Tag archive

União Europeia

José Manuel Fernandes defende que “União Europeia precisa de estratégia urgente para a natalidade”

Maio 4, 2019 em Atualidade, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O Eurodeputado José Manuel Fernandes defende que a União Europeia (EU) precisa de avançar, com urgência, para uma estratégia comum direcionada para a natalidade. Numa conferência rotária sobre a evolução demográfica na Europa, que teve lugar na noite de quinta-feira, em Braga, José Manuel Fernandes alertou para as ameaças que pendem sobre o modelo social e desenvolvimento da UE, face aos impactos negativos das baixas taxas de natalidade.



“Temos urgência em contrariar e inverter o ‘inverno demográfico’ que está a atingir toda a UE, e de modo particular Portugal, com potenciais impactos negativos de enorme gravidade para a sustentabilidade do modelo social europeu, que é o mais desenvolvido e humanista do planeta”, afirmou o Eurodeputado.

Face à situação, José Manuel Fernandes sustentou que se impõem iniciativas políticas, designadamente, nas áreas da saúde, segurança social e educação, com “impacto efetivo” no apoio às famílias e à infância, acesso às redes escolar e pré-escolar, saúde infantil e parental, a par das políticas para promover a conciliação da vida familiar e profissional, a flexibilidade laboral de pais e cuidadores, e incentivos fiscais à responsabilidade social das empresas.

No âmbito do próximo mandato para o Parlamento Europeu, José Manuel Fernandes vincou o compromisso do PSD para concretizar uma estratégia europeia para a natalidade, com envolvimento também do Conselho Europeu.

Na conferência promovida pelos cubes rotários Braga e Braga-Norte, o Eurodeputado sublinhou que a União Europeia apresenta, hoje, as menores taxas de natalidade do planeta, embora sendo uma das maiores economias do mundo e a região que mais investe na área social – de tal forma que os europeus, que são apenas 6,5% da população mundial – têm acesso a metade de todas as despesas sociais do planeta.

Para o futuro, o cenário apresenta-se mais grave. José Manuel Fernandes frisou que, segundo as estimativas publicadas pela ONU, a população da União Europeia terá uma média de idades de 49 anos – acima dos 46 anos apontados para a globalidade dos países desenvolvidos.

A situação portuguesa é das mais graves no contexto europeu. O Eurodeputado apontou que a média de idades em Portugal é atualmente de 44,4 anos – uma das mais altas e apenas atrás da Alemanha -, quando em 1960, a média de idades em Portugal era de 27,8 anos – que era uma das baixas da Europa, apenas superada por Polónia e Eslováquia.

Fonte e fotos: DR.

José Manuel Fernandes destaca papel dos empresários para melhorar execução dos fundos europeus

Março 30, 2019 em Atualidade, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O Eurodeputado José Manuel Fernandes destacou, ontem, a disposição de empresários portugueses para colaborarem ativamente na definição e estruturação dos fundos e programas europeus, considerando que se trata um potencial de enorme importância para um melhor aproveitamento dos recursos disponibilizados através da União Europeia.



“É uma postura extremamente positiva e que será seguramente determinante para garantir uma melhor execução dos fundos e com impacto mais efetivo na dinamização da economia e no crescimento e sustentabilidade do país”, afirmou José Manuel Fernandes, coordenador do PPE na comissão dos orçamentos e o português que integra o grupo do Parlamento Europeu na negociação do próximo quadro financeiro plurianual 2021-2027.

Intervindo numa sessão sobre “Fundos e Programas da União Europeia – Perspetivas de financiamentos para 2021-2027”, organizada em Braga pela APD Portugal – Associação para o Progresso da Direção de Empresas, o eurodeputado vincou a necessidade de os regulamentos permitirem acondicionar projetos e investimentos que são estruturantes para o país e para cada região.

Nesse âmbito, José Manuel Fernandes defendeu, também, a criação de gabinetes de aconselhamento e apoio ao investidor, até com dimensão regional, por forma a disseminar de forma mais eficiente a informação e o encaminhamento necessário no acesso a programas e linhas de financiamento.

Em seu entender, estas estruturas poderiam também contribuir para a orientação de investimentos enquadrados em estratégias de desenvolvimento, assim como promover iniciativas para a viabilização de financiamentos junto do Banco Europeu de Investimentos, assumindo-se assim como “grandes impulsionadores de desenvolvimento estratégico”.

