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Rita Rodrigues

Barcelense RECOVERY IPSS vence novo prémio nacional: o BPI Solidário e Fundação La Caixa 2018

Junho 26, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O dia de ontem resultou em mais uma data histórica, não só para a RECOVERY IPSS, presidida por Miguel Durães, como para Barcelos e para a área da saúde mental em Portugal. A IPSS barcelense foi distinguida, novamente, a nível nacional, desta feita, com o Prémio BPI Solidário e Fundação La Caixa 2018.



A cerimónia de entrega dos prémios decorreu em Lisboa, presidida por Artur Santos Silva, Presidente honorário do BPI e Presidente da Fundação La Caixa em Portugal, que entregou o prémio à RECOVERY na companhia de António Barreto, presidente de um júri composto por pessoas com um percurso sobejamente reconhecido pela sociedade.

Foram reconhecidas 21 IPSS a nível nacional, entre elas, também, a Cruz Vermelha de Barcelos – Delegação de Barcelos, com um prémio na ordem dos 23 mil euros. Já a RECOVERY recebeu um expressivo prémio de 50 mil euros para dotar aquelas que se constituíram como as primeiras Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental na Infância e Adolescência da história do nosso país.

A dotação dessas Unidades passa por bens materiais e equipamentos tecnológicos para melhorar a sua prestação de serviços junto de crianças e jovens com problemas graves de saúde mental e seus familiares e/ou cuidadores informais.

Esta IPSS barcelense foi, igualmente, reconhecida pelo seu trabalho na defesa da saúde mental a nível nacional e internacional, junto daqueles que se encontram em situação de pobreza e exclusão social.

Acompanhado de Teresa Lomba, Flora Neco Durães, Rita Rodrigues e Sara Lomba, Miguel Durães, numa breve nota, deixou o seu agradecimento pelo prémio, salientando que “partilhamos este Prémio com todos os que caminham diariamente connosco, na luta por esta nobre causa”.

Prémio BPI Solidário

O BPI Solidário é um prémio anual de 750 mil euros para combater a Pobreza e a Exclusão Social, tendo como objetivo “apoiar projetos que promovam a melhoria das condições de vida de pessoas que se encontrem em situação de pobreza e exclusão social”.

Foi criado em 2016 e já atribuiu 1,4 milhões de euros em donativos, distribuídos por 32 projetos de norte a sul do país e ilhas.

Este Prémio destina-se a todas as instituições privadas sem fins lucrativos, sedeadas em Portugal, cujos projetos tenham como objetivo melhorar as condições de vida das pessoas que se encontram em situação de pobreza e de exclusão social.

Fotos: DR/MD.

Prevalência da Doença Psiquiátrica em Portugal

Agosto 16, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora
Rita Rodrigues

Hoje vou falar sobre a incidência da doença mental em Portugal, situação que preocupa cada vez mais o país e o mundo. Os dados são assustadores e, cada vez mais, aumenta esta incidência.



No Primeiro Relatório Epidemiológico Nacional de Saúde Mental (2015) foi realizado um estudo com pessoas de nacionalidade portuguesa, com mais de 18 anos e de ambos os géneros. Pessoas não-institucionalizadas, residentes em morada privada e apenas no continente, constituindo uma amostra que é representativa da população adulta de Portugal.

De acordo com o estudo realizado, verificou-se que a prevalência das perturbações psiquiátricas é superior a um quinto, ou seja, significa que Portugal tem a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa, conjuntamente com a Irlanda do Norte.

Ainda de acordo com o 1.º relatório Epidemiológico Nacional de Saúde Mental, Portugal, relativamente aos outros países europeus, apresenta maior prevalência de doença psiquiátrica em quase todos os grupos de perturbações do foro mental.

De acordo com os dados estatísticos, Portugal, em comparação com outros países da Europa, nas perturbações:

  • de Ansiedade posiciona-se em 1.º lugar;
  • do Humor posiciona-se em 3.º lugar;
  • de Controlo dos Impulsos posiciona-se em 1.º lugar;
  • por Utilização de Substâncias posiciona-se em 3.º lugar;

Com os resultados deste estudo podemos concluir que 1 em cada 5 pessoas da amostra apresentou perturbação psiquiátrica; que as perturbações de ansiedade são as que têm maior prevalência em Portugal, sendo que as mulheres, pessoas separadas e viúvas apresentam maior frequência de perturbação psiquiátrica. As perturbações não apresentam distribuições semelhantes entre sexos; se por um lado as mulheres apresentam mais perturbações depressivas e de ansiedade, os homens acabam por ter uma maior incidência de perturbações por abuso de substâncias e de controlo de impulsos.

