Tag archive

O Barão Vermelho

O Campeão (já) voltou (?)

Dezembro 6, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Era bom que sim. Muito se passou desde a última vez que escrevi esta crónica. Más exibições do Benfica; Rui Vitória na calha para sair. Uma manhã de alívio e alegria seguida de uma tarde de desilusão. E no fim, tudo na mesma.



A Filipe Vieira “acendeu-se-lhe” uma luz e tudo na mesma no ninho da águia.

Ora, todos nós estávamos expectantes para ver o que dali viria. Um treinador, quanto a mim, ainda mais sem condições, a partir do momento em que foi à “mestra” levar duas reguadas e depois não apresenta rigorosamente nada de novo aqueles com quem trabalha.

Exemplo disso foi o jogo logo na jornada a seguir. Na primeira tarde vimos o futebol tedioso do costume. Mas depois do intervalo e da ida de LFV ao balneário, admirável mundo novo, os jogadores “aprenderam” todos a jogar futebol e ganhámos por 4. Afinal, o que tem faltado naquele balneário é uma voz firme (e novidades?).

Para a Taça da Liga nova vitória, mas continua a não convencer. Vamos a ver o que nos trazem os próximos “episódios”.

Saudações encarnadas.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Previsão/vontade meteorológica

Novembro 17, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Oxalá Chova. No dia 1 de dezembro havia de chover muito em Lisboa. Mas de uma forma tão clamorosa, que o fabuloso relvado do Estádio da Luz ficasse um tudo nada, digamos, encharcado. Pesado.

Assim, aquela espécie de tiki-taka-dos-chineses do RV não funcionaria, as bolas longas pelas alas não funcionariam e o Feirense acabava a vencer 0 – 1 ao intervalo.



Em desespero e com a coragem de quem já não pode fazer pior do que perder, RV fazia o que fez na última jornada e passava a jogar com dois avançados. Assim, quem sabe, acabaríamos a ganhar por 3-1. O RV não sabe, mas para marcar golos é preciso ter homens na frente, diante da baliza.

Dia 1 de dezembro também se comemora o Dia da Independência do domínio dos espanhóis. E vai-se a ver, conseguíamos enviar o nosso “espanhol” de volta para onde veio. Duvido que lá o quisessem. Mas isso já não era problema nosso.

Poderíamos, então, iniciar o nosso calendário do advento desportivo e começar a contar os dias até a vinda de Jesus (par)à Luz. Quem diz Jesus, diz André Villas-Boas, que está sem clube e diz que procura um clube em que o queiram. E assim como assim, quem engole um lagarto, também engole um sapo, para ter um Andrade a treinar as papoilas saltitantes. Desde que com isso se jogasse bom futebol e ganhássemos jogos.

Assim me despeço, um vosso amigo e lampião desconsolado.

(Oh Vieira, manda lá o RV plantar couves para o Natal…chiça…)

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

As manchas e os maus treinadores, removem-se com Ajax

Novembro 9, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Já dizia o Eça, que o “os governos são como as nódoas: removem-se com benzina”. Inspirado nele, eu digo que os maus treinadores são como as manchas, removem-se com Ajax.



É certo que também o Eça tinha um outro aforismo, também muito engraçado, em que dizia que “os governos e as fraldas das crianças devem ser mudados com frequência, normalmente pelo mesmo motivo”. Aí, discordo. Por exemplo, se ainda hoje tivéssemos o JJ como treinador, talvez já fossemos penta, hexa…, e quem sabe ele teria aperfeiçoado a arte de ir a finais europeias e ganhá-las. Sim, porque isto de ter como objetivo passar aos “oitavos” das competições, mas ser sistematicamente o último do grupo, não ajuda nada à causa.

Assim, foi com imensa alegria que li esta semana que havia a possibilidade de Jesus voltar à Luz em dezembro. Ainda fiquei com receio que fosse uma partida de mau gosto. Porque Jesus vir à luz em dezembro, acontece todos os anos e, normalmente, comemora-se com a missa do galo. Mas espero, para bem de todos nós, que seja mesmo o Jorge Jesus a regressar ao SLB, para que de novo sejamos gloriosos. Nós e ele. Haja um Rei-Mago que o traga. Não deve ser por falta de camelos, lá por aquelas bandas.

Quanto aos recentes jogos do Benfica… é isto. É ler crónicas em retroativo até janeiro, s.f.f.

