforço de muitos cidadãos, mais ou menos anónimos e, sobretudo, dos seus dirigentes e colaboradores ao longo do tempo que a APACI se afirmou e desenvolveu.

O Lions Clube de Barcelos orgulha-se de ter contribuído, ao longo do tempo, para a concretização de projetos lançados pela APACI, projetos que sempre visaram apoiar, estimular e desenvolver crianças (hoje, também jovens e adultos) inadaptadas, procurando ajudá-las a construir uma vida com felicidade no contexto próprio de cada um.

O movimento Lion – e o Clube de Barcelos também, naturalmente – é o maior movimento do mundo de clubes de serviço: foi fundado há 103 anos, perto de Chicago, tem quase um milhão e meio de sócios e, desde sempre, se assumiu como um movimento solidário, que procura, acima de tudo, “ensinar a pescar em vez de oferecer o peixe”. Apoia causas como o combate à cegueira evitável, o combate à fome ou a defesa do meio ambiente, por exemplo.

A Noite de Fado pretende ser um evento de grande mobilização da sociedade Barcelense em torno da cidadania solidária e, em concreto, a favor de uma instituição de reconhecido mérito social e que precisa de todos os apoios possíveis. É, claramente, a oportunidade para todos os Barcelenses que queiram, e possam, contribuírem para a concretização de sonhos ambiciosos em realidades concretas de pessoas que precisam de um apoio mais forte e continuado para poderem viver com felicidade. É a sua oportunidade de ser feliz por fazer outros felizes.

Pois como cantou José Mário Branco em “Ser Solidário”:

“Ser solidário assim pr’além da vida

Por dentro da distância percorrida

Fazer de cada perda uma raiz

E improvavelmente ser feliz”

Venha, participe, ajude! E traga outro amigo também…

Por: Nelson Brito* (Lions Clube de Barcelos)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Solidariedade

Fevereiro 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Dizem-nos os antropólogos que foi a SOLIDARIEDADE que nos fez passar da ordem dos primatas para a ordem dos seres humanos. Quando os nossos ancestrais saíam para procurar alimentos, não os comiam individualmente. Traziam-nos para o grupo, partilhando-os. Assim, a solidariedade está na génese da humanidade.

Vivemos tempos de individualismo, competição e falta de olhar para o próximo.



Ser solidário leva o humano a deixar transparecer o melhor de si mesmo nas mais diversas situações do dia a dia e da sua história.

A ajuda desinteressada também se reflete na identidade pessoal e social de cada um. Aumenta a autoestima e dá sentido às nossas competências. Recompensam-nos com o prazer de contribuir para o bem-estar e a felicidade do outro e também nos dá prazer de participar no funcionamento e na melhoria da sociedade.

Fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem a nós, chamamos de egocentrismo disfarçado de boa vontade, mas, fazer ao outro aquilo que ele precisa naquele momento e naquela situação. Isto sim, é boa vontade.

Os LIONS são o veículo prefeito para atender a necessidade de servir, sendo agentes, por excelência, da diferença, procurando identificar as necessidades mais prementes nas comunidades em que se inserem e criando formas para tornar o mundo num lugar com que todos sonhamos.

Finalmente, como diz Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.

Por: CL Manuela Queiroz* (Lions Clube de Barcelos).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Lions de Barcelos promove concurso e exposição de “Cartaz sobre a Paz”

Janeiro 25, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Iniciativa, patrocinada pelo Lions Clubes Internacional, distingue três alunos da EBS Vale do Tamel

Há mais de 30 anos, o Lions Clubes Internacional tem patrocinado um concurso cujo tema é sempre sobre a Paz, que incentiva e motiva os Clubes Lions em todo o mundo a promover a realização do concurso envolvendo escolas e os seus alunos.



O Lions Clube de Barcelos organizou, este ano, o concurso em parceria com a Escola Básica e Secundária Vale do Tamel, sede do Agrupamento de Escolas Vale do Tamel.

Os trabalhos, integrados no Departamento de Expressões, foram desenvolvidos nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, coordenados pelos professores Adelino Silva, Alberto Costa e Vítor Diegues, tendo os alunos, no processo de execução, tido a possibilidade de usarem várias técnicas de expressão.

