Adios, Adieu, Auf wiedersehen, Goodbye

Maio 11, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Cantava José Cid e Podemos cantar nós. Esta época, “Auf wiedersehen, Goodbye”. Não ganhámos nada e fizemos todos os jeitinhos possíveis para que o Porto fosse campeão, até no jogo em que empatámos com o Sporting.



Já não há muito a dizer sobre a época que passou. E jogos “a feijões” também me interessam pouco. E não, não sou menos benfiquista por causa disso. Um benfiquista como eu sou, e muitos de vós serão também, nunca pede menos do que o primeiro lugar, nem que este seja disputado até ao último minuto da última jornada.

Mas como não adianta chorar sobre leite derramado, importa agora começar a preparar a próxima época. Começando por escolher, cuidada e criteriosamente, um treinador. Vide o Porto, que conseguiu não ganhar nada durante quatro anos (pese o mérito do Benfica) à custa de Flopeteguis e afins. Para um clube com ambições, não serve um qualquer. Senão, repare-se: além da ausência de títulos (em absoluto), quantos bons negócios vamos fazer este ano com a venda de novos e (mais ou menos) promissores talentos? Ou mesmo jogadores de “carreira feita”?

Esta época, decididamente, foi para esquecer! Foi (quase) tudo mau! Desculpem-me, mas sinto-o assim.

Por falar em preparar a época, reservo ainda um espacinho para falar do Gil Vicente. Soube-se esta semana que só integrará a I Liga em 19/20. Este ano, joga na terceira divisão. Não queria nada estar na pele de um diretor de um clube que tivesse que, no espaço de dois anos, preparar duas épocas para tão distintas realidades. Imagino que não será nada fácil.

Pior! Animicamente, como se motiva um grupo de atletas para jogar num dos mais baixos escalões em que eu me lembro de o Gil Vicente ter estado, sendo que podem todos jogar sentados (literalmente) no campo, sabendo à partida que na época seguinte a primeira liga os espera?!

Eu não percebo muito de gestão de clubes. Confesso-o. Mas se eu pudesse ter uma palavra a dizer, diria que está na hora de estes senhores se sentarem à mesa de reuniões e definirem uma estratégia a médio-longo prazo para o futuro do nosso Gil, e que tivesse como um dos pilares centrais a formação. Num Concelho com o tamanho do de Barcelos, está na hora de ir olhando para o futebol das camadas jovens dessas freguesias todas, fazer um grande trabalho de prospeção e acompanhamento de jovens atletas, criando uma espécie de “bolsa” virtual de possíveis talentos. Então, caberia ao clube formador (leia-se GVFC) formar atletas (em sentido lato) e homens talhados para o sucesso ao serviço das cores barcelenses. Assim, prestaria um serviço à comunidade pela promoção do desporto nos jovens (que inclusivamente poderia ter uma repercussão social interessante) e criaria bases de sustentabilidade para o futuro. Estrangeiros? Só se fizessem realmente a diferença.

Viva o Gil Vicente.

Viva o Benfica

O penta…já era! (eu avisei. Vd. a minha primeira crónica… e seguintes.)

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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