Esperemos que o Natal, este ano, chegue em novembro e nos traga a desejada prenda no sapatinho.

A todos um abraço lampião.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

#elenaotambem

Novembro 1, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Numa semana em que a saída de treinadores com maus resultados foi uma constante, fico com a sensação de que a limpeza ainda não ficou completa.



No caso de Peseiro, era mais ou menos uma questão de tempo e de…resultados. Peseiro foi contratado e já tinha “escrito na testa”: treinador a prazo. Com uma nova direção e resultados fracos, era mesmo só uma questão de tempo até ao senhor que se segue.

Quanto a Lopetegui, não estranho o despedimento. Estranho, antes, que ele tenha sido contratado, de todo, logo para começar. Para quem aprecia futebol em vez de clubite e vê um ou outro jogo que não apenas do seu próprio clube, pôde perceber facilmente, ao ver o FCP de Lopetegui, que aquele não era o homem para o lugar. Um futebol desinspirado, cheio de teorias, mas impraticável. Teve o dom, como diziam alguns amigos portistas, de tornar vulgares jogadores de eleição. E esta experiência no Real Madrid reforçou essa mesma ideia. É que selecionador de Espanha, até eu podia ser.

Ora, é precisamente por perceber o Lopetegui que há em Rui Vitória, que acho que a limpeza semanal ainda não ficou completa. Quer gostem, quer não, o homem está esgotado. Já mostrou que não tem mais recursos técnico-táticos; que vai ao balneário para saber se os meninos precisam de mais um refrigerante; e que é um absoluto medroso, que tem mais medo de perder do que vontade de ganhar. E daí, levámos com dois Pastéis de Belém, na última jornada, depois do balde de água fria em Amesterdão, e aposto que já está a preparar-se para defender ferozmente o empate com o Bayern de Munique, que, entretanto, se revelará uma esmagadora derrota. E a culpa vai ser do…azar.

Senhor Filipe Vieira, tem neste momento duas hipóteses: ou deixa sair RV e procura alguém verdadeiramente à altura do GLORIOSO. Ou, então, saiam os dois e deixe a chave ao porteiro.

Como já ando cansado de apregoar o óbvio, aproveitando a onda desta semana, deixo um slogan do género dos que estão bastante na moda:

#elenaotambem

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Vencer o Rival

Outubro 13, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Uma equipa que pretenda ser campeã, só pode perder ou empatar 2 jogos no campeonato. Os restantes, tem obrigação de ganhar. É um facto que vai perder ou empatar mais um ou outro jogo, mas os únicos jogos em que tem “dispensa”, são os jogos em casa dos rivais. No caso do Benfica, entende-se que não ganhe em Alvalade e no Dragão. A partir daí, tem sempre de ter uma mentalidade vencedora e encarar cada um destes restantes jogos com a vitória por objetivo único.



O nosso Benfica, com o RV aos comandos, nem sempre tem sido assim. Muito irregular, ora faz um jogo que entusiasma, ora uma exibição paupérrima. Quis o destino que frente ao nosso rival FCP, a jogarmos em casa, a vitória nos sorrisse. Soube bem. Fosse ao contrário e andávamos com uma azia dos diabos (passe a redundância). Além do mais, ninguém calava os Andrades. E, pior, jamais os ouviríamos dizer o que tem realmente de ser dito: a melhor equipa em campo, foi a de manutenção do relvado.

Do RV e seus onze magníficos já não espero outra coisa. Mas da parte do SC, surpreendeu-me. Algo se passou no Reino do Dragão entre a época passada e esta, que tornou uma equipa aguerrida e competitiva, à imagem do seu treinador, num plantel de aselhas com problemas de autoconfiança (o que eu desejei que o Herrera tivesse feito um jogo igual na época passada…).

Naquele que devia ter sido um dos jogos “quentes” da época, a estatística mostra-nos o seguinte: num jogo em que a posse de bola andou mais ou menos dividida ( 55% para o SLB, 45% para o FCP), em 90 minutos de jogo tivemos 2 remates à baliza para o Benfica, 1 para o Porto; 2 remates “ao lado” para o Benfica, 6 para o Porto (e note-se que perfaz um total de 4, sim 4, remates para o vencedor do jogo, ao longo de toda a partida); 26 lançamentos laterais para o Benfica, 28 para o Porto (o que acaba por ser ilustrativo quanto ao ritmo de jogo); 1 defesa para o Vlachodimos, outra para o Casillas.

