Tag archive

Pedro Sousa

Esse Cancro maldito!

Outubro 30, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Sousa

Caros leitores,

Decidi não deixar terminar este mês de outubro, mês da “Onda Rosa”, inspirada no movimento “Outubro Rosa” (nascido nos EUA na década de 90 do século passado), e criada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, que procura incentivar a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.



De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde e da sua Agência para a Investigação do Cancro, citados pelo Observador, no ano passado, registaram-se a nível mundial, 18 milhões de novos casos, sendo 23,4% desses casos na Europa. Em todo o planeta, morreram 10 milhões de pessoas vítimas desta patologia. Os tipos de cancro com maior incidência são o do pulmão (11,6%), da mama (11, 6%), do colón (10,2%) e da próstata (7,1%).

Já em Portugal, esta é a segunda causa de morte e, por ano, essa incidência aumenta cerca de 3%, em média. Só em 2018 houve 50 000 novos casos. Os estudos indicam que um quarto da população portuguesa corre o risco de desenvolver cancro até aos 75 anos e 10% poderão morrer desta doença. Atualmente, 25% dos óbitos em Portugal são causados por cancros. Os mais frequentes são o do colorretal (10 000 novos casos), da mama (7 000 mulheres) e da próstata (6 600 homens).

São, realmente, números preocupantes e, mesmo, assustadores, com tendência a aumentarem, sendo que, por outro lado, surgem cada vez mais formas de luta contra esta “maldita doença” (peço desculpa se choco com esta terminologia tão forte), assim como mais formas de prevenção (por ex.: não fumar, não beber em demasia, praticar desporto, ter uma alimentação natural e fresca, ter momentos de lazer – sim, leu bem! –, proteger-se do sol, entre outras).

Mas o intuito deste meu artigo passa além dos números e das estatísticas ou das causas e formas de combate…este meu artigo terá, para mim, muito mais de intrínseco, visceral e sentimental.

Tenho quase a certeza de que não há família, infelizmente, que se possa “dar ao luxo” de poder dizer que nenhum dos seus membros já sofreu, ou sofre, de algum tipo de cancro. A minha não é exceção. O meu pai teve a “fortuna” e “sorte” de se ter livrado de um cancro do colorretal, detetado prematuramente – os rastreios e exames são muito importantes – não se livrando, nem nós, de um valente susto e uma lição para a vida. Mas houve, e há, outros exemplos na minha família, infelizmente. No entanto, em relação aos atuais (os que já partiram já não “têm como dar a volta”), estou confiante que consigam sair deste momento menos bom da sua saúde. Basta não desistirem e lutarem com todas as forças, para combaterem essa “doença maldita”.

Sendo o movimento “Onda Rosa” dedicado à prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, não posso deixar de pensar na minha amiga Inês, que lutou contra um cancro da mama enquanto estava grávida e pouco depois de ter “dado à luz” uma linda menina, acabou por não resistir, deixando-nos, a todos, destroçados. Mas muitos mais casos poderia referir…eu e qualquer um de vocês, infelizmente.

Permitam-me que aproveite este artigo para um momento de maior intimidade, para falar de um grande amigo, amigo de infância, amigo de muitas aventuras (em crianças, em jovens e já adultos), amigo-vizinho e meu homónimo. Recentemente, também ele não conseguiu resistir a esta doença, no caso, cancro do estômago. Vi-o debilitado e desanimado. Tentei animá-lo, mas compreendê-lo também, quando dizia que custava, que a quimioterapia o deixava fraco, que a doença o fez emagrecer, fazer o cabelo grisalhar e, depois, cair. Sempre achei que ultrapassaria esta…por considerar que ainda somos novos e estes “sustos” não nos venceriam. Infelizmente, isso não aconteceu. E eu fiquei a duvidar. Comecei a pensar que, afinal, até não somos “imbatíveis” e “infalíveis”, mental e fisicamente. Preciso de falar dele porque não pude despedir-me! No dia e na hora do seu funeral, o máximo que consegui fazer (devido à distância a que estava do local) foi ficar no meu carro, à porta de uma das escolas em que lecionava. Desliguei o rádio, fiquei em silêncio por uns minutos, em introspeção, a pensar naquele amigo que já não veria mais. E saí…para mais uma aula, onde tive que esconder a tristeza…porque os alunos mereciam isso de mim. Quero deixar aqui a minha homenagem a esta grande pessoa, de quem não me pude despedir e, por tal, lhe peço desculpa! Fica, também, a minha homenagem e lembrança a todas aquelas pessoas que, de igual forma, não conseguiram resistir a esta “doença maldita”. A todos, um “até já e que estejam bem, aí onde estiverem”!

