Teatro Popular de Carapeços apresenta “República das Mulheres” em Carvalhal

Fevereiro 5, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura

No dia 9 de fevereiro, sábado, o Teatro Popular de Carapeços (TPC) leva ao palco do Salão Paroquial de Carvalhal a sua peça “República das Mulheres”, com início marcado para as 21h30. O evento é de cariz solidário, para ajudar a turma do 11ºC da Escola Secundária de Barcelinhos a realizar uma visita de estudo.



Esta é uma adaptação portuguesa do TPC a partir do texto original do escritor brasileiro Ney Ferreira, com encenação de Carmo Bernardino.

Sobre a peça, o TPC refere que esta tem dois atos, original do escritor brasileiro Ney Ferreira, a quem agradecem a autorização que lhes deu para a poderem representar.

Nas próprias palavras do TPC: «Mas…República?! De Mulheres?! Mau! Então e os homens? Vamos ao dicionário. Respublica é a origem, latina. Estado… Governo… A coisa pública. Mau! Então a coisa agora é pública?! Mais abaixo, está república como comunidade de estudantes. Isto já sabíamos: desde 1309 que há, em Coimbra e por decisão de D. Dinis, casas que são alugadas a estudantes – as repúblicas! Mas só resta uma república de mulheres: “as Marias do Loureiro” e Ney Ferreira confirma que não conhece o Loureiro de lado nenhum.

Talvez… aquela história das amazonas…La Condamine numa expedição que iniciou em 1735, lá no Brasil, relata ter ouvido falar das mulheres amazonas, guerreiras e belicosas, que só se encontravam com homens uma vez por ano. Thevet, um franciscano, escreveu coisas assombrosas sobre elas: eliminavam os filhos, ficando apenas com as filhas, só mulheres, portanto. Eram extremamente desumanas com os seus prisioneiros. Entre outras maldades, não os devoravam… apenas os assavam, mas não os comiam (mas que raio de conversa a esta hora!!!…). O TPC não se ia meter nestes assuntos! O dicionário salva-nos novamente! República de mulheres é “uma casa ou agremiação em que não há ordem nem disciplina”. Vamos lá! Esta República de mulheres não é por certo a República das Bananas, embora possa haver por lá uma ou duas…Estaremos numa casa com personagens muito sui generis e com nomes muito brasileiros. Desde a dona de casa, a noiva, mas com o noivo fora, à criada que não o é, mas é como se fosse. Que tem uma irmã. A criada, não a dona. Ah! E a prima devidamente acompanhada pela sensível Bubby. Ai! Tanta mulher junta! Estão a ver! E que sonham, sonham, sonham… Alguns sonhos com bolinha vermelha no canto e outros que acabam quando nem sequer tinham começado. Mas chega o noivo e…Divirtam-se!»

É uma comédia para maiores de 12 anos e com duração aproximada de 75 minutos.

Fotos: DR.

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