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Nandinho

Gil Vicente derrota FC Porto B e conquista Taça Crédito Agrícola

Agosto 9, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Estádio Cidade de Barcelos foi ontem palco do jogo de apresentação do Gil Vicente Futebol Clube, que mostrou aos presentes o seu novo plantel sénior e a sua nova equipa feminina. O adversário dos seniores foi a equipa do FC Porto B, que disputará a Ledman LigaPro.



O plantel gilista, que irá disputar o Campeonato de Portugal, sendo que os seus jogos não valerão pontos, é constituído por um rol de jogadores bem jovens, sendo o mais “velho” Rui Faria, barcelense de 26 anos e capitão de equipa. Depois, tem quatro jogadores com 18 anos.

Plantel do Gil Vicente FC:

Guarda-Redes

30 – Wellington (BRA), 23 anos, ex-Marítimo;

13 – Rafa Pires, 20 anos;

1 – Vítor Brasil (BRA), 25 anos, ex-Barra da Tijuca;

77 – Marco Espindola (COL), 20 anos, ex-Orsomarso.

Defesas

2 – Bruno Morais, 20 anos, ex-Montalegre;

4 – Pedro Araújo, 18 anos, ex-júnior;

15 – Rui Faria, 26 anos;

21 – Henrique Brito, 21 anos;

66 – Junior (NIG), 20 anos, ex-Vila Real;

5 – Kiko, 19 anos, ex-júnior;

23 – Edwin Vente (COL), 21 anos, ex-Salgueiros.

Médios

20 – Ramalho, 19 anos, ex-júnior;

6 – James Arthur (GAN), 20 anos;

31 – Tiger, 19 anos;

16 – Juan Ruiz (COL), 18 anos, ex-júnior;

99 – Ahmed Isaiah (NIG), 22 anos, ex-Vilaverdense;

8 – Tiago Gomes, 24 anos, ex-Gondomar.

Avançados

11 – Joãozinho, 18 anos, ex-júnior;

88 – Tanko (NIG), 20 anos, ex-Vila Real;

22 – Bruno Lopes, 20 anos, ex-Forjães;

90 – Silas (NIG), 22 anos, ex-Marinhense;

10 – Rui Gomes, 20 anos, ex-Guimarães B;

7 – Dimba (BRA), 25 anos;

9 – Gabriel (COL), 18 anos, ex-Boca de Bello.

A equipa técnica é liderada por Nandinho, tendo como treinadores-adjuntos Eurico Pinhal e Sá Pereira; treinador de guarda-redes, Rui Costa; observador/analista, José Barbosa; preparador físico/recuperador, Jorge Castro; e diretor desportivo, Tiago Lenho.

À exceção de dois guarda-redes (Rafa Pires e Marco Espindola), todos os jogadores do plantel atuaram no relvado, sendo que alguns entraram no início da 2ª parte e, ainda no decorrer desta, foram substituídos.

Já o FC Porto B alinhou de início com Mbaye, Diogo Bessa, Diego Landis, Pedro Justiniano, Inácio, Lameira, Romário Baró, Moreto Cassamá, Tony Djim, Madi Queta e Emerson. Durante o encontro, entraram Rui Pires, Matos, Irala, Rui Moreira, João Mário, Rui Costa, Luizão e Rúben Macedo. Esta equipa é treinada por Rui Barros.

A equipa de arbitragem foi dirigida por André Duarte, sendo assistido por Antonino Faria e Hernâni Barbosa.

O Gil Vicente entrou a “todo o gás”, marcando logo aos 5 minutos por intermédio de Joãozinho, num golo de belo efeito. Surgiu na cara de Mbaye e, sem tremer, fez um “chapéu” ao gigante senegalês do FC Porto B. Dois minutos depois, na sequência de um canto, os gilistas quase marcam de novo. O jogo foi decorrendo, com jogadas de ambas as equipas a não resultarem em golo. O Gil Vicente parecia mais ligado ao jogo, defendendo-se muito bem, enquanto a equipa B portista trocava bem a bola no miolo, mas era inconsequente na frente, não criando muitas situações de grande aperto para a baliza de Vítor Brasil. Foi assim que se chegou ao intervalo, com sinal mais para os gilistas e vantagem merecida ao intervalo: 1-0.