Obrigado pela atenção.

Por: Pedro Sousa (Professor e Diretor do Barcelos na Hora) *.

Fontes: https://www.ligacontracancro.pt/paginas/detalhe/url/onda-rosa

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Porque devemos votar

Outubro 5, 2019 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Política port barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Sousa

Caros leitores,

Desengane-se quem pensa que venho aqui escrever uma ode aos benefícios da Democracia, com dados, resultados e percentagens. Acho que todos sabemos bem e temos a consciência de como é bom viver numa Democracia. Felizmente, nunca tive de coexistir com uma ditadura, mas os meus antecessores sim e bem que os ouço contar tudo aquilo de que eram privados. Mas também não venho aqui atacar o nosso sistema político. Quantas vezes ouvimos dizer (mais “da boca para fora”): “Era colocar uma bomba na Assembleia da República e com eles todos lá dentro!”? Seria essa a solução? Iríamos conseguir viver numa anarquia? Conseguiríamos passar de um regime de isenção de direitos para outro sem qualquer regulação dos mesmos? Como asseguraríamos uma das pedras basilares, para mim, da Democracia: a minha liberdade acaba quando começa a do meu vizinho (sendo o “vizinho”, a outra pessoa, o outro concidadão)?



Também é verdade que a política e, nomeada e principalmente, os políticos, não têm ajudado muito ao aproximar dos seus cidadãos às decisões políticas (eleições, referendos) ou, até, à participação ativa e cívica. Corrupção, compadrios, interesses, decisões mal pesadas e tomadas, no mínimo, de “ânimo leve”, contribuem para este afastamento, cada vez maior, dos cidadãos em relação à política e às instâncias democráticas (e nem vamos entrar pela Justiça!). Receio que um dia, os populismos tomem conta dos nossos desígnios, das nossas sociedades, sejam eles de extrema esquerda ou extrema direita.

Por tal, eu opto por votar. Sempre o fiz. Mesmo que para isso tivesse que fazer uma viagem de cerca de 230km, de autocarro, precisamente no exato dia de ir a votos, para conseguir votar (Presidenciais de 2001). Mesmo tendo que ir duas vezes votar (ou escolher a resposta pretendida) no mesmo ano (Referendo à despenalização do aborto – junho de 1998 – e Referendo à regionalização – novembro de 1998). Mesmo estando afastado da minha terra (ensino superior e, depois, emprego) durante 10 anos, votei sempre. Fi-lo porque queria ter a minha voz, mesmo sentindo que ela não seria “ouvida”. Fi-lo porque não queria ter que ouvir: foste votar? Não? Então não tens moral para criticar!

Aliás, usei esta mesma frase, poucos anos após o primeiro referendo sobre a despenalização do aborto, em 1998, que ditou um “Não”, por uma “unha negra” [“Não” = 50,9%; “Sim” = 49,1%], num dia solarengo (28 de junho), em que muita juventude, por exemplo, optou pela praia e pelo lazer, “marimbando-se” para o Referendo, pensando, quiçá, que “estava no papo” e o “Sim” ganharia ou que alguém faria a função de escolher por sua vez. Mas não o fez! E aquilo que parecia óbvio (a vitória do “Sim”), afinal não o foi. Usei-a (essa frase) quando, em conversa de café com um amigo, este atirou um “Somos mesmo um país de retrógrados! Onde já se viu o aborto não ser despenalizado?!” Ao que retorqui, sem ser de uma forma retórica (acreditem!): “Foste votar?” “Não”, disse ele! “Então que moral tens tu para criticar quem foi? Mesmo que tivesse ido mal e escolhido o oposto à tua opinião?!”. Resta claro que ninguém, provavelmente, gostaria de ouvir uma tirada destas. Mas, infelizmente, há ainda quem não se importe…há quem não ligue! Modéstia à parte, eu não sou assim…E você? É? Vai deixar os outros escolherem por si? Vai abster-se de um direito seu para, depois, por exemplo, passar mais uns anos a criticar o sistema, os políticos, os partidos, a Democracia, nomeadamente, nas redes sociais? Por favor, não faça isso! Vote, escolha, tenha voz, decida (mesmo que a vitória recaia no oposto ao que votou), diga “presente”.