Deixo, para reflectir, uma frase de Nathanael West “Os números constituem a única linguagem universal”.

Por: Rita Rodrigues*.

Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay, da Associação RECOVERY IPSS.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

A voz da pessoa com experiência de doença mental

Junho 29, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação port barcelosnahorabarcelosnahora
Rita Rodrigues

O termo “participação” da pessoa com experiência de doença mental em contexto de prestação de serviços refere-se ao envolvimento na vida de forma mais ampla, assim como a uma colaboração ativa na prestação de serviços.

A Participação do utilizador (utente) pode definir-se como:

  1. Reconhecimento de que o utilizador é um indivíduo único;
  2. Utilizadores que desenvolvem a confiança, para expressar uma opinião;
  3. Utilizadores que expressam a sua opinião própria, em vez de darem respostas que pensam ser as que os serviços e/ou profissionais querem ouvir;
  4. Os serviços e o indivíduo trabalhando em conjunto nas decisões que o afetam;
  5. O utilizador aprender sobre si mesmo(a) e começar a compreender que ao direito de participação e tomada de decisão estão associadas responsabilidades;

De acordo com o manual elaborado pela Comissão Consultiva para a Participação de Utentes e Cuidadores – Princípios Orientadores para a Participação do Utente (2005), existe um conjunto de princípios orientadores para a participação da pessoa com experiência de doença mental de modo a que os serviços de saúde mental, reabilitação psicossocial e de suporte ao utilizador compreendam e utilizem estes princípios para reforçar a voz do utilizador dentro do contexto da prestação de serviços.




Assim, abaixo serão referidas as 5 principais razões para a participação da pessoa com experiência de doença mental:

A participação :

  1. Proporciona oportunidades adicionais de recuperação para a pessoa com experiência de doença mental;
  2. permite que os serviços tenham maior capacidade para responder de forma adequada;
  3. é um direito ético e democrático;
  4. é um dos meios de igualar o relacionamento de poder entre o serviço e a pessoa;
  5. pode melhorar a qualidade dos serviços e é uma parte integrante do Sistema de Qualidade no campo da saúde mental e reabilitação psicossocial.

Por outro lado, há vários tipos de interações que podem influenciar a sua participação, como por exemplo, o ambiente, os relacionamentos, qualidades e características pessoais.

Por: Rita Rodrigues*.

Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

A importância dos relacionamentos entre pares na recuperação pessoal

Maio 17, 2017 em Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora
Rita Rodrigues
Rita Rodrigues

Como já abordei anteriormente é possível a recuperação pessoal na Saúde Mental e um dos fatores importante para a promoção da recuperação pessoal é o relacionamento entre pares.

De acordo com o Guia para Profissionais da Saúde Mental, 100 Modos de Apoiar o Recuperação Pessoal (2009) existe três tipos de suporte interpares:

Os Grupos de auto-ajuda ou ajuda mútua: dão prioridade à experiência vivida e desenvolvem estruturas com base na premissa que todos os participantes têm algo a contribuir;

Especialistas de Suporte Interpares: o especialista de suporte interpares é um cargo no sistema de saúde mental para o qual a experiência pessoal de doença mental é um requisito. Este cargo origina alguns benefícios:

  1. Para a pessoa contratada (Especialista de suporte interpares, com experiência vivida de doença mental) trata-se de um emprego com todos os benefícios inerentes. A vivência da doença mental pela pessoa é valorizada o que pode resultar na manutenção da recuperação pessoal. O Especialista de Suporte Interpares dá algo aos outros, um componente importante para a recuperação pessoal. A auto-gestão e as aptidões relacionais com o trabalho são consolidadas;
  2. No que concerne aos outros profissionais, a presença de especialistas de suporte interpares conduz à consciencialização acrescida de valores pessoais. A interação entre colegas pares atenua a distância existente nos serviços entre os profissionais e os utentes, de forma natural e não forçada;
  3. Para o utente, a presença do Especialista de Suporte Interpares nos serviços são exemplos palpáveis de recuperação pessoal – um poderoso criador de esperança. Pode promover, também, um menor distanciamento social com os restantes profissionais, levando a um maior compromisso e envolvimento no serviço.

Programas Geridos por pares: é um serviço cujo objetivo é promover a recuperação pessoal através dos valores e das práticas de funcionamento, através de uma perspetiva muito diferente da dos serviços tradicionais de saúde mental. O principal objetivo é apoiar as pessoas a reassumir a responsabilidade pelo seu futuro.

