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Volta a Portugal

Os barcelenses na Volta, por Hélder Braga (II)

Agosto 17, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Viseu acolheu, na passada terça-feira, a etapa final da 72ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, onde se realizou um contrarrelógio individual, com 20 km de extensão, que pouco ou nada veio acrescentar à classificação final dos três barcelenses em prova.



De facto, todas as atenções estiveram na etapa anterior, dita “rainha”, que ligava as cidades de Lousã à Guarda, numa extensão de 184 km, e que destronou o, até então “Rei da Montanha”, João Matias (LA METALUSA BLACKJACK). Na verdade, o João Matias teve uma estreia de sonho nos 90 anos da Volta a Portugal, ao vestir a Camisola Azul, símbolo do líder dos trepadores, durante 6 dias seguidos. Foi na terceira etapa que o João assumiu a liderança desta classificação, num dia que ficou marcado pela queda do seu “Chefe de Fila”, Edgar Pinto, já nos quilómetros finais em Bragança. Com este desfecho, a camisola da Montanha passou a ser um dos objetivos para a LA METALUSA BLACKJACK, dando” liberdade” ao João para continuar a conquistar os pontos necessários, na verdade com bastante mestria, para, dia após dia, alegrar os barcelenses ao apresentar-se no pódio final.

O final deste “sonho” acabaria por chegar na 9ª etapa durante a subida à Torre, onde a fortíssima formação da W52-FC PORTO, através do Amaro Antunes, Ricardo Mestre e do Camisola Amarela, Raúl Alarcón, dizimou praticamente todo pelotão, sentenciando, assim, as aspirações do João. Ao vencer as 4 contagens de montanha que faltavam, o Amaro Antunes conquistou, dessa forma, a respetiva camisola Azul.

Fica o brilhantismo e a maturidade com que o João se apresentou ao longo dos 11 dias de competição, dignificando a sua equipa, os seus amigos, seguidores e todos os barcelenses.

Também em destaque, mas com menos “liberdade” nas suas equipas, estiveram o Domingos Gonçalves (RP-BOAVISTA) e o Hélder Ferreira (LOULETANO-HOSPITAL DE LOULÉ).

O Ciclismo, apesar de ser um desporto individual, pois todos os ciclistas são classificados individualmente, tem pouco de individual. Na realidade, nestas competições, o coletivo tem um papel primordial na execução de tarefas e de estratégias com vista ao resultado final de um ou outro atleta. É neste contexto que falo do Domingos (31º classificado) e do Hélder (59º classificado), pois ao analisarmos as suas classificações finais, podemos ser induzidos em erro quanto ao verdadeiro “valor” de cada atleta. De facto, ambos estiveram presentes, com bastante veemência, no “trabalho de equipa”, sacrificando-se em prol dos seus líderes.

Na minha opinião, tivemos o Hélder Ferreira ao seu melhor nível, como já nos habitou no passado, principalmente na etapa da Senhora da Graça, etapa esta onde ficava bem à organização ter-lhe atribuído o ”prémio da combatividade”, depois de ter estado na fuga do dia, colaborado e ser o último atleta a ser alcançado pelo fortíssimo “TGV” da equipa W52-FC PORTO, já nos 3 km finais do Monte Farinha. No final, todo trabalho e sacrifício do Hélder foi recompensado com a conquista da Camisola Verde (classificação dos Pontos) pelo líder da sua equipa, o espanhol Vicente de Mateos.

