APROTURM revela contributos para o Plano de Sustentabilidade do Turismo 2020-2023

Setembro 7, 2020 Atualidade, Concelho, Economia, Mundo

A APROTURM – Associação dos Profissionais de Turismo do Minho foi solicitada a dar o seu contributo para o Plano de Sustentabilidade do Turismo 2020-2023, no passado dia 26 de agosto, tendo entendido criar três grupos de trabalho que se focaram nos Eixos II, III e IV, por considerar que poderá, enquanto Associação de Profissionais de Turismo, contribuir para que o turismo em Portugal continue a ser um fator de desenvolvimento sustentável e capaz de cumprir o objetivo de alavancar o país para cumprir o desígnio de ser o “Melhor e Mais Qualificado Destino Turístico do Mundo”.



Assim, nas áreas do Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade, a Associação apresentou a proposta “Eco-inclusive tourism incubationDriving towards green and inclusive entrepreneurship in tourism” (Incubação empresarial de qualificação para um turismo inclusivo e sustentável).

A APROTURM, no âmbito do EIXO I – Estruturar uma oferta cada vez mais sustentável, propõe-se desenvolver no âmbito da Medida – Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade o Eco-inclusive tourism incubation – Driving towards green and inclusive entrepreneurship in tourism – Incubação empresarial de qualificação para um turismo inclusivo e sustentável, para desenvolver “dinâmicas de âmbito regional que promovam e captem investimentos, empresas e empreendedores para a região do Minho, assentes em boas práticas ambientais e em projetos turísticos inclusivos que valorizem a comunidade e os produtos locais de territórios de baixa densidade e economicamente desfavorecidos. O desenvolvimento de um viveiro empresarial que pretende dinamizar o espírito de empreendedorismo na comunidade e nos territórios, de forma enraizada e prolongada no tempo, criando mentalidades criativas e inovadoras que permitam uma melhor adaptação às mudanças que vamos experienciando enquanto sociedade e aos desafios do setor do turismo e que permita, também, uma maior capacidade e estímulo à criação de emprego sustentável tanto nos jovens, adultos ou pessoas em situação de desemprego”.

Este projeto tem como principais objetivos (citando):

  • Incrementar o emprego e facilitar a dinamização de uma rede estrutural de apoio empresarial e empreendedor, particularmente junto dos jovens, desempregados e desfavorecidos;
  • Facilitar o acesso a instrumentos de apoio e informação à criação de empresas, estimulando a identificação e a criação de novas iniciativas empresariais para o território;
  • Acompanhamento e incubação das novas ideias e empresas em todas as fases de negócio;
  • Fornecimento de ferramentas a empresas e empreendedores para apoio à gestão, inovação, digitalização ou internacionalização dos seus negócios;
  • Reforço das competências de gestão e inovação empresarial dos jovens e dos empreendedores, estimulando o surgimento de novas ideias que encarem o território que os envolve como um conjunto de oportunidades inexploradas;
  • Facilitar o processo de entrada dos recursos humanos qualificados no setor do turismo que se viram em situação de desemprego derivado da conjuntura económica e pandémica atual;
  • Criação de “alvéolos” locais de empreendedorismo situados em escolas e/ou centros interpretativos não utilizados, permitindo a recuperação e o (re)aproveitamento de património cultural e histórico existente para a dinamização de emprego e empresas locais;
  • Fomento de projetos de dinamização empresarial assentes em boas práticas ambientais que permitam uma maior eficiência ambiental e sustentabilidade da atividade turística bem como em impactos positivos nas comunidades em que se inserem.

Uma segunda proposta apresentada é sobre Green skills for tourism – Qualifying human resources to the challenges and trends of the tourism sector (Qualificação de recursos humanos direcionados para os desafios do setor do turismo).

Ainda no EIXO I – Estruturar uma oferta cada vez mais sustentável, esta associação propõe-se desenvolver, no âmbito da Medida – Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade, o Green skills for tourism – Qualifying human resources to the challenges and trends of the tourism sectorQualificação de recursos humanos direcionados para os desafios do setor do turismo, para desenvolver “ações de âmbito regional que facultem a possibilidade aos estudantes, trabalhadores e futuros trabalhadores da área do turismo, do desenvolvimento de competências específicas que lhes permitam um maior sucesso no processo transitório para o mercado de trabalho e uma maior preocupação ambiental no desenvolvimento das suas atividades laborais. Consiste no desenvolvimento de ações de formação de curta duração que respondam especificamente à resolução de problemas identificados pelas empresas, através da partilha de situações práticas e problemas reais do seu dia a dia, garantindo soluções eficientes baseadas na inovação e criatividade que permitam a (re) qualificação e o desenvolvimento de competências assentes na sustentabilidade ambiental dos profissionais ou futuros trabalhadores do setor do turismo e, ao mesmo tempo, uma melhor resposta aos desafios que se colocam às empresas”.

Este projeto tem como principais objetivos (citando):

  • Qualificar o emprego no setor do turismo;
  • Responder aos desafios ambientais e sustentáveis que se colocam ao setor;
  • Promover boas práticas ambientais;
  • Aproximar o tecido empresarial ao mercado de trabalho;
  • Resolver problemas práticos com base na inovação e criatividade;
  • Fomentar projetos empresariais assentes em boas práticas ambientais que permitam uma maior eficiência ambiental e sustentabilidade da atividade turística.

Como terceira proposta, a APROTURM apresentou Portuguese Festivals R 4 all – Plataforma inclusiva, com o objetivo de “proporcionar uma experiência inclusiva e integrada com o programa ‘All for All’, criado pelo Governo, o Portuguese Festivals R 4 All integra a capacitação da oferta, a promoção de Portugal como destino para todos, ações de formação e sensibilização e o reconhecimento internacional, nomeadamente, através de parcerias e a captação de operadores.

Estimava-se que os turistas com necessidades específicas representassem 862 milhões de viagens na Europa em 2020. (Fonte: Turismo de Portugal)

A APROTURM, no âmbito do EIXO I – Estruturar uma oferta cada vez mais sustentável, propõe-se desenvolver, no âmbito da Medida – Acessibilidade para Todos a plataforma inclusiva, Portuguese Festivals R 4 all, que de forma inclusiva permita a qualquer pessoa, independentemente das suas necessidades especiais, colher informação sobre festivais, as condições que cada um proporciona e comprar ou reservar bilhetes e estadias.

O Portuguese Festivals R 4 All tem por missão proporcionar o acesso inclusivo à informação, bem como a divulgação, em colaboração com o Turismo de Portugal, das condições acessíveis dos festivais portugueses; colaborará com o Turismo de Portugal-IP e com os organizadores de festivais, na promoção e a coordenação de atividades que visem contribuir para a melhoria da experiência em festivais, tornando-os cada vez mais inclusivos. “Sabemos que a satisfação com uma experiência lúdica como um festival começa no momento da pesquisa, escolha, planeamento, que leva à decisão de compra e ao desfrute da experiência em si”, refere a associação.

Ao Portuguese Festivals R 4 All competirá (citando):    

  • promover a criação de uma plataforma digital totalmente inclusiva, onde se poderão integrar todos os festivais realizados em Portugal;
  • Desenvolver a plataforma em colaboração com os stakeholders do setor e o Turismo de Portugal, auscultadas as várias associações representativas do público-alvo da plataforma: ex: ACAPO, APD, Associação Portuguesa de Surdos, AAJUDE entre outras;
  • Divulgