Arquivo Mensal

Março 2022

DECO MINHO ALERTA CONSUMIDORES PARA VENDAS AGRESSIVAS: sabia que tem 14 dias para refletir?

Atualidade/Concelho/Opinião Por

A DECO Minho recebe frequentemente denúncias de consumidores lesados por vendas agressivas

Após um simples convite recebido telefonicamente, os consumidores são levados a assistir a uma demonstração de um produto inovador ou a fazer uma avaliação gratuita de saúde.

Outros consumidores são abordados à porta de sua casa e pressionados a comprar artigos com características milagrosas, como colchões ou aparelhos auditivos.

Em ambos os casos, o consumidor acaba por comprar o produto ou contratar um serviço sem precisar ou sem ter vontade de o fazer, ou ainda, e sobretudo, sem dinheiro disponível para pagar. Mais grave quando este tipo de aliciamento leva os consumidores a celebrar contratos de crédito de valores altíssimos associados à compra e venda deste tipo de bens ou serviços.

As vendas agressivas são recorrentes e dirigem-se a um grupo de consumidores particularmente vulnerável: os idosos que, normalmente por falta de informação, ficam mais suscetíveis perante os vendedores.

Como se proteger perante uma venda agressiva?

  1. Não assine qualquer documento ou dê os seus dados pessoais e/ou bancários sem antes ler cuidadosamente, ponderar e pedir uma opinião externa segura;
  2. Se já assinou o contrato, mas foi persuadido por venda forçada e não deseja realmente adquirir o produto ou o serviço em questão, tem direito a terminar o contrato sem precisar de apresentar uma justificação, desde que esse arrependimento seja demonstrado perante a empresa, através do envio de uma carta registada com aviso de receção no prazo de 14 dias após a sua assinatura ou receção dos bens adquiridos.

Atenta a todas situações que são lesivas para os consumidores, a DECO Minho continuará a apoiar os consumidores, podendo contactar-nos diretamente através de telefone para o 258 821 083 ou através de contacto eletrónico deco.minho@deco.pt.

Compostar para dar… frutos – Associação Viver Macieira!

Ambiente/Concelho/Opinião Por

Barbara Rodrigues

Este mês proponho-me a sensibilizar “à distância”.

A Associação Viver Macieira fez dia 14 de março, 11 anos. Um sinónimo de vontade, partilha e criação de valor, independentemente de ser ou não entidade responsável pela gestão de resíduos nesse Município – chama-se responsabilidade ambiental. PARABÉNS!

Desta vez a Associação propos-se a criar valor a partir do “lixo”, corrijo, a partir de resíduos orgânicos (p.e. aqueles materiais que caem das árvores, sobram no prato, no frigorifico, nos jardins) e que pelas suas caraterísticas não podem ficar “muito tempo” armazenados…os famosos BIORRESÍDUOS. Aqueles materiais que se continuarem a ir parar ao “contentor do lixo” (local que supostamente só devemos colocar o que não tem valor), os portugueses terão que abrir “os cordões à carteira”! Porquê? Quanto maior a quantidade enviada para o caixote, maior vai ser a fatura da água ao final do mês (o Regime Geral de Resíduos introduziu um prazo para o PAYT – 2026 ).

Atualmente a fatura inclui uma linha associada à taxa de saneamento, e que transmite erradamente à população a mensagem “se pagamos a fatura do lixo é para colocar no contentor”. Já para não falar das emissões que podem ser evitadas com a recolha, deposição em aterro…

Barcelenses sabem quanto custa colocar um saco do lixo no contentor, a recolha, o tratamento?? Sabemos quanto custa um café mas não sabemos quanto custa o serviço que tanto exigimos, e não o valorizamos, porque a verdade é que não sabemos quanto produzimos e talvez nem estejamos a pagar o valor real daquilo que desperdiçamos.

O que fazer para evitar que se desperdice tanto no contentor?! Reciclagem de Resíduos Orgânicos (biorresíduos), chama-se Compostagem, seja ela doméstica, comunitária, ou municipal e pode transformar (com regras) as sobras de comida, como frutas, legumes, folhas, relva, entre outros, num novo produto – Composto.

Sabiam que dentro do V. saco de resíduos, cerca de 38% são orgânicos, por isso é que o saco pesa!

A Associação Viver Macieira, em 2021, decidiu participar numa das ações da Resíduos do Nordeste, em que retiramos e pesamos composto num dos nossos compostores comunitários. Contaram-nos a história, a ideia deles, a qual não posso deixar de felicitar e apoiar.