Depois de concluídos, os trabalhos foram expostos no hall de entrada da escola sede para poderem ser apreciados pela população escolar e para que a mensagem da paz pudesse ser partilhada por todos. A iniciativa teve um impacto muito positivo.

O trabalho vencedor foi do aluno Vitallii Polehenkyi, do 6º ano, obtendo uma menção honrosa a nível nacional, tendo ficado em segundo lugar ficou o trabalho do seu irmão, Vadym Polehenkyi, e no terceiro lugar, o trabalho do aluno Santiago Lagarteira, curiosamente os três alunos pertencentes à mesma turma, a 6º G.

Todos os trabalhos dos alunos participantes deram lugar, posteriormente, a uma exposição na Biblioteca Municipal de Barcelos, estando os vários cartazes patentes ao público durante o mês de janeiro.

O concurso de “Cartaz sobre a Paz” foi criado em 1988 para dar aos jovens a oportunidade de, criativamente, expressar seus sentimentos sobre a paz mundial e compartilhar as suas visões com o mundo. Cerca de 350.000 crianças de mais de 65 países participam, anualmente, neste concurso.

Fotos: LCB.

Nós Servimos!

Janeiro 22, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

O Serviço desinteressado ao outro, que de algum modo, está necessitado de apoio, é a verdadeira essência do lionismo. “Servir e não servir-se” é uma das linhas orientadoras da conduta lionística: integra o nosso código de ética.



E esse Serviço manifesta-se de diversas maneiras, atravessa todas as áreas e cruza todos os estádios etários. Da saúde à cultura, da educação ao meio ambiente, do combate à fome, à orientação e intercâmbio juvenil, ao apoio e proteção na velhice, etc. Cada clube desenvolve-o segundo as características e as necessidades da sua comunidade, mas também, segundo o fio orientador do grande Movimento Internacional de Serviço, que é o Lionismo.

Promovem-se rastreios de prevenção da diabetes e outros; apoia-se a investigação do cancro infantil; organizam-se colheitas de sangue e palestras; promovem-se ações de luta contra a cegueira, de preservação do meio ambiente e de combate à fome; constroem-se creches e lares; acode-se em situações de catástrofes, etc.

Através da sua Fundação, os Lions estão em todo o lado, onde o sofrimento humano acontece, para com o seu serviço, minimizarem o sofrimento e promoverem o bem-estar.

Janeiro é o mês da consciencialização sobre a fome. Esse flagelo, que afeta uma fatia muito grande da humanidade e atravessa os cinco continentes, cria as condições ideais para o aparecimento da doença e a subsistência da morte, e gera a debilidade do ser humano, logo à nascença.

Façamos o exercício mental de nos colocarmos no lugar de alguém que morre de fome. Deve ser horrível, não acham? E, no mundo atual, no qual a riqueza está tão mal distribuída, há ainda muitos milhões de seres humanos (crianças, mulheres e homens) a morrerem de fome todos os dias. Ou devido às guerras, ou às secas e outras intempéries climatéricas, ou simplesmente por penúria. E não acontece apenas nos países subdesenvolvidos. Há fome também nos países ricos. E muitos são os recursos desperdiçados que, se bem orientados, e se pudessem circular livremente sem as burocracias que os impedem de chegar rapidamente aos lugares onde salvariam vidas, acabariam com o flagelo da fome a nível mundial.

Os clubes Lions também estão presentes no combate à fome nas suas comunidades, nos seus países e no mundo. E são muitas as ações realizadas para colmatar esse flagelo. Participam na angariação e distribuição de alimentos, fazendo parcerias com outros organismos vocacionados para esse fim; organizam e distribuem cabazes alimentares a nível das suas comunidades; atribuem bolsas alimentares a famílias mais carentes; criam refeitórios, etc. Mas também por meio da sua Fundação, e com a ajuda monetária desta, que patrocina projetos de clubes, desde que bem fundamentados, são desenvolvidas ações no sentido de acabar (ou, pelo menos, diminuir) a fome que grassa pelo mundo. E, atualmente, está a decorrer um programa piloto de subsídios contra a fome, criado pela Fundação Lions Internacional, que subsidia projetos de clubes que sejam dirigidos ao combate contra a fome. Nomeadamente, plantação de hortas comunitárias, distribuição de frigoríficos, construção de refeitórios, etc.

