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Abril 2018 - page 16

Objetos de estação espacial chinesa caem em Barcelos

Atualidade/Concelho/Mundo Por

Em notícia de última hora, sabe-se que caíram objetos da estação espacial chinesa “Palácio Celeste 1” (Tiangong-1) no concelho de Barcelos. As autoridades judiciais, no entanto, não permitem a divulgação dos locais porque está a desenrolar-se uma investigação muito precisa, envolvendo a PJ, o SIS, Autoridade Aeronáutica Nacional, Agência Espacial Europeia, Agência Espacial Chinesa, entre outras autoridades europeias e chinesas.



O secretismo deve-se ao facto de em Portugal o segredo de justiça e das investigações estar a ser constantemente violado. Para evitarem “toupeiras”, a investigação está a ser o mais secreta possível, recorrendo, inclusivamente, a métodos chineses de ocultação de informação.

No entanto, nem tudo se consegue “vedar” e uma testemunha contactou o Barcelos na Hora no sentido de, não só, alertar para o sucedido, como igualmente, de contar mais alguns pormenores. Sempre pedindo anonimato total.

“Vejam lá que ainda há pouco saiu um Euromilhões para Barcelos e agora acontece isto. Eu estava ao portão à espera do Compasso quando vejo coisas brilhantes a deslocarem-se no céu. Primeiro pensei que fossem foguetes a anunciar a chegada do Compasso mas não ouvia campainha nenhuma. Depois, tenho que ser sincero, pensei que fossem ovnis e essas coisas. Mas quando os pedaços caíram, um deles mesmo na horta de uma familiar minha, fomos ver e eram pequenos pedaços de metal. O meu filho, que anda na universidade, é que nos disse que nas notícias andavam a dizer que iam cair coisas dos chineses cá em Portugal. Chamámos a GNR e desde aí nunca mais nos deixaram ir aos locais. A minha familiar está zangada por causa dos danos e porque aquilo lhe estragou os grelos, alguns deles que iam ser colhidos esta semana para se venderem na feira, na quinta”, referiu. “Diz mesmo que os chineses estão a dar cabo disto tudo”, salientou.

Entretanto, sabe-se que não houve perdas de vidas, constando que apenas haja danos materiais e agrícolas. Esperam-se por mais informações acerca deste insólito acontecimento que, mesmo estando previsto, havia uma ínfima hipótese de acontecer, sendo que a hipótese de uma dessas peças acertar numa pessoa era na ordem de uma para 700 milhões. Mas como não há mais informações, não se sabe se é mesmo verdade que as referidas peças, com peso a rondar as 200 gramas, não atingiram alguma pessoa.

[Ndr: como deve ter reparado, esta notícia não é verdadeira, sendo a nossa “partida” de 1 de abril, Dia das Mentiras.]

Foto: DR.

Religião, Política e Relações

Raquel dos Santos Fernandes

Religião e Política protagonizam uma das relações mais complexas gozadas pelas sociedades e pelos Estados que as representam. Sendo este um espaço dedicado à Política e pela quadra religiosa em que nos encontramos, seguem-se uma breve reflexão sobre a relação Religião-Política e sobre a influência das estruturas sociais na forma como nos posicionamos e abordamos a Religião, a Política e a sua relação.



As sociedades contemporâneas são, hoje, muito mais multiculturais e a esfera pública possui uma forte presença de cidadãos praticantes e crentes de religiões diferentes. Primeiro, este multiculturalismo invalida a aplicação de pressupostos que, até então, num contexto monocultural, seria válida, e, segundo, no que respeita a esfera internacional, e nem sequer entrando pela acessão da violência baseada na religião, basta notar que, politicamente, no pós-11/09, passou a existir um foco crescente na Religião.

Este contexto revela-se ainda mais significativo quando aplicado à secularização – a principal questão presente na relação Religião-Política – que remove do domínio das instituições religiosas as secções da sociedade e da cultura. E, à medida que aumenta o foco nesta relação, aumenta também a quantidade e a dissonância das diferentes perspetivas e dos diferentes olhares sobre o processo de secularização. Se, no domínio da Política Religiosa, a religião é vista no sentido convencional e a preocupação recai sobre as posições políticas dos dogmas religiosos fundamentais e a forma como o secularismo regula este processo, a Religião Política operacionaliza a construção de uma religião própria, a Religião de Estado. Aqui, passa-se a lidar com uma forma de religiosidade que sacraliza o Estado, uma religião criada pelo Estado e que rompe com a perspetiva convencional de olhar a Religião.

Ao mesmo tempo que o multiculturalismo e o desenvolvimento económico, político e social criaram as condições necessárias para a afirmação da secularização, permitiram que diferentes abordagens sobre este processo fossem surgindo. Entendimentos diferentes sobre o que é a Religião, o que é a Política e sobre o modus operandi da secularização criam diferentes relações entre a Religião e o Política. Será esta relação que ditará o caminho da liberdade de consciência e da separação da Igreja do Estado, assim como a atenção substancial que é dada às necessidades específicas de grupos religiosos minoritários.

Distinguir entre o que é religioso e o que é político torna-se assim incontestável. Quando essa possibilidade não é tida em conta, a Religião da Política ou a Política da Religião tomam o seu lugar, e o que conhecemos como sendo a Religião e a Política deixa de existir.

Por: Raquel dos Santos Fernandes*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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