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Sport Lisboa e Benfica

O campeão real

Maio 23, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

O Benfica é campeão. E dizer isto não é dizer pouco, atendendo a que há cerca de quatro meses mudámos de treinador (em boa hora) e tudo indicava que o FCP se ia sagrar tranquilamente bicampeão. Só que não.

O Benfica recuperou de sete pontos de atraso face ao primeiro lugar e acabou com mais dois do que o primeiro dos últimos (nove, no total). E tudo isto teve um autor: Bruno Lage. Diz-se hoje que é o novo Mou. É inevitável a comparação, uma vez que ambos são de Setúbal, Bruno é jovem, como era Mourinho na altura da sua estreia, e deram nas vistas como treinador principal no Benfica.



Porém, e escrevi isto mesmo numa crónica algures no final de janeiro ou início de fevereiro, para mim, estamos perante um fenómeno tipo Guardiola. Por isso mesmo, ainda levei uma leve alfinetada, mas o tempo veio a dar-me razão. Bruno Lage, tal como Guardiola, sabe de treino até dizer chega, trabalha com os jogadores como ninguém e teve o inegável mérito de pegar num grupo em frangalhos e fazer dele uma equipa como deve ser, a jogar um futebol vistoso e com golos. Muitos golos. Como se quer.

Outros falaram em colinho. E eu nem digo que não houve (alegadamente) nenhum. No Feirense, no Rio Ave, fui dos primeiros a dizer ou admitir que aconteceram episódios…sui generis. Agora, a questão é que episódios desses aconteceram com todas as equipas, ou, pelo menos, com todos os candidatos ao título. E como o futebol é um tango dançado a dois, não nos resta mais do que admitir que ao mérito do Benfica se juntou o demérito do FCP. Senão, veja-se o seguinte: o Benfica ganhou em casa e fora a todos os seus rivais diretos, exceto uma ocasião em que empata, salvo erro, com o Sporting. E o jogo no Dragão foi a prova provada de que o Benfica é campeão por mérito próprio e com inteira justiça. Temos pena, para o ano há mais.

Uma nota final, corroborando de certa forma o que escrevo supra, vai para o discurso de vitória de Bruno Lage. De uma sobriedade forma do normal, Lage lembra que há que respeitar os adversários, valorizando o esforço de todos, reconhecendo com fair-play que, se nuns anos uns estão melhores, noutro ano são outros. E há que o admitir com seriedade, justamente para que, quando se vence, se seja reconhecido como justo vencedor. E isto, meus senhores, devia ser o futebol. Afinal, é só futebol. E continua, deixando um alerta deveras interessante: como seria a nossa sociedade, se tivéssemos para com quem nos governa, a mesma exigência que temos para com o futebol. Já agora, vale a pena refletir sobre isto.

Somos campeões. Dá-me o 38. De preferência, com Bruno Lage aos comandos.

Viva o Benfica! E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Último ato

Maio 17, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Preparam-se os palcos. Testam-se os projetores. Pela última vez as cortinas correrão esta época.



Algures perto dos finais de maio, num sábado ou num domingo, milhares de adeptos e sócios de futebol vestem-se “de gala”.  Indumentárias a preceito e acessórios vários, desde o comum cachecol, à bandeira, ou desde a barba por desfazer até às cuecas da sorte. Roem-se unhas, partem-se amendoins, roem-se tremoços. As minis estão geladinhas e a garrafa de espumante está secretamente a refrescar no frigorífico (não vá agoirar).

Sente-se um friozinho no estômago. O nervosismo e a impaciência dão de si. Olha-se para o relógio. Caramba, ainda só são três da tarde. O jogo é só às seis e meia. Faz-se zapping pelos canais desportivos, à cata de qualquer informaçãozinha que entretenha. Tenta-se ver um filme para matar o tempo e acelerar o relógio. Não resulta. Volta-se ao zapping. Vai-se ao FB, leem-se umas “bocas”, responde-se à letra. Volta o arrepio. E se corre mal? Não corre. Não pode correr. Está ganho, que o adversário é acessível…E se corre mal? E se os rapazes se enervam?

