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Setembro 2022

DECO LANÇA GUIA DO CONSUMIDOR ESTUDANTE

Atualidade/Concelho/Educação Por

Com o arranque do ano letivo, a DECO lança um Guia para ajudar os Estudantes do Ensino Superior a fazerem melhores escolhas!

A entrada no Ensino Superior é uma etapa que pode trazer enormes desafios para os jovens que abraçam um mundo novo, cheio de novas experiências.

A Associação quer acompanhar os jovens neste momento determinante, que acarreta mais responsabilidades, maior independência e autonomia. Nesse sentido, lançamos o Guia do Consumidor Estudante.

Esta ferramenta digital pretende ser um guia orientador para os jovens estudantes recém-chegados ao ensino superior, acerca das principais áreas do consumo, tais como: o Alojamento; os Serviços Públicos Essenciais; a Gestão das Finanças Pessoais; as Compras Online.

A DECO acredita que este guia ajudará os estudantes na tomada de decisões mais conscientes e informadas, disponibilizando também um canal de comunicação rápido e eficaz com a equipa de especialistas da associação, a quem os estudantes podem recorrer em qualquer etapa do seu percurso académico. 

A Associação tem desenvolvido atividades que respondem às necessidades das novas gerações e que as envolvem na construção de uma política de consumidores. Contamos com uma equipa de jovens consumidores, de diferentes regiões do país, que se reúne para refletir sobre temas relacionados com o futuro da defesa do consumidor – aDECOChangers.

O Guia está disponível aqui!

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

Nova lei das telecomunicações pretende proteger os consumidores que querem cancelar o seu contrato

Atualidade/Concelho/Economia Por

A rescisão de um contrato de fidelização com as telecomunicações é extremamente complicada para o consumidor, pois este para fazê-lo vê-se, muitas vezes, obrigado a ter que pagar o valor em falta até ao final do contrato e ainda uma penalização por não respeitar o período acordado.

De acordo com a nova lei, publicada dia 16 deste mês, esta situação será modificada. A nova lei prevê que nos casos em que o motivo se trata de desemprego, doença prolongada ou emigração, os consumidores poderão rescindir o contrato sem ter que efetuar qualquer pagamento.

Portanto, os operadores não poderão, após a publicação da lei, exigir ao consumidor titular do contrato o pagamento de quaisquer encargos, se em causa estiver uma situação de desemprego por iniciativa do empregador e que implique uma perda de rendimento mensal ao consumidor.

Também estará prevista na lei a incapacidade para o trabalho, seja ela permanente ou temporária, de duração superior a 60 dias em caso de doença e que implique novamente uma perda do rendimento mensal. Em qualquer uma destas situações a perda de rendimentos tem de ser igual ou superior a 20%.

Outra situação prevista nesta nova lei refere-se à mudança de habitação permanente, permitindo-se igualmente a rescisão do contrato sem ter que efetuar nenhum pagamento. Especialmente em casos de emigração, mas também em algumas circunstâncias em que o operador não consegue garantir o serviço, com as mesmas condições ou equivalentes, em termos de preço e de características, na nova morada. No entanto, nos casos mencionados, o consumidor terá de avisar o operador, por escrito, com 30 dias de antecedência no mínimo.

Qualquer dúvida, a DECO está disponível para ajudá-lo. Informe-se connosco.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

DECO ALERTA… Como sobreviver à grande subida do custo de vida?

Atualidade/Concelho/Economia Por

Chegamos a setembro com a crise instalada na maioria das famílias portuguesas:  aumento do custo de vida, sobretudo de bens essenciais, combustíveis e energia, e a subida da EURIBOR. Os consumidores procuram fazer novas contas à vida, pois o aumento dos preços não é acompanhado pelo aumento dos rendimentos dos consumidores. Estamos perante uma perda do poder de compra.

É tempo de repensar as finanças pessoais. Sabe para onde vai o seu dinheiro?

A maioria dos consumidores é capaz de identificar as despesas de maior peso, mas não sabe quanto gasta em pequenas coisas. A DECO aconselha o consumidor a que reorganize a sua carteira, fazendo um orçamento familiar, em que identifique, mensalmente, todas as suas fontes de rendimento, todas despesas fixas e as variáveis. É essencial que controle todas as despesas da sua família, sem exceção.

Euribor a subir

A subida da Euribor vai implicar um aumento significativo na prestação da casa dos consumidores cujo contrato se rege por taxa variável. É com esta preocupação que a DECO alerta os consumidores para em família olharem para o orçamento e em conjunto reajustar hábitos de consumos, promovendo uma vida financeira mais robusta, preparada para fazer face a imprevistos.

Adotar novos hábitos de consumo

Saber quanto paga pelo seu serviço de telecomunicações ou eletricidade, verificar se esses serviços são adequados às suas necessidades, renegociar contratos para reduzir valores são um bom começo. No entanto, é necessário que adote novos comportamentos que lhe permitam ser mais eficientes a economizar.

Fazer uma gestão mais eficiente

Uma grande fatia do orçamento das famílias é dedicada à compra de bens essenciais. Para uma gestão mais eficiente dos recursos, é crucial que faça uma lista de compras, evitando gastar mais do que necessário. Analisar as promoções e utilizar os cupões de desconto, fazendo sempre uma comparação dos preços face ao valor unitário do produto, é também

uma estratégia interessante para poupar. Não se esqueça que as marcas “brancas” podem também ser uma escolha acertada. Dê preferência aos produtos da época e sempre que possível compre a granel. Compare os preços.