Quanto ao Domingos Gonçalves, teve uma entrada quase perfeita nesta volta, ao ser segundo classificado, a escassos dois segundos do gaulês Damian Gaudin (ARMÉE DE TERRE), no prólogo inaugural de Lisboa. A partir desse momento, esteve muito ativo no pelotão e na estratégia da equipa, aparecendo em alguns momentos cruciais da Volta junto dos principais atletas do pelotão nacional. Na minha opinião, um dos atletas em melhor forma ao longo do ano, com vários resultados de destaque obtidos, entre os quais o título de Campeão Nacional de Contrarrelógio Individual, o que nos fazia sonhar para a etapa final de Viseu…

Em jeito de síntese, é com muito gosto e orgulho que vejo estes três jovens barcelenses, que deram as suas primeiras pedaladas na Escola de Ciclismo da ACR RORIZ, a dar espetáculo e a abrilhantar esta Volta a Portugal, “Volta do Povo” ou “Grandíssima”, como lhe prefiram chamar, que é apenas e só, um dos maiores eventos desportivos do país, mas que tem perdido competitividade nos últimos anos, ao não conseguir atrair as principais formações dos escalões superiores do ciclismo internacional.

Por: Hélder Braga.

Fotos: DR.

Os barcelenses na Volta, por Hélder Braga (I)

Agosto 12, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora




Foi com uma entrada de “Galo” que os barcelenses Domingos Gonçalves (RP Boavista), João Matias (LA Metalusa Blackjack ) e Hélder Ferreira (Louletano) deram início à 79ª Volta a Portugal  em Bicicleta.

Domingos Gonçalves, natural da freguesia de Roriz, foi o primeiro a destacar-se na “batalha” inaugural em Lisboa, um Contrarrelógio Individual de 5,4 km, onde o atual Campeão Nacional da especialidade foi o melhor português em prova, derrotado apenas por 2 segundos pelo Soldado do Exército Francês, Damian Gaudin (Armee de Terre), experiente ciclista que já militou por várias formações do World Tour, que de soldado só mesmo o estatuto. Nas restantes etapas, o Domingos apresentou-se a um bom nível, chegou, inclusive, a integrar algumas fugas, mas que não tiveram sucesso. Será agora uma aposta da formação axadrezada para vencer uma ou outra etapa, se não for já hoje na Assunção, Santo Tirso, que seja no contrarrelógio final, em Viseu!

João Matias, também ele natural da freguesia de Roriz, está pela primeira vez na Volta a Portugal, mas não o parece. De facto, o João tem sido a grande revelação desta edição, ao ser presença assídua no pódio final, ao envergar a Camisola Azul, líder da classificação da Montanha. Valendo-lhe toda a sua experiência técnica e tática, o João começou logo a destacar-se no prólogo inicial, onde obteve o 14º melhor tempo. A partir daí, só deu Matias, com a entrada nas principais fugas e com a conquista, escusado será dizer com bastante mestria, dos prémios de Montanha, o rorizense, que tem nas suas características principais o sprint, foi amealhando os pontos necessários para assumir a liderança desta classificação. Não duvido que está a ser uma estreia de sonho para o João, que está a justificar a aposta da LA Metalusa Blackjack para esta competição.

Hélder Ferreira, natural de Quintiães, também ele com uma “costela” de rorizense, dado que foi colega do João Matias e do Domingos Gonçalves na formação da ACR Roriz, vai já para a sua terceira Volta a Portugal. Atleta com características de trepador, tem sido um elemento de “trabalho” na estratégia do Louletano, estando sempre no apoio aos seus líderes. O Hélder teve o seu ponto alto na 4ª etapa, que ligou Macedo Cavaleiros a Mondim de Basto, ao integrar a fuga do dia, sendo apenas alcançado pelo pelotão perseguidor, comandado pela fortíssima formação da W52| FC Porto, já nos 3 km finais da subida ao Monte Farinha, quando seguia isolado na dianteira da corrida. Não se compreende como não venceu o prémio da combatividade nesta etapa. Estou certo que ainda vamos ver o Hélder em destaque novamente.

Com a chegada do dia de descanso faço, assim, um balanço bastante positivo das prestações dos barcelenses nesta Volta a Portugal, destacando a presença assídua no Pódio do João Matias, que vai para a segunda parte da Volta com a camisola Azul vestida, símbolo do Rei dos Trepadores; na classificação geral o atleta encontra-se na 74ª posição, a 01h02min40seg do líder Raúl Alarcón (W52|FC Porto). Domingos Gonçalves é o melhor classificado na geral individual, no 23º posto, a 10min53seg, sendo que o Hélder Ferreira é 83º, a 1h09min40seg do líder.

