Arquivo Mensal

Maio 2020

Obras das instalações provisórias do Mercado Municipal já no terreno

Atualidade/Concelho/Economia/Política port

Iniciaram as obras de construção das instalações provisórias do Mercado Municipal de Barcelos, orçadas em 149.000,00€.



A empreitada tem como objetivo acolher os comerciantes enquanto decorre a requalificação daquele espaço comercial, cujas obras estão também a iniciar e têm um orçamento de mais de três milhões de euros.

As instalações provisórias ficam localizadas nas imediações do Mercado Municipal.

Fonte e foto: CMB.

Futebol Popular de Barcelos com competições canceladas e concluídas

Atualidade/Concelho/Desporto port

Campeonatos sem campeões, nem despromovidos

Em comunicado datado de hoje, a Associação de Futebol Popular de Barcelos (AFPB) informou que dá por canceladas e concluídas, com efeitos imediatos, todas as provas que estão suspensas, não atribuindo títulos, nem despromovendo clubes.



Decidiu, igualmente, manter válidas as competições terminadas antes da suspensão, irá analisar possíveis compensações e solicitará o agendamento de uma Assembleia-Geral eleitoral, sempre dentro do cumprimento das regras e normas de segurança e distanciamento social.

Segue, na íntegra, o referido comunicado:

«Na sequência do comunicado do dia 12.03.2020, referente à suspensão das competições organizadas pela Associação de Futebol Popular de Barcelos e analisado o contexto e a evolução atual, vem a direção da AFPB informar a seguinte deliberação:

Atendendo que:

. Continuam a não estar reunidas as condições de Saúde Pública para que os clubes possam treinar e competir com segurança;

. Não se perspetiva uma evolução da situação epidemiológica favorável no curto prazo, que permita retomar as competições;

. Que um adiamento para o 2º semestre poderá prejudicar a próxima época desportiva e acrescentar problemas adicionais aos clubes e jogadores;

A direção da AFPB deliberou:

. Dar por canceladas e concluídas, com efeitos imediatos, todas as provas que estão suspensas, não sendo atribuídos títulos;

. Manter válidas as competições terminadas antes da suspensão;

. Não realizar despromoções;

. Continuar a analisar a possibilidade de eventuais subidas de divisão, como forma de promover o mérito desportivo, que ficará pendente do número de equipas inscritas da 1ª divisão ou de uma possível reestruturação dos campeonatos;

. Analisar eventuais compensações financeiras, de acordo com a viabilidade financeira da associação, após o encerramento de contas;

. Diligenciar junto do presidente da Assembleia-geral, a convocação da assembleia-geral eleitoral, prevista para o presente ano, que deverá ser realizada com todas as normas de segurança e distanciamento social, recomendado pela DGS.»

Foto: AFPB (alterada/arquivo).

O inesperado aconteceu

Atualidade/Concelho/Mundo/Opinião port
Cláudia Velez

É com o sentimento de poder ajudar alguém, que hoje estou aqui para vos dar o meu testemunho.

Como já vos contei no artigo anterior, sou enfermeira e estou na batalha da frente a cuidar de doentes com COVID-19. Todos os dias visto os tais fatos de “astronauta”. Gosto de chamar assim, pois parece que vou entrar numa nave espacial e isto dá-me um sentimento de poder, poder ir mais longe, ir além limites, o que sinto muitas vezes.



Dentro do hospital, uso máscara, tento não tocar em nada, exceto o registo biométrico, em que sou “obrigada” a fazê-lo, o que me leva a desinfetar de imediato as mãos com alguma voracidade, pois não sendo visível, tenho a crença que naquele preciso objeto deve estar uma enorme concentração de vírus, todos à espera das mãos dos profissionais. Deixei de utilizar o elevador, uso sempre as escadas até ao 5º andar. Quando termino o turno, tomo de imediato um duche e na minha mente todas as medidas de proteção são aplicadas. Como tenho o privilégio de morar mesmo ao lado do hospital, ando sempre a pé e após alguns metros estou em casa. Antes de entrar em casa, retiro os sapatos, que vão diretamente para a varanda e lá ficam durante toda a noite. Lavo as mãos antes de tocar no que quer que seja, retiro toda a roupa que vai para lavar e lavo novamente as mãos. Esta tem sido a minha rotina desde que tudo isto começou.