Esta Associção entre muitas inciativas, plantou um pomar para que os peregrinos que fazem o Caminho de Santiago possam colher frutas em espaço público. Ou seja, se os V. Orgânicos forem compostados poderão transformar-se em composto/fertilizante natural tão necessário para dar sabor às maçãs que todos nós podemos colher, mas pode também ser utilizado na V. horta, jardim ou vasos que têm na varanda…

Chama-se Economia Circular, porque podem devolver à terra valor, tão simples e necessário.

Se continuam a perguntar-se porque é que tenho que o fazer? É fácil, pensem porque é que todos os dias precisam de respirar….é uma condição para viver certo?! Então comecem a dar vida aos V. Orgânicos, pois estarão certamente a contribuir para a qualidade do ar que respiram…na V. Terra.

Obrigada!

Barbara Rodrigues

Programa EUSOUDIGITAL – Ensinar o digital a quem mais precisa

Atualidade/Opinião/Portugal Por

O programa EUSOUDIGITAL tem como objetivo promover a literacia digital de 1 milhão de adultos em Portugal, até ao final de 2023, através do desenvolvimento de uma rede nacional de milhares de voluntários apoiados em, mais de 1500 espaços, em todo o país.

Este é um programa destinado a todos os portugueses, em particular os adultos acima dos 45 anos, que tenham interesse em adquirir competências digitais básicas, essenciais ao dia-dia, como aprender a usar o email e outras ferramentas de comunicação, pesquisar na internet e usar as redes socias.

Através de ações de capacitação digital desenvolvidas por voluntários, este programa irá apoiar os adultos que nunca utilizaram a Internet, num contexto familiar ou em locais de proximidade na comunidade, como juntas de freguesia, escolas, lares, entre outros.

A DECO – Delegação Regional do Minho é um dos Centros EUSOUDIGITAL onde promove e desenvolve ações de competências digitais que têm como propósito ajudar os consumidores a usar a Internet.

Assim, caso queira aprender mais no mundo digital basta contactar a DECO – Delegação Regional do Minho sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo, podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt.

O limbo entre a vida que conhecíamos e algo que não sabemos o que será.

Atualidade/Opinião/Saúde Por

A saúde mental da nossa população está a piorar: as consultas aumentam em alguns hospitais, noutros a gravidade dos casos acentua-se. As crises de ansiedade, cansaço psicológico, isolamento, depressão, anorexia, entre outros, são definitivamente um grande motivo de preocupação entre os especialistas de saúde mental (psicólogos, psiquiatras e pedopsiquiatras). As tentativas de suicídio e de perturbações de comportamento alimentar que chegaram à urgência, durante a pandemia, foram “mais graves” e o impacto psicológico dos portugueses é agora a ponta do iceberg, pois temos cada vez mais certezas de que a pandemia e o confinamento tiveram um impacto negativo na saúde mental da sociedade, mas o pior ainda poderá estar para vir.

Ainda não chegamos ao fim de uma pandemia e passamos novamente a viver sob uma nova imprevisibilidade e insegurança pondo à prova a nossa capacidade de resiliência – A GUERRA.

A guerra por si só é uma experiência potencialmente traumática. Embora não façamos diretamente parte desta guerra, não deixamos de estar envolvidos e de sofrer as consequências, porque este não é um problema somente da Ucrânia e da Rússia, mas sim uma situação que provoca incerteza e que exigirá o envolvimento mundial, dada a crise económica e social que se irá, dentro de pouco, instalar-se mundialmente.

Viver em tempo de guerra não representa apenas a destruição das infraestruturas, perda de vidas e ferimentos. Tem um impacto traumático e de revolta que gera um sentimento de desmoralização e desânimo, obviamente sobretudo nas vítimas diretas, mas a verdade é que nós, as vítimas secundárias, não sairemos ilesas. 

Hoje vivemos sob tensão vemos pessoas a precisarem de ajuda e os meios de comunicação estão sempre a mostrar imagens de devastação. Provocando em nós uma exposição contínua à incerteza e a uma extrema ausência de controlo face à situação, provocando-nos sentimentos de desespero, inutilidade, incapacidade e, consequentemente, um maior stress e ansiedade.