Conhecer a taxa de esforço

Saber calcular a sua taxa de esforço, que significa o peso das prestações face ao rendimento, é o primeiro passo para conhecer como vão as suas finanças (Taxa de esforço = Prestação / Rendimento x 100).

Para uma vida financeira equilibrada a taxa de esforço da família não deve ultrapassar os 35%, se for superior é tempo de repensar as suas despesas, necessidades e prioridades, definindo assim uma estratégia envolvendo todo o agregado familiar, para a redução das despesas, renegociando contratos e promovendo a adoção de comportamentos para gastar menos.

Renegociar os créditos

Já está a enfrentar dificuldades financeiras?  Contacte as entidades com quem celebrou os créditos e exponha a situação para que lhe possam ser apresentadas soluções a fim de ultrapassar as dificuldades.

Atente-se que a instituição de crédito não está obrigada a renegociar o crédito. Todavia, conforme a avaliação da situação por parte da instituição de crédito, e se o consumidor apresentar alguma capacidade financeira, deverá ser apresentada uma ou mais propostas adequadas ao orçamento, objetivos e necessidades do consumidor.

As propostas apresentadas pela instituição podem incluir a alteração de uma ou mais das seguintes condições do contrato de crédito:

– Alargamento do prazo de amortização;

– Fixação de um período de carência de reembolso do capital ou de reembolso do capital e de pagamento de juros;

– Diferimento de parte do capital para uma prestação em data futura;

– Redução da taxa de juro aplicável ao contrato durante um determinado período temporal.

Mesmo em tempos tão duros, as famílias poderão vencer todas as dificuldades com informação e aconselhamento. Para tal, a DECO, através do seu Gabinete de Proteção Financeira, presta apoio a todos os consumidores. Há sempre uma solução à sua espera. Conte connosco.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

Economia circular na visão do consumidor

Ambiente/Atualidade/Opinião Por
Sónia Alves

Sónia Alves é a convidada a escrever o artigo do mês de setembro no espaço da Intensify World. Mestre em Engenharia Química pela Universidade de Aveiro e com formações em diversas áreas do desenvolvimento do produto, produção de papel e qualidade. Atualmente a desempenhar funções como investigadora júnior na área das tecnologias do papel no Laboratório Colaborativo Almascience.

O mundo sempre evoluiu ao longo do tempo e o ser humano desenvolvia e escolhia os produtos consoante as necessidades que se manifestava. O ser humano tem vindo a investigar e a produzir novos produtos, mas, infelizmente, muitos dos produtos estão a ser usados inadequadamente e/ou descartados incorretamente.

Assim, o mundo já não é o mesmo que conhecemos desde que nascemos até hoje. Devido às nossas escolhas, a Terra não está a conseguir gerar novos recursos e observamos constantemente as alterações que existem ao nosso redor, seja a escassez de água ou os incêndios. Existem várias estratégias para mitigar a falta dos recursos, sendo uma delas a economia circular.

A economia circular é o tema mais ouvido nos últimos tempos, mas afinal o que é? A economia circular é a uma estratégia de modo a reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar de materiais e energia. Deste modo, consiste em dar uma “segunda vida” aos produtos, prolongando o seu tempo de vida e reduzindo a produção de materiais com os recursos que a Terra nos fornece. A nossa escolha, enquanto consumidores, pode auxiliar às empresas que o cliente/utilizador a devem alterar o produto que produzem ou comercializam.

Nós, como consumidores e clientes, podemos optar por um produto que é possível reciclar ao invés de um produto que é descartável (ou seja, que apenas é possível usar uma única vez).

No supermercado, o mesmo produto pode vir com embalagens diversificadas, seja em papel, vidro, metal ou plástico. Nós podemos, por exemplo, optar por um produto com uma embalagem alimentar de metal que seja possível de reciclar, ao invés de usar um produto à base de papel para a área alimentar, por exemplo.

Na nossa casa, podemos escolher por reutilizar várias vezes o mesmo produto antes de o descartar. Um exemplo disso, que muitas vezes utilizávamos é o saco do pão. Podemos colocar este saco seja para transportar o pão, seja para o armazenar ou, simplesmente, para guardar o pão. Também podemos optar por comprar um frasco de vidro de feijão e, após usar o feijão, podemos usar o frasco de vidro para adicionar as especiarias, ou então, alterá-lo ao nosso gosto para decoração.

Até mesmo no local de trabalho, podemos fazer a diferença em termos da economia circular. Podemos escolher em escolher uma garrafa reutilizável de água que pode ser utilizada várias vezes, ao invés de usar um copo de água, que de seguida é descartado e, de certa forma, por vezes, não é colocado no ecoponto indicado.

Assim, até nós, consumidores, podemos contribuir para a economia circular seja no supermercado, nas nossas casas e/ou até mesmo nas nossas empresas. Tudo depende das nossas escolhas e do nosso poder de compra. Afinal de contas, nós podemos mesmo influenciar o mundo com pequenas coisas e, que muitas vezes, não dávamos a devida importância.

O futuro dos nossos filhos, dos nossos netos, da próxima geração depende das escolhas atuais e não queremos que alguém sofra pelas escolhas más que fizemos no passado. Uma má escolha pode não afetar no momento, mas com o tempo, tudo pode significar a sobrevivência da Terra e dos seus recursos.

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