As gerações que nos receberam e nos deram a Liberdade e a Democracia, merecem isso de nós! As gerações a quem deixaremos este nosso “cantinho à beira-mar plantado”, merecem isso de nós! Vamos todos votar amanhã?

Termino com umas citações, que reconhecerá certamente:

Artigo 10.º

Sufrágio universal e partidos políticos

1. O povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, direto, secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na Constituição.

2. Os partidos políticos concorrem para a organização e para a expressão da vontade popular, no respeito pelos princípios da independência nacional, da unidade do Estado e da democracia política.

(…)

Artigo 48.º

Participação na vida pública

1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direção dos assuntos públicos do país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.

2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objetivamente sobre atos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.

(…)

Artigo 49.º

Direito de sufrágio

1. Têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de dezoito anos, ressalvadas as incapacidades previstas na lei geral.

2. O exercício do direito de sufrágio é pessoal e constitui um dever cívico.

(…)

Artigo 121.º

Eleição

(…)

3. O direito de voto no território nacional é exercido presencialmente.

(in: Constituição da República Portuguesa – VII Revisão Constitucional, 2005).

Obrigado pela atenção. Vemo-nos nas urnas?!

Por: Pedro Sousa* (Professor e Diretor do Barcelos na Hora)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Foto: DR.

Até para o ano…

Setembro 22, 2019 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Sousa

Não, caros leitores…não nos estamos a despedir de vós!

Com o surgimento do tempo chuvoso, que se vai tornando mais perene, e com a noite a cair cada vez mais cedo, as nossas mentes e, até, o nosso corpo, começam a despedir-se do verão, da sensação de férias, do poder “abusar” mais um pouco na comida, na bebida, nas horas de folia.



As festas populares e religiosas invadiram as nossas terras, com as suas cores, a sua música, animação e atos religiosos, unindo comunidades e promovendo reencontros familiares e de amizades. Este jornal divulgou dezenas e outras tantas ficaram por divulgar, precisamente por serem tantas e porque a informação nem sempre nos chega. Se está a ler este artigo e fará parte de alguma comissão de festas para o ano, então, se faz favor, não hesite em propor que nos enviem, pelo menos, o cartaz da festa, para que, humildemente, vos possamos ajudar. Para os barcelenses, e visitantes assíduos, a sensação de verão inicia aquando da “Festa da Cruzes”, entre finais de abril e início de maio. Até a retirada dos arcos do Campo da Feira indicia que está a chegar o outono…e depois o inverno!

Mas o tempo de verão é também aquele em que os emigrantes voltam à sua terra e ao âmago das suas famílias, trazendo mais alegria, mais cor, mais festa a muitas das nossas freguesias e paróquias. Quem anda por estas estradas afora, habitua-se a ver muitos carros com matrícula estrangeira; as feiras semanais (quinta-feira) costumam trazer muito mais pessoas a Barcelos, com os carros estacionados a chegarem a locais bem longe do recinto da feira e as vendas a aumentarem. Saindo um pouco do concelho, indo para os vizinhos com praias – Esposende à cabeça –, nota-se bem a presença de emigrantes, quer pelos veículos, quer pelas línguas faladas (infelizmente, nem sempre falam a nossa!). Agora, já voltaram às suas casinhas, ao conforto dos seus lares, que criaram por essas terras fora, aos seus empregos, ao seu quotidiano e às suas lides…ansiando por novo retorno a terras lusitanas, e barcelenses, ou pelo Natal, ou apenas pelo verão. Que tenham tido uma boa viagem de regresso e que este novo período que medeia a sua volta corra pelo melhor. Até ao regresso!…

Neste verão vimos menos fogos florestais, o que é sempre bom, mas continuámos a ver lixo depositado nas matas, bouças e bermas. Os fogos tendem a diminuir com o apertar da malha legislativa e penal…se calhar, essas mudanças sociológicas (não depositar lixo em locais indevidos) têm que ser feitas através da punição, pois parece que, através da sensibilização não se está a chegar àquilo que é mais correto. Bem gostaria que assim não fosse…