“Conheça todas as teoria, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana.” Carl Jung

Por: Rita Rodrigues*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)




Recuperação Pessoal na Doença Mental

Abril 12, 2017 em Atualidade, Educação, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Rita Rodrigues

Falar de saúde mental, do ponto de vista médico, é falar da ausência de doença ou erradicação da doença mental. Porém, a doença mental é uma construção teórica que depende de construções sociais e antropológicas, e não uma entidade patológica com existência própria. Em saúde mental, a existência de elementos capazes de gerar doença mental podem estar presentes sem que isso signifique a existência de doença, uma vez que, o seu desenvolvimento está dependente da inter-relação de determinados fatores, em que um indivíduo, face a determinados fatores de risco, desenvolve perturbação e outro perante os mesmos fatores não desenvolve (Melo e Moreira, 2005).




Tenho uma doença mental posso recuperar? Quem tem um diagnóstico do foro psiquiátrico, pergunta-se constantemente sobre a possibilidade de recuperação.

De acordo com o guia para profissionais de saúde mental, 100 modos de apoiar a recuperação pessoal (2009), existe dois tipos de recuperação na saúde mental: a recuperação clínica e a recuperação pessoal. Por recuperação clínica entende-se o tratamento de sintomas, o restabelecer o funcionamento social e outros modos de “recuperar a normalidade”. Por recuperação pessoal, Anthony (1993) descreve como sendo “um processo único, profundamente íntimo, de transformação das atitudes, valores, sentimentos, objetivos, aptidões e/ou funções das pessoas. É uma forma de viver uma vida satisfatória, esperançosa e contribuir para a vida mesmo dentro dos limites impostos pela doença mental. A recuperação pessoal envolve o desenvolvimento da nova orientação e objetivo geral na vida de um indivíduo enquanto se supera os efeitos catastróficos da doença mental”.

Existem quatro tarefas para a Recuperação pessoal:

1.ª Desenvolver uma identidade positiva independentemente de ser uma pessoa com uma doença mental. Os elementos da identidade considerados fulcrais para uma pessoa, podem não o ser para outra, ou seja, apenas o próprio pode decidir o que constitui uma identidade positiva;

2.ª Enquadrar a doença mental: desenvolvimento de um significado satisfatório a nível pessoal, ou seja, o enquadramento da experiência pessoal que os profissionais interpretam como doença mental. Isto requer tirar sentido da experiência de modo a visualizá-lo como uma parte e não a totalidade da pessoa;

3.ª Auto-gerir a doença mental: não significa que se decida a fazer tudo sozinho(a), mas antes que se é responsável pelo bem-estar próprio, incluindo solicitar ajuda e apoio dos outros quando necessário;

4.ª Desenvolver papéis sociais valorizados: ou seja, aquisição de novos, modificados ou anteriores papéis sociais valorizados, estes podem não estar relacionados com a doença mental. Os papéis sociais valorizados providenciam alicerces para o surgimento da nova identidade da pessoa em recuperação.

Assim, apoiar a recuperação pessoal envolve um afastamento do tratamento centrado apenas na doença, no sentido da promoção do bem-estar sendo necessário uma compreensão global da pessoa.

“No fundo, não descobrimos na pessoa com experiência de doença mental nada de novo ou desconhecido: encontramos nele as bases da nossa própria natureza.” Carl Jung.

Por: Rita Rodrigues*. (Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)



Relações Interpessoais

Março 15, 2017 em Atualidade, Educação, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Rita Rodrigues

Como já dizia o poeta Vinícius de Moraes: “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”

O indivíduo é o resultado das interações que estabelece ao longo da sua vida. Gerir essa relação de forma harmoniosa e produtiva é um desafio permanente.

De facto, vivemos em sociedade e, inevitavelmente, isso faz-nos criar laços com os outros. A este tipo de vínculo dá-se o nome de relação interpessoal e as relações interpessoais são influenciadas pelos comportamentos e pela comunicação entre as pessoas. Deste modo, para que possam existir boas relações interpessoais, quer seja em casa, na rua ou no trabalho, é importante o tipo de comunicação utilizado. Assim, dependendo da situação, podemos adotar um destes tipos de comunicação: agressivo, assertivo, passivo ou manipulador:

Agressivo

  • Dominar os outros
  • Valorizar-se à custa dos outros
  • Ironizar e desvalorizar sistematicamente o que os outros fazem e dizem

 

 

Assertivo

Assertividade significa evidenciar os seus direitos e admitir a sua legitimidade, sem ir contra os direitos dos outros.

