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Ópera

Conservatório de Música de Barcelos arrebata Teatro Gil Vicente com ópera “D. Giovanni”

Junho 11, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

O Conservatório de Música de Barcelos (CMB) apresentou, nos dias 05, 06 e 07 de junho, no Teatro Gil Vicente, uma nova produção da ópera “D. Giovanni”, de W.A. Mozart.



Após o êxito das apresentações das óperas “Cosi fan Tutte”, de W.A. Mozart (2016) e “Carmen”, de Bizet (2018), o Estúdio de Ópera do CMB foi desafiado a apresentar esta obra prima do genial compositor austríaco com uma encenação enriquecida por um cenário, figurinos e adereços que, por vezes, nos transportou para um teatro profissional, permitindo ao elenco constituído por alunos fazer esquecer a sua jovialidade e a exigência dos seus papéis.

Com uma encenação preocupada em ser o mais próxima possível da época (Séc. XVIII), a ópera começa numa noite em Sevilha, no alpendre do palácio do Comendador (Miguel Barreira), Don Giovanni (João Miranda) tenta “conquistar” Donna Anna (Tânia Macedo), mata o pai desta, que é o comendador, e foge sem ser reconhecido. Don Ottavio (Rúben Fernandes), noivo de Donna Anna, jura protegê-la e vingá-la. Após esta cena mais dramática, começam a surgir um seguimento de cenas que muitas gargalhas arrancou do público que lotou as três récitas.

Sempre pronto para novas aventuras, Don Giovanni tenta livrar-se de Donna Elvira (Catarina Miranda e Cláudia Pereira), que acabara de a abandonar, recorrendo ao seu criado Leporello (Bruno Oliveira), que lhe oferece o catálogo das conquistas do seu senhor e mostra-lhe o conteúdo de um baú que o acompanha desde o início ópera, recheado de souvenirs das suas conquistas. Ao passar por uma boda camponesa, Don Giovanni tenta seduzir a noiva Zerlina (Beatriz Gomes, Diana Martins e Joana Teixeira), salva atempadamente por Donna Elvira. Entretanto, Donna Anna, apavorada, reconhece pela ousadia de Don Giovanni que é ele o assassino de seu pai. O final do primeiro ato atinge o seu auge quando Don Giovanni improvisa uma festa para receber Zerlina, tenta arrastá-la para fora, esta grita por socorro e o libertino, desmascarado, consegue fugir.

O segundo ato começa com Don Giovanni a tentar livrar-se novamente de Donna Elvira, ao trocar de roupas com o seu criado, para poder seduzir a empregada desta com a famosa serenata “Deh vieni alla finestra”. Leporello, sem saber como se livrar de Donna Elvira, é apanhado pelas outras personagens e, ao ser ameaçado de morte, revela a sua identidade. Voltando-se para cenas mais dramáticas, Don Giovanni, juntamente com o seu criado, vê-se junto ao mausoléu do Comendador, cuja a estátua se movimenta de forma assustadora. Don Giovanni convida-a para jantar e esta responde afirmativamente. Já no seu palácio, Don Giovanni ceia alegremente, sendo interrompido por Donna Elvira que lhe pede que mude de vida. Entretanto, chega a estátua do Comendador que o convida também a arrepender-se. Este recusa-se, terminando assim a ópera com a entrada de um coro de chamas que o leva para o inferno.

Apesar de uma grande parte da ópera ser bastante cómica, centrada essencialmente na personagem do Leporello que muito divertiu o público, o simbolismo do libreto e da personagem que dá nome à ópera, da vida libertina, foi apresentado a um nível que ultrapassou as expetativas de todos, atendendo a que se tratou de um projeto escolar de nível não superior, registando-se, mais uma vez, a capacidade do Conservatório de Música de Barcelos em proporcionar à cidade de Barcelos este género musical que, infelizmente, é muito raro nas nossas cidades portuguesas.

Fotos: CMB.

110 alunos do Conservatório de Música de Barcelos participam na ópera “Carmen”, de Bizet.

Junho 13, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Conservatório de Música de Barcelos (CMB) apresentou, nos dias 8, 9 de 10 de junho, a famosa ópera Carmen, de C. Bizet, no Teatro Gil Vicente em Barcelos.



Este foi um projeto preparado pelo estúdio de ópera do CMB ao longo de todo o ano letivo, esta obra-prima do compositor francês é uma das mais apresentadas nos teatros e festivais de ópera do mundo (nos últimos cinco anos uma média superior a 3000 récitas/ano), a par com a “Traviata”, de G. Verdi, e a “Flauta Mágica”, de W.A. Mozart.

O Estúdio de Ópera do CMB tem como objetivos principais proporcionar aos alunos de canto uma formação base de interpretação cénica e fazer chegar ao público este grandíssimo género musical. OPERA significa Grande Obra, por conjugar várias artes, como a música, o texto literário, o teatro, a cenografia, figurinos e adereços, numa só obra.

O elenco desta produção (cerca de 110 alunos), que teve como responsáveis os Professores Carlos Martinho (direção musical), Maria João Gonçalves (responsável pelo estúdio de ópera) e Ana Quinta (figurinos, cenários e adereços), contou com a participação dos alunos Catarina Miranda e Cláudia Pereira (Carmen), Pedro Cibrão (Don José), Juliana Macedo e Tânia Macedo (Micaela), João Miranda (Escamilho), Bruno Miranda (Moràles), Lucas Lomba (Zuniga), Bárbara São Bento e Mariana Figueiredo (Frasquita), Diana Martins, Inês Cibrão e Joana Teixeira (Mercedes), Marco Vilas Boas (Dancaire), Inês Ferreira (Lillas Pastia), Bruno Miranda e Tiago Carvalho (Guia) e, ainda, o Coro dos Pequenos Cantores, Coro Galtom e Orquestra de Sopros do CMB.

Uma das professoras responsáveis salientou que “a qualidade dos alunos da classe de canto, bem como uma rara sensibilidade da Direção do CMB em dar todas as condições possíveis e um trabalho de equipa excepcional, permite-nos ter a ousadia de abraçar este tipo de projetos, que começaram com pequenas cenas de ópera até chegarmos a produzir óperas completas. Neste projeto específico, tivemos a felicidade de contar com a participação do Coro Galtom e o Coro dos Pequenos Cantores, bem como da Orquestra de Sopros do CMB, que muito contribuíram para transcender a nossas expetativas, dado o grau de exigência física, mental e emocional que este tipo de projetos exige.”

Numa história carregada de fortes manifestações humanas, como o amor, o ciúme, a sensualidade, o deslumbramento, que culminou num final naturalmente trágico, onde o público saboreou, durante mais de duas horas, todo este enredo, que passou pelas famosas árias Habanera e Toreador, que muito contribuíram para a expressiva manifestação de contentamento do público, que esgotou o Teatro Gil Vicente nos três dias.

Fonte e foto: CMB.

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