Houve tempos em que os (outros) adeptos eram privados destas emoções. Era-se campeão em abril e arrumava-se com a coisa tranquilamente. Mas foram outros tempos. Era outra…fruta.

Agora fala-se em Colinho. Como virgens ofendidas, que julgam todos pela sua própria bitola. Estavam mal-habituados. Seja como for, prefiro falar em #Reconquista. Temos equipa, temos treinador. O Samaris renovou. Gosto do rapaz. E ele Gosta do Benfica. Devia ser capitão do Benfica. Gosto dele, pronto. Talvez por ele falar tão bem português e parecer gostar tanto de vestir à Benfica.

Se correr mal, outros rirão. Eu vou andar meio maldisposto. Mas não perco o sono. É um jogo. É um jogo…

Mas há de correr bem. E então vou celebrar. E celebrar, enquanto embalo para entrar nos 40 com alegria redobrada.

Siga a rusga. Siga a #Reconquista. Viva o Benfica

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Por ti mão

Maio 10, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

E voltamos ao mesmo. Começa a ser quase um cliché o nosso Glorioso ter de sofrer um golo para depois correr mesmo atrás da redondinha.



Nos últimos jogos do SLB, basicamente poderíamos jogar só a última meia hora de jogo. Andamos cerca de 60 minutos a ver a banda passar e depois, em meia hora, marcamos cinco ou seis golos. É de dar cabo dos nervos.

Alguém disse que este Benfica não tem estofo de campeão pelo facto de estar a fazer primeiras partes deploráveis. Eu quase concordo. Não fosse pelo facto de os últimos minutos serem de tão boa qualidade e terem tantos golos marcados.

Restam-nos duas finais, que espero que sejam mesmo jogadas de acordo com esse estatuto. Estamos a 4 pontos (uma vitória e um empate) da #reconquista e seria lastimoso que desperdiçássemos tão flagrante oportunidade.

E já no próximo domingo teremos uma prova de fogo, visitando o Rio Ave que, a jogar em casa, é sempre um adversário que pode complicar muito as coisas. Espero que tudo nos corra pelo melhor no Estádio dos Arcos.

Aproveitemos, ainda, o facto de o nosso rival mais direto andar numa fase mais tumultuosa, em que as ideias andam quentes, com o seu timoneiro a dizer que, se coisa e tal, atira a toalha ao chão.

Força Benfica. Está tudo nas nossas mãos.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Do Minho ao Algarve

Maio 3, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Na última jornada, o nosso Glorioso visitou o SC Braga, de onde saiu vitorioso. Mais uma exibição Jeckyll & Hide, como eu já referi em crónica anterior, com uma primeira parte bastante fraquinha e uma segunda parte brilhante. Prova disso, é que fomos para o intervalo a perder. Foi preciso esperar pelo último terço do tempo regulamentar do jogo para ter direito a quatro golos como resposta. O jogo, propriamente dito, teve no marcador da pedreira o seu melhor espelho. Na primeira parte houve mais Braga, logo estavam em vantagem. Na segunda parte, quase toda, houve mais Benfica, o bastante para a remontada e sequente goleada.



Num jogo em que se falou em vários casos, parece-me que a maioria é fruto da imaginação de quem não foi capaz de ganhar ao Rio Ave. Até no primeiro contacto, marcado sobre João Félix, a minha opinião vai de encontro à do árbitro. Certo que o contacto é entre a perna do jogador do Braga e o pé de João Félix. Mas é este último quem está no controle do lance e é o defesa bracarense que interfere no mesmo, provocando o desequilíbrio de Félix. Para mim, esteve bem o árbitro e esteve bem o VAR. O resto é azia. Deve ser da tripalhada…

Na próxima semana, somos visitados pela equipa treinada por Folha, vinda do Algarve e que conta com Jackson – “o coxo” – Martínez no ataque e que terá a arbitragem de Artur Soares Dias. Só faltava mesmo as riscas do Portimonense serem azuis e estaria tudo dentro dos mesmos tons. Oxalá falte a fruta.

Ainda assim, estou confiante num bom resultado. Importa, sobretudo, que haja alguma humildade para que não se ache que o jogo está ganho. Fora isso, parece um adversário acessível. Vamos à #Reconquista.