“São decisões e iniciativas que importa concretizar para rapidamente Portugal poder melhor a execução dos fundos, até porque não podemos desperdiçar os recursos disponíveis, ainda para mais quando o investimento público é tão residual”, alertou José Manuel Fernandes.

O Eurodeputado lamentou que Portugal, “quando estamos já em 2019”, tenha executado apenas 36% dos fundos europeus do quadro financeiro 2024-2020, o que representa o pior registo de sempre ao nível das taxas de recebimento do país tendo em conta dados revelados pelo mais recente boletim económico do Banco de Portugal, comparando todos quadros de financiamento comunitário em igual fase do período de programação.

No encontro com os empresários, José Manuel Fernandes explicou o funcionamento dos programas de investimento “Plano Juncker” e “InvestEU”, que visam promover a concretização de um crescimento económico sustentável e inclusivo, “capaz de gerar melhores salários, maior equidade social, qualidade de vida e melhores serviços públicos”.

O “Plano Juncker”, em vigor até 2020, já mobilizou quase 390 mil milhões de euros em investimentos nos 28 Estados-Membros e apoiou 929.000 PME. Como seu sucessor, para 2021-2027, a União Europeia terá o “InvestEU”, que vai congregar os 14 instrumentos financeiros atualmente existentes de apoio ao investimento na União Europeia.

Como explicou José Manuel Fernandes, relator e negociador deste novo programa, o “InvestEU” contempla uma plataforma de aconselhamento (InvestEU Advisory Hub), para apoio personalizado aos promotores de projetos e candidaturas, assim como o “InvestEU Portal” para divulgação e partilha de investimentos e projetos junto de potenciais investidores.

Suportado por um sistema de garantia do orçamento da UE, o “InvestEU” poderá vir a mobilizar 700 mil milhões de euros, de acordo com a proposta do Parlamento Europeu, que supera a posição do Conselho, que se fica pelos 650 mil milhões de euros, no âmbito do acordo preliminar já alcançado nas negociações entre os representantes das três instituições europeias para a criação do programa.

Fonte e foto: JMF.

José Manuel Fernandes desafia jovens para “uma Europa mais forte na defesa dos valores humanistas”

Março 26, 2019 em Atualidade, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O Eurodeputado José Manuel Fernandes lançou, ontem, em Guimarães, o desafio para uma participação ativa de todos os jovens na defesa de uma União Europeia mais forte e com melhor capacidade de intervenção para promover valores humanistas e vencer os grandes desafios que se colocam à sociedade atual e às futuras gerações.



“Mais do que nunca, hoje percebemos que num mundo global só temos força se estivermos unidos, só vencemos os desafios se derrubarmos os egoísmos e os nacionalismos. É em partilha que melhor podemos defender a nossa soberania e os nossos interesses”, afirmou José Manuel Fernandes, numa sessão sobre o futuro da UE que teve lugar na Escola Secundária Martins Sarmento.

Em defesa do lema europeu “Unidos na diversidade”, o Eurodeputado do PSD sustentou que “Portugal é um dos países com mais interesse na partilha e na possibilidade de uma intervenção integrada na UE no contexto global”.

José Manuel Fernandes deixou, ainda, o alerta para a evolução recente dos nacionalismos e populismos, num mundo em que se destacam figuras como Trump, Putin, Xi Jinping e Bolsonaro. Em seu entender, a UE torna-se, neste contexto, “cada vez mais fundamental no mundo para a defesa de valores humanistas, da democracia e liberdade, do desenvolvimento económico e social, da qualidade de vida dos cidadãos”.

O “Brexit” e as consequências em torno da indefinição da eventual saída do Reino Unido mereceram uma atenção especial dos alunos. O Eurodeputado alertou para o facto de os jovens britânicos serem, maioritariamente, contra o “Brexit” e a favor da manutenção na UE, mas terem optado por não votar no referendo, onde ressaltou uma campanha de desinformação sobre o que os britânicos contribuíam para a UE, omitindo-se os benefícios.

“O ‘Brexit’ evidencia os riscos de uma postura egoísta ou excessivamente nacionalista”, acusou José Manuel Fernandes, denunciando o reconhecido interesse dos britânicos nas vantagens económicas e financeiras da UE e o mercado comum, mas recusando participar da solidariedade europeia em áreas como os direitos sociais, liberdade de circulação, ambiente ou agricultura.