Ora, atendendo a que hoje em dia, para se ver a “bola” tem que se pagar a uma das três operadoras “tradicionais” (MEO, NOS ou Vodafone) e/ou à nova NOWO, ao que acresce a SportTV e/ou a BTV e/ou a Eleven Sports (para a Liga dos Campeões), e depois assiste-se a espetáculos desta categoria, então, caros amigos, está na hora de pensarmos se não deveríamos passar a assistir a partidas de Sueca ou de Petanca.

Junta-se-lhe invasões de academias, toupeiras e apitos dourados, durante a semana…Nem com Cholagutt e Primperan isto lá vai…tal é o enjoo.

Os meus pêsames e solidariedade a quem tem saudades do bom e “velho” futebol.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Idem. Ibidem.

Outubro 5, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Assim cansa, amigos. Assim cansa escrever sobre o Glorioso. Independentemente do resultado, quase todas as semanas há o mesmo para dizer: Jogou mal!

Das duas uma. Ou sou eu que não consigo ver mais do que isto. Ou é Rui Vitória que não sabe para muito mais. A julgar pelos resultados, parece-me que ganha força a segunda tese.



Repare-se no jogo contra o Chaves. Parecia que os “grandes” eram os flavienses. E o Benfica o “aflito” que luta para não descer. O Chaves, com uma pressão altíssima por parte dos avançados e com uma linha de meio campo também muito subida, pressionava o Benfica logo à saída da sua área defensiva. O Benfica, por sua vez, completamente encostado às cordas, estava catatónico. Perante este cenário, o Treinador do Benfica devia reagir. Mas nada. E não fosse a diferença de talentos individuais (que parece ser mesmo o que resta ao Benfica) e tínhamos perdido muito bem. O empate acabou por ser, dolorosamente, o mal menor.

Na Grécia, idem ibidem. Ganhámos, é certo. Mas o “diabo do homem” insiste, qual Dom Quixote a lutar contra moinhos, na mesma tática e no mesmo sistema de jogo. Mesmo quando toda a gente já percebeu que assim não vamos lá. A meu ver, para além do completo desnorte quanto ao papel de cada jogador em campo, o Benfica joga com uma tática completamente desadequada. Parecendo um 4-3-3, é muito mais um 4-5-1 pela forma recuada como os extremos (ou alas?) jogam. Depois, o próprio ponta de lança joga demasiado móvel, muito recuado e fica a equipa muitas vezes sem referências no ataque. Não raramente, vemos lances de transição ou de ataque em velocidade, pelas alas, e na hora de cruzar para a área…não está lá ninguém.

Aos maus jogos, juntam-se agora os maus resultados. Era uma questão de tempo e só não viu quem não quis. Zero pontos na fase de grupos da Champions no ano passado, não é normal. Não fosse o Sporting ter estado em reboliço e outro galo teria cantado, quiçá nem o segundo lugar teríamos obtido. E este ano, é mais do mesmo.

Com as condições e com os jogadores que tem, e com os resultados alcançados, Rui Vitória prova que além de não ser corajoso também não tem recursos para mais. Para mim, neste momento, é parte do problema. TEM DE IR EMBORA. E já vai tarde…

Pelo menos, para que não tenhamos de assistir a jogos que são de um absoluto tédio e com resultados a condizer.

(sobre)viva o Benfica.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

The king is dead. Long live the king.

Setembro 27, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

De volta às crónicas semanais do nosso Glorioso, esta semana começo pela retirada do nosso capitão, que abandona os relvados aos 37 anos de idade.



Ainda me lembro da sua chegada ao Benfica. Jovem, de 23 anos, titular da seleção de sub-23 do Brasil, foi imensamente criticado. Alto, tosco, rachão, cepo, foram alguns dos adjetivos com que foi brindado na altura. De facto, os seus 192 cm de altura não fazem dele o jogador mais ágil do mundo. Mas foi mostrando outros atributos. Normalmente, bem posicionado, foi mostrando uma fabulosa clarividência na leitura de jogo e, não raramente, soube impor o seu poderio físico para levar a melhor sobre os adversários. A sua altura, certamente, uma mais-valia.