Uma nota final para o veterano guarda-redes do nosso rival mais próximo, Iker Casillas, que esta semana viu a sua saúde seriamente afetada, sofrendo um enfarte do miocárdio. “Futebóis” à parte, trata-se de um guarda-redes que a maioria de nós viu crescer desde muito jovem na baliza do Blanca, campeão do mundo pela sua seleção e que já ganhou quase todos os troféus que o mundo do futebol tem para oferecer. Para ele, rápidas melhoras, sem sequelas de maior e um abraço solidário.

Viva o Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

De Braga, nem bom vento…

Abril 25, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Na última jornada, o nosso Glorioso brindou-nos com mais uma magnífica vitória, recheada de golos. Muitos golos. Não fiz propriamente a contabilidade, mas arriscaria a dizer que o Benfica de Bruno Lage já tem, até ao momento, mais golos marcados em cerca de quatro meses, do que o de RV em toda a restante época. E como sempre venho dizendo, futebol sem golos nem é bem futebol. O ataque de versão do SLB de Bruno Lage é fenomenal. Convém não esquecer que, quer João Félix, quer Seferovic, já estão no Benfica desde o início da época. No entanto, e tal como acontece com quase toda a restante equipa, parecem outros homens. Joga-se com alegria, com objetividade e com o golo sempre em vista. Na última partida, o ataque esteve soberbo e a defesa ajuizada. Resultado: seis golos sem resposta. Belíssimo espetáculo.



Obviamente, as vozes da pequenez dizem que o Marítimo facilitou a coisa ao Benfica. Mas, que diabos, alguém acredita sinceramente que algum jogador ou treinador de futebol profissional aceita perder só para fazer um jeitinho ao adversário? Duvido, sinceramente. Afinal, foi o treinador do Marítimo quem disse que forçou amarelos para ter o seu plantel na máxima força frente ao Benfica. E dizer-se que Petit é benfiquista, tendo ele nascido no Porto e crescido para o futebol no Boavista, não é, senão, um rotundo disparate.

Na próxima jornada, mais uma final, desta vez frente a um adversário de peso. Curiosamente, os mesmo que sofreram a única goleada às mãos de RV. Costuma dizer-se, em jeito de provocação, que de Braga, nem bons ventos, nem bons casamentos. Bem, esperemos que pelo menos nos chegue um bom resultado. Acredito que este é o derradeiro teste ao nosso Benfica quanto às suas aspirações a ser campeão. Resta-nos fazer um jogo perfeito e ganhar. Embora o Porto tenha de defrontar o Sporting na última jornada, preferia poder contar só connosco. Depois, excecionalmente, é torcer pelo Sporting só para ver o Serginho a espumar-se.

Vamos Benfica. A #reconquista está à vista.

Viva o Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Footaball não é só attack, attack, attack…

Abril 19, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Dizia Sir Bobby Robson que futebol não é só attack, attack, attack, quando criticado pelo facto de ter consecutivas vitórias pela margem mínima. Teria alguma razão. No entanto, eu continuo a preferir vitórias com bastantes golos, mesmo que se sofra um ou outro. Ainda assim, não é o mesmo que dizer que não importa que se descure a defesa. Apesar de as exibições do Benfica virem sendo agradáveis, na generalidade, a verdade é que no capítulo defensivo será onde se vem notando mais debilidades.



No jogo com o Setúbal esteve bem evidente aquilo que acabo de expor. Quatro golos marcados e dois sofridos. Mas sofridos por algum descuido da parte defensiva do jogo benfiquista. Além do mais, continua a notar-se, num ou noutro jogador, uma certa confiança excessiva, com passes disparatados e toques de calcanhar perfeitamente evitáveis. Ganhou-se. Mas continua a ser necessário pensar que o nosso adversário nem sempre vais ser tão acessível como um Setúbal (sem desprimor para os mesmos).

No jogo europeu, nem foi a questão de não se defender bem. Não se jogou bem, no seu todo. Pouca vontade de “matar” a eliminatória e muita cerimónia, deixaram-nos a jeito para sofrer dois golos “letais” para as nossas aspirações. Ainda assim, não sei até que ponto esta competição era prioritária para o Benfica. Porque, em boa verdade, ninguém do Benfica pareceu querer realmente ganhar. E nem o primeiro golo do Eintracht, escandalosamente ilegal, justifica tão fraquinha exibição por parte do Glorioso.

