Teatro de Balugas apresenta livro de fotografia “Bons Diabos”, de Paulo Alegria

Julho 31, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura

No próximo dia 6 de agosto, domingo, pelas 21h30, o Teatro de Balugas apresenta, no adro da Igreja Românica de São Martinho de Balugães, o livro de fotografia “Bons Diabos”, de Paulo Alegria.

Este livro é o resultado do encontro, de apenas um dia, do fotógrafo Paulo Alegria com o grupo Teatro de Balugas. Um conjunto de fotografias que mostram a dedicação e o envolvimento do coletivo de teatro na preparação do evento num palco improvisado pelo próprio elenco, no adro da velha igreja de São Martinho de Balugães.

Nas palavras de Raul Pereira, “observando o elenco, enquanto este deitava mãos à obra e tornava palco o adro da igreja românica de São Martinho de Balugães, as imagens extraídas trazem-nos o Vale do Neiva, essa terra antiga de onde o teatro popular nunca desapareceu e onde permanecem intactos os espaços onde ele acontecia.

A peça apresentada, que é uma adaptação para teatro de rua do Auto dos Bons Diabos, obra de Cândido Sobreiro, é um forte testemunho de que os “Balugas” constroem muito mais do que singelas encenações: é que, nas suas peças, o Alto Minho emerge inteiro, como região em que a permanente dicotomia entre aceitação e recusa foi sempre o gérmen criador da nossa identidade.

O entusiasmo instala-se peça e livro adentro, quando nos apercebemos que as novas gerações retiveram um dos mais sábios ensinamentos: que um futuro interessante e suportável só surgirá da enxertia da planta do presente no sólido fuste do passado”.

O Teatro de Balugas foi fundado em 2007, o Teatro de Balugas inspira-se na cultura popular do Minho. É teatro feito na aldeia, acreditando que este trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades. É uma história escrita por artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães.




Já o autor, Paulo Alegria, nasceu em 1970, em Oliveira de Azeméis, mas vive e trabalha em Viana do Castelo. Autor do livro Romeiros, um retrato contemporâneo das pessoas que se deslocam às romarias alto-minhotas e responsável pela cinematografia do filme Alto do Minho, um trabalho documental sobre a identidade do povo da mesma região. Foi-lhe atribuída uma bolsa pela Estação Imagem, em Mora, onde desenvolveu um intenso trabalho fotográfico próximo da população do concelho alentejano, documentando o seu associativismo, que resultou no livro Cultura Magra. Recentemente, integrou uma exposição coletiva itinerante no norte de Portugal e na Galiza, promovida pela DRCN, no âmbito do programa Rota das Catedrais, com um trabalho desenvolvido na Sé Catedral de Lamego. Formou-se em Design Gráfico e passou por outras áreas do conhecimento, como a Arquitetura, a Educação Visual, a Gravura, a Serigrafia e a Fotografia.

 

Fonte e fotos: TB.

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