Valha-nos Nossa Senhora da Redondinha…

Fevereiro 14, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Esta semana lançamos a veneração a uma nova Entidade espiritual, não oficial, obviamente, que vamos ter de adorar sem ofender, até cerca de meados de maio.

Após isso, já podemos voltar a concentrar as nossas orações na outra, mais tradicional e reconhecida (se for o caso de cada um).



Até lá, há que acender tochas e orar terços ofensivos do terreno de jogo, a ver se a coisa corre bem.

Dizer que “… ah, e tal, mas estamos em primeiro…”, a mim não me basta. E não me basta porque estar em primeiro lugar da tabela classificativa em fevereiro não significa absolutamente nada. Há cerca de mais três meses de jogos para disputar e a jogar desta maneira não vai ser fácil manter o primeiro lugar. Não, não vai ser fácil. Imaginemos que o nosso rival mais próximo se entusiasma e começa a jogar sempre como quando defrontou o Benfica. Está o caldo entornado…

E já que vamos por aí, porque não falar desse mesmo jogo? Sim, ESSE. O tal em que o Sérgio Conceição, mesmo parecendo um carroceiro quando abre a boca, deu um banho tático em Bruno Lage. Já o tinha feito na Luz. E repetiu a façanha. Ao colocar quatro (4!!!) homens bem coladinhos à linha defensiva do Benfica e a fazer uma pressão fortíssima, partiu a nossa equipa em duas. Ora, como é sabido, quem divide REINA. E reinou o que bem lhe apeteceu. A nossa defesa deixou de atacar e do meio campo adiante só os dois médios-centro faziam de conta que defendiam. E o resultado foi o que se viu.

Continuo a dizer que gosto muito do estilo de Bruno Lage (dentro e fora do terreno de jogo) e que sou fã de futebol fundamentalmente ofensivo. Mas, mas, não convém confundir advérbio com adjetivo, ser fundamentalmente ofensivo não significa ser fundamentalista ofensivo. E, em jogos como o que disputámos no Dragão, implicava uma outra leitura de jogo, recolocar as peças no tabuleiro e tentar fazer o Xeque-mate. Não o fizemos. Perdemos.

Se frente ao Porto podemos explicar o mau desempenho pelo bom jogo do FCP, frente ao Famalicão não há desculpas. Mesmo admitindo que este Famalicão joga muito e Bem. E joga. Mesmo admitindo que tem bons jogadores. E tem. Mas não tem a dimensão, o orçamento e as condições de trabalho do nosso Glorioso. O que também tem, o “nosso” Glorioso, são algumas opções do onze inicial e de componente tática que começam a ser questionáveis. Onde anda Florentino? Samaris, desaprendeu de jogar? Weigl é largamente melhor que Samaris? E Taraabt, é assim tão basilar no processo de Jogo. Não entendo…

Bruninho. Abre os olhos, homem…Ou és só limitado de recursos técnico-táticos?

Ah. Ainda estamos em primeiro lugar…Valha-me Nossa Senhora da Redondinha.

Viva o Benfica.

E Pluribus Unum.         

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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