Ao “ton dela”, dançámos

Maio 4, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Se perder com o Porto já foi mau, mas aceitável, perder com o Tondela foi ultrajante. Não que o Tondela não tenha feito por o merecer. Mas o nosso Benfica jogou mal demais. Em parte, provavelmente, pelo desânimo que eventualmente se tenha instalado entre os jogadores, por outro, e lá vou eu ter ao mesmo, por culpa do Treinador.



Depois de golear por 1-2, aposto que desta vez achou que empatou por 2-3. É miserável a falta de ambição do homem. Não arrisca nem quando tem mais a ganhar do que perder. E depois, por alma de quem é que o homem desfaz a dupla de centrais que vinha jogando bem, para colocar o Luisão, que vem de uma paragem mais ou menos considerável, sem o menor ritmo de jogo. Só porque é o Luisão? Só porque é o capitão? Mas que raio de critério é esse?… Sofreu pressões externas? Amigos: francamente não entendo.

E como se não bastasse, na próxima jornada vamos a Alvalade. E, aqui para nós, vamos preparando o lenço branco. Quero muito ganhar, nem que seja por ser contra o Sporting. Mas se tivesse de apostar o meu dinheiro, apostava na vitória do Sporting. Joga mais. É um facto. E tem um treinador com “tomates”, que é algo que aprecio bastante. E é outro facto. É verdade que o JJ não é nenhum poeta. E humildade é uma cena que não lhe assiste. Mas as equipas que treina, jogam futebol, mesmo. Tantas saudades que eu tenho… admito.

Entretanto, há outra questão que se começa a colocar. No meio de tanto (suposto) caso, que a SAD do Benfica nem confirmou, nem desmentiu; e de uma época em que ganhámos “zero”, tem de ir começando a pensar em assumir as suas culpas. Como o facto de ter dispensado um treinador vencedor a troco de uma aposta que envolveu algum risco; como o facto de estar mais preocupada em vender jogadores para faturar, do que em ter um projeto desportivo sustentável; e, depois, de não ter equipa a troco de encaixar centenas de milhões, continuamos a ter um dos maiores (senão o maior) dos passivos dos clubes europeus.

E por tudo isto, a meu ver, e dado que esta época está perdida (como a própria atitude dos jogadores denuncia), está na altura de começar a pensar bem na próxima.

E, quem sabe, em eleições diretivas?!?…

Viva o Glorioso.

Eu quis muito ser penta…

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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