A partir do momento em que o meu contacto com doentes com COVID-19 começou a ser diário, senti a enorme responsabilidade, enquanto cidadã, de proteger os outros de mim. Até prova em contrário, somos todos portadores do vírus. Eu, sendo profissional de saúde e estando a fazer parte desta batalha, assumi a responsabilidade de usar máscara, em todos os espaços públicos, para não contagiar ninguém.

Muitos são os sentimentos que invadem a minha mente diariamente, desde o poder errar em algum procedimento no hospital e ficar contaminada, não estar a ser suficientemente cautelosa em casa, mesmo mantendo a distância de proteção, não dormir com o meu marido, não ter contacto físico com o meu filho e marido, familiares e amigos. Mesmo assim, o pensamento “será que estás a protegê-los o suficiente?” é um pensamento permanente.

No entanto, quando menos esperamos, tudo muda. Dia 16 de abril, acordei e percebi que tinha perdido o olfato e o paladar. Após partilhar com alguns colegas e estes me terem incentivado a comunicar à Saúde Ocupacional, fui aconselhada a fazer o teste. E é quando, sem abrires a porta, o inesperado entra mesmo sem ser convidado: o teste deu positivo. Tudo estremece e percebes que, afinal, o vírus também te toca a ti. Sim, tocou-me a mim, mesmo com todas as medidas de proteção, até talvez, por vezes, exageradas, por isso também te pode tocar a ti. Percebi que mesmo com todas as medidas de proteção, estas não foram suficientes, mas uma coisa me deixou muito feliz, o facto de ter decidido usar sempre máscara também no exterior do hospital, fez com que os espaços que eu frequentava com alguma regularidade, desde o supermercado, à frutaria, não fossem sinalizados por terem tido contacto comigo e isso foi algo que me fez perceber a tamanha responsabilidade e dever que temos em zelar pela saúde de todos, é um dever cívico.

E numa fase da tua vida que parece que perdes o chão, eu questiono-me o que eu tenho a aprender com isto. Como em vários momentos de dificuldade que já passei na minha vida, tento sempre ver o lado positivo do que está a acontecer e, muitas vezes, mesmo sem tu procurares, a vida mostra-te isso. Então, percebo que todas as pessoas têm um lado bom, aquele lado da bondade e vêm a mim com atitudes que me confortam a alma e o coração. A senhora da frutaria que me traz fruta e legumes à porta; a senhora do supermercado que disponibiliza de imediato a sua ajuda, tal como o senhor do Takeaway que ajuda a que não tenha de cozinhar em todas as refeições. Alguém especial que se prontifica, mesmo sem pedires nada, a te trazer um complemento para reforçar o teu sistema imunitário, o pão que te chega logo pela manhã por alguém que, dentro de si, sempre teve este lado humano, não esquecendo as conversas telefónicas, mensagens de carinho das pessoas que sabem que as trago no coração.

Após isto tudo, não há outro modo de reagir a esta doença, senão tratá-la com o carinho e amor que eu estou a receber. Deste modo, está tudo a correr muitíssimo bem, o olfato e o paladar melhoraram bastante, mas mais nada além disso. Sinto-me ótima e, acima de tudo, sinto que estou rodeada de amor e carinho e tenho a oportunidade de, hoje, estar aqui e dizer-vos que, após 6 semanas, o teste deu negativo.

Acalma a mente, “rodeia-te” de amor e carinho…sim, porque mesmo com distância, o amor chega até ti.

Fecha os olhos e sente o meu abraço.

Juntos vamos vencer esta batalha, vamos todos ficar bem.

Por: Cláudia Velez* (Coach, Enfermeira e Terapeuta)

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Conseguirá a Colômbia travar o coronavírus no meio de uma crise de refugiados?

Atualidade/Cultura/Mundo port

O novo coronavírus chegou à América Latina e o cenário é preocupante. Na Colômbia, um país já marcado pela pobreza e pela crise de refugiados venezuelanos, temem-se agora as graves consequências que a propagação da pandemia possa vir a ter na população local, onde o número de infetados com coronavírus já ultrapassa os 21 mil.



A Colômbia registou o seu primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus no dia 6 de março, depois do qual, o Governo colombiano decidiu fechar todas as fronteiras – medida que estará em vigor até ao final de maio – e, a 17 de março, decretou o estado de emergência e o confinamento social da população, bem como o encerramento de todas as escolas do país. Apesar da rápida resposta das autoridades, atualmente, a Colômbia conta já com 21.175 casos de COVID-19 e 727 mortes. O Governo da Colômbia estima, ainda, que quase 4 milhões de cidadãos possam vir a ficar infetados com o novo coronavírus.