Contudo sentir-se ansioso não fará de nós mais fracos. No entanto, é extremamente importante tentar controlar a ansiedade, procurar formas de ajudar-nos, moderar a nossa exposição ao que ouvimos e vemos nos meios de comunicação e principalmente procurar ajuda quando acharmos que não conseguimos mais controlar sozinhos.

Desta forma alerto, nomeadamente aos adultos e pais que “protejam” as nossas crianças, pois não se encontram com maturidade emocional suficiente para lidar com tanta insegurança e medo. É importante que estejam atentos ao impacto emocional que esta situação possa causar nos seus filhos, mostrando-se tranquilos e ajudando a criança a perceber o que se passa e, ao mesmo tempo, a manter o seu sentido de segurança.

Caso considere que a situação está intensificada e não tem controlo, procure ajuda especializada (Psicologia, Psiquiatria, Pedopsiquiatria) de forma a diminuir o impacto traumático desta situação avassaladora que estamos a viver.

O que se passa fora é o que tu trazes dentro

Atualidade/Mundo/Saúde Por

Cláudia Velez de Melo

Quantas vezes sentes que o mundo ao teu redor está o caos? Quantas vezes não suportas o ruido que está à tua volta? Quantas vezes sentes que não te enquadras no local onde estás?

A forma como vivemos e sentimos surge primeiramente dentro de nós, só depois será manifestado externamente.

O que está a acontecer dentro de ti, reflete-se no teu mundo exterior. Talvez possa ser difícil de compreender, porém a revelação do nosso ser interior é manifestada e colocada mesmo à nossa frente, através de experiências e momentos externos, reveladores de nós próprios.

Observa o que se passa à tua volta e compreenderás o que se passa dentro de ti.

Precisamos urgentemente de encontrar o caminho, aquele caminho que faz olhar para dentro de nós. Para isso é preciso deixarmos as distrações de lado e começar a dar atenção plena aos nossos pensamentos e emoções e essencialmente sermos verdadeiros connosco próprios, compreendendo que o único caminho é aceitarmos que também falhamos, não somos perfeitos, mas que estamos sempre a tempo de mudar.

Seguir a voz do coração, que muitos poderão chamar de intuição, para entrarmos em verdadeira sintonia connosco, este GPS interno que todos temos e pouco ou nenhuma importância lhe damos. É muito mais confortável continuarmos dentro da nossa bolha de conforto, mesmo continuando insatisfeitos e infelizes com a vida que levamos, continuamos e disfarçamos o que sentimos com as distrações que a vida nos proporciona. Distrações como nos focarmos no que está fora de nós, o que os nossos olhos vêm.

Vou-vos contar uma pequena história de uma cliente que eu acompanhei. Na primeira sessão mencionou que a sua vida estava o caos, caos no trabalho, em casa, caos dentro dela mesma, parecia que nada na sua vida estava a funcionar.  

Eu questionei, se tens o caos dentro de ti, como achas que vai estar o mundo à tua volta?  É importante descobrires qual o estado desejado, para assim entenderes o que precisas de mudar para obteres o que queres, pois já tens as respostas todas dentro de ti. Algo dentro dela se acendeu e compreendeu que tudo estava dentro dela e que a mudança teria de começar primeiro dentro dela.

Toda a sua energia estava concentrada na insatisfação, ao invés de encontrar um caminho para a saída

Enquanto continuarmos a direcionar a nossa visão apenas para o mundo exterior, iremos continuar insatisfeitos e depositamos toda a responsabilidade nos outros.

Afinal o que é o mundo interior?

Mundo interior é o mundo que só nós somos capazes de ver quem somos, sentimos e acreditamos. Ter consciência de quem somos, entender o que sentimos, levar-nos-á a aceder ao nosso software interno que possui todas as informações que nós já temos desde sempre, sobre a nossa verdadeira essência.

 Volta a atenção para ti mesma e sê honesta com o teu sentir, analisa as tuas atitudes, os teus pensamentos e coloca-os em ordem, com uma boa dose de positivismo, começa a vibrar nas emoções certas e verás o mundo ao teu redor começar a mudar e no final de contas, não foi o mundo que mudou, foste tu.

Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica

Ucrânia: a Guerra Híbrida

Atualidade/Europa/Mundo Por

Ao leitor tenho que informar que este artigo não é sobre táticas militares. Nem tão pouco vou aprofundar a questão diplomática entre a Ucrânia e a Rússia. Deixo esse conteúdo para analistas e profissionais da área. Contudo, não posso ser alheio a tudo que se passa em redor da invasão de Vladimir Putin ao segundo maior país do continente Europeu. No terreno já não se fala apenas de um combate fisico, com uso exclusivo de armas, mas também no campo digital.

