Tag archive

Sport Lisboa e Benfica

Footaball não é só attack, attack, attack…

Abril 19, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Dizia Sir Bobby Robson que futebol não é só attack, attack, attack, quando criticado pelo facto de ter consecutivas vitórias pela margem mínima. Teria alguma razão. No entanto, eu continuo a preferir vitórias com bastantes golos, mesmo que se sofra um ou outro. Ainda assim, não é o mesmo que dizer que não importa que se descure a defesa. Apesar de as exibições do Benfica virem sendo agradáveis, na generalidade, a verdade é que no capítulo defensivo será onde se vem notando mais debilidades.



No jogo com o Setúbal esteve bem evidente aquilo que acabo de expor. Quatro golos marcados e dois sofridos. Mas sofridos por algum descuido da parte defensiva do jogo benfiquista. Além do mais, continua a notar-se, num ou noutro jogador, uma certa confiança excessiva, com passes disparatados e toques de calcanhar perfeitamente evitáveis. Ganhou-se. Mas continua a ser necessário pensar que o nosso adversário nem sempre vais ser tão acessível como um Setúbal (sem desprimor para os mesmos).

No jogo europeu, nem foi a questão de não se defender bem. Não se jogou bem, no seu todo. Pouca vontade de “matar” a eliminatória e muita cerimónia, deixaram-nos a jeito para sofrer dois golos “letais” para as nossas aspirações. Ainda assim, não sei até que ponto esta competição era prioritária para o Benfica. Porque, em boa verdade, ninguém do Benfica pareceu querer realmente ganhar. E nem o primeiro golo do Eintracht, escandalosamente ilegal, justifica tão fraquinha exibição por parte do Glorioso.

Segue-se o Marítimo, na Luz. Esperemos que comece a entrar juizinho naquelas jovens cabecinhas, que se deixem de nota artística, porque muitas vezes é preciso vestir o fato de macaco. E com o Marítimo, não vai ser pera doce.

Viva o Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Jekyll & Hyde

Abril 12, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

The stange case of Dr Jekyll & Mr Hyde (O Estranho caso de Dr. Jekyll & Sr. Hyde) é o título de um romance gótico escrito pelo brilhante autor escocês Robert Lewis Stevenson, no idos de 1886. Genericamente, trata-se de uma história em que um brilhante cientista, Dr. Jeckyll, sofre de um extremo caso de dupla personalidade, em que durante a noite se transforma no terrível assassino Sr. Hyde. Essa transformação é de tal forma extrema, que afeta até a fisionomia do brilhante doutor, quando se transmuta no terrível senhor Hyde.



O nosso mais recente Benfica lembra-me muito esta história. Ora temos um jogo em que se exibe um brilhante Dr. Jekyll, ora temos outra em que somos forçados a gramar com o terrível Sr. Hyde. No jogo com o Feirense fomos brindados com este último. Foi, deveras, um jogo terrível. E não, a vitória por 1-4 não disfarça a péssima exibição. E que moral teria eu para criticar o obtusíssimo cinismo de andrades e lagartos, no que toca a jogo sujo, se fosse agora alinhar pelo mesmo diapasão? Não. O meu compromisso é para com o que os meus olhos veem e para com a minha consciência. Como recuso ser mais um carneiro no rebanho da estupidez avulsa, tenho de dizer que em boa verdade o Feirense foi prejudicado e o Benfica, DESTA VEZ, teve colinho, sim. A justiça pura e dura impõe que se diga que o Feirense, ao intervalo, devia estar a ganhar por dois, fruto da sua vontade de querer vencer, aliado à arrogância de vedetas que ainda nada ganharam, a não ser estar em igualdade pontual com o campeão em título.