No decorrer deste intervalo, o Gil Vicente aproveitou para apresentar a sua nova equipa feminina (algumas jogadoras não conseguiram marcar presença), que irá disputar o campeonato nacional da 2ª divisão, num projeto em parceria com a Casa do Povo de Martim.

Como seria de esperar, o intervalo “trouxe” muitas substituições para ambas as equipas. O FC Porto B entrou melhor, mais pressionante e acutilante. Aos 8 minutos, num desentendimento de Wellington (agora “dono” da baliza gilista) e um seu colega de equipa, deixou Lameira com a baliza pela frente, apenas com o guardião brasileiro como obstáculo. Tentei imitar Joãozinho, no lance do primeiro golo, mas “deu-se mal” e atirou ao lado. Foi uma ocasião flagrante, daquelas de deixar um treinador com os “cabelos em pé”.

O jogo mudou de toada e o Gil Vicente estabilizou, tomando conta dos acontecimentos. Numa jogada de ataque rápido, Tanko surge a grande velocidade na cara de Mbaye que acabou por derrubar o nigeriano. O árbitro, talvez por ser um jogo amigável, “perdoou”, pelo menos, o 2º amarelo ao guarda-redes portista. Na marcação do penalti, o novo número 9 gilista, Gabriel, não tremeu e concretizou o 2-0 para os da casa.

No entanto, cerca de 7 minutos volvidos, também num ataque rápido, Rui Costa, que tinha entrado na 2ª parte e está num bom momento de forma nesta pré-época, reduziu para os forasteiros, sendo que o resultado não mais se alterou. Assim, o jogo terminou com a vitória do Gil Vicente, por 2-1, que levou à conquista da Taça Crédito Agrícola deste ano.

Uma palavra para a claque gilista Nação Barcelense, que foi inexcedível no apoio à equipa, demonstrando que não será porque o Gil Vicente FC irá disputar um campeonato “menos apelativo” e sem pontos em disputa que deixará de ter apoio incondicional.

Fotos: BnH e GVFC.

Nandinho, novo treinador do Gil Vicente, lança nova época

Julho 9, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Em entrevista à Gil Vicente TV, Nandinho lançou a nova época, salientando aquilo que pretende para a equipa do Gil Vicente FC e deixando um apelo aos adeptos.



Fernando Manuel de Jesus Santos, conhecido no futebol por Nandinho, nasceu no Porto a 17-03-1973 (45 anos). Como jogador, atuou no Candal, Ataense, Castêlo da Maia, Salgueiros, Benfica, Alverca, Guimarães, Gil Vicente, tendo terminado a carreira ao serviço do Leixões. Participou no Campeonato da Europa de sub-21, em 1996, pela seleção nacional. Já como treinador, treinou os juniores do Gil Vicente, seguindo para os seniores, alcançando as meias finais da Taça de Portugal nesse ano, Famalicão e, agora, está de volta ao Gil Vicente.

Esta é uma casa onde “morou” durante oito anos e meio, enquanto futebolista e treinador. Para Nandinho, é bom “voltar a uma casa que conheço, onde fui feliz e, acima de tudo, é um clube que me diz muito. Foram oito anos e meio de ligação a este clube. Quatro e meio enquanto jogador, quatro enquanto treinador. É sempre bom voltar onde somos acarinhados. Isso não significa que as coisas são mais fáceis ou que temos a vida mais facilitada. A exigência é sempre a mesma, o rigor, a ambição, essa vai estar sempre presente. E não pode ser de outra forma. Apesar de ser um ano atípico, é um ano difícil para o clube mas também sabíamos, quando abraçámos este projeto, que as coisas são assim. Por isso mesmo, se calhar, a motivação também é grande para tentar dar a volta e tentar fazer com que esta equipa e este plantel cresça para outra dimensão, para acompanhar aquilo que vai ser o crescimento do clube, certamente, nos próximos anos.