Muitos centrais passaram pelo Benfica e jogaram a seu lado. Muitos e bons. Veja-se os casos de David Luiz e Garay, entre outros. Todos eles chegavam e partiam. Mas o nosso capitão permanecia. Como alguém disse um dia, foram 15 anos a vender centrais (parceiros, na defesa). De certa forma, porque todos brilharam mais, porque lá estava o vozeirão tão característico do capitão, a marcar o ritmo, a inspirar confiança.

Por isso, ontem, apesar da bonita cerimónia, ficou um sentimento de que faltou algo. E faltou. Ainda me lembro, em miúdo, da despedida do (infame) Michel Platini. Grande vedeta da altura, ídolo no seu país e no mundo. Substituído a minutos do fim da partida pelo próprio filho.  Ou mais recentemente, Rui Costa, aclamado e retirado de campo em braços. Todos eles abandonaram a arena como guerreiros, num jogo, num estádio cheio e num momento de apoteótica gratidão. E para Luisão, o guerreiro entre guerreiros,…uma cerimónia de “bate palmas”, com a família, amigos e staff do clube. Que tão pouco, meus senhores. Que avareza de gratidão, senhores diretores do SLB. Quanta insensibilidade, Zé Colmeia…Merecia mais. E melhor. Mas não. Foi antes: The king is dead. Long live the (new) king. Quem sabe, irão emendar a mão, ainda…Até ver.

Quanto ao último jogo, mais uma vitória. Um Benfica em crescendo de forma, facilmente venceu o Aves por 2-0. O jogo já é mais agradável de acompanhar e já se vislumbram lances de bom futebol. Muito graças a talentos como o de João Félix, que pratica um futebol de poeta. Mas não um rimador qualquer, saudosista e fatalista. Mais um Fernando Pessoa, escrevendo A Mensagem, anunciando o Império e o temerário Dom João II.  Azar dos azares (que o Glorioso, de vez em quando, bem precisa de ir ao Nhaga) antes do final do encontro este miúdo maravilha lesiona-se. Vai notar-se a tua ausência, João. Rápidas melhoras. Tu mereces e nós precisamos.

Ainda assim, continuo a registar que as vitórias surgem muito mais da qualidade individual dos jogadores, do que fruto de um ataque bem organizado, não indolente e não perdulário fruto de todo o movimento ofensivo, como seria desejável. E talvez dessa forma, se aproveitassem mais as quase incontáveis oportunidades que se criam ao longo de todo o jogo, talvez fossem 4 ou 5 golos, em vez de apenas 2.

Mas como diz o tio do outro: nunca pior!

E viva o Glorioso!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ou comem todos, ou há moralidade

Setembro 7, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Dentro das quatro linhas, o nosso Benfica soma e segue. Esta semana, fomos brindados com uma exibição a condizer com o resultado obtido. Num desafio que se antevia difícil, pois é sempre complicado defrontar as equipas insulares, quando jogam em casa, o nosso Benfica saiu-se muito bem.



Pela primeira vez esta época, digo eu, jogámos bom futebol e alcançámos um resultado do qual nos podemos orgulhar. Relativamente ao estilo de jogo, não há muito mais a dizer. Não sou fã de jogo cauteloso, já não é segredo. Mas, pelo menos desta vez, as coisas saíram bem. Seferovic – “o desbloqueado” – abre o marcador aos 28 minutos, num lance a fazer lembrar a razão pela qual veio para o Benfica. Dois minutos depois, Fejsa sai lesionado e dá o lugar ao miúdo Alfa Semedo. O Benfica não se ressente e continua a dominar a partida. A fechar a primeira parte, marca Salvio, num momento em que se aproxima o intervalo e o Benfica vai para o descanso a vencer por duas bolas.

Na segunda parte, o Benfica continua a boa exibição que vinha a desenvolver e marca mais dois. Primeiro, Grimaldo (jogador de quem gosto particularmente) marca o terceiro aos 76 minutos e Rafa fecha a contagem já nos 90´, marcando o 4-0 para o nosso Glorioso.

No geral, defendeu-se bem. Os processos de jogo começam a estabilizar e o Benfica faz 4 golos numa partida em que se viu, apesar de tudo, bom futebol. Vejamos como tudo corre na receção aos Aves, com o Benfica a jogar em casa e diante do seu público. Espero, muito sinceramente, que as boas exibições tenham vindo para ficar.