Por: Hélder Braga.



Destaques

Julho 28, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
António Matias

Primeiro que tudo quero pedir desculpa por ter demorado tanto a redigir estes comentários, mas mais vale tarde que nunca. Por isso, vamos já direitos aos assuntos que me trouxeram aqui.

As nossas estrelas não nos têm faltado com emoções fortes: primeiro foi a vitória na Bélgica do José Gonçalves. Vencer no pelotão internacional não é para todos e esta vitória é para nós uma enorme alegria e um bom presságio para o que poderá mostrar-nos na Volta a Espanha. Mas antes da Vuelta, onde veremos certamente o José brilhar, acontecerá a Volta a Portugal, onde esperamos, ansiosamente, ver o Domingos Gonçalves “partir a loiça toda”. Ele já nos provou nos campeonatos nacionais que o melhor Domingos está de regresso. Foi maravilhoso o espetáculo que nos proporcionaste no, também maravilhoso, circuito de Gondomar. ”Obrigado Domingos“. Também no campeonato nacional, e nas corridas mais recentes, o João Matias mostrou que está a ficar um ciclista mais consistente, audaz e trabalhador, tendo merecido a confiança dos seus diretores e tê-lo-emos, por isso, presente pela primeira vez na Volta a Portugal, para trabalhar para o seu chefe de fila e eventualmente discutir uma ou outra etapa. “Força João!“ Conta connosco. Nós contamos contigo.

A.C.R. Roriz nos Campeonatos Nacionais

A equipa de cadetes de Roriz, sob o comando do Martinho Machado, deu uma “machadada” na concorrência, pela mão de Pedro Silva, o “matador de serviço”, que venceu no sprint final, num percurso que parecia desenhado à sua medida, com toda a eficiência e grande capacidade que todos lhe conhecemos; aliás, toda a equipa tem demonstrado uma unidade e solidariedade inquebráveis que nos fazem acreditar, a nós dirigentes e também aos patrocinadores certamente, que vale a pena investirmos tudo o que pudermos neste grande grupo de trabalho, tendo a certeza que o retorno desse investimento será sempre satisfatório. Nos juniores, com a falta de um grande sprinter na equipa, e num percurso plano com uma subida curta no final, era complicado para os nossos trepadores conseguirem chegar ao pódio. Foi neste contexto que apareceu o nosso Hélder “Sagan” Gonçalves a discutir uma posição no pódio, no sprint final. Não ganhámos nenhuma medalha mas, certamente, ganhámos um grande ciclista, para estar aqui na próxima época e levar a camisola de campeão para casa. Estou contigo, Hélder.




Quanto à Volta a Portugal de Juniores, não pude estar lá por motivos de saúde mas tendo em linha de conta a importância desta prova e a maneira quase profissional como todas as equipas portuguesas a encaram, não posso deixar de estar feliz pois, com o sexto lugar do Pedro Lopes, na geral individual, melhorámos o record da nossa melhor classificação de sempre, que pertencia ao Francisco Moreira, com o seu sétimo lugar no ano passado. Já agora, destaco aqui o nosso primeiro ciclista júnior a atingir o top-ten na volta, Ricardo Oliveira de seu nome, “Vilela” entre os amigos.

Em destaque no campeonato Nacional de juniores, esteve, sem dúvida, o Fábio Costa. Destaco-o, não só porque é barcelense mas, também, porque gosto da sua maneira de correr. O ciclismo precisa de corredores de ataque como tu, pois vocês são o “sal” do espetáculo monótono que é o ciclismo sem fugas. Tu foste campeão em Castelo de Vide! (haja quem me desminta.)

Saudações desportivas. Boas férias. Todos à Volta (de coisas boas)!

Por: António Matias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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