A esta crise sanitária junta-se uma outra que a Colômbia enfrenta desde 2017: a crise dos refugiados venezuelanos. Devido aos conflitos políticos que a Venezuela tem vivido nos últimos tempos, milhões de pessoas viram-se obrigadas a fugir da fome e da pobreza para se abrigarem em campos de refugiados nas regiões fronteiriças da Colômbia, como no Norte de Santander onde o número de contágios por coronavírus é ainda relativamente baixo (119 no total), mas estima-se que possa vir a aumentar rapidamente. Estas migrações começaram em 2015, ano em que a Colômbia registou a entrada de 48.714 venezuelanos, mas a crise de refugiados ganhou uma verdadeira expressão dois anos depois com a entrada de 600 mil migrantes no país. No final de 2019, a Colômbia abrigava já 1,4 milhões de refugiados venezuelanos.

Populações vulneráveis são as que mais sofrem com a COVID-19

É quarta-feira de manhã e Sharol Amaya España, uma jovem de 15 anos, lava a loiça com a água suja que guardou numa bacia porque no sítio onde vive não existem aquedutos ou esgotos. Esta é a realidade de várias famílias identificadas pela “Ajuda em Ação” no Norte de Santander. Num momento em que a água pode salvar muitas vidas, lavar as mãos como forma de evitar o contágio pelo coronavírus é um luxo a que muitas pessoas não têm acesso. Desde que a ONG começou a trabalhar na Colômbia, há 12 anos, o acesso sustentável a água potável tem sido um dos pilares centrais da sua ação, sobretudo em zonas rurais onde não existem, sequer, locais adequados para atender pacientes ou com serviços básicos para evitar o contágio. E onde se encontram milhares de famílias com a de Sharol.

Nesta região, milhares de refugiados venezuelanos vivem em acampamentos sobrelotados, abrigos improvisados ou centros de acolhimento onde não têm acesso adequado a serviços de saúde, água potável ou saneamento e onde a escassez de alimentos começa a sentir-se de uma forma bastante pesada. A situação é semelhante um pouco por toda a Colômbia. Uma parte muito significativa da população vive em bairros com poucas condições de higiene e em casas sobrelotadas, com uma dezena ou mais de familiares, o que propicia uma rápida disseminação do vírus.

Com condições de vida precárias e um sistema de saúde incapaz de dar resposta à pandemia, a população mais pobre e vulnerável da Colômbia deverá ser mesmo a mais afetada pela COVID-19. A Comissão Económica para a América Latina e o Caribe da ONU (CEPAL) anunciou, recentemente, que o número de pessoas a viver em pobreza extrema na América Latina deverá sofrer um elevado crescimento devido ao surto do novo coronavírus: estima-se que, após a pandemia, o número dispare para os 90 milhões, ou seja, mais 22 milhões do que na atualidade.

Encerramento de escolas na Colômbia evidencia desigualdades sociais e ameaça a nutrição infantil de milhões de crianças

Para tentar travar a rápida propagação do vírus, o Governo colombiano decretou o encerramento provisório de todas as escolas do país. Contudo, a medida acabou por também revelar profundas desigualdades sociais entre as crianças colombianas, com milhões a ficarem impedidas de assistir às aulas virtuais por falta de equipamentos, de acesso à Internet ou até mesmo de professores que tenham condições para as dar. Esta situação não é partilhada por todos e num país como a Colômbia, e especialmente em tempos de pandemia, as desigualdades sociais no seio da população mais vulnerável são gritantes e a educação é um dos direitos que fica esquecido entre a pobreza e quando é imperativo sobreviver.

Além disso, o encerramento de escolas trouxe ao de cima outro problema: a desnutrição infantil. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), os programas de alimentação nas escolas para alunos com carências económicas beneficiam 85 milhões de crianças em toda a América Latina e Caribe, sendo que para 10 milhões delas as refeições escolares são a sua principal fonte de nutrição diária. Com o encerramento das escolas, teme-se que a fome entre as crianças e as famílias mais vulneráveis de toda a América Latina venha a aumentar consideravelmente.

ONG combatem pandemia com kits de higiene e de prevenção

Na Colômbia, são várias as organizações que têm procurado ajudar o Governo a mitigar os efeitos da COVID-19 junto da população mais vulnerável. No Norte de Santander, por exemplo, a “Ajuda em Ação”, em parceria com a UNICEF, tem estado a distribuir kits de higiene, kits de prevenção contra o coronavírus e cabazes de alimentos às famílias mais necessitadas.