Segue-se o Marítimo, na Luz. Esperemos que comece a entrar juizinho naquelas jovens cabecinhas, que se deixem de nota artística, porque muitas vezes é preciso vestir o fato de macaco. E com o Marítimo, não vai ser pera doce.

Viva o Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Jekyll & Hyde

Abril 12, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

The stange case of Dr Jekyll & Mr Hyde (O Estranho caso de Dr. Jekyll & Sr. Hyde) é o título de um romance gótico escrito pelo brilhante autor escocês Robert Lewis Stevenson, no idos de 1886. Genericamente, trata-se de uma história em que um brilhante cientista, Dr. Jeckyll, sofre de um extremo caso de dupla personalidade, em que durante a noite se transforma no terrível assassino Sr. Hyde. Essa transformação é de tal forma extrema, que afeta até a fisionomia do brilhante doutor, quando se transmuta no terrível senhor Hyde.



O nosso mais recente Benfica lembra-me muito esta história. Ora temos um jogo em que se exibe um brilhante Dr. Jekyll, ora temos outra em que somos forçados a gramar com o terrível Sr. Hyde. No jogo com o Feirense fomos brindados com este último. Foi, deveras, um jogo terrível. E não, a vitória por 1-4 não disfarça a péssima exibição. E que moral teria eu para criticar o obtusíssimo cinismo de andrades e lagartos, no que toca a jogo sujo, se fosse agora alinhar pelo mesmo diapasão? Não. O meu compromisso é para com o que os meus olhos veem e para com a minha consciência. Como recuso ser mais um carneiro no rebanho da estupidez avulsa, tenho de dizer que em boa verdade o Feirense foi prejudicado e o Benfica, DESTA VEZ, teve colinho, sim. A justiça pura e dura impõe que se diga que o Feirense, ao intervalo, devia estar a ganhar por dois, fruto da sua vontade de querer vencer, aliado à arrogância de vedetas que ainda nada ganharam, a não ser estar em igualdade pontual com o campeão em título.

Há coisas que no futebol são imensuráveis. Aquele encosto dentro da área adversária, a intenção de jogar a bola com a mão e o nível anímico e de disponibilidade psicológica dos jogadores, são disso mesmo bons exemplos. Mas, se quisermos ser justos e pensar de forma impoluta, basta fazer jus ao adágio anglo-saxónico que nos sugere put yourself in someone´s shoes. (corresponde aproximadamente ao português “põe-te no lugar dele”). Pensem, quantas vezes, em situações do nosso dia a dia não, somos tentados a atirar a toalha ao chão. Quantas vezes não concluímos que, façamos o que fizermos, não vale a pena…E não vale mesmo. Coisas há, que nem com todas as forças e vontades do mundo se podem mudar.

Dizer que o golo anulado ao Feirense e o penalty marcado sobre Pizzi não alterariam o jogo, é tão falacioso como dizer o seu contrário. Mas, se eu fosse jogador do Feirense, andasse desde miúdo a lutar por ser jogador da bola, e percebesse, uns anos mais tarde, que correr atrás da bola e jogar o meu melhor é menos determinante do que uma arbitragem manhosa, provavelmente, também me deixaria tomar pelo desânimo. E, provavelmente, acabaria um jogo que hipoteticamente poderia ganhar, a perder por 1-4.

A questão que aqui exponho não se repercute apenas no Benfica. O mundo está podre. Desta vez houve colinho, mas (e é sobretudo isto que venho atacando) há colinho também para o Porto. E muito. Ocasionalmente, há colinho para o Sporting. E este problema vai muito além do futebol. Trata-se, apenas, de uma crise social de uma absoluta subversão de valores. Só há corrupção porque permitimos a existência de corruptores e corrompidos. E não, não é só em Portugal. O problema é mundial. Em Portugal só passou a haver menos vergonha (para não dizer que passou a haver a necessidade) de ser corrupto. Entristece-me. Envergonha-me.