Há coisas que no futebol são imensuráveis. Aquele encosto dentro da área adversária, a intenção de jogar a bola com a mão e o nível anímico e de disponibilidade psicológica dos jogadores, são disso mesmo bons exemplos. Mas, se quisermos ser justos e pensar de forma impoluta, basta fazer jus ao adágio anglo-saxónico que nos sugere put yourself in someone´s shoes. (corresponde aproximadamente ao português “põe-te no lugar dele”). Pensem, quantas vezes, em situações do nosso dia a dia não, somos tentados a atirar a toalha ao chão. Quantas vezes não concluímos que, façamos o que fizermos, não vale a pena…E não vale mesmo. Coisas há, que nem com todas as forças e vontades do mundo se podem mudar.

Dizer que o golo anulado ao Feirense e o penalty marcado sobre Pizzi não alterariam o jogo, é tão falacioso como dizer o seu contrário. Mas, se eu fosse jogador do Feirense, andasse desde miúdo a lutar por ser jogador da bola, e percebesse, uns anos mais tarde, que correr atrás da bola e jogar o meu melhor é menos determinante do que uma arbitragem manhosa, provavelmente, também me deixaria tomar pelo desânimo. E, provavelmente, acabaria um jogo que hipoteticamente poderia ganhar, a perder por 1-4.

A questão que aqui exponho não se repercute apenas no Benfica. O mundo está podre. Desta vez houve colinho, mas (e é sobretudo isto que venho atacando) há colinho também para o Porto. E muito. Ocasionalmente, há colinho para o Sporting. E este problema vai muito além do futebol. Trata-se, apenas, de uma crise social de uma absoluta subversão de valores. Só há corrupção porque permitimos a existência de corruptores e corrompidos. E não, não é só em Portugal. O problema é mundial. Em Portugal só passou a haver menos vergonha (para não dizer que passou a haver a necessidade) de ser corrupto. Entristece-me. Envergonha-me.

Contra o Eintracht Frankfurt fomos brindados com a aparição de Dr. Jeckyll. Ainda não é o melhor Benfica a que já assistimos, mas foi bastante melhor daquele a que assistimos contra o Feirense. Mais organizados, com o João Félix a saber, de novo, como se joga bom futebol, lá fomos marcando quatro valiosos golos. Pena termos sofrido dois, em casa, mas ainda assim considero que estamos com um pé nas meias finais. Mais: arrisco a dizer que chegar à final e disputar o trofeu não é um sonho impossível. Será difícil, sim. Mas dos fracos não reza a história. E, numa crónica onde abundam as citações, termino com o meu lema pessoal, que roubei a Virgílio:

Fortuna audaces juvat

Viva o Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

Fuga de gás

Abril 4, 2019 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto



Esta semana: vitória magra com o Tondela, no fim de semana, e derrota com o Sporting na meia-final de taça. O Benfica está, nota-se, em perda de gás.

Parece-me que, neste momento, há algum excesso de confiança para as bandas da Luz. Depois de uma série de jogos fulgurantes, com resultados de encher a barriga, nota-se uma diminuição da qualidade das exibições do nosso Glorioso, em termos coletivos, mas também em termos individuais.

No coletivo, é notório sobretudo, algum desleixo perante o rigor tático que tanto me agradou no jogo do início de Bruno Lage. O meio campo e a defesa bem subidos, a jogarem com linhas próximas, pressão alta, e a tirar partido da velocidade vertiginosa de Rafa e da qualidade incontestável de Pizzi, entretanto ressurgida. Um letal Seferovic na frente e João Félix, ainda humilde, a jogar entre a linha média e ofensiva, aparecendo de trás e a criar muitas oportunidades de golo, quer para si, quer para os companheiros. Já pouco disso se vê, atualmente. Já se veem jogadores a jogar a diferentes ritmos, alguma descoordenação tática, mas, e de todas as falhas é a que mais me irrita, a falta de humildade com que Félix se tem pavoneado pelo terreno de jogo. Convém que alguém lhe lembre que uma cláusula de rescisão é um valor hipotético e normalmente especulativo. Não é um dado adquirido. Dizer-se que se vale 150 ME não basta. É preciso valê-los de facto. Alguém lhe recorde por quantos milhões foi vendido o Mantorras. Tem uma atenuante: é jovem, está deslumbrado. Mas que volte a ser quem era o quanto antes.