Já foram entregues a mais de 80 famílias venezuelanas que estão refugiadas no município de Villa del Rosario, 450 kits de prevenção ao coronavírus com luvas, máscaras e folhetos informativos e de sensibilização sobre higiene, saneamento e amamentação. Em La Fortaleza, Cúcuta, serão disponibilizados 250 cabazes de alimentos e 400 kits de higiene a 250 famílias, de forma a apoiar cerca de 1.250 pessoas em situação vulnerável. Por sua vez, em El Salado, a “Ajuda em Ação” está a concentrar-se no apoio às crianças mais vulneráveis através da distribuição de alimentos às famílias mais necessitadas.

A “Ajuda em Ação” é uma Organização Não Governamental (ONG) internacional, de origem espanhola, com presença em Portugal. Foi fundada em 1981 e atua em áreas como a pobreza, a desigualdade, a vulnerabilidade, a exclusão social e as alterações climáticas, com o objetivo de potenciar a dignidade e solidariedade para a construção de um mundo mais justo. Atualmente, juntou à sua missão a luta contra a disseminação do coronavírus.

Fotos: DR.

MESA e ZERO louvam iniciativa do Governo, mas pedem lista e calendário de remoções do amianto das escolas

O Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a Associação Ambientalista ZERO louvam a iniciativa anunciada pelo Primeiro-Ministro, António Costa, no passado dia 21, de “lançar uma grande operação de eliminação do amianto das escolas”, mas alertam para a necessidade urgente de divulgação da lista atualizada de escolas com amianto e do calendário de obras de remoção para todos os estabelecimentos escolares.



Ambas as organizações tinham apelado, a 27 de abril, para que o Governo aproveitasse o encerramento e a diminuição das atividades letivas nas escolas do todo o país, para proceder à remoção do amianto nos estabelecimentos escolares considerados mais prioritários.

Em novembro de 2019, o MESA, a ZERO e a FENPROF entregaram na Assembleia da República uma petição “Pela remoção total do amianto das escolas públicas”, que reuniu mais de 5600 assinaturas em menos de duas semanas. O documento está, agora, na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, onde será debatido com a presença dos principais peticionários, antes de seguir para o debate em Plenário.

Para André Julião, coordenador do MESA, “é salutar que o Primeiro-Ministro tenha reconhecido que a proposta elencada em abril pelo MESA e pela ZERO para aproveitar o encerramento e a diminuição temporária de atividade nas escolas para remover o amianto é válida e exequível e que agora anuncie esta medida, que vai de encontro ao que ambas as entidades defenderam e defendem”.

“Não faz sentido que se continue a falar deste tema e que não exista uma listagem de edifícios com amianto bem como a classificação desses edifícios relativamente à prioridade de intervenção. Desde a Lei nº 2/2011 que é definida obrigatoriedade da publicação dessa lista. A mesma foi publicada em 2014 e posteriormente removida. Esta listagem será a base do trabalho de remoção do amianto em edifícios púbicos. A própria comunidade escolar tem o direito de saber que escolas constam ou não do levantamento feito até para complementação dessa listagem que poderá ter erros. Estes podem ser erros graves e prejudiciais para as nossas crianças e restante população escolar que frequentam escolas problemáticas, do ponto de vista da contaminação por amianto”, sustenta, por sua vez, Íria Roriz Madeira, arquiteta e membro da ZERO.

Mas, para André Julião, há ainda um caminho significativo a percorrer, desde logo “divulgar a lista atualizada de escolas com amianto, a sua classificação por prioridades e, em seguida, o calendário de obras de remoção, com datas de início e de conclusão”.

“Até porque”, continua o coordenador do MESA, “a comunidade educativa está esperançosa e expectante com esta notícia e agora, mais do que nunca, quer saber quando as respetivas escolas serão intervencionadas e quais as datas estabelecidas para o final das intervenções em cada uma”.

“Desconhece-se como é possível aceder ao fundo de 20 milhões de euros afeto ao Orçamento de Estado de 2020 para remoção de amianto em edifícios públicos. Será necessário perceber que previsão de intervenções estava planeada, nas escolas e em outros edifícios públicos”, aponta ainda Íria Roriz Madeira.