Contra o Eintracht Frankfurt fomos brindados com a aparição de Dr. Jeckyll. Ainda não é o melhor Benfica a que já assistimos, mas foi bastante melhor daquele a que assistimos contra o Feirense. Mais organizados, com o João Félix a saber, de novo, como se joga bom futebol, lá fomos marcando quatro valiosos golos. Pena termos sofrido dois, em casa, mas ainda assim considero que estamos com um pé nas meias finais. Mais: arrisco a dizer que chegar à final e disputar o trofeu não é um sonho impossível. Será difícil, sim. Mas dos fracos não reza a história. E, numa crónica onde abundam as citações, termino com o meu lema pessoal, que roubei a Virgílio:

Fortuna audaces juvat

Viva o Benfica. E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

Fuga de gás

Abril 4, 2019 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto



Esta semana: vitória magra com o Tondela, no fim de semana, e derrota com o Sporting na meia-final de taça. O Benfica está, nota-se, em perda de gás.

Parece-me que, neste momento, há algum excesso de confiança para as bandas da Luz. Depois de uma série de jogos fulgurantes, com resultados de encher a barriga, nota-se uma diminuição da qualidade das exibições do nosso Glorioso, em termos coletivos, mas também em termos individuais.

No coletivo, é notório sobretudo, algum desleixo perante o rigor tático que tanto me agradou no jogo do início de Bruno Lage. O meio campo e a defesa bem subidos, a jogarem com linhas próximas, pressão alta, e a tirar partido da velocidade vertiginosa de Rafa e da qualidade incontestável de Pizzi, entretanto ressurgida. Um letal Seferovic na frente e João Félix, ainda humilde, a jogar entre a linha média e ofensiva, aparecendo de trás e a criar muitas oportunidades de golo, quer para si, quer para os companheiros. Já pouco disso se vê, atualmente. Já se veem jogadores a jogar a diferentes ritmos, alguma descoordenação tática, mas, e de todas as falhas é a que mais me irrita, a falta de humildade com que Félix se tem pavoneado pelo terreno de jogo. Convém que alguém lhe lembre que uma cláusula de rescisão é um valor hipotético e normalmente especulativo. Não é um dado adquirido. Dizer-se que se vale 150 ME não basta. É preciso valê-los de facto. Alguém lhe recorde por quantos milhões foi vendido o Mantorras. Tem uma atenuante: é jovem, está deslumbrado. Mas que volte a ser quem era o quanto antes.

Um breve apontamento quanto ao jogo da Taça. Jogámos pouco, sem vontade, e pareceu, aqui e além, que estávamos a tentar descartar esta competição para se apostar todas as fichas no campeonato e na UEFA. Por mim, lamento. Temos plantel que chegue para tudo…

Na próxima jornada visita-se o Feirense. Mais uma final. Espero que até lá Bruno Lage corrija todas estas questões. Se não, corremos o risco de perder…tudo.

Um abraço benfiquista a todos.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Vereda Vitoriosa e o Soprador de Apitos

Março 23, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana foi morna para o futebol nacional. Sem grandes surpresas, mais uma vitória para o nosso Glorioso, frente à equipa sensação da Liga 18/19. Temia-se pelo pior, como sempre acontece quando um grande defronta uma equipa menor e motivada, na posição de visitante. Pelas costumeiras pequenas dimensões dos relvados ou pela paixão bairrista das massas adeptas, previa-se um jogo difícil onde havia a possibilidade (mais ou menos remota) de o Benfica perder pontos. Ainda assim, tivemos a oportunidade de assistir a mais uma magnífica exibição, pontuada com mais uma goleada. Nesta versão Lage, do nosso Glorioso, e salvo um ou outro deslize, o SLB tem sempre feito boas exibições e com bastantes golos. Afinal, o futebol é isto mesmo: espetáculo e golos, quanto mais, melhor. Aparte isto, não há muito mais a referir.