Agora que entramos no outono, vem o trabalho (e que venha para o máximo de pessoas possível, sendo isso, uma boa notícia); os campeonatos e provas de vários desportos estão de volta (sendo que o ciclismo se manteve ao longo do verão, com muitos bons resultados para os barcelenses, assim como, as atividades de corridas, trails e afins); os gilistas estão de volta à Primeira Liga (e com a “barriga cheia”…de carne de porco no espeto oferecida para festejar essa recolocação do Gil Vicente FC no local certo), há clubes e atletas barcelenses a iniciarem as suas competições e alguns já com bons resultados a registar. Vêm as eleições, pedindo eu, humildemente, que todos exerçam o seu direito de voto; vêm as aulas para os estudantes (o IPCA, por exemplo, continua a demonstrar grande vitalidade e números de relevo); vem o “tempinho” de querer ficar mais tempo na cama ao fim de semana e de acender a lareira para se sentir o aconchego do calor…enfim, vem o “tempo de inverno”!

Agora é esperar, agora é viver o dia a dia, ansiando pelo melhor, ansiando por que tudo corra conforme o planeado e desejado…e que os objetivos se alcancem, esperando pelo próximo verão, para voltarmos a repetir tudo aquilo de bom que repetimos, sempre que essa época está de volta. E, porque não, fazermos algo de novo que nos faça sentir bem…Fica a ideia!

Até para o ano (eu voltarei antes, claro está!)…e que tenham tudo aquilo que merecem! Este é o meu desejo!

Por: Pedro Sousa.* (Professor e Diretor do Barcelos na Hora)

Nota: Escolhi a foto de destaque, que faz parte do nosso acervo (mesmo não conhecendo o autor), porque dá a entender, a meu ver, a alegria e festa, mas, igualmente, uma ideia de “final de festa”, de “queimar os últimos cartuchos”, de “lavar dos cestos”.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Barcelos na Hora vai de férias

Agosto 25, 2019 em Atualidade, Concelho, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Serviços muito mínimos entre hoje e dia 03 de setembro

Caros leitores,

O Barcelos na Hora entrará num período de férias, entre hoje e o próximo dia 03 de setembro, onde estará em serviços muito mínimos.



Por serviços muito mínimos queremos dizer que todas as notas de imprensa recebidas até ao final do dia de ontem ainda serão lançadas. Após esta data, apenas sairão a partir de dia 03 de setembro.

Esperamos compreensão de vossa parte.

O Diretor,

Pedro Sousa.

Círculo Católico de Operários de Barcelos organiza “Conferência Associativa: Presente e Futuro”

Junho 12, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Evento decorre a 19 de junho, pelas 21h00, no Auditório do CCOB

O CCOB – Circulo Católico de Operários de Barcelos, conjuntamente com a CPCCRD – Confederação Portuguesa das Colectividades Cultura Recreio e Desporto e a ARCA – Associação Recreativa e Cultural de Arcozelo, organizam uma conferência, dedicada ao tema “Conferência Associativa: Presente e Futuro 2019”, com o intuito de alertar as coletividades sobre assuntos de interesse para as associações.



Sobre medidas de autoproteção, o Comando Distrital da Proteção Civil de Braga vai facultar informações e tirará dúvidas sobre as medidas que se devem tomar para proteger as instalações das sedes e os procedimentos que a lei exige e, muitas vezes, estas desconhecem. João Crisóstomo, Técnico Superior ANEPC no referido Comando, irá ser o preletor sobre este assunto.

Outro tema que anda nas cogitações, e preocupações, das Associações é o Registo Central de Beneficiário Efetivo. Como se sabe, até ao final do corrente mês, todas as coletividades terão, obrigatoriamente, que preencher, no portal da Justiça, os dados dos elementos da direção da associação e esse preenchimento/registo não pode ser efetuado por qualquer pessoa, sendo que, em caso de incumprimento, as associações estarão sujeitas a coimas. Bessa Carvalho, Vice-Presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades, vai informar sobre estes procedimentos e dissipar dúvidas dos presentes.