Recorde-se que, no passado dia 21, em reunião da Comissão Política do PS, o Primeiro-Ministro António Costa anunciou um programa de estabilização económica e social para o país, que vai prever um mecanismo de “Simplex SOS” para desburocratizar investimento e obras para a eliminação do amianto nas escolas.

“Agora que as escolas estão fechadas, é também agora ou nunca que temos de eliminar o amianto das escolas. Temos de lançar uma grande operação de eliminação do amianto das escolas”, defendeu, na ocasião, António Costa.

Foto: DR.

Prémios SAPO levam o talento digital para dentro de sua casa

Atualidade/Economia/Mundo port

Vencedores dos Prémios SAPO anunciados no dia 28 de maio

É já no próximo dia 28 de maio que decorre o anúncio dos vencedores da 19ª edição dos Prémios SAPO, galardões que identificam e premeiam, anualmente, o que de melhor se faz em publicidade digital a nível nacional. Face à conjuntura atual, a edição deste ano reinventou-se e é levada diretamente até sua casa, num formato totalmente diferente, juntando num só ecrã anunciantes, agências e o público em geral: Prémios SAPO em Casa.



Afirmando a sua capacidade de se reinventar, numa indústria onde «criatividade» é a palavra de ordem, os Prémios SAPO voltam a premiar o talento e inovação da publicidade digital de dezenas de anunciantes e agências, num evento online que poderá acompanhar em direto em todos os ecrãs de sua casa, nomeadamente no portal SAPO, na TV do MEO (no botão azul do comando ou na zona de apps do menu principal) e nas redes sociais do SAPO e da Altice Portugal.

A edição especial dos Prémios SAPO – Prémios SAPO em Casa – conta com a apresentação de João Manzarra e com a participação de convidados especiais, como Dino D’Santiago e do DJ Moullinex, que nos vão brindar com alguns momentos musicais ao longo da sessão.

São 56 as campanhas que integram a shortlist de nomeados da 19ª edição dos Prémios SAPO e que estão apenas a um passo de vencer os galardões das cinco categorias a concurso: Prémios Setoriais Prémios de Estratégia, Prémios para Formatos Especiais, Prémios de Media Digital e Prémios do Júri.

Os 135 trabalhos inscritos foram avaliados pelo Primeiro Júri, presidido por Alberto Rui, CEO da IPG Media Brands Portugal, e composto por mais de 20 profissionais do mercado da publicidade, do marketing e da comunicação:

• Andrea Valenti – FCB LISBOA

• Catarina Barata – BMW

• Cláudia Roque – SEAT

• Duarte Frade – UZINA

• Filipa Castro – FIDELIDADE

• Filipa Real – HAVAS MEDIA

• Filipa Ribeiro – YOUNG & RUBICAM

• Leonor Fernandes – OMD

• Mário Alves – SUPER BOCK

• Mário Lima – AMNET

• Miguel Lourenço – WIZINK

• Pedro Rigueira – CAETSU

• Raquel Pinheiro – LEO BURNETT

• Ricardo Beleza – REPRISE DIGITAL

• Susana Santos – FULLSIX

• Teresa Albuquerque – MEDIACOM

• Tiago Pereira – APOSTAS SOCIAIS

As campanhas vencedoras serão agora eleitas pelo Segundo Júri e anunciadas no evento do próximo dia 28 de maio. Este Júri é composto por:

• Ana Rita Almeida – BBDO

• António Fuzeta da Ponte – WORTEN

• Filipa Caldeira – FULLSIX

• João Cardoso – GROUPM

• Sandra Alvarez Baptista – PHD

• Susana Doutor – RENAULT PORTUGAL

• Teresa Burnay – UNILEVER

• Vítor Matos – T-INSIGHT

Em concurso estão ainda os Prémios de Media Digital, que premeiam websites de informação que se destaquem pela produção de conteúdo jornalístico inovador e por tirarem partido das capacidades que o meio digital confere. Responsável pela escolha dos vencedores destes galardões está o Júri de Media, presidido, uma vez mais, pelo Professor Gustavo Cardoso e composto por um coletivo de jornalistas, professores e investigadores:

• António Granado

• Cátia Ferreira

• Felisbela Lopes

• Miguel Crespo

• Paula Cordeiro

• Pedro Jerónimo

Materializando aquela que tem sido desde sempre a tradição dos Prémios SAPO, o SAPO irá doar o valor angariado com as inscrições a uma instituição escolhida pela Fundação Altice. Este ano, a eleita é a Associação Padre Amadeu Pinto, uma instituição no Pragal que apoia jovens e crianças em contextos socioeconómicos desfavorecidos, a quem será entregue um donativo no total de 11.700€.