Um breve apontamento quanto ao jogo da Taça. Jogámos pouco, sem vontade, e pareceu, aqui e além, que estávamos a tentar descartar esta competição para se apostar todas as fichas no campeonato e na UEFA. Por mim, lamento. Temos plantel que chegue para tudo…

Na próxima jornada visita-se o Feirense. Mais uma final. Espero que até lá Bruno Lage corrija todas estas questões. Se não, corremos o risco de perder…tudo.

Um abraço benfiquista a todos.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Vereda Vitoriosa e o Soprador de Apitos

Março 23, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana foi morna para o futebol nacional. Sem grandes surpresas, mais uma vitória para o nosso Glorioso, frente à equipa sensação da Liga 18/19. Temia-se pelo pior, como sempre acontece quando um grande defronta uma equipa menor e motivada, na posição de visitante. Pelas costumeiras pequenas dimensões dos relvados ou pela paixão bairrista das massas adeptas, previa-se um jogo difícil onde havia a possibilidade (mais ou menos remota) de o Benfica perder pontos. Ainda assim, tivemos a oportunidade de assistir a mais uma magnífica exibição, pontuada com mais uma goleada. Nesta versão Lage, do nosso Glorioso, e salvo um ou outro deslize, o SLB tem sempre feito boas exibições e com bastantes golos. Afinal, o futebol é isto mesmo: espetáculo e golos, quanto mais, melhor. Aparte isto, não há muito mais a referir.



Fora das quatro linhas, é tema “quente” da semana a chegada do “soprador no apito” a Portugal. Depois do Apito Dourado, temos agora o assobio azul e branco, Rui Pinto. O rapaz bem que diz que tem denunciado outros esquemas de corrupção no mundo do futebol e não só. Mas em boa verdade, antes de o menino ser apanhado pelas autoridades, só se falava mesmo dos alegados e-mails do Benfica. Curiosa coincidência. Dá-me alguma pena saber que, ou por mando de outrem, ou por aproveitamento das suas “denúncias”, o único que se irá ver efetivamente apertado será o Rui Pinto. Outros boateiros encartados, que deviam igualmente responder na justiça por difamação, continuam alegremente a cantar para o parolo, que come conforme lhe dão, vivendo inflamados pelo (suposto) esquema de corrupção orquestrado pela (alegada) máquina benfiquista, ao mesmo tempo que acham perfeitamente normal que um líder de claque, sem rendimentos visíveis, se passeie de Porsche, intocável e angelical. Ou que o seu querido e amado clube seja gerido dinasticamente, à boa maneira medieval. Tudo normal, desde que não seja em vermelho e branco.

Não me aborrece que se mandem uma “bocas” a respeito destas negociatas (alegadas) do mundo do futebol. Mas virgens ofendidas dão-me asco. É o patamar-mor, ou do cinismo ou da estupidez em estado puro.

Que continue, pois, o nosso Glorioso em vereda vitoriosa. Ainda tinha piada sermos campeões em igualdade pontual com o nosso arquirrival. Seria, digamos, ganhar-lhes à maneira deles.

Força Benfica.

Viva o Benfica.

E pluribus unum!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Montanha Russa

Março 15, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Nestas duas últimas semanas, o nosso Benfica andou a passear na montanha Russa. Primeiro, uma Magnífica Vitória frente ao FCP, depois uma derrota pouco convicente em Zagreb. Tudo bem, ainda nada perdido.



Depois, um loop. Empate surreal com o Belenenses, seguido de uma vitória, em Lisboa, que nos apurou para a próxima da Taça UEFA.

Dois dois primeiros jogos, já falámos. Sobre os dois desta semana, irei agora tecer alguns considerandos.