“Não é sozinhos, achando – erradamente – que conseguimos isolar-nos nas nossas fronteiras, que podemos defender melhor a nossa soberania e os nossos interesses. Partilha reforça soberania”, reiterou o Eurodeputado o PSD e coordenador do PPE na comissão dos orçamentos.

Como exemplo das vantagens da partilha e ação concertada dos estados europeus, apontou a luta contra a fraude, evasão e elisão fiscal, que representam um bilião de euros por ano na UE – o equivalente a sete orçamentos anuais da UE – em impostos não cobrados. A necessidade é reforçada perante desafios comuns como a luta contra as alterações climáticas, a globalização, a evolução demográfica e a baixa natalidade.

José Manuel Fernandes chamou a atenção dos jovens para as suas responsabilidades, na defesa da União Europeia como um projeto de sucesso e grandes conquistas, com particular efeito nas gerações mais jovens.

Nesse sentido, vincou que eles são uma prioridade nas políticas da União Europeia, suscitando o aparecimento de vários programas e o reforço dos recursos disponíveis para a juventude.

Negociador do Parlamento Europeu para os fundos no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, José Manuel Fernandes destacou que o financiamento do programa Erasmus+ poderá vir a triplicar. Direcionado para a formação, juventude e desporto, trata-se de “um dos programas mais importantes e com mais sucesso na União Europeia, com mais de 9 milhões de participantes ao longo dos últimos 30 anos”.

Apontou, ainda, outros programas que surgiram ao longo dos últimos anos, como “O teu primeiro emprego EURES”, que nasceu de uma proposta apresentada pelo próprio eurodeputado para um projeto-piloto que é hoje um programa de mobilidade profissional para ajudar os jovens a encontrar um emprego ou estágio num outro país da UE.

Numa sessão onde explicou o processo legislativo da UE e o funcionamento das suas instituições, José Manuel Fernandes falou ainda do programa “DiscoverEU”, que surgiu na sequência de um outro projeto que apresentou e que se traduz num interrail gratuito pelos países da UE para jovens com 18 anos.

Fonte e fotos: JMF.

Escola Básica e Secundária de Viatodos recebe a eurodeputada Marisa Matias

Fevereiro 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 01 de fevereiro, a convite dos alunos e professores embaixadores do projeto Escolas Embaixadoras do PE, a Escola Básica e Secundária de Viatodos recebeu uma visita especial, a Eurodeputada Marisa Matias. Este evento teve lugar, pela primeira vez, na biblioteca da escola, em que estiveram presentes vários professores e alunos de quatro turmas do Ensino Secundário.



A sessão teve início com a intervenção do Diretor da Escola, que fez uma reflexão sobre a importância destes encontros com os nossos representantes no Parlamento Europeu. Realçou, ainda, a importância da UE para Portugal, onde são discutidas e tomadas grandes decisões que acabam por afetar diretamente a nossa vida.

De seguida o professor João Oliveira, fez uma breve apresentação da convidada.

Seguiu-se um animado debate sobre uma grande diversidade de temas, destacando-se a igualdade de géneros, o futuro da União Europeia e do mundo, migrações, eleições europeias, BREXIT, entre outros.

Esta atividade serviu para os alunos ampliarem os seus conhecimentos sobre a União Europeia e, assim, ficarem a conhecer os desafios que esta enfrenta. Em nota, a Escola salienta que, “por isso, alunos e professores agradecem esta oportunidade”.

Fotos: DR.

Parlamento Europeu dá luz verde ao ‘InvestEU’

Janeiro 19, 2019 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O Parlamento Europeu aprovou, no passado dia 16 de janeiro, em sessão plenária em Estrasburgo, a proposta assumida pelo eurodeputado do PSD, José Manuel Fernandes, para a criação do programa ‘InvestEU’, que vai mobilizar 700 mil milhões de euros em investimentos públicos e privados na União Europeia no período 2021 a 2027.



“O InvestEU vai ser fundamental para o crescimento económico, a criação de emprego, o empreendedorismo e o reforço da coesão da UE”, sustentou em plenário o correlator José Manuel Fernandes, que em nome do Parlamento Europeu vai negociar com o Conselho a viabilização do novo programa.

Desenhado para substituir o atual ‘Plano Juncker’ após 2020, o InvestEU vai integrar todos os instrumentos financeiros da UE, o que – no entender de José Manuel Fernandes – assegurará “simplificação e melhor coordenação” na gestão dos recursos disponíveis.