Por fim, o Associativismo: Direitos e Deveres será o tema abordado por Manuel Moreira, ex-Presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses e ex-Deputado na Assembleia da República, onde informará os presentes sobre os direitos e deveres das associações e dos dirigentes associativos. Irá, igualmente, realçar, junto das entidades presentes, a importância do associativismo nas comunidades devido à sua extensa vida associativa.

Para a organização, “as associações, coletividades e outras entidades sem fins lucrativos têm enfrentado alguns constrangimentos devido a não cumprirem com algumas leis, sendo o principal motivo a falta de conhecimento”, sendo que “a maior parte dos dirigentes associativos até os próprios direitos e das associações desconhecem”, motivos que levaram a que estas três instituições decidissem colaborar na organização desta conferência, que terá moderação de Pedro Sousa, Diretor do jornal online Barcelos na Hora.

Imagem: CCOB.

Agrupamento de Escolas Vale do Tamel é campeão distrital de ténis de mesa

Junho 3, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 29 de maio, a equipa do Agrupamento de Escolas Vale do Tamel (AEVT), constituída por Susana Costa, Pedro Sousa e Beatriz Pereira, deslocou-se à EB D. Afonso Henriques, em Guimarães, para participar na competição coletiva de Ténis de Mesa da Coordenação Local do Desporto Escolar de Braga (CLDE-Braga). Esta prova, realizada no escalão de infantis, iria apurar o campeão distrital por equipas do ano letivo 2018/2019.



Mais uma vez, de salientar o excelente desempenho dos jogadores do AEVT, que chegaram à final sem qualquer derrota e venceram, por 3-0, a equipa da EB das Marinhas, Esposende.

Em nota, o AEVT evidencia “o excelente espírito de união e de cooperação entre todos os elementos da equipa do AEVT ao longo do ano, valorizando o espírito do bem-estar, do fair-play e da competição saudável”.

Fotos: DR.

Falta de civismo: deposição ilegal de lixo

Março 3, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo, Opinião, Política port barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Sousa

Caros leitores,

O tema que me traz hoje aqui é relacionado com algo que me diz muito e revolta imenso. Estou certo de que muitos de vocês também pensarão da mesma forma.



Falo da deposição de monos, eletrodomésticos em desuso, resíduos de obras, entre outros, em matas, terrenos baldios e, mesmo, em terrenos particulares. Mas, igualmente, do largar lixo nas vias públicas, bermas, passeios e jardins das nossas cidades e vilas, das nossas freguesias.

Este comportamento não é exclusivo de Barcelos, como é óbvio. Infelizmente, é um comportamento que grassa por este nosso país fora. Quem já não teve a triste experiência de ir caminhar, quer por vias, quer por matas, e deparou-se com monos, colchões, eletrodomésticos, tijolos, telhas, vidros…enfim, uma imensa panóplia de lixo e resíduos depositados nos locais mais inusitados, mas, também, em locais perfeitamente à vista de todos.

Como aficionado da corrida em trail ou caminhadas, já encontrei de tudo por terrenos barcelenses. Desculpem-me…mas isso enoja-me! Só penso nos “porcos” (desculpem o coloquialismo e a rudeza da palavra) que se lembraram de fazer isso, mesmo havendo um serviço de recolha desse tipo de lixo, camarário e gratuito. Até este nosso jornal já noticiou esse serviço. Se entrar na página online do Município irá encontrar estes dois parágrafos, que passo a citar:

«No caso dos proprietários não possuírem meios para a sua entrega, podem solicitar o serviço de recolha à Câmara Municipal, através do e-mail geral@cm-barcelos.pt ou através da página do Município, no link “A minha rua”.