Frente ao Belenenses, na Luz, estavam os jogadores do Benfica convencidos de que iria ser um passeio no parque. Mas só por sobranceria, pois já se viu este ano (e eu já o referi) que a posição que o Belenenses ocupa na tabela classificativa não corresponde ao futebol jogado, para pior. O Belenenses apresentou-se como uma equipa bem montada, esclarecida taticamente, e que sabia que passasse o que passasse, não saíria da Luz com uma derrota. Do lado do Benfica, por outro lado, andava tudo convencido de que o resultado “se fazia” a si mesmo. Com o passar do tempo, viu-se que não ia ser bem assim e, então, toca a carregar no acelerador. A “coisa” lá foi funcionando e o Benfica chegou, com naturalidade, à vantagem por dois. Ora, foi então que voltou a sobranceria, o golpe de vista e o excesso de confiança. Estupidamente, sofremos dois golos em três minutos e perdemos dois pontos numa semana, face ao segundo classificado (vulgo, o primeiro dos últimos). Será, eventualmente, o preço a pagar pelo excesso de juventude. Digo eu, que até aprecio os jogadores com “sangue fresco”.

Para a Taça UEFA, houve que fazer pela vida e roer um osso muito duro. O Dinamo de Zagreb seria, facilmente, um dos finalistas desta competição. Podia não parecer, mas esta equipa jogou muito futebol. Muito sóbrios, muito incisivos, com um posicionamento tático soberbo; cedo se percebeu que não ia ser tarefa fácil passar esta eliminatória.

Acontece que quem tem um Pistolas tem o mundo, e o Sr. Farmacêutico lá abriu o marcador. É verdade que o homem já não corre muito mais de 15 minutos. Mas é o quarto de hora mais perfumado com absoluta classe que se pode ver no jogo. E por falar em Classe. Pizzi. Meu Deus, o homem renasceu, qual Fénix. De apagado, com apagado, com RV, a jogar ao nível de um Iniesta, com Lage. Senhores, que jogatana deste “menino”. E o que vai bem com classe? Velocidade Pura! Viram o Rafa…? Oi? 120 minutos de sprints. Acordei de manhã com dor de pernas, só de o ver correr. Livra!…

Venha o Moreirense e que os deuses do Futebol estejam connosco. Vai ser mais um calvário.

E venha de lá também o Eintrach. Quantos são? Quantos são?…

E Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

“A melhor vingança é um sucesso estrondoso” (Sinatra, Frank)

Março 8, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Ou como dizia RAP, “(…) Falam, falam, falam…”

Hugo Pinto

A crónica desta semana merece título e subtítulo, tal é a sumptuosidade do tema em análise. Vencemos o FCP, no Dragão. Vencemos! Apesar de o treinador rival dizer que a vitória nos veio parar às mãos. Isto, visto de lá para cá, obviamente. Pois quem vê de cá para lá, viu que na verdade foram os Andrades que deixaram fugir uma vitória que davam como certa. E esse foi, para mim, o seu grande erro, ao darem a vitória do FCP em casa como garantida. A começar pelo seu treinador. Nunca me custou admitir que admiro a gana e a “portice” do SC. Mas também já referi, algumas vezes, que ferve em pouca água e, muitas vezes, dispara primeiro, pergunta depois. Mais recentemente, vem dando umas conferências de imprensa de peito feito, cheio de confiança, que roça aqui e ali a arrogância. Do outro lado, Bruno Lage, jogo a jogo e treino a treino (como ele tanto gosta de dizer) vai respondendo dentro das quatro linhas. E desta vez respondeu com as letras todas. Na semana passada éramos o “primeiro dos últimos” e outras coisas tais. Agora, toca a temperar o sapinho com sal e pimenta…e bom apetite. Se ganhar ao FCP é bom, ganhar e passar para primeiro lugar é ainda melhor. Agora, ganhar, passar para primeiro, e calar algumas bocas…bem, isso sabe “ao casar” (como a minha avó dizia das nozes com vinho branco). Cumprimentos, pois então, aos Danúbios e adeptos do Calor da Noite.  Aqui, fala-se menos e joga-se mais…



