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Rui Vitória

Guardado está o bocado…

Dezembro 7, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Guardado está o bocado, para quem o há de comer. É já antigo o adágio e espelha bem as diversas situações do dia a dia em que nem sempre a recompensa vai para quem a merece.
Em abono da verdade, devo dizer que foi este o caso no último jogo do nosso Glorioso, a contar para a primeira liga.



O Porto vem jogando melhor futebol desde o início da época e, por isso mesmo, se encontra em primeiro lugar na tabela classificativa. No entanto, já não vence há duas jornadas. E para nossa felicidade, o “culpado”, na última, foi o Benfica. Foi? Veremos…
Dizem os mandamentos do futebol que, normalmente, a equipa que corre atrás do prejuízo (Benfica) se supera e joga melhor contra o seu adversário direto (Porto). E nem me custa muito admitir que, apesar de o Benfica não ter sido a melhor equipa em campo, deu-nos pelo menos o prazer de ver os jogadores a enfrentar cada lance com um pouco mais de vontade do que o habitual. O Porto queixa-se da arbitragem…E desta vez tem razões para isso. Vê um lance de golo limpo mal anulado e, eventualmente, um penálti não assinalado a seu favor. Ainda assim, creio que o árbitro esteve efetivamente mal, mas não creio que o tenha feito de forma deliberada. Apenas cometeu erros. Acontece. Faz parte da sua condição humana. E venha agora o mais ferrenho dos portistas dizer que o Porto nunca foi beneficiado pelas arbitragens. A questão é que temos de nos mentalizar que o futebol é isto mesmo. Havendo fator humano envolvido, haverá SEMPRE erro. E não haverá nunca VAR que nos acuda. E se um dia alguém aperfeiçoar o futebol ao ponto de o robotizar, para que erros deixem de ocorrer, esse será o primeiro dos dias do fim do futebol. Passará a ser apenas uma ciência exata. E isso é tudo aquilo que o futebol não é. Nem deverá tornar-se.

Quanto ao jogo para a Liga dos Campeões, pouco há a dizer. Mais do mesmo, marasmo e zero pontos: autoexplicativo.

Continuo a dizer. Falta naquele balneário o feitio do JJ a “roer-lhes” a paciência. Com falinhas mansas, temos jogo manso. Acorda Rui Vitória.

E dá-me o trinta e sete!
Viva o SLB!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Krisis…e pluribus unum

Outubro 5, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Num clube que tem como lema e pluribus unum, expressão do latim que significa algo como “o primeiro entre outros”, vive agora uma situação cuja designação aprendemos do grego: Krysis (κρίσις). Crise. Pelo menos, crise de resultados. Todos concordaremos. Crise, também diretiva, dirão outros. Facto é que as coisas não vão bem para os lados da Luz.



Depois de uma assembleia geral de sócios que não correu da melhor forma, com ânimos exaltados e “cadeiras voadoras”, bem como insultos e demais agressões à mistura, um resultado na Madeira a confirmar o que já sabíamos. Os resultados financeiros melhoram pelo oitavo ano consecutivo, mas no plano desportivo as coisas têm vindo a piorar.

Desde a saída do Jorge Jesus, o futebol do SLB perdeu brilho. Perdeu, nas palavras do ex-treinador do Benfica, “nota artística”. Com o Rui Vitória assistimos a um sucedâneo de “tiki-taka”, sem brilho, morno e sem grande emoção. É certo que ganhou dois campeonatos nos dois primeiros anos do clube. Mas, como já li escrito por um outro alguém, falta saber até que ponto o SLB (e Rui Vitória) beneficiou do legado do trabalho do Jorge Jesus. Sendo que, é verdade, este deve ser um dos mais fracos “onzes” do Benfica, dos últimos oito anos, a par da época 2010/2011, quando as saídas de Di María e Ramires não foram devidamente compensadas. Resultado? Campeonato perdido…Oxalá lá para finais de abril ou meados de maio, eu esteja a “engolir” estas palavras e esteja a escrever frases de júbilo e regozijo.

Mas para já, enquanto adepto benfiquista, aponto o dedo, sobretudo, à péssima preparação do plantel para esta época e a um treinador que é bom, mas não é fabuloso, tal qual o Benfica merece e necessita.