E porquê? Porque o próprio formato das guerras vão se adaptando à evolução bélica e tecnológica dos próprios intervenientes. Era inamaginável se o Código Morse, bem como, os conceitos táticos da 1ª Guerra Mundial (tornou-se conhecida durante muito tempo como “A Grande Guerra”) – 1914 a 1918 -, fossem aplicados, por exemplo, no terreno ucraniano em pleno século XXI. Ou então, a utilização de material militar da 2ª Guerra Mundial – 1939 a 1945 – dos aliados que contrariou o sofisticado armamento alemão. Por exemplo, Hitler detinha os famosos Panzers que naquela época eram um dos mais avançados tanques de guerra [1]. Foi também nesta altura que se introduziu pela primeira vez os radares (ou também conhecida tecnologia RFID) tanto pelos aliados como pelos países do eixo (União Soviética e Alemanha) para detecção de aviões de forças inimigas. O problema residia na identificação desses aviões. Não era possível saber se quem chegava era inimigo ou aliado [2]. Outros exemplos de teatro de guerra podiam ser mencionados. Mas como é a terceira vez que existe conflitos dentro do continente europeu (na era moderna) considerei-os relevantes para entendermos como a tecnologia tem tido um papel fundamental entre os oponentes. Portanto, uma vez atingido o auge tecnológico e das comunicações, com a guerra na Ucrânia uma nova terminologia emerge: a Guerra Híbrida.

Podemos considerar que esta guerra tem duas frentes: a guerra convencional ou “tradicional” e a moderna ou “guerra da 4ª geração”. Segundo o Sargento Ajudante de Infantaria no Exército Português Fernando D´Eça Leal, na revista portuguesa Revista Militar [3], define a guerra tradicional como: «forma de guerra entre estados usando o confronto militar directo para vencer as forças armadas do adversário, destruindo a capacidade do adversário de fazer a guerra, ou tomam ou retêm o território a fim forçar a mudança no governo ou políticas do adversário. O foco de operações militares convencionais é, normalmente, as forças armadas do adversário, com objectivo de influenciar o governo adversário.» Enquanto, a Guerra da 4ª Geração no ponto de vista do Comodoro Luís Nuno da Cunha Sardinha Monteiro [4], Diretor de Recursos do Estado-Maior da Armada, «centrasse nas modernas tecnologias, qualquer coisa como a network centric warfare (que podemos traduzir por “guerra em rede”) ou a information age warfare (traduzível por “guerra da idade da informação”).». Reforçando a ideia que o futuro combinará estas duas formas distintas de conflitualidade até porque os saltos geracionais precedentes também foram sempre muito influenciados pela introdução de inovações significativas.

Cai por terra as velhas táticas militares que conhecemos e que são insuficientes para dizimar um país e, portanto, o Estados também ficam em causa se não protegerem o seu espaço cibernético. À luz daquilo que temos visto na generalidade da comunicação social isto é comprovável pela participação neste conflito de instituições ou grupos anónimos improváveis. Pela primeira vez na história, a União Europeia vai financiar a compra e entrega de armas e outro tipo de equipamento militar a um país sob ataque [5]. Não menos interessante, o grupo hacker Anonymous declara guerra cibernética à Rússia, em defesa da Ucrânia [6]. A Facebook e o Twitter removeram contas de desinformação direcionadas a ucranianos por parte do russos [7]. Com o objectivo de desligar os ucranianos do mundo, a Rússia fez uma ataque em simultâneo a nivel terrestre e digital em diversos pontos do território ucraniano, incluindo em Kiev, de forma a que os serviços de internet começassem a falhar [8]. Por outro lado, para colmatar o danos de comunicação no terreno, o bilionário da SpaceX, Elon Musk, disponibilizou o serviço de banda larga por satélite Starlink (um dos melhores serviços de rede de comunicação da atualidade) à Ucrânia [9]. Elucidativo.

Em 2019, num evento da Ordem de Engenheiros rodeado por especialistas na área Cibersegurança, já tinha levantado a seguinte questão: “Não fará sentido existir um Ministério da Defesa e da Cibersegurança?”. Esta guerra está a dar a verdadeira resposta.