Fora das quatro linhas, é tema “quente” da semana a chegada do “soprador no apito” a Portugal. Depois do Apito Dourado, temos agora o assobio azul e branco, Rui Pinto. O rapaz bem que diz que tem denunciado outros esquemas de corrupção no mundo do futebol e não só. Mas em boa verdade, antes de o menino ser apanhado pelas autoridades, só se falava mesmo dos alegados e-mails do Benfica. Curiosa coincidência. Dá-me alguma pena saber que, ou por mando de outrem, ou por aproveitamento das suas “denúncias”, o único que se irá ver efetivamente apertado será o Rui Pinto. Outros boateiros encartados, que deviam igualmente responder na justiça por difamação, continuam alegremente a cantar para o parolo, que come conforme lhe dão, vivendo inflamados pelo (suposto) esquema de corrupção orquestrado pela (alegada) máquina benfiquista, ao mesmo tempo que acham perfeitamente normal que um líder de claque, sem rendimentos visíveis, se passeie de Porsche, intocável e angelical. Ou que o seu querido e amado clube seja gerido dinasticamente, à boa maneira medieval. Tudo normal, desde que não seja em vermelho e branco.

Não me aborrece que se mandem uma “bocas” a respeito destas negociatas (alegadas) do mundo do futebol. Mas virgens ofendidas dão-me asco. É o patamar-mor, ou do cinismo ou da estupidez em estado puro.

Que continue, pois, o nosso Glorioso em vereda vitoriosa. Ainda tinha piada sermos campeões em igualdade pontual com o nosso arquirrival. Seria, digamos, ganhar-lhes à maneira deles.

Força Benfica.

Viva o Benfica.

E pluribus unum!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Montanha Russa

Março 15, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Nestas duas últimas semanas, o nosso Benfica andou a passear na montanha Russa. Primeiro, uma Magnífica Vitória frente ao FCP, depois uma derrota pouco convicente em Zagreb. Tudo bem, ainda nada perdido.



Depois, um loop. Empate surreal com o Belenenses, seguido de uma vitória, em Lisboa, que nos apurou para a próxima da Taça UEFA.

Dois dois primeiros jogos, já falámos. Sobre os dois desta semana, irei agora tecer alguns considerandos.

Frente ao Belenenses, na Luz, estavam os jogadores do Benfica convencidos de que iria ser um passeio no parque. Mas só por sobranceria, pois já se viu este ano (e eu já o referi) que a posição que o Belenenses ocupa na tabela classificativa não corresponde ao futebol jogado, para pior. O Belenenses apresentou-se como uma equipa bem montada, esclarecida taticamente, e que sabia que passasse o que passasse, não saíria da Luz com uma derrota. Do lado do Benfica, por outro lado, andava tudo convencido de que o resultado “se fazia” a si mesmo. Com o passar do tempo, viu-se que não ia ser bem assim e, então, toca a carregar no acelerador. A “coisa” lá foi funcionando e o Benfica chegou, com naturalidade, à vantagem por dois. Ora, foi então que voltou a sobranceria, o golpe de vista e o excesso de confiança. Estupidamente, sofremos dois golos em três minutos e perdemos dois pontos numa semana, face ao segundo classificado (vulgo, o primeiro dos últimos). Será, eventualmente, o preço a pagar pelo excesso de juventude. Digo eu, que até aprecio os jogadores com “sangue fresco”.

Para a Taça UEFA, houve que fazer pela vida e roer um osso muito duro. O Dinamo de Zagreb seria, facilmente, um dos finalistas desta competição. Podia não parecer, mas esta equipa jogou muito futebol. Muito sóbrios, muito incisivos, com um posicionamento tático soberbo; cedo se percebeu que não ia ser tarefa fácil passar esta eliminatória.

Acontece que quem tem um Pistolas tem o mundo, e o Sr. Farmacêutico lá abriu o marcador. É verdade que o homem já não corre muito mais de 15 minutos. Mas é o quarto de hora mais perfumado com absoluta classe que se pode ver no jogo. E por falar em Classe. Pizzi. Meu Deus, o homem renasceu, qual Fénix. De apagado, com apagado, com RV, a jogar ao nível de um Iniesta, com Lage. Senhores, que jogatana deste “menino”. E o que vai bem com classe? Velocidade Pura! Viram o Rafa…? Oi? 120 minutos de sprints. Acordei de manhã com dor de pernas, só de o ver correr. Livra!…

Venha o Moreirense e que os deuses do Futebol estejam connosco. Vai ser mais um calvário.

E venha de lá também o Eintrach. Quantos são? Quantos são?…

E Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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