Na Liga Europa, menos bem, perdemos com o Dinamo Zagreb. E a verdade é que, contrariamente ao jogo anterior, jogou-se à Rui Vitória (de facto, tenho de admitir que RV está para mim, como José Sócrates para o João Miguel Tavares (ver Governo Sombra)). Muito escorregão, muito passe falhado (demasiados) e um futebol de nível “Regional” cheio de pontapé prá frente. Ainda por cima, com baixas importantes como consequência: Seferovic e (a ver vamos) Grimaldo. João Félix muito apagado, Krovinovic (que até aprecio) andou o tempo todo a fazer tiro ao boneco. Passes certos, só prá semana. Apesar de tudo, do outro lado, esteve um adversário cheio de futebol, ao nível do que a Croácia vem mostrando recentemente, mas que está perfeitamente ao alcance do Benfica se jogar à Bruno Lage. Acredito, sinceramente que, na Luz, a história será diferente. Haja fé…

Viva o Benfica! E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Pela boca morre o peixe

Março 1, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Na última jornada, mais um jogo interessante e uma vitória a condizer. E soube particularmente bem depois das declarações do treinador do Chaves.



Bem, na verdade, o que ele disse não é senão factual. Mas a forma como o disse, bem como toda a sua conferência de imprensa, foi um pouco condescendente para com o Benfica. E numa altura em que o nosso Glorioso está a jogar como está, num excelente momento de forma, parece-me inconsciência, ou, pelo menos, descuido, comparar o jogo do Chaves contra o Benfica com o desempenho do FCP e do Galatasaray. Logo, a condescendência deu em ter de engolir quatro sapinhos.

Amanhã enfrentaremos a entidade patronal do Jorge, do Alex, do Reinaldo, do Nando e afins. Tudo meninos do coro.  Para quem não toma Memofante, claro está. Duas equipas num bom momento de forma. Uma come relva com fartura. Outra, o Benfica, a jogar mesmo bom futebol. São estilos…são preferências…Espero, porém, que tudo nos corra pelo melhor, façamos um bom jogo e deixando o adversário a ser o “último dos primeiros”, assumindo o nosso Glorioso o lugar que agora merece.

Força Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Formação

Fevereiro 21, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, e ainda antes de abordar o desempenho do nosso Glorioso, irei partilhar convosco alguns considerandos sobre e formação e o futebol juvenil. Para tal, terei de recorrer a uma história que testemunhei em primeira pessoa, já lá vão quase trinta anos.



Num determinado clube que ora oscilava entre os campeonatos distritais, ora a extinta 2ª divisão B, alguém acordou um dia e teve a fantástica ideia de apostar seriamente na formação de camadas jovens, de forma a criar jogadores de excelência para a equipa principal, sem que isso acarretasse um enorme esforço financeiro para o clube. Se bem pensou, melhor o fez. Deu então início um périplo por quase todos os clubes da região, procurando miúdos de 5, 6 e 7 anos, que pelo seu potencial permitissem criar uma equipa sólida para o futuro. Aliciados os pais e garantido o transporte, desde as mais variadas localidades da região, foi fácil levar os miúdos para serem futebolistas do clube grande da cidade. Porém, isso não era o bastante. Era necessário encontrar um treinador/formador que pegasse neste fantástico grupo e fizesse deles vedetas. E se acham que estas ideias resultaram no ridículo, desenganem-se. Foram um sucesso. Este treinador, com formação superior na área do desporto (coisa rara, na altura), pegou neste grupo de miúdos cheios de potencial e fez deles uma equipa vencedora. Ano após ano, ou eram campeões, ou subiam de categoria (dos campeonatos BB para os AA), sempre porque ficavam em primeiro lugar. E esta história repetiu-se praticamente desde os infantis até aos juniores.

Para que tenham uma real noção da qualidade destes “miúdos”, posso dizer-vos que um deles foi para o Benfica e outro alinha, ou alinhou até há pouco tempo, no Desportivo das Aves, uns quantos foram aliciados pelos olheiros do Porto.