Referências

[1] – https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/panzer-os-legendarios-tanques-nazistas.phtml

[2] – https://www.gta.ufrj.br/grad/10_1/rfid/historia.html

[3] – https://www.revistamilitar.pt/artigo/671

[4] – https://www.revistamilitar.pt/artigopdf/1288

[5] – https://expresso.pt/internacional/uniao-europeia-financia-pela-primeira-vez-compra-de-armas-para-entregar-a-ucrania/

[6] – https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-02-25-grupo-hacker-anonymous-declara-guerra-a-russia-em-defesa-da-ucrania/

[7] – https://jornaleconomico.pt/noticias/facebook-e-twitter-removem-contas-de-desinformacao-direcionadas-a-ucranianos-854693

[8] – https://pplware.sapo.pt/informacao/russia-invade-a-ucrania-internet-do-pais-tambem-esta-a-ser-atacada/

[9] – https://exame.com/mundo/elon-musk-reestabelece-internet-na-ucrania-via-starlink/

Por: Luis Rosa

O Artesanato e os Jovens

Atualidade/Concelho/Cultura Por
Daniel Alonso

Daniel Alonso natural de Galegos Santa Maria, é o convidado a escrever o artigo do mês de março no espaço da Intensify World. Aos 35 anos decide fazer da adversidade da pandemia uma oportunidade deixando o ramo da hotelaria para dar seguimento a uma tradição familiar, a olaria.

Quando foi desafiado para escrever o artigo de opinião sobre o artesanato e os jovens prontamente respondeu positivamente ao desafio.

“Darem-me a oportunidade de expressar a minha opinião sobre este assunto, enche o meu coração de orgulho!

É também uma grande responsabilidade falar deste tema, mas somos nós os jovens que temos que assumir a nossa parte para dar a continuidade as nossas culturas e tradições.

Para falar de artesanato não nos podemos esquecer que muitos dos artesãos que conhecemos hoje em dia, na sua grande maioria foram ou são pessoas que não decidiram ser artesãos!

São pessoas que aprenderam uma profissão e que na sua altura seria a sua forma de subsistir e viver.

Com isto quero dizer que, com o passar do tempo foram pessoas que tiveram de se reinventar várias vezes, e de certa forma adaptar o que aprenderam para continuar a subsistir da arte que aprenderam. Pretendo que se entenda que não foram todos os trabalhadores das várias áreas do artesanato que se tornaram artesãos, mas sim aqueles que acreditaram e se souberam adaptar.

Esse longo percurso vincou e traçou a nossa cultura e muito daquilo que vemos representado no artesanato do nosso pais!

Isto leva me para o ponto para qual me convidaram para escrever!

Dizer que o presente e o futuro do artesanato dependem dos jovens está correto, no entanto não podemos esquecer que há um papel fundamental desempenhado pelas entidades competentes! Mas também não é da responsabilidade dessas entidades! Essas funcionam como pontes que ligam os artesãos da antiga com a nova geração, mas nunca poderão fazer o trabalho que tem que ser feito pelos novos artesãos. Esse trabalho a que me refiro são a criação, inovação, a reinvenção e a constante procura de novos mercados.

De importância semelhante ao que me referi nas alíneas anteriores, somos nós jovens que precisamos de olhar cada vez com mais respeito para artesanato e comprar o que é nosso. Assim, assumindo as redes sociais como um espelho da forma ideológica percentual da nossa sociedade, e em uma época em que vemos os utilizadores quererem ser mais autênticos e genuínos, pessoas que vão a lugares únicos e que têm gostos singulares dotados de opiniões tão próprias, proponho que vejamos no artesanato a oportunidade fabulosa de ter algo tão único, tão nosso. Do artesanato proveem produtos únicos que muitas das vezes, são tão ímpares como os gostos modernos, ou então… são personalizáveis e não se vendem em nenhuma “banal” multinacional. Reforço a ideia dizendo que se o produto for bem escolhido tenho a maior das certezas que será de qualidade superior á maior parte dos produtos que se encontram nas lojas da “moda”! Findo este tópico, dizendo que comprar artesanato não é engordar um ou vários multimilionários, mas sim dar um pouco mais de conforto a uma família tão normal como a nossa.

Compete a nós, novos potenciais artesãos, que partimos de forma diferente dos nossos ancestrais sabendo a realidade do artesanato dos nossos tempos, temos que nos adaptar da mesma forma aos tempos que presenciamos e temos que aprimorar a nossa perícia para agradar ao vasto leque de gostos do nosso público.