O Lions Clube de Barcelos sempre expressou a sua preocupação nesta área, quer através da feitura de cabazes (especialmente na época natalícia), distribuindo-os por famílias previamente selecionadas ou entregando-os a associações da cidade com essa vocação e que têm a seu cargo esse serviço humanitário. Nomeadamente, o GASC. Mas também a Associação da Paramiloidose beneficiou já dessa ação do Lions Clube de Barcelos. E, desde há três anos, tem um projeto de entrega de bolsas alimentares, divididas em duodécimos mensais, a famílias carenciadas, selecionadas com a ajuda da Junta de Freguesia de Barcelos.

Nos dois últimos anos, entregaram-se dez bolsas alimentares em cada ano.

Este ano caminha-se no mesmo sentido.

Por: CL Jeracina Gonçalves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Direito de Associação

Janeiro 5, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião, Política port barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Soares de Sousa

Caros leitores,

Durante o mês de novembro, iniciámos dois espaços de opinião da responsabilidade do Rotary Club de Barcelos e do Lions Clube de Barcelos, duas grandes instituições locais, nacionais e internacionais que nos honram com a sua presença neste projeto.



Tendo este facto em conta, decidi escrever um pouco sobre estas e outras instituições, agremiações, associações, grupos, entre outros, principalmente, por ser um tema que me desperta interesse.

Segundo a INFOPÉDIA da PORTO EDITORA, uma associação é: «1 – ato ou efeito de associar ou associar-se; aliança; união; 2 – grupo de pessoas assim reunidas; 3 – ato de associar alguém a algo; colaboração; 4 – união de esforços de várias pessoas para prosseguir um fim comum; 5 – pessoa coletiva sem fim lucrativo (…)». Já o da PRIBERAM (online) refere que Associação é: «1 – reunião de pessoas para um fim comum. = AGREMIAÇÃO, CONSOCIAÇÃO, SOCIEDADE; 2 – sociedade; 3 – comunidade; 4 – conexão».

Associativismo, segundo a INFOPÉDIA, é: «1 – movimento partidário da criação de associações (cívicas, laborais, culturais, etc.) para defesa de interesses ou para obtenção de objetivos comuns; (…)», sendo que no da PRIBERAM, associativismo é: «movimento organizado ou prática de associação de grupos sociais, nomeadamente de grupos laborais e sectoriais».

Se consultarmos a Constituição da República Portuguesa, encontramos, no Artigo 46º, “Liberdade de associação”, que afirma:

«1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respetivos fins não sejam contrários à lei penal.

2. As associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas e não podem ser dissolvidas pelo Estado ou suspensas as suas atividades senão nos casos previstos na lei e mediante decisão judicial.

3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.

4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista».

O Artigo 51º, “Associações e partidos políticos”, também refere algo, a meu ver, que importa muito a este assunto. Senão, vejamos: «1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente para a formação da vontade popular e a organização do poder político».

Neste concelho, tal como por este nosso país afora, e mesmo pelo mundo, há milhares e milhares de associações, agremiações, sociedades, comunidades, clubes, grupos, partidos, sindicatos, federações, confederações, entre outras entidades que reúnem pessoas em volta de objetivos comuns e em prol dos mesmos. Sejam solidários, partidários, associativos, corporativos, federativos, comunitários, cívicos e muito mais.

Em relação a estes dois novos espaços, falando do Rotary International, e usando informação consultada online, sabemos que foi fundado em 1905 e tem cerca de 1,22 milhões de membros, sendo uma “rede global de líderes comunitários, amigos e vizinhos que veem um mundo onde as pessoas se unem e entram em ação para causar mudanças duradouras entre si mesmas, nas suas comunidades e no mundo todo”, tendo como missão “servir ao próximo, difundir a integridade e promover a boa vontade, paz e compreensão mundial por meio da consolidação de boas relações entre líderes profissionais, empresariais e comunitários”, sendo dirigidos por Governadores e Presidentes. (in: https://www.rotary.org/pt )

Por seu turno, os Lions foram fundados em 1917 e “servem”. Segundo nova consulta, ficamos a saber que “é bem simples assim e tem sido” desde que começaram nesse ano. “Os clubes são lugares onde as pessoas se reúnem para doar o seu precioso tempo e trabalho para melhorar as comunidades e o mundo”, tendo como missão “empoderar os voluntários para que sirvam às suas comunidades e atendam às necessidades humanas, fomentam a paz e promovam a compreensão mundial por meio dos Lions clubes”, sendo a sua visão “ser o líder global em serviços comunitários e humanitários”. À imagem da instituição anterior, os Lions também são dirigidos por Governadores e Presidentes. (in: https://www.lionsclubs.org/pt)