Após terem ganho tudo durante os escalões de formação, foram estupidamente descartados ao chegar o primeiro ano de sénior, para dar lugar aos “picaretas” do costume. A brigada do reumático, com a ajuda dos seus empresários, convenceram ou persuadiram, de alguma forma, o presidente do clube a prescindir desta brilhante equipa em favor de uns “veteranos” cheios de “remendos”. O treinador/formador voltou à estaca zero, tendo acabado por se demitir dada a desilusão que sofreu fruto das decisões tomadas pela direção de então. Dos miúdos, pouco se sabe, à exceção dos dois casos que referi, sendo que outros acabaram por abandonar o futebol e ir “ganhar a vida” na fábrica mais próxima.

Ora, desta história resulta o seguinte: Um clube gastou milhares de contos (na altura, o escudo) durante mais de uma década a formar uma equipa de excelência, com miúdos e profissionais que dedicaram o melhor de si em busca do seu sonho, para no final deitar tudo ao lixo. Resta-nos imaginar o que teria acontecido se a direção do tal cube tivesse integrado o grosso desta equipa no plantel principal e dado uma oportunidade ao seu treinador/formador. E nem me vou alongar nas vantagens emocionais e psicológicas desta situação, pois teria de escrever uma tese, em vez de uma crónica.

E qual a relação de tudo isto com o nosso Benfica, perguntarão?

Os mais atentos já terão percebido onde quero chegar. O momento que se vive no Benfica atualmente deve-se muito ao treinador que agora abraçou o projeto. Bruno Lage, com a sua coragem e com a competência técnica (que parece ter), colocou finalmente o Benfica a jogar… à Benfica. Como se não bastasse, deixou meia Europa do futebol de boca aberta, ao apresentar-se para disputar uma eliminatória da Liga Europa perante o sempre difícil Galatasaray, que jogava em sua casa, com seis “miúdos” da formação. E cada craque melhor que o outro.

Ora, em meu entender, isto não acontece por acaso. Havia uma relação anterior de Bruno Lage com estes jogadores. E nem falo do conhecimento de facto. Falo mesmo da relação pessoal, de confiança, do efeito psicológico que existe sobre os jogadores ao saberem que o seu treinador sabe do que são capazes e acredita neles.

Talvez desta forma esteja inaugurado um novo paradigma para o mundo do futebol. Sempre acreditei que nas organizações (empresariais ou desportivas), o coeficiente emocional dos trabalhadores é fundamental. Uma empresa que mima os seus trabalhadores não tem só funcionários: tem amigos. Ninguém faz favores: todos ajudam. E no futebol, com tanto de emocional em campo, quem de melhor que um treinador com reconhecida competência e historial de crescimento com o grupo que lidera, para acompanhar jogadores desde a sua infância até ao momento em que irão brilhar na equipa principal?!? Jogadores e técnico. Fica a ideia…

Quanto ao jogo da jornada passada, mais uma agradável vitória. Sem o brilho entusiasmante dos dois jogos anteriores, mas por três bolas a zero. Não que se tenha jogado mal. Vá de retro o tempo em que Vitória era só mesmo nome de um treinador (ainda me dá azia, desculpem). Jogou-se bem, na casa de um adversário que vende caro os pontos que deixa levar. Acontece é que estávamos a ficar mal-habituados. De repente, uma vitória por três bolas, fora, até parece coisa pouca. Mas isto também é ser do Benfica. É ter esta fome de querer sempre mais e melhor. Se não for possível, que seja sempre pelo menos assim.

Na próxima jornada receberemos o Chaves. Uma equipa que, para mim, joga melhor futebol do que a posição na tabela indica. Portanto, cautela recomenda-se. Ainda assim, estou otimista e espero mais uma bela vitória e um excelente espetáculo de futebol. A ver vamos.