“Este novo instrumento não pode ser negligenciado pelo Governo como foi o Plano Juncker. Isto é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. O Governo tem a obrigação de garantir que Portugal aproveita ao máximo as oportunidades deste instrumento financeiro”, diz José Manuel Fernandes.

O InvestEU apresenta-se estruturado em quatro vertentes estratégicas de investimento: infraestruturas sustentáveis; investigação, inovação e digitalização; pequenas e médias empresas; investimento social e competências.

José Manuel Fernandes sustenta que, “desta forma, permite-se o reforço da competitividade da economia da UE, mais crescimento económico, melhor qualidade de vida dos cidadãos europeus”.

O Eurodeputado do PSD faz questão de salientar o empenho do seu grupo político no Parlamento Europeu, o Partido Popular Europeu, no processo de viabilização deste novo fundo, comprovando mais uma vez que “continua a ser o grande impulsionador de programas que contribuem para o investimento público e privado na UE”.

A coesão social e territorial surge como uma prioridade reiterada por José Manuel Fernandes. O Eurodeputado português sublinha que o InvestEU deve ser “proativo e contribuir para o equilíbrio geográfico e o financiamento de pequenos projetos”.

Proposto pela Comissão Europeia inicialmente para mobilizar um total de 650 mil milhões em investimentos de 2021 a 2027, o InvestEU viu o Parlamento reforçar as garantias bancárias de forma a aumentar a capacidade do programa para a mobilização de 700 mil milhões de euros em investimentos, conforme aponta o relatório conjunto dos eurodeputados José Manuel Fernandes, pela Comissão dos Orçamentos, e Roberto Gualtieri, pela Comissão dos Assuntos Económicos.

Para que isso aconteça, a garantia a ser disponibilizada pelo orçamento da UE, que era inicialmente prevista de 38 mil milhões de euros, foi reforçada para 40,8 mil milhões de euros (a preços correntes).

O relatório das comissões parlamentares dos Orçamentos e dos Assuntos Económicos sobre a proposta de regulamento que cria o programa InvestEU foi aprovado hoje, na sessão plenária em Estrasburgo, com 517 votos a favor, 90 votos contra e 25 abstenções.

Fotos: DR.

 

Debate: “O Futuro Quadro Financeiro Plurianual da UE” no IPCA

Novembro 28, 2018 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Manuel dos Santos, José Manuel Fernandes e António Marinho e Pinto entre os convidados

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) organiza, no dia 30 de novembro, pelas 18h30, um debate com Deputados ao Parlamento Europeu, cujo mote é “O Futuro Quadro Financeiro Plurianual da EU”.



A sessão de abertura está marcada para as 18h30 com intervenção da Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, e do Chefe do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, Pedro Valente da Silva.

O debate conta com a participação dos deputados ao Parlamento Europeu Manuel dos Santos, José Manuel Fernandes e António Marinho e Pinto e será moderado pelo diretor do Jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro.

Antes ainda do início da sessão de abertura, vai ser inaugurada a exposição “Portugal e a Europa em Cartoons”.

O debate é aberto à comunidade e decorre no Auditório Eng.º António Tavares, no Campus do IPCA, em Barcelos, numa organização do IPCA, conjuntamente com o CIED Minho e o Parlamento Europeu.

Imagem: IPCA.

 

Festa da Europa mobiliza rede autárquica do PSD Norte para defesa do Projeto Europeu

Novembro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

A Festa da Europa é uma iniciativa dos deputados Paulo Rangel e José Manuel Fernandes, que visa mobilizar a rede autárquica do PSD Norte na defesa do Projeto Europeu.

Nesta edição, estarão autarcas dos distritos de Braga, Bragança, Vila Real, Viana do Castelo e Porto, que participam no Conselho Estratégico Multi-Distrital.



A Festa da Europa terá lugar na Quinta da Malafaia (Esposende), no dia 24 de novembro de 2018, a partir das 18h00.

Haverá intervenções políticas do Presidente do PSD, Rui Rio; do chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, Paulo Rangel; do deputado coordenador do PPE para a Comissão de Orçamentos, José Manuel Fernandes; da recém-eleita Presidente do YEPP(organização de jovens do PPE), a portuguesa Lídia Pereira; e do Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.