Logo esta semana, que só me apetecia escrever coisas boas sobre o nosso Glorioso, ainda a saborear o resultado obtido, sai a “bomba” do caso “E-toupeira”… Na verdade, é tudo muito fogo de vista, para já. Do que se diz ao que é verdadeiro ou ao que se consegue provar, vai uma grande distância. Veja-se o caso do “Apito Dourado”. Não podia ser mais flagrante e acabou tudo em águas de bacalhau. Neste caso, parece-me, vai tudo dar ao mesmo. Ou não fossemos um país de brandos (e maus) costumes. Havendo efetivamente crimes, há que condenar os culpados. Porém, afastar o Benfica das competições parece-me contraproducente. No imediato, para o Benfica. A médio e longo prazo, para a própria Liga. Um campeonato a dois (ou a um e meio, dado que o Sporting anda “coxo”) fará a Liga portuguesa algo de semelhante à Liga escocesa, em que o campeonato se disputa a dois e o resto dos clubes servem para preencher o calendário. E veja-se o resultado: que é feito do Celtic e do Rangers?…

Ainda assim, continuo a defender que nunca se teria chegado a este ponto se a “fossa” que foi o nosso futebol nos anos 90 e na primeira década de 2000 tivesse sido devidamente limpa. Se alguém deu o mote para esta promiscuidade no futebol, foi precisamente um grupo mais a norte, na pessoa dos seus dirigentes. Como ficou tudo na mesma, deu a ideia de que o caminho a seguir era este. E não é. Não pode ser. E, por tudo isto, só me dá nojo ver, agora, as virgens ofendidas a clamar por justiça, quando no caso deles lhe pareceu tudo muito bem. De facto, só por absoluto cinismo, estupidez de nascença ou Alzheimer terminal, se admitem alguns dos comentários que se vão lendo nas redes sociais e imprensa em geral.

E venha o Aves.

Saudações lampiónicas!

Por: Hugo Pinto.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Vamos a contas: 43 – 6 = ?

Agosto 31, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

É curioso o resultado deste cálculo, que passo a explicar. O aditivo, 43, refere-se ao número de milhões que o nosso SLB ganhou com o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. O subtrativo, 6, é o número de adeptos que andam com sabor “a pouco”, dadas as exibições encarnadas. Curiosamente, a diferença, 37, é o número do título nacional que deixámos escapar, tal como a hipótese de nos sagrarmos pentacampeões pela primeira vez na nossa história.



Vamos a factos. No derby do sábado passado, tal como eu previ/alertei na crónica anterior, o nosso querido SLB pôs-se a jeito e perdeu uma oportunidade rara de se distanciar na frente relativamente aos seus adversários diretos. O empate com o Sporting, com este Sporting, em casa, é um resultado fraquíssimo. Poderíamos perfeitamente ter ganho. A jogar em casa, deveríamos ter ganho. O Sporting teve um final de época passada surreal. A pré-época foi um corrupio de jogadores a chegar e a sair. O treinador, José Peseiro, convenhamos…não é nada de especial. Este Sporting está longe de ser um adversário difícil. E mesmo assim, foi uma aflição. E vamos sempre ter à mesma conclusão: joga-se pouco! Até defendemos mais ou menos, salvo algumas desconcentrações que, volta e meia, nos saem caras (veja-se o 1-0 em Salónica). Mas a atacar, então, é miserável de se ver. Muita corrida pelas alas e depois fica-se a ver para onde se vai cruzar…Normalmente, não está ninguém, ou se está, chegou tarde; ou se está a tempo e horas, falta a confiança na hora de faturar. Não entendo porque é que se fazem estágios e jogos de preparação para depois andar, já com o campeonato a decorrer, a ver se joga o Pizzi ou o Rafa, o Ferreyra ou o Seferovic…enfim. É de um amadorismo que não me passa. Custa a engolir. A Verdade, nua e crua, é que o SLB não tem treinador à altura.

Com o PAOK Salónica, mais do mesmo. Repare-se: nos dois jogos começámos a perder. Sei que dirão que foi uma goleada. Mas isso não significa que tenha sido um bom jogo. Em meu entender, significa apenas que faltou maturidade ao PAOK e depois perderam a cabeça. Muitas faltas. Muito nervo à flor da pele. E o Benfica ia aproveitando para fazer golos. Mas imaginem, por um momento, que o guarda-redes do PAOK não tinha cometido aquele erro tremendo…bastava que sofrêssemos novamente e voltava a tremedeira. Nem é bom pensar. Teria sido todo um outro jogo.