E pluribus unum

Viva o Benfica!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Cholagutt

Fevereiro 14, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Cholagutt para os adeptos do Benfica. Rennie e Kompensan, que tomem os outros. Chegou a nossa vez.



Se os dois últimos são bons para a azia, o primeiro é muito bom para o enfartamento. E no caso do último jogo do Glorioso, bem que os adeptos tiveram de tomar algo para ajudar a digerir tal barrigada de golos. Uma vitória por 10-0 não é escandalosa. É pornográfica! Para satisfação dos benfiquistas, obviamente. O Nacional da Madeira, que até nos tem habituado a que seja um adversário difícil, teve uma noite para esquecer. Ao Benfica saía tudo bem. Mais do que bem, perfeito. Assistimos, assim, a um fenómeno que eu chamo de CeltadeVigoGate2000. Numa noite de má memória para todos nós, se bem se recordam, e numa fase em que o Benfica andava na mó de baixo, defrontamos um Celta de Vigo que estava em grande forma. Sofremos sete, sem resposta. Só que desta, foi a nossa vez de estar na mó de cima. E a vítima foi o Nacional. Dez a zero, ninguém merece. Mas aconteceu. A verdade é que só ganhámos 3 pontos. Mas, e era da falta disto de que eu tanto me queixava no período Rui Vitória, acima de tudo, assistimos a um idílico espetáculo de futebol, entusiasmante, empolgante e com golos. Muitos golos. Afinal é disso que vive o (bom) futebol: GOLOS!

Outro aspeto a salientar, é o facto destes miúdos que nasceram pela décima vez, mas de tal forma craques que faz pensar que, às tantas, cinco vezes chegavam. A formação do Benfica é, neste momento, uma mina de ouro. Só faltava um treinador à medida. E fomos descobri-lo…à formação! Estamos perante um fenómeno tal, que podemos afirmar que, na Luz, santos da casa fazem milagres.

Atualmente, é com uma enorme alegria que digo que aguardo com ansiedade pela hora do jogo e pelos dias em que joga o Benfica. Por muitos “pisões” que nos deem, hoje sim, podemos dizer: “NINGUÉM PÁRA O BENFICA!

Saudações gloriosas!

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Alegria!

Fevereiro 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Alegria parece definir, numa só palavra, o sentimento generalizado da nação benfiquista, dos adeptos aos jogadores.



No caso dos adeptos, pela razão óbvia dos resultados. Mas também, e eu em particular, pelas agradáveis exibições. Atualmente, dá gosto assistir aos jogos do Glorioso. Bruno Lage parece ter descoberto a fórmula do sucesso, para formar uma equipa a valer, em vez de um punhado desorganizado de bons jogadores.

Depois de duas exibições promissoras, tivemos o primeiro grande teste frente ao FCP, na Final Four da Taça da Liga. À parte de uma má arbitragem, foi um bom jogo, muito aberto, muito corrido, e em que nunca o SLB se encolheu perante um adversário teoricamente mais forte. Perdemos, mas foi um belíssimo espetáculo.

Já no jogo com o Boavista, tivemos direito a festival de golos e a mais uma exibição encantadora de João Félix. Frente a um Boavista longe dos seus tempos áureos, o resultado, mesmo dilatado, não foi surpreendente.

Em Alvalade, toda uma outra história. Jogámos frente a um dos arquirrivais e estava tudo em aberto. Um jogo de tudo ou nada em que ambas as equipas precisavam de ganhar. Mais do que a vitória, nova goleada e nova exibição de gala.

De lamentar, apenas as atitudes démodés de alguns elementos ou agentes do mundo do futebol, que continuam a armar em virgens ofendidas, ou a cinicamente professar uns ideais e a fazer o seu oposto. Depois, lemos e/ou ouvimos afirmações em que como estratégia de um desporto se recomenda um “pisão” (leia-se: uma agressão deliberada) num colega de profissão. Enfim, são escolas

Agora, como nunca antes,

Viva o Benfica. Et pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

1 2 3 9
Ir Para Cima