Estas duas instituições têm associadas a si a ideia de elitismo e de que, para se ser rotário ou lion, é preciso pertencer-se a estratos mais altos da sociedade, com capacidade financeira alta e é difícil conseguir pertencer/entrar nelas. No entanto, do que conheço, e das pessoas com quem interajo, não tenho nada essa ideia. É a minha perceção, das experiências que vou tendo, principalmente, desde que o Rotary Club de Barcelos e o Lions Clube de Barcelos decidiram colaborar com este vosso projeto que é o “Barcelos na Hora”.



Ainda tendo em conta o direito de associação plasmado na Constituição Portuguesa e, presumo, na maioria das legislações da esmagadora maioria dos países, as pessoas têm o direito de associar-se, entrar, aderir, fazer parte de outro tipo de instituições – li, no SOL online, uma denominação que considero muito curiosa: “organizações de caráter discreto”, em sequência de proposta de Projeto-lei do PAN sobre estas organizações [NdA: se se interessa por este tema/assunto, consulte a referida notícia e conheça algumas das posições e opiniões em relação a esta proposta, em: https://sol.sapo.pt/artigo/681376/igreja-com-opus-rejeita-revisao-da-concordata]. Organizações essas, também com fortes traços rituais e hierárquicos, em que os seus membros podem optar pelo anonimato (algo a que, a meu ver, têm direito) e em que os objetivos podem ir além da solidariedade, sendo até mais para apoio e desenvolvimento espiritual de seus membros, sejam homens, sejam mulheres. Não posso esconder que, quiçá, a maioria das pessoas desdém essas instituições e seus membros (também por culpa de algumas ações realizadas por certas pessoas que a elas pertencem ou pertenceram), mas elas existem, têm história, já influíram na história de muitos países e terras, e devem ser, a meu ver, igualmente respeitadas pois, se não for para «promover a violência e os respetivos fins não sejam contrários à lei penal», então, as pessoas devem ser livres de a elas pertencerem ou pretenderem pertencer.

Uma delas é a Maçonaria, fundada em 1717. Segundo uma das muitas páginas dedicadas ao tema, e mesmo pertencentes, presumo, a Obediências ou Lojas, a Maçonaria «É uma Ordem iniciática e ritualística, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objetivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista à edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

A Maçonaria não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um. Considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual.

A Maçonaria é uma Ordem de duplo sentido: de instituição perpétua e de associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras.

É Iniciática, porque só pode nela ingressar quem se submeta à cerimónia de iniciação, verdadeiro “batismo” maçónico, que significa literalmente o começo, e simboliza a passagem das trevas à “Luz”». (in: https://grandelojasimbolicaportugal.com/ [Grande Loja Simbólica de Portugal])

Em Portugal, consta-se que tenha iniciado em 1727, sendo que teve interregnos ou manteve-se de tal forma “adormecida” que poderá ter sido dada como “extinta”, principalmente na época sob regime salazarista e marcelista. Com a “Revolução dos Cravos”, começou a sua “reconstrução”.

Hoje em dia, ainda de acordo com a mesma página, existem seis Obediências Maçónicas portuguesas com reconhecimentos internacionais: O Grande Oriente Lusitano, A Grande Loja Simbólica de Portugal, A Grande Loja Simbólica da Lusitânia (mista), A Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal, A Federação Portuguesa «O Direito Humano» e A Grande Loja Feminina de Portugal.

O ano de 2019 marcou o início da primeira Pós-Graduação em “Maçonaria e Sociedades Iniciáticas”, na Universidade Autónoma de Lisboa, com alguns Grão-Mestres a pertencerem ao quadro docente da pós-graduação.

Mesmo não sendo “bem-vista” pela esmagadora maioria das pessoas, a Maçonaria também tem objetivos e projetos solidários, conforme se pode constatar nesta reportagem do Jornal I, de 27.02.2015:

https://ionline.sapo.pt/artigo/264296/macons-da-caridade-discreta-as-influ-ncias-indesejadas?seccao=Portugal.