Quanto aos “monstros domésticos” de particulares, e por forma a facilitar a sua correta gestão, o Município de Barcelos dispõe de um local situado no Parque de Viaturas – Rua do Faial, n.º 106 – 4750-783 em Vila Boa, onde podem ser depositados, todos os dias úteis.» (in: https://www.cm-barcelos.pt/2018/03/camara-de-barcelos-promove-recolha-de-201cmonstros201d-domesticos/)

Muitos devem ficar a pensar que ir a Vila Boa é longe. Pois…mas, se calhar, para irem para o meio do Monte da Franqueira, com o intuito de deixar lá um colchão velho, já não são assim tantos quilómetros que têm que fazer! Enviar, ou pedir a alguém para enviar, um e-mail para o Município e esperar que este envie alguém a casa levantar esses monos e afins, não é menos trabalhoso? Não é menos oneroso? Não é mais cívico? Não é mais civilizado? E, sim, colchões na Franqueira. Num dos meus “treinos”, na descida entre a igreja e Góios, vi um deixado no meio dos fetos e outro deixado mesmo na berma da estrada, num dos locais de estacionamento! Vergonhoso! Lastimoso! De enojar! Alertei, obviamente, os serviços camarários. Confesso que não sei se ainda estão lá. Mais, há dias, ao passar na rotunda “dos Andorinhas” deparei-me com um colchão depositado em plena berma da rotunda, pousado em cima do rail de proteção! Sim, leu bem! Rail de proteção!! Ali, depositado. Talvez quem o depositou tenha pensado nos imensos motards que por lá passam e fazem a rotunda “deitados”…é para eles dormirem nesse colchão?! Já agora, e essa zona? Parece-lhe limpa ou está pejada de lixo??! Ah…neste caso, contactei telefonicamente o Município, solicitando a recolha do colchão. Do lado de lá disseram-me que era a primeira pessoa a fazer um telefonema desse tipo! Acredito que tenha sido para essa pessoa em concreto. Não acredito que mais ninguém tenha “doado” um minuto da sua vida a ligar para a Câmara Municipal a solicitar recolha de lixo depositado em locais indevidos! E acrescento: não sendo o ideal, as pessoas sempre podem deixar os colchões e/ou monos ao lado dos contentores comuns de lixo. Mais cedo ou mais tarde, os serviços procedem à recolha. Não é o ideal…mas é bem melhor do que deixar isso no meio das matas e bouças.

Caminhos de Santiago. Já percorri alguns troços e deixa-me agastado ver o lixo que se encontra lá! É essa a imagem que querem deixar a esses caminhantes peregrinos?! De uma sociedade repleta de pessoas sem sentido algum de civismo?!

Na minha opinião, estes comportamentos não desaparecerão “a bem” ou “a mal”. Já entramos na perspetiva sociológica, civilizacional. De que adianta tentar incutir-se nas crianças e jovens, nas escolas, por exemplo, que estes tipos de comportamentos não são aceitáveis se, depois, em casa, eles deparam-se com esta falta de civismo? Os seus pais (pai e mãe) são os seus heróis, os seus exemplos. E ainda bem que o são, pois merecem sê-lo. Mas a ter este tipo de atitudes, a meu ver, não estão a ajudar essa criança, esse jovem, a desenvolver-se e a tornar-se num adulto respeitador do bem comum, da Natureza, do que é cívico. Como professor, como pedagogo, deixo aqui o meu alerta.

Aliás, hoje em dia nota-se bem o comportamento desviante de imensos jovens (mas também adultos), que jogam lixo para o chão, quando, na maioria dos casos, têm contentores para esse efeito a poucos metros de distância. Como é o caso da foto que se segue. Tirada a uma segunda-feira de manhã, junto a um parque que tem contentores a poucos metros! É isto que queremos para o nosso país? É isto que queremos para as nossas terras? Os valores como o respeito pelo bem público, pelo zelo pelas zonas públicas, estão ausentes de demasiadas pessoas, infelizmente! Quem me conhece, sempre me ouviu dizer que a linha que separa a irreverência da arruaça e da criminalidade é muito ténue por vezes. Os jovens, e “menos jovens”, querem ser irreverentes, “fazer figura”…mas esquecem-se que os seus pais e avós passaram, na maioria dos casos, por uma ditadura, onde não tinham a liberdade de acharem que podiam fazer tudo sem arquearem com as consequências. Há sociólogos que defendem que depois de um momento da história onde houve privação da liberdade, não se pode passar para outro onde esta existe em excesso, pois pode dar-se o risco dessa sociedade implodir e voltar a optar pela privação das liberdades. Se calhar, o crescimento das extremas-direitas por este mundo afora já poderá ser reflexo disso. Mas é apenas a minha humilde opinião. E a privação da liberdade não é exclusiva da extrema direita, como, infelizmente, se pode constatar pela atualidade.