  • Está à vontade na relação face a face
  • É verdadeiro consigo mesmo e com os outros, não dissimulando os seus sentimentos
  • Coloca as coisas muito claramente às outras pessoas
  • Estabelece com os outros uma relação baseada na confiança e não na dominação nem no calculismo

Passivo

  • Sente-se bloqueado e paralisado quando lhe apresentam um problema
  • Tem medo de avançar e de decidir porque receia a deceção
  • Tem medo de importunar os outros
  • Deixa que os outros abusem dele

Manipulador

  • Tende a desvalorizar os outros
  • Utiliza a simulação como instrumento
  • Fala por meias palavras
  • Tira partido do sistema, adaptando-o aos seus interesses

Criar relações positivas parte de nós. Temos ao nosso alcance a possibilidade de escolher o comportamento para ajudar ou dificultar a comunicação e as relações interpessoais.

 

Por: Rita Rodrigues 

(Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS)

Fevereiro 8, 2017 em Atualidade, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Rita Rodrigues

Cada um de nós é único: temos características que nos diferenciam e nos tornam especiais. Somos únicos e especiais e temos que dar valor às coisas que nos distinguem para nos fortalecermos no dia-a-dia, tomarmos decisões, agirmos e sentirmo-nos bem connosco e com os outros.

Porque é que algumas pessoas não conseguem reconhecer o seu valor?

A autoestima sob a perspetiva cognitivo-comportamental tem por objetivo levar o indivíduo a perceber-se como igual aos demais, reformulando conceitos sobre si próprio e assim readaptar o seu comportamento.

Podemos dizer que a autoestima está ligada mais ao que cada um sente e pensa sobre si mesmo, e não tanto sobre o que os outros pensam de nós.

Existem três elementos que podem desenvolver a autoestima: o amor próprio, a visão de si mesmo e a autoconfiança.

O amor-próprio: aceitação dos erros e fracassos, bem como atenção e cuidado com as suas verdadeiras necessidades. É importante sentir-se apreciado pelos outros, mas, principalmente, saber apreciar-se a si mesmo.

 A visão de si mesmo: como temos olhado para nós próprios? Como avaliamos e julgamos as nossas qualidades e defeitos? Para ter uma boa autoestima, precisamos primeiro ter uma boa autoconsciência e conhecer bem os nossos sentimentos, necessidades, objetivos, sucessos e fracassos obtidos. Quando estamos cientes das próprias limitações e pontos fortes, estamos mais preparados para lidar com a vida, pois o desconhecido provoca confusão e insegurança.

A autoconfiança: é o terceiro elemento da autoestima e revela-se importante na promoção da motivação e confiança necessárias para mais facilmente nos envolvermos em atividades novas ou que consideramos especialmente difíceis. Ser confiante é pensar que somos capazes de tomar as decisões adequadas em situações importantes.

Uma dose equilibrada de cada um destes componentes é essencial para obter uma boa autoestima e viver harmoniosamente, e não devemos esquecer que a autoestima é sensível a mudanças e pode ser fortalecida.

 

Por: Rita Rodrigues (Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS)

Janeiro 11, 2017 em Atualidade, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
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Rita Rodrigues

 

O meu nome é Rita Rodrigues, sou Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS e em 2017 vou partilhar convosco algumas questões da Psicologia.

Estamos numa altura do ano em que se faz um balanço do ano que passou e resoluções para o novo ano. Como o que nos define são os nossos comportamentos e para apoiar as nossas resoluções vou passar a explicar brevemente alguns tipos de comportamentos que o ser humano pode ter e qual o melhor a adotar para fazermos as melhores resoluções para este ano.

Comportamento Assertivo

Pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experiencie ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros.

 

Comportamento Passivo

É aquele em que a pessoa falha na expressão das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões. Na medida em que a pessoa que tem este comportamento é a primeira a violar os seus próprios direitos; acaba por dar ao outro a permissão para, também ele, o fazer.

Comportamento Agressivo

É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões, mas de uma forma que é hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o interlocutor. A pessoa que tem este comportamento defende os seus direitos, mas fá-lo à custa da violação dos do outro.

Concluindo…

A assertividade não garante a não ocorrência de conflitos entre duas pessoas; o que acontece é que, se duas pessoas em desacordo comunicam de forma assertiva, é mais provável que reconheçam que existe um desacordo e tentem chegar a um compromisso ou, simplesmente, decidam manter a sua posição respeitando a do outro. Em todo o caso, tu só és responsável pelo teu próprio comportamento – se a outra parte do conflito decidir comportar-se de forma não assertiva, o problema é dela.

Boas resoluções para todos neste novo ano!!!

Por: Rita Rodrigues (Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS)

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