Ou nesta entrevista a Pedro Rangel, antigo Grão-Mestre da Grande Loja Simbólica de Portugal, de 14.04.2019: https://infocul.pt/actualidade/pedro-rangel-um-macon-e-um-homem-livre-e-de-bons-costumes/ (basta clicarem nos links para acederem).

Outra destas Instituições é o Opus Dei, cujo Prelado atual é o Monsenhor Fernando Ocáriz, sendo constituída por Clubes, centros e locais de atividades.

O Opus Dei foi fundado em 1928, em Espanha, e está presente em 61 países. A 2 de outubro desse ano, São Josemaria Escrivá de Balaguer, durante um retiro espiritual em Madrid, funda, “por inspiração divina”, o Opus Dei, que “entra” em Portugal em 1945.

É «constituído por um prelado, por um presbitério ou clero próprio e por leigos, mulheres e homens. No Opus Dei não há diferentes categorias de membros. Há, sim, diversos modos de viver a mesma vocação cristã, de acordo com as circunstâncias pessoais de cada um: solteiros ou casados, sãos ou doentes, etc.» (in: https://www.opusdei.org/pt-pt/article/cristaos-no-meio-do-mundo/ [Opus Dei Portugal]).

Para além destas, mais conhecidas e difundidas (há uma miríade delas), em minha opinião, poderíamos abordar a Carbonária – julgo que já inexistente em Portugal e de que ouvi falar pela primeira vez nas aulas de História de Portugal, do Professor Manuel Prata, aquando do meu curso superior para me tornar professor – que ficou mais conhecida, para nós, portugueses, pelo regicídio de 1908, em que elementos desta organização planearam e levaram a cabo o assassinato do Rei D. Carlos e seu filho, Príncipe Luís Filipe; ou a Ordem “Rosacruz”, popularizada na Europa no início do século XVII, com Lojas, Capítulos ou “Átrium” (in: https://www.amorc.org.pt/ [AMORC – Ordem Rosacruz]); ou mesmo os Illuminati, nome dado a vários grupos, quer reais, quer fictícios – “personagens” de muitos livros e filmes, por exemplo – , cujos objetivos eram (ou são) fazer oposição à superstição, obscurantismo, influência religiosa sobre a vida pública e abuso de poder do estado.

Concluindo, na minha opinião, quer se goste ou desgoste, se ache legal ou ilegal, sejam mais abertas ou mais secretas, elitistas ou não, sejam mais solidárias ou apenas sirvam interesses, todas estas entidades são (ou eram) legítimas, e quem pertence (ou pertenceu) a elas, à partida, não está (ou não esteve) lá forçado e, por isso, está (ou estava) a usufruir do seu direito de associação plasmado na Constituição da República Portuguesa, sendo o direito à reserva da vida privada um dos direitos, liberdades e garantias consagrados nessa mesma Constituição.

Teríamos aqui “pano para mangas”, principalmente para alguém como eu, que gosta deste tipo de sociedades, instituições, ordens, organizações, grupos…

No fundo, apenas quero expressar a minha alegria e agradecimento pelo facto dos dois clubes barcelenses (Rotary e Lions) terem aceite o nosso desafio e decidido participar, e enobrecer, ainda mais, este nosso projeto que é o Barcelos na Hora. Muito obrigado!

Por: Pedro Soares de Sousa*. (Professor e Diretor do Barcelos na Hora)

Fontes:

https://dicionario.priberam.org/associativismo

https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/associativismo

https://dicionario.priberam.org/associa%C3%A7%C3%A3o

https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/associa%C3%A7%C3%A3o

https://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR.

Um pouco daquilo que nos sobra

Dezembro 22, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A ideia de que a filantropia é um hobby circunscrito à população mais abastada é facilmente distorcida pelo princípio de que quanto maiores forem os recursos, maior será o seu impacto na sociedade quando aplicados a fins solidários.



Trata-se de uma distorção lógica, pois são tantos e tão graves os problemas que afetam a sociedade – questões de saúde física e mental, a preservação do meio-ambiente, do património cultural, o bem-estar dos animais, o combate à pobreza, a inclusão social, a literacia, os problemas na infância e na idade avançada, entre muitos outros -, que todos os recursos parecem insuficientes para os combater. A existência de organizações como o Lions Clube só confirma a necessidade de intervenção concertada por parte de grupos de cidadãos sensíveis às carências de outros.  