“São jovens que têm um sonho” (Nandinho)

O plantel é constituído, maioritariamente, por jovens. O clube estará inserido num quadro competitivo totalmente diferente e “fora de normal”, com os jogos sem pontos em disputa. Como será o grau de exigência para com esses jovens?

Nandinho salienta que será “o máximo”. “A exigência, a motivação vai estar sempre presente. Tem que ser máxima. Não pode ser de outra forma. São jovens, é verdade, mas que têm um sonho e para alcançarem esse sonho só trabalhando nos limites, só dando o máximo, querer evoluir a cada treino, a cada jogo para chegarem a patamares que eles também ambicionam. Por isso mesmo, nós estamos aqui para ajudar, para lhes dar ferramentas para que possam crescer, para que possam evoluir, para atingirem aquilo que é a 1ª divisão, a 1ª liga, com este clube ou sem ser no clube. Mas essa é a exigência. Apesar de ser um quadro competitivo diferente para nós, como sabemos, essa exigência, ambição, até porque temos que honrar aquilo que é a história de um clube com quase 100 anos de existência, que tem um historial que fala por si e, por isso e por si só, já é exigência que nos obriga a ter, a cada dia, aqui no clube”.

Apesar dos oito anos e meio de Gil Vicente, Nandinho tem vontade de escrever uma nova página na história do clube gilista.

“Não sei trabalhar sem ambição, sem objetivos grandes e que sejam exequíveis, porque não estamos aqui para alimentar sonhos que não são alcançáveis, como é óbvio. Somos muito realistas e queremos continuar, acima de tudo, a pautar o nosso trabalho com muito profissionalismo, humildade e dedicação porque, independentemente de termos feito aquilo que fizemos aqui no clube, isso faz parte do passado, está feito. Queremos reescrever outra história, noutros contextos, e este ano é um contexto diferente. Por isso, por si só, temos tido, e foi o que disse ao grupo no balneário, que este é um ano bom, também, para escrevermos uma história porque é um ano difícil para o clube. É um ano em que o clube se está a reerguer e eles, porque vai haver um dia em que se vai falar que o Gil Vicente esteve um ano no CNS, que não valia pontos. Mas eu quero que se fale dessa equipa como uma equipa que ia para os jogos, mesmo não tendo pontos em disputa, mas que queria ganhar, que tinha ambição, que proporcionava bons jogos, que os jogadores mostravam, realmente, capacidade e valor. É isso que nós queremos. Por isso mesmo, voltar a reescrever a história é, a cada jogo, mostrarmos, realmente, a qualidade da equipa e que o clube está vivo e que vai voltar ao lugar que merece”, salientou Nandinho.



“É nestes momentos que se veem os verdadeiros adeptos do clube” (Nandinho)

Por fim, o novo técnico gilista deixou um apelo aos adeptos, no sentido de continuarem a apoiar a equipa, principalmente porque o clube está a passar por uma fase menos boa e conturbada da sua história.

Nandinho afirmou que o plantel conta com a presença dos adeptos nos jogos e nos treinos. “Que continuem a apoiar apesar de este ano ser um ano difícil. Acho que é nestes momentos que se veem os verdadeiros adeptos do clube. Aqueles que gostam mesmo do clube. Sei, também, que a direção fez um esforço para ir de encontro àquilo que são as exigências desta época, de forma a que os nossos sócios, os nossos adeptos, venham dar apoio. E também para criar uma dinâmica para aquilo que vai ser o ano zero. Eu acho que se conseguirmos este ano, juntamente com os nossos adeptos, criar realmente esta força, é muito mais fácil, depois, para aquilo que vem, que é o futuro do clube”, concluiu.

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