Termino com dois pontos (e peço desculpa pela delonga, mas este assunto revolta-me). Primeiro, e porque a minha honestidade intelectual a isso obriga, o local retratado pelas fotos (com os monos) já não se encontra assim como se vê…encontra-se pior!!

Segundo: por favor, passem a palavra, deem o exemplo, chamem à atenção, alertem, sensibilizem, não adotem essas atitudes! Vamos limpar Barcelos (também participei nessa iniciativa nacional e local)! Vamos fazer do nosso país um melhor país. Um país desenvolvido, um país ao nível dos mais civilizados (muitos dos quais, com emigrantes nossos lá…que podem ajudar também, cá na sua terra)! Todos a remarmos para o mesmo lado…conseguimos alcançar o objetivo. Muito obrigado a todos!

Por: Pedro Sousa* (Professor e Diretor do Barcelos na Hora).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ténis de Mesa: Casa do Povo de Alvito com lugares de destaque no 43º Torneio ATMP

Fevereiro 25, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No passado fim de semana, o Pavilhão Desportivo Municipal de Vila Nova de Gaia foi o palco do 43º Torneio ATMP – Associação de Ténis de Mesa do Porto, uma competição que contou para a Classificação Nacional Classe A.



A equipa de Ténis de Mesa da Casa do Povo de Alvito participou com vários atletas, sendo que o grande destaque vai para André Carreiras (BUTTERFLY PORTUGAL), que conquistou o 3º lugar em Cadetes.

Igualmente em destaque estiveram Susana Costa, com o seu 5º lugar em Infantis Femininos, e Pedro Sousa, com o 6º lugar em Infantis Masculinos.

Fotos: DR.

Muito obrigado e Bom Ano!

Dezembro 31, 2018 em Atualidade, Concelho, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Caros leitores,

Termino o ano com um artigo pequeno, mas grande em sentimento.

Quero agradecer a todos aqueles que estão comigo/connosco desde o início deste projeto. Aqueles que ajudaram a nomeá-lo, a registá-lo, a idealizá-lo,…a todos sem exceção.



Mas também quero agradecer a todas, mesmo todas, as pessoas que têm navegado connosco nesta viagem que ainda é curta, mas já com frutos dos quais nos podemos, sem falsas modéstias, orgulhar.

Foi mais um ano de extrema dedicação, por vezes, abnegação, sempre por carolice, sempre em prol do objetivo principal deste projeto: noticiar/divulgar o máximo possível, num paradigma diferente do existente neste concelho, mesmo admitindo, com toda a franqueza, que os outros meios e órgãos já existentes em Barcelos também vinham – e vêm – fazendo um grande trabalho no âmbito do que a que todos nos propomos: noticiar e divulgar, o mais possível, os acontecimentos deste concelho. Julgo que todos, sem exceção, estamos de parabéns.

Por fim, resta-me pedir desculpa por não termos podido fazer mais. Mas preciso que compreendam que este não é o nosso emprego. Todos, e ainda bem, temos os nossos empregos e este Barcelos na Hora, mesmo sendo para nós o “nosso menino”, não é a nossa principal ocupação. Nem o poderia ser, se tivermos em conta que não auferimos qualquer tipo de remuneração. Sendo assim, é compreensível – acredito – que, necessitando de dinheiro para pagarmos as nossas contas pessoais e familiares, este projeto não possa ocupar a totalidade do nosso tempo diário. Dessa forma, muita coisa ficou por noticiar e acompanhar, mas acreditem quando vos digo que fizemos o humanamente possível para vos dar o máximo de informação.

Termino com a renovação do meu sentido, pessoal e enorme agradecimento a todos os que compõem este projeto, a todos os nossos leitores e seguidores e, por fim, mas não por somenos, a todas as instituições e pessoas que têm colaborado connosco e nos têm ajudado a crescer.

O que hoje somos…a todos vós o devemos!

Muito, mas mesmo muito, obrigado a todos.

Votos de um excelente Ano Novo de 2019, repleto de saúde, amor, concretizações e sucessos!