Ninguém discorda que o dinheiro é fundamental para colmatar carências, nivelar desequilíbrios e compensar injustiças. A sua importância é tal que, quando o cheque é abundante, traz não só notoriedade pública à causa a que se destina como também ao emissor. Contudo, para além do apoio financeiro a causas humanitárias, como a erradicação da cegueira e o combate ao diabetes, o Lions Club reconhece igualmente a importância dos gestos privados, realizados no decorrer do dia a dia e em prol do bem-estar dos outros, incluindo aqueles que não conhecemos e cujos problemas nos são menos familiares. Já estes, pouco ou nada têm a ver com dinheiro.

Todos temos ao nosso alcance algo que poderá surtir um efeito transformador na vida de alguém, sobretudo algo que, se dermos aos outros, não nos faltará. Quem trabalha em serviços públicos pode ter um papel facilitador na resolução de um problema de um utente em dificuldades ou carenciado. Um patrão poderá aperceber-se de um funcionário com uma situação familiar complicada e flexibilizar-lhe o horário, por exemplo. Qualquer um de nós pode intervir na defesa de uma vítima de violência doméstica, denunciando a situação às autoridades e sinalizando ao agressor que a vítima não é indiferente à comunidade onde se insere. Qualquer um de nós pode, inclusivamente, oferecer algum do seu tempo a um Banco de Voluntariado, uma forma de cidadania ativa cada vez mais valorizada até pelo mercado de trabalho.

No Lions Clube consideramos que a condição essencial da filantropia é a empatia: sentirmos as dores do outro, mesmo que diferentes das nossas, cientes de que a dor é comum a todos. Mais ainda: oferecer o nosso tempo e o nosso saber em benefício do próximo não pressupõe qualquer sacrifício por parte de quem dá, pois, na sua essência, a filantropia consiste em transferir a quem precisa um pouco daquilo que nos sobra.

Por: CL Casimiro Rodrigues*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Lions ajudam no combate à Diabetes

Novembro 24, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Lions Clubs International (LCI) é uma organização internacional de clubes de serviço, cujo objetivo é promover o entendimento entre as pessoas numa escala internacional, atender a causas humanitárias e promover trabalhos voltados para as comunidades locais.



Da sua missão consta: criar e fomentar um espírito de compreensão entre todos os povos para atender às necessidades humanitárias E oferecer serviço voluntário através do envolvimento na comunidade e da cooperação internacional.

O Lions Clube de Barcelos completa, em breve, 40 anos de existência, com cerca de 50 membros ativos. Desempenha um papel importante nesta cidade, apoiando pessoas carenciadas, assim como instituições na área social, como a APACI, há cerca de 35 anos.

Além disso, promove fóruns para a livre e ampla discussão dos assuntos de interesse público, excetuando o partidarismo e o sectarismo religioso.  Também se interessa, ativamente, pelo bem-estar cívico, cultural, social e moral da comunidade.

O Dia Mundial da Diabetes é comemorado no dia 14 de novembro e LCI tem uma parceria com a Federação Internacional de Diabetes (IDF) para aumentar a consciencialização sobre essa doença que afeta 1 em cada 11 pessoas.

O Lions Clube de Barcelos, no Dia Mundial da Diabetes, organizou uma ação gratuita de rastreio, aberto à comunidade.

A Diabetes é uma das cinco principais atividades dos Lions Internacional.

Juntos, podemos informar as comunidades para melhor compreender, prevenir e tratar a diabetes.

Por: José Carvalho Lopes* (Ex-Presidente do Conselho Nacional de Governadores).

Lions de Barcelos comemora Dia Mundial da Diabetes com atividades para a comunidade

Novembro 8, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo dia 14 de novembro, o Lions Clube de Barcelos leva a cabo atividades em prol da comunidade para comemorar o Dia Mundial da Diabates.



Das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30, junto ao Senhor da Cruz, realizam-se rastreios gratuitos abertos à comunidade. Segue-se, pelas 17h30, uma palestra de sensibilização.

Estas atividades realizam-se com o apoio do Município de Barcelos, da Farmácia Filipe, da Óptica 2 e do GrupÓtico.

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