“O novo formato dos Prémios SAPO vem, não só, dar resposta às condições impostas pela atual situação de saúde pública, como reiterar a capacidade do SAPO de acompanhar uma indústria em constante evolução como é a da publicidade digital, mantendo-se na vanguarda e continuando a definir tendências daquilo que será o futuro do digital”, refere a organização em nota.

Os Prémios SAPO nasceram no ano de 2000 e terminam a sua 19ª edição com mais de 1000 troféus atribuídos e um total de mais de 196 mil euros angariados e doados a instituições de solidariedade social.

Fonte e Imagem: ALTICE.

Presidente da Câmara de Barcelos elogia trabalho dos presidentes de junta e alerta para efeitos negativos da pandemia

O Presidente da Câmara Municipal de Barcelos agradeceu aos presidentes das juntas de freguesia do concelho o trabalho desenvolvido junto das populações durante as diversas fases da pandemia do COVID-19, numa reunião realizada no dia 22 de maio, no Auditório da Câmara Municipal.



“Orgulho-me dos autarcas de Barcelos e no papel que tiveram nesta crise”, disse Miguel Costa Gomes, que pediu aos presidentes das juntas para continuarem os seus esforços, desta vez para “retomarem as atividades em segurança, sem medo e de modo a evitar uma segunda vaga” da pandemia.

Pela parte da Câmara Municipal, disse ainda Miguel Costa Gomes, “fomos exigentes com este problema e atuamos de forma responsável, de acordo com as necessidades dos barcelenses e no cumprimento das determinações legais” estabelecidas pelo Governo e pelas autoridades de saúde, no âmbito do problema de saúde pública trazido pelo novo coronavírus.

A sessão ficou também marcada pela entrega simbólica de 100 mil máscaras comunitárias às juntas de freguesia, que farão a distribuição pela população, uma medida da Câmara Municipal que está inserida num conjunto mais vasto de medidas adotadas no âmbito do combate à pandemia. Conforme explicou o Presidente da Câmara Municipal, as máscaras estão certificadas e preenchem todos os requisitos de qualidade, salientando que o Município reforçará a sua distribuição nas freguesias e nos casos onde tal se justifique.

Os presidentes das juntas de freguesia assinaram a adenda ao contrato de cooperação com as freguesias, em consequência da aprovação do Orçamento de Estado que atualizou o valor previsto para 2020 e que ascende a 5.851.162,00€. A transferência do valor da atualização (129.585,00€) está já a ser feita para as freguesias.

Também está a ser feita a transferência antecipada do valor referente ao segundo trimestre do contrato de cooperação (1.426.781,50€, também atualizado), uma medida explicada por Miguel Costa Gomes pela necessidade de reforçar o apoio financeiro às freguesias face às necessidades no contexto da pandemia.

O Presidente da Câmara alertou, ainda, para as dificuldades económicas e sociais que se estão a fazer sentir a nível local, nacional e internacional, como consequência do abrandamento da economia em valores “que ainda não se conseguem quantificar”.

Barcelos é “um concelho muito exportador”, que alimenta muitas empresas em regime de subcontratação e de muito emprego, sendo de esperar uma quebra significativa e generalizada nos rendimentos das empresas e das famílias.

Para compensar essas perdas, “antecipamos os pagamentos aos fornecedores, injetando dinheiro nas respetivas tesourarias”, revelou o Presidente da Câmara Municipal que também alertou para os efeitos negativos nas transferências financeiras para as autarquias em 2021.

O “orçamento municipal de 2020 está equilibrado”, mas a redução da economia em todas as áreas, vai originar uma forte quebra das receitas fiscais, que, aliada à mais que provável queda das transferências financeiras da administração central, terá consequências negativas para os orçamentos das autarquias em 2021.

Fonte e foto: CMB.

“A relação transatlântica da União Europeia e o peso da Ásia na economia mundial” em webinar organizado pela Distrital de Braga do CDS

Conferência online com Nuno Melo, Nuno Rogeiro e Francisco Assis

Amanhã, 26 de maio, pelas 21h30, a Distrital de Braga do CDS-PP promove mais um webinar, desta vez com o debate centrado nas relações comerciais da União Europeia e o peso da Ásia na economia mundial.