Enviarão ainda mensagens-vídeo o líder do Grupo PPE e “Sptizenkandidaten“, da família política europeia do PSD, Manfred Weber, e do Presidente do PPE, Joseph Daul.

O chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, Paulo Rangel afirma que “o principal objetivo desta iniciativa é agradecer publicamente aos autarcas da nossa região o seu trabalho em defesa de uma Europa próxima das pessoas e das terras. Numa altura em que a União Europeia vive momentos de incerteza e de alguma fragilidade é muito importante para Portugal e para o PSD contar com esta fortíssima implantação territorial e com a motivação dos nossos líderes locais. Esta Festa da Europa é uma forma de reforçarmos a aliança Autarquias-Europa porque, mais do que uma ideia ou um projeto, a União Europeia são os rostos e as terras de cada um dos nossos 500 milhões de cidadãos.”

Para José Manuel Fernandes, coordenador do PPE na Comissão dos Orçamentos, “a Festa da Europa homenageia aqueles que todos os dias dão o máximo pelo desenvolvimento da nossa terra. Realço que os autarcas são os maiores responsáveis pelo investimento público em Portugal através da execução dos fundos europeus. Levam a Europa a cada cidadão, confirmando que uma Europa mais forte e coesa significa um Portugal melhor.

Foto: DR.

José Manuel Fernandes considera “injusto e imoral” uso de apoios europeus a vítimas de incêndios para financiar instituições do Estado

Setembro 5, 2018 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD e relator para a mobilização do Fundo Solidariedade Europeu para fazer face aos prejuízos decorrentes da tragédia dos fogos de 2017, questionou ontem a Comissão Europeia, com carácter de urgência, sobre a aplicação dos 50,6 milhões de euros que a União Europeia aprovou para Portugal.



Na sequência das notícias que vieram hoje a público da atribuição de mais de metade das verbas diretamente para entidades do próprio Estado, o relator do Parlamento Europeu, José Manuel Fernandes, alerta que o regulamento Fundo de Solidariedade pode estar a ser violado.

“Não é aceitável e não é justo que mais de metade do montante do Fundo de Solidariedade fique destinado a despesas que deviam ser assumidas pelo Orçamento de Estado!”, denuncia o Eurodeputado social-democrata e também coordenador do PPE na comissão dos orçamentos.

Para José Manuel Fernandes, “esta atitude do Governo é vergonhosa, egoísta e mostra desprezo pelas pessoas atingidas pelos incêndios. O Governo, em vez de repartir o montante pelo território reserva mais de metade para si próprio. Moralmente, é inaceitável”, salienta.

O Eurodeputado entende que “o regulamento do Fundo de Solidariedade está a ser violado, uma vez que as despesas elegíveis são unicamente para fazer face aos danos decorrentes de catástrofes naturais”.

“O Governo de Portugal não está a cumprir esta resolução uma vez que disponibilizou 26,5 milhões de euros desses 50,6 milhões para entidades do próprio Estado, como por exemplo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Guarda Nacional Republicana, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, os ramos das Forças Armadas. Há vários concelhos que foram excluídos do Fundo de Solidariedade que financia as despesas a 100%”, condena José Manuel Fernandes.

De seguida, fique a conhecer a questão que o Eurodeputado fez chegar, com carácter de urgência, à Comissão Europeia:

A UE aprovou 50,6 milhões de euros para Portugal no âmbito do fundo de solidariedade para fazer face aos prejuízos decorrentes da tragédia dos fogos de 2017. O governo de Portugal disponibilizou 26,5 milhões de euros desses 50,6 milhões para entidades do próprio Estado, como por exemplo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Guarda Nacional Republicana, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, os ramos das Forças Armadas. Assim, mais de metade do montante do fundo de solidariedade fica destinada a despesas que deviam ser assumidas pelo Orçamento de Estado!

Perante esta decisão do governo de Portugal, pergunto à Comissão:

1)     A Comissão Europeia considera que o regulamento do fundo de solidariedade e o seu espírito está a ser respeitado?

2)     O Parlamento Europeu aprovou na resolução relativa à mobilizou do fundo de solidariedade no montante de 50,6 milhões de euros o seguinte: “Insta os Estados-Membros a utilizarem a contribuição financeira do Fundo de Solidariedade de forma transparente, assegurando uma distribuição equitativa por todas as regiões afetadas;”. Esta resolução não está a ser respeitada pelo Governo de Portugal. Perante este facto que medidas vai tomar a Comissão Europeia?