Será determinante acompanhar todos os tipos de mercado e assumir uma estratégia de publicidade para nos dar a conhecer ao mundo. Temos de acreditar no nosso produto e através da nossa originalidade, assumir uma presença no artesanato verdadeira e genuína. E quando vendemos artesanato, que cada venda não seja apenas uma venda mas sim um bocadinho de nós, da nossa marca, que vai com o cliente para sua casa!

Isto sem esquecer que muito do futuro do artesanato, passa com certeza pela honra e ética profissional, pois temos de criar as nossas vendas, e acarinhar os nossos companheiros de profissão pois sem eles não fazemos feiras e sem feiras não enchemos recintos, esta é também uma temática muito importante, não se pode olhar para outro artesão mesmo sendo da mesma área como concorrência, temos que conseguir perceber que quanto mais oferta, maior será a abrangência de publico. Ainda não senti na pele nenhum tipo de arrogância pelos companheiros, mas desengane-se quem achar que isso não acontece porque na minha opinião esse sentimento é tao antigo quanto a profissão, mas é tao errado como a idade que tem.

Em jeito de conclusão olho para o futuro do artesanato com bons olhos, acredito que este trabalho que tem vindo a ser feito para a preservação e divulgação do artesanato terá um bom impacto no eco do futuro e convido todas as gerações não só as mais jovens a virem viver o artesanato em qualquer exposição de norte a sul do país, brindem ao que é verdadeiramente nosso!

Uma opinião será sempre uma opinião nunca uma verdade assumida! Neste texto tentei expor alguns temas importantes para o futuro do artesanato português sem nunca pensar só em benefício próprio, mas sim como um todo. Amanhã se não fizesse parte do artesanato português a opinião seria a mesma.”

Por: Daniel Alonso

DECOJovem | 2 Dedos de Conversa COM+SUMO #SJC22

Atualidade/Concelho Por

Na Semana do Jovem Consumidor #SJC22, de 14 a 18 de março de 2022, os alunos das escolas DECOJovem são convidados a participar em Conversas e Debates com os DECOCHANGERS, os nossos embaixadores, sobre temas de consumo que, hoje em dia, são da maior importância para todos:

Dia 14 de março | UNBOXING AOS TEUS DIREITOS: MARKETING DE INFLUÊNCIA….

Unboxing! É uma moda e uma nova técnica de vendas, agora mais trendy ditadas por influencers. é sempre importante manter o espírito crítico nas nossas escolhas de consumo e conhecer as regras que devem estar sujeitas os influencers que na verdade estão a ser pagos para fazer publicidade #PUB!

Dia 15 de março |O QUE AINDA NÃO SABES SOBRE O DIGITAL.

Tudo é digital e muito “funcional”, mas todos os dias somos confrontados com muitas armadilhas neste espaço virtual. Vamos falar sobre como navegar pelas redes e pela net sem ser trollado pelos muitos piratas à espera de um click!

Dia 16 de março |LAST CALL PARA UMA VIDA SUSTENTÁVEL…

Não nos deixemos levar pelas promessas “este produto é + amigo do ambiente” “Eco” e “Natural” que, na verdade, não se está a comprar mais verde nem mais sustentável. Esta técnica designa-se de Greenwashing que é uma prática que contribui para a desinformação dos consumidores e só serve para vender. Todos temos a responsabilidade de fazer uma escolha mais sustentável!

Dia 18 de março |O TEU ALMOÇO JÁ VIAJOU MAIS QUE TU?

Quando se escolhe “aquela” refeição preferida, pensamos na sua pegada ecológica? Quantos litros de água foram necessários para a sua produção? Quem produziu e colheu e quanto ganhou por isso? Ou quantos quilómetros viajou até chegar às prateleiras do supermercado ou à nossa mesa? E às vezes, não nos apetece mais e vai para o lixo! É urgente mudar e fazer uma alimentação + sustentável. Neste dia 18, ficaremos também a conhecer os vencedores do GREEN Chef e os melhores vídeos de receitas culinárias para o Combate ao Desperdício Alimentar.

Os alunos do 3 CEB e Secundário estão todos convidados para 2 Dedos de Conversa COM + SUMO que conta com a participação de vários oradores para abordar os mais diferentes temas de uma forma descontraída e dinâmica, em formato digital.

Inscreva a sua turma e participe, através da Plataforma DECOJovem

Para mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

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