O eurodeputado do CDS-PP, Nuno Melo, é o anfitrião do debate, conduzido por Durval Tiago Ferreira, e onde são convidados o ex-deputado europeu Francisco Assis e o comentador e especialista em política e geopolítica internacional, Nuno Rogeiro.

Desde há várias semanas que a distrital de Braga, em articulação com as estruturas concelhias, tem promovido, nas noites de terça-feira, reflexão política sobre diferentes temas. “Temos procurado fazer uma abordagem sobre várias matérias, dar perspetivas diferenciadoras e assim contribuir para a reflexão e para o debate político e sobre politicas” diz o líder distrital Nuno Melo. “O Francisco Assis foi eurodeputado e teve contributos no debate sobre as relações dos mercados, em especial com a América do Sul, e o Nuno Rogeiro é, de há muito, uma referência quando se discute política internacional e geopolítica, um dos focos desta nossa conversa sobre o futuro das relações internacionais e entre os Estados”.

O debate pode ser acompanhado online com transmissão na pagina do Facebook www.facebook.com/cdsppfazsentidoembraga.

“A Distrital de Braga do CDS PP pretende desta forma contribuir para o esclarecimento público e acrescentar perspetivas relevantes para os grandes desafios que todos temos no futuro”, refere em nota.

Imagem: CDS-PP.

Novo Banco com velhos hábitos e os contribuintes que paguem

Alexandrino Ribeiro

O polémico caso Novo Banco tem marcado o panorama político, económico e financeiro das últimas semanas. Se em termos políticos, a troca de informações, ou a falta delas, entre o Primeiro Ministro e o Ministro das Finanças, com o Presidente da República à mistura, foi lamentável e incompreensível, em termos económicos e financeiros, a situação não foi em nada melhor. Está em causa o empréstimo de 850 milhões de euros, dinheiro saído dos cofres do Estado para o Fundo de Resolução que, depois, graças às contribuições anuais que recebe dos bancos do sistema português, injetou 1037 milhões de euros no Novo Banco. Esta injeção de capital no Banco destina-se a “compor” as suas contas relativas ao ano de 2019, no intuito de cobrir as perdas com os ativos tóxicos e os seus efeitos nos rácios de capital que permitem ao Novo Banco atuar no mercado financeiro.



Mas a história do Novo Banco nasce em 2014 com a resolução do BES e a divisão do mesmo em dois: o “Banco bom” e o “Banco mau”. O Novo Banco seria, supostamente, o “Banco bom”, ficando nas mãos do Estado e livre dos ativos tóxicos que permaneceriam no BES. Porém, essa separação de ativos não foi efetuada de forma tão competente como se esperaria, tendo alguns dos ativos tóxicos passado para o “Banco bom”, originando daí custos para o Estado português. Para ultrapassar esta situação, em 2017, o Governo avança para a venda de 75% do capital do Novo Banco à Lone Star, mas com uma garantia dada pelo Estado português, com plafond de 3,89 mil milhões de euros e validade até 2026, para subsidiar as eventuais perdas do Banco com os ativos tóxicos. Podemos sempre discutir e apresentar vários argumentos, favoráveis e desfavoráveis, para a venda do Novo Banco nessa altura, assim como para as condições negociadas nessa venda de capital, onde me parece que a única virtude do negócio terá sido a delimitação do risco máximo que o Estado enfrentava com a cobertura de perdas. Porém, sou de opinião que o plafond definido foi de montante muito elevado e por um largo período temporal. Para ter uma noção da elevada dimensão do plafond da garantia dada, a mesma é aproximadamente igual ao total do investimento público que o Estado português tem efetuado, anualmente, nos últimos tempos.

Atualmente, a questão mediática deriva de não ser sensato que o Estado continue a suportar as eventuais perdas do Novo Banco sem que sejam conhecidos os resultados da auditoria às contas e se determine, com rigor, se esse dinheiro é, ao não, devido em função dos argumentos do Banco para a ele ter direito. A tal auditoria, fundamental em todo este processo, estava em curso, com término previsto até finais do presente mês de maio, e o seu resultado permitiria avaliar se tal intervenção do Estado seria mesmo necessária e, fundamentalmente, em que magnitude. Porém, quando a sensatez e a racionalidade económica e financeira aconselhavam a esperar pelas conclusões do relatório da auditoria, foi decisão do Sr. Ministro das Finanças avançar de imediato para a transferência dos 850 milhões de euros. Numa altura em que se pedirão, novamente, sacrifícios aos portugueses, fruto da crise económica e financeira derivada do COVID-19, os mesmos terão muitas dificuldades em entender esses sacrifícios se a gestão dos dinheiros públicos não for muito mais cuidadosa. Por outro lado, como o plafond da garantia dos 3,89 mil milhões de euros ainda não foi atingido, é bem provável que, futuramente, sejam solicitadas mais entradas de dinheiro dos contribuintes no Novo Banco. Presentemente, já poucos duvidarão que a Lone Star não vá tentar esgotar a totalidade do fundo estatal com que se resguardou quando assinou o contrato de aquisição de 75% do capital do Banco. Mais rigor nestes processos e procedimentos financeiros é fundamental pois a fatura acaba sempre por ser paga por todos os portugueses.