Foto: DR.

Sobre a mobilidade internacional

Julho 25, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A União Europeia (UE) nasceu no dia 25 de março 1957, com o nome de Comunidade Económica Europeia (CEE), por um projeto dos líderes europeus, que esperavam criar um contexto de paz e compreensão no território após as grandes guerras da primeira metade do século XX.

Desde aí, esta instituição cresceu e o seu âmbito de ação já inclui muitos contextos diferentes: âmbito da economia e da política monetária; relações internacionais com outros países e entidades; política agrícola; proteção dos direitos humanos; proteção do meio ambiente; educação; cooperação; proteção civil; cultura; saúde humana e social…e muito mais!



Na União Europeia, cada cidadão faz parte de uma comunidade enorme, tem direitos e obrigações e dispõe de possibilidades irrepetíveis. É por isso que as instituições da UE trabalham para a chamada integração europeia, que quer criar uma comunidade de cidadãos conscientes e informados, que se sintam representados pelos princípios dessa entidade.

É assim que a UE oferece tantas oportunidades aos jovens, que são o futuro da comunidade europeia e mundial, aqueles que determinarão a paz e a guerra, o meio ambiente saudável ou poluído, os direitos para todos ou para poucos. Conhecermo-nos um com o outro, ver outras culturas, outras sociedades e aprendê-las, percebê-las…É essa a estrada para um futuro melhor.

Portanto, a União Europeia criou projetos de intercâmbio para jovens e educadores, como o Erasmus, o SVE, o Erasmus Traineeship, o European Solidarity Corps e muitos mais. Existem entidades com função de Eurodesk (como a SOPRO), que podem reunir todas as informações necessárias sobre as possibilidades de mobilidade para jovens. Recomendamos consultar o site www.eurodesk.eu para mais informações e acompanhar as últimas notícias em tema de mobilidade internacional.

Há alguns aspetos a considerar para entender a importância e os benefícios de participar nestes projetos. Além das questões teóricas a aprender nos manuais, digamos, é essencial perceber que há outra maneira de chegar à igualdade, ao pluralismo, à não discriminação, ao respeito, que é a aprendizagem não-formal e informal. Resumido, simplesmente, na fórmula “aprender fazendo”. Por isso, não é preciso livros nem teorias, cada indivíduo terá o seu livro a preencher, a tirar ou acrescentar palavras, a pôr um ponto ou mudar de linha, aliás o seu olhar, o seu ouvido, pois serão as suas teorias.

A componente que não deve faltar nesse processo natural é a comunicação e mesmo uma comunicação clara e certa, até porque já sabemos que os mal-entendidos existem também entre pessoas falantes da mesma língua! E no sentido de língua como meio de comunicação, dentro de um contexto internacional, ter apenas uma língua veícular é extraordinário! Apesar de ter sido escolhido o inglês para assumir este papel (não o italiano, português, espanhol, francês, alemão, etc, etc), temos sorte por ser uma língua bastante fácil e acessível a todos: basta pensar nos filmes e cursos disponíveis on-line, a possibilidade de estudá-lo na escola ou de fazer uma troca das línguas com falantes nativos. Logo, tudo torna-se mais fácil, de perceber e integrar-se num país, sentir-se em casa, fazer a sua própria vivência, conhecer mais pessoas, partilhar a própria cultura.

Não será isso uma das coisas que nos faz sentir melhor: compreender e ser compreendido? Sejamos sinceros!

Por: Anete Tambaka, Laura Truffarelli e Gabriella Riglia*.

(Voluntárias do Serviço Voluntário Europeu em ação no Colégio La Salle e na SOPRO)

* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras.

José Manuel Fernandes: “Sucesso do ‘Plano Juncker’ reforça confiança na União Europeia”

Julho 19, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Segundo dados desta semana, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE) ultrapassou os 335 mil milhões de euros em investimentos apoiados. O Eurodeputado José Manuel Fernandes – que foi relator do atual FEIE e está agora nomeado para a negociação do novo “Plano Juncker”, o “InvestEU”, que entre 2021 e 2027 pretende mobilizar 650 mil milhões de euros – diz que se trata de “um sucesso” e “um estímulo para garantir o financiamento de recursos financeiros da União Europeia (EU) no apoio ao investimento”.