Sendo que Krisis também era usado como sinónimo de mudança, desenvolvimento ou “crescimento”, pelos Gregos da antiguidade, espero que também o Benfica se reorganize, evolua e cresça. Espero que deixemos os nomes comuns do grego, para voltarmos às expressões do Latim. Deixo aqui uma para o LFV e para o RV:

fortuna juvat audaces”; Virgílio, Eneida, X, 284

Termino com uma breve referência ao regresso às vitórias por parte do nosso Gil, frente ao Vitória B, com uma exibição bem conseguida. Que seja para continuar…

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Uma chama a apagar-se

Setembro 15, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Olá, Barcelenses! Olá, Benfiquistas!

Esta será a minha primeira crónica, que nasce de um desafio que me foi lançado por amigos ligados à produção e edição deste jornal. É uma experiência nova e, como tal, rogo a vossa paciência para esta fase de adaptação a estas jornadas.



Sou barcelense por adoção e minhoto por paixão. Benfiquista de 4ª geração, mas sempre procurando assumir uma postura não facciosa e procurando ter sobre o “desporto-rei” um olhar pristino, alheio a “novelas” e a “túneis”. Mas sempre benfiquista! Mas vamos à “bola”.

A exibição do nosso Glorioso na última jornada da Liga, não tendo sido aborrecida, também não foi de um entusiasmo incontido. O Portimonense apresentou-se uma equipa muito bem organizada e muito aguerrida. Um adversário complicado, que promete dar muito trabalho aos seus adversários. Ainda assim, esperava-se mais do campeão em título, ainda para mais a jogar em casa.

Na Liga dos Campeões, mais do mesmo. Certo que o CSKA nunca seria um adversário fácil, pelo seu coletivo e pelos valores individuais, mas nunca poderia o SLB apresentar tão fraco futebol. Tão inconsistente.

Quer para o campeonato, quer na Liga dos Campeões, a jogar em casa, este Benfica versão 2017/2018 mostra muito pouco futebol. E agora não há desculpas. Já se via na pré-época que o futebol jogado era paupérrimo. E o fado continua. Sempre acreditei que, ao contrário do que se diz por “aí”, o campeão vê-se na pré-época. Os “grandes” perdem pontos sobretudo nas primeiras jornadas. Depois, salvo anos em que a organização desportiva dos clubes seja péssima, o fio de jogo mantém-se constante e só por um deslize os adversários perdem pontos.

A principal fragilidade do Benfica 17/18 continua a ser a defesa. Perdeu muito com as saídas do Nélson Semedo e do Lindelöf e, sobretudo, do guardião Ederson. É possível que ainda estejam em fase de ajustamento. Mas também é verdade que não são exatamente jogadores desconhecidos entre si. Exibição laboriosa do André Almeida, com alguma sorte no golo que marcou, mas que não lhe retira mérito. Só marca quem chuta. E um veterano Luisão que, mesmo em fase descendente da (já avançada) carreira, continua a ser o patrão da defesa. Entende-se a necessidade de clubes nacionais venderem jogadores para manterem o equilíbrio financeiro. Mas decepar desta forma um setor crucial da equipa, como é a defesa, pode ter custos desportivos desaprazíveis. Repare-se que o FCP teve mudanças maiores na sua estrutura e apresenta, à data, um futebol mais consistente. Talvez o Luís Filipe Vieira tenha que começar a pensar, seriamente, em reforçar a defesa. Já em janeiro. E a ver vamos se não peca por tardio. É sabido, na gíria futebolística, que os avançados ganham os jogos mas são os defesas que ganham os campeonatos.

Nunca tendo sido um grande adepto do estilo “pezinhos de lã” do Rui Vitória, tenho de lhe reconhecer o mérito de ter conquistado dois títulos em dois anos. Merece, certamente, o benefício da dúvida. Mas fica, muitas vezes, a sensação de que fazia falta um pouco mais de desfastio.

Uma nota final para o desempenho do nosso Gil, que venceu o Sporting B na última jornada. Oxalá esta época seja “a tal” e a sorte bafeje os rapazes de Barcelos.  Ainda uma palavra de incentivo para os sub-19. Bom futebol e bem jogado! Falta afinar a pontaria. Sem pressão. Força e Coragem!

Viva o Glorioso! Dá-me o Penta!

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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