Pelo lado positivo, grande exibição de Jardel, em excelente forma. Imperial na defesa, conseguiu ainda “cavar” um penalty. Muito bem, esteve também Odisseas Vlachodimos. Sempre seguro, inspira bastante confiança à defesa. Gostei. Gostei ainda de ver Pelkas, do lado do PAOK. De cada vez que tocava na bola eu só pensava: “o Benfica podia ir buscar este…”. Perde a cabeça com facilidade, mas é talvez fruto de alguma imaturidade. Ainda assim, talvez fizesse bem um bocadinho de sangue “quente” ao plantel mais zen da europa, ali para os lados da Luz.

Pelo menos, parece que LFV aprendeu uma lição e deixou de vender tudo e todos só porque valem muitos milhões. Ter cometido os mesmos erros do ano passado e vender o Rúben Dias ter-lhe-ia custado ainda mais caro. Há que cuidar da tesouraria, mas os mais “antigos” sabem qual é o resultado de jogar com Kings, Paredões e Michael Thomas…

O grupo da Liga dos Campeões não é “de morte”, mas também não é “pera doce”. A começar pelo megalodonte de Munique, e passando pelo sempre difícil Ajax de Amsterdão e pelo aguerrido AEK de Atenas. A jogar assim, vamos a ver quantos pontos fazemos este ano.

Que me desculpem os benfiquistas por esta “habitual” nota de negrume clubista, mas não consigo assistir a este Benfica sem sentir repulsa. Adoro o Benfica. Adoro futebol. Mas este Benfica jogo pouco. Muito pouco. Ver jogos do Benfica, de há três anos para cá, é de um tédio imperdoável.

Abraço encarnado.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Sou. Sou…Benfica

Agosto 24, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Olá Benfiquistas.  Olá Barcelenses.

Mais uma semana em que o noso Benfica andou aos altos e baixos. Jogo com o Boavista, no fim-de-semana, menos mal. Parece que nem de propósito, o facto de eu ter criticado o Pizzi e o Salvio parece tê-los feito “dar corda aos sapatos”. Vai a ver-se e ambos leem o Barcelos na Hora. Ou então foi o Carlitos, ou o Capucho…ou o Nélson Oliveira que me denunciaram.



Brincadeiras à parte, a verdade é que com o Boavista até conseguimos um bom jogo, com um resultado agradável. Veja-se que no ano passado foi uma das nossas derrotas. Mas, ainda assim, não se vê (ainda) um fio de jogo de elevada qualidade durante 90 minutos. Confesso que me soube a pouco. Gostei do golo do Ferreyra, mostrando dotes de ponta de lança, atento, felino, sabendo aproveitar uma desconcentração do defesa do Boavista para lhe roubar a bola e faturar. O Pizzi esteve bem melhor, não só pelo golo mas, também, pelo trabalho realizado ao longo do jogo: 80% de eficácia no passe, 3 desarmes e 9 recuperações de bola. Mostrou serviço. Que não se estrague.

Durante a semana, frente ao PAOK de Salónica, RV resolveu “inventar” um bocadinho, mexeu na equipa e foi o que se viu. Entrámos a ganhar, mas a partir daí foi um festival de oportunidades falhadas. Muita displicência, muitos passes de calcanhar. Não se pode. Se eu fosse o treinador, a ganhar 1-0, ai daquele que mostrasse este tipo de indolência. Insisto: o Benfica é o Benfica, não é outro clube qualquer. Tem de haver profisionalismo máximo. E a quem compete chamar à atenção dos meninos??…

Próximo jogo da Liga é o sempre apetitoso derby da segunda circular. Recebemos o Sporting, longe de estar no seu melhor. Ferido e cambaleante. Mas é importante saber lidar com uma fera ferida. Não venham eles com ideias de se motivarem, pelo jogo contra o maior rival, ou procurarem autoestima para o resto do campeonato. E o pior é que, com jeitinho, o Benfica até deixa que aconteça (acabei de bater 3 vezes na madeira).

Vamos, que vamos.

Viva o Benfica!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

1 2 3 5

Pin It on Pinterest

Ir Para Cima