O Eurodeputado considera que os mais recentes dados sobre a execução do FEIE “reforçam a confiança na capacidade da União Europeia enquanto líder mundial para estimular o crescimento económico, reforçar a competitividade e a qualidade de vida dos cidadãos”.

“Os resultados demonstram que esta é a estratégia acertada para desbloquear obstáculos, sobretudo financeiros, às necessidades de investimento e capacidades empreendedoras de empresas e instituições europeias”, assume o eurodeputado e coordenador do Partido Popular Europeu (PPE) na comissão dos orçamentos do Parlamento Europeu.

Lançado em 2015, “numa altura em que o investimento na Europa estava muito parado, depois de tantos anos de crise”, o FEIE partiu com o objetivo de mobilizar um montante global de 315 mil milhões de euros até 2018. Entretanto, face ao sucesso do FEIE, o Parlamento e o Conselho aprovaram, em dezembro de 2017, um novo regulamento que prolonga o “Plano Juncker” até 2020 e com o objetivo de mobilizar 500 mil milhões de euros.

Face aos resultados já atingidos, José Manuel Fernandes entende que o balanço é extremamente positivo: “este fundo aumentou o investimento e ajudou a criar emprego, ao mesmo tempo que manteve preocupações com a coesão e as regiões menos desenvolvidas da Europa”. A prova é que Grécia, Estónia, Lituânia e Bulgária foram os que mais beneficiaram deste instrumento em função do PIB.

O eurodeputado sublinha o contributo do “Advisor Hub”, uma plataforma de aconselhamento que ajuda empresas e instituições a enquadrar o financiamento dos projetos, nomeadamente os de menores capacidades técnica e financeira – um exemplo que defende “para ser seguido em Portugal e a favor de regiões menos desenvolvidas”.

Por outro lado, José Manuel Fernandes encara os resultados do FEIE como “um estímulo” e “um reforço de confiança” para as negociações do novo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, com particular destaque para o “InvestEU”, que dá continuidade ao “Plano Juncker” e vem substituir todos os atuais instrumentos financeiros da UE.

MEP Jose Manuel FERNANDES at the European Parliament in Brussels

O Eurodeputado do PSD adianta que “o ‘InvestEU’ será de utilização mais simples e constitui um reforço fortíssimo nos recursos financeiros da UE para a criação de emprego, apoio às empresas, promoção do empreendedorismo e da competitividade”. O futuro programa terá quatro domínios de intervenção: Infraestruturas sustentáveis; Investigação, inovação e digitalização; PME e pequenas empresas de média capitalização; Investimento social e competências.

No que toca ao FEIE em vigor, em Portugal foram já mobilizados mais de 6 mil milhões de euros em investimento e apoiados cerca de 5 mil pequenas e médias empresas.

José Manuel Fernandes considera que “os resultados em Portugal são positivos, ainda que pudessem ser muito melhores”.

“Portugal tem a obrigação de utilizar melhor este instrumento, sobretudo numa altura em que o investimento público é muitíssimo reduzido. O Governo e as CCDR deviam ser pró-ativos, mas na verdade têm sido inoperantes”, alerta o Eurodeputado.

Entre os projetos apoiados estão o novo campus da Universidade Nova em Lisboa (https://ec.europa.eu/avservices/video/player.cfm?sitelang=en&ref=I152593, (pode aceder automaticamente a um pequeno vídeo deste projeto clicando no link), a reabilitação urbana de Lisboa, serviços de abastecimento de água e saneamento das Águas de Portugal.

Foram, ainda, apoiadas empresas como a Dominó (fabricante de revestimentos para pavimentos e paredes), a Inspama (inspeção automóvel), Biosurfit, Laboratórios Basi e Skinspiration (na área da sáude), Vinhos Herdade do Rocim, BLC3 (floresta) e a ‘Critical Material’ – uma empresa sediada em Guimarães que, com uma equipa de investigadores e engenheiros da Universidade do Minho, está a desenvolver tecnologia inovadora para evitar acidentes e melhorar desempenhos em setores como o energético e o aeroespacial (igualmente, caso pretende ver um pequeno vídeo sobre este projeto, aceda automaticamente clicando no link que se segue): https://ec.europa.eu/avservices/video/player.cfm?sitelang=en&ref=I152592.

Acrescem, igualmente, dezenas de projetos apoiados através de entidades bancárias que funcionam como intermediários financeiros.

Fotos: DR.

Ir Para Cima