Vencer o Rival

Outubro 13, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Uma equipa que pretenda ser campeã, só pode perder ou empatar 2 jogos no campeonato. Os restantes, tem obrigação de ganhar. É um facto que vai perder ou empatar mais um ou outro jogo, mas os únicos jogos em que tem “dispensa”, são os jogos em casa dos rivais. No caso do Benfica, entende-se que não ganhe em Alvalade e no Dragão. A partir daí, tem sempre de ter uma mentalidade vencedora e encarar cada um destes restantes jogos com a vitória por objetivo único.



O nosso Benfica, com o RV aos comandos, nem sempre tem sido assim. Muito irregular, ora faz um jogo que entusiasma, ora uma exibição paupérrima. Quis o destino que frente ao nosso rival FCP, a jogarmos em casa, a vitória nos sorrisse. Soube bem. Fosse ao contrário e andávamos com uma azia dos diabos (passe a redundância). Além do mais, ninguém calava os Andrades. E, pior, jamais os ouviríamos dizer o que tem realmente de ser dito: a melhor equipa em campo, foi a de manutenção do relvado.

Do RV e seus onze magníficos já não espero outra coisa. Mas da parte do SC, surpreendeu-me. Algo se passou no Reino do Dragão entre a época passada e esta, que tornou uma equipa aguerrida e competitiva, à imagem do seu treinador, num plantel de aselhas com problemas de autoconfiança (o que eu desejei que o Herrera tivesse feito um jogo igual na época passada…).

Naquele que devia ter sido um dos jogos “quentes” da época, a estatística mostra-nos o seguinte: num jogo em que a posse de bola andou mais ou menos dividida ( 55% para o SLB, 45% para o FCP), em 90 minutos de jogo tivemos 2 remates à baliza para o Benfica, 1 para o Porto; 2 remates “ao lado” para o Benfica, 6 para o Porto (e note-se que perfaz um total de 4, sim 4, remates para o vencedor do jogo, ao longo de toda a partida); 26 lançamentos laterais para o Benfica, 28 para o Porto (o que acaba por ser ilustrativo quanto ao ritmo de jogo); 1 defesa para o Vlachodimos, outra para o Casillas.

Ora, atendendo a que hoje em dia, para se ver a “bola” tem que se pagar a uma das três operadoras “tradicionais” (MEO, NOS ou Vodafone) e/ou à nova NOWO, ao que acresce a SportTV e/ou a BTV e/ou a Eleven Sports (para a Liga dos Campeões), e depois assiste-se a espetáculos desta categoria, então, caros amigos, está na hora de pensarmos se não deveríamos passar a assistir a partidas de Sueca ou de Petanca.

Junta-se-lhe invasões de academias, toupeiras e apitos dourados, durante a semana…Nem com Cholagutt e Primperan isto lá vai…tal é o enjoo.

Os meus pêsames e solidariedade a quem tem saudades do bom e “velho” futebol.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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