Por: Pedro Sousa*. (Professor e Diretor do Barcelos na Hora)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

O associativismo e espírito comunitário no Concelho de Barcelos

Novembro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Pedro Sousa

Caro leitor,

Quando iniciei esta empreitada de ser o diretor deste singelo e humilde jornal online, fazendo parte do conjunto de pessoas que o fundou, não me passava pela cabeça o tamanho das “fundações” que tinha que ajudar a criar.



Vamos por partes. Primeiro, quando digo “singelo”, estou, obviamente, a usar de comicidade para nos divertirmos um pouco! Segundo, “humilde” porque é um projeto em que nenhum dos seus participantes aufere qualquer tipo de remuneração e/ou ajudas de custo. Sim, nenhum! Nem o diretor – eu –, nem os editores, os colaboradores e, mesmo, os nossos colunistas, a quem aproveito o ensejo para agradecer imenso pela dedicação. Por isso, é usual e compreensível que alguns deles não escrevam de quando em vez, porque a vida pessoal e profissional deles a isso “obriga”…e quem sou eu para os “censurar”?!

É por isso, também, que ainda não conseguimos ter um corpo jornalístico que nos permita cobrir o máximo de eventos possível, jogos, campeonatos, festas, entre outros. Ou cobrir acidentes, assuntos de política e outros casos. Por tal, tenho vindo, de quando em vez, a fazer a nossa “contrição” por não conseguirmos mesmo noticiar e/ou fazer o que desejaríamos. Mas isso são problemas nossos com os quais temos que lidar e tentar, com tempo e sustentabilidade – sim, porque não daremos “passos maiores do que as nossas pernas”, hipotecando o futuro do projeto e, até, o nosso pessoal –, menorizar estes problemas e, mesmo, transpô-los.

Depois deste grande “desabafo”, intercalado entre o preâmbulo e o corpo do artigo, reentro no tema que me traz aqui: o associativismo e espírito comunitário barcelense.

Ao iniciar funções, decidimos enviar um e-mail de apresentação do jornal, com solicitação de colaboração, ao máximo de associações, clubes, instituições, grupos, entre outros. Muitos aceitaram…infelizmente, muitos ainda não o fizeram. “No que me fui meter”, pensei logo eu! São tantos, mas tantos os e-mails que ainda hoje não consegui terminar essa parte da “empreitada” (obviamente que tenho o meu emprego e não passo todo o dia a enviar!). Aliás, eu confesso: não conheço todas as associações, todos os clubes, todas as instituições, todos os grupos, todas as comissões…de Barcelos! Não me levem a mal, mas tenho quase a certeza de que nenhum barcelense conhece! Isso é, para mim, sinal do grande espírito associativo, clubístico e comunitário dos barcelenses, que aqui louvo e destaco. Mesmo que isso signifique que um dos meus objetivos enquanto diretor fique muitíssimo difícil de concretizar: dar a conhecer o nosso “Barcelos na Hora” a todas essas instituições! Acho que não vou conseguir…

Escrevi sobre as dificuldades com que nos deparamos (nós, “Barcelos na Hora”) e sobre o facto de ninguém dos que colabora e participa neste projeto auferir qualquer tipo de ganho financeiro porque, tal como no nosso caso, são imensas aquelas pessoas que, de uma forma, muitas vezes, abnegada e gratuita, lutam pelo melhor para associações/ clubes/ instituições/ grupos/ IPSS/ comissões…de que fazem parte, quer como dirigentes, quer como associados/simpatizantes. Por vezes, as coisas correm menos bem; por outras, os sucessos são mais do que os insucessos. Há dias em que chegam a casa de “coração cheio”; há outros em que chegam de espírito em baixo! Enfim, é o “dia a dia” destas pessoas, que escolheram esse caminho para a sua vida…

Não escrevo muito mais!

Termino com um muito obrigado a todos vocês, que tornam enorme o associativismo e o espírito comunitário barcelense! Mesmo que isso – reitero – dificulte imenso a concretização de um dos meus objetivos enquanto diretor deste jornal!

PS: Tinha muitas imagens para escolher para foto de destaque, mas senti que era impossível encontrar uma que retratasse todas as instituições barcelenses de que falei! Escolhi esta por representar um evento – Festa das Cruzes – onde muito do espírito retratado se evidencia.

Por: Pedro Sousa* (Professor e Diretor do Barcelos na Hora)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ir Para Cima