Este polémico caso relativo ao Novo Banco e o ânimo leve com que foi tratado pelos responsáveis das finanças públicas nacionais, deve alerta-nos para um outro dossier que promete marcar a agenda, o dossier TAP. Neste dossier, tem causado estranheza ver os acionistas privados a rogar incessantemente pela nacionalização da empresa. Aliás, na TAP existem várias questões estranhas em termos financeiros, nomeadamente, as diferenças que se verificam ao nível do peso na participação do capital e a capacidade de poder de decisão na empresa. Esperando que o dossier TAP não seja mais um caso do dinheiro dos contribuintes portugueses “a voar”, fica a promessa de abordarmos o mesmo com mais profundidade em próximos artigos, até porque, neste dossier, “a procissão ainda vai no adro”.

Por: Alexandrino Ribeiro*. (Professor no IPCA)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR.

PSD Barcelos critica Câmara Municipal por inação na alteração do traçado da Linha de Muito Alta Tensão

Vila Seca, Perelhal e Fornelos surgem como novas freguesias por onde passará

Em comunicado datado de ontem, e enviado às redações, o PSD Barcelos alerta para a inclusão de três novas freguesias – Vila Seca, Perelhal e Fornelos – no traçado da Linha de Muito Alta Tensão, que passará pelo concelho de Barcelos, e que não estavam no traçado original.



Para o maior partido da oposição camarária, estas freguesias “foram e estão a ser prejudicadas, com especial gravidade para os aglomerados populacionais e para os proprietários da zona do canal da Linha, cujas propriedades vão ficar, irremediavelmente, prejudicadas para sempre”, colocando a “culpa” no Presidente da Câmara, no Executivo Camarário e, igualmente, no Presidente da Assembleia Municipal.

Leia, na íntegra, o referido comunicado:

«A LINHA DE MUITO ALTA TENSÃO FOI MUDADA, PORQUÊ?

As Freguesias de Vila Seca, Perelhal e Fornelos não estavam no primeiro traçado da Linha de Muito Alta Tensão, foi o Presidente da Câmara e o executivo PS quem exigiram a alteração do traçado para essa Linha.

Estas Freguesias foram e estão a ser prejudicadas, com especial gravidade para os “aglomerados populacionais” e para os proprietários da “zona de canal da Linha” cujas propriedades vão ficar, irremediavelmente, prejudicadas para sempre.

Porquê? Para desviar a linha de quem?

Durante dez anos, o Presidente da Câmara “delegou” e “seduziu” outros para “lutarem” contra a linha, promoveu e escondeu-se atrás de Comissões Municipais e Deliberações Municipais, coorganizou reuniões em Freguesias para instigar proprietários a não negociarem terrenos com a REN.

E gastou milhares de euros em Advogados e Tribunais, bem sabendo que as Providências Cautelares e as Ações Judiciais não teriam qualquer utilidade prática porque se trata de um PIC/Projeto de Interesse Comum perante a UE.

Mas não fez o seu trabalho de acompanhar a elaboração do projeto “no terreno”, sendo quem tem competências e poderes para representar e defender o Concelho perante o Governo, a REN e outras Entidades.

Nem fez o seu trabalho de defender o Concelho junto do Governo e dos Partidos Bloco de Esquerda e PCP/CDU, que apoiam o Governo e são corresponsáveis pela instalação da LINHA DE MUITO ALTA TENSÃO.

Os Vereadores PS com pelouros e o Presidente da Assembleia Municipal não estão isentos de culpas, nem podem ser esquecidos nesta situação!

Agora, a Linha está em construção por todo o concelho e Barcelos ficará a perder, fruto da inoperância, desleixo, incapacidade e negligência política do executivo PS.

Barcelos, 23 de maio de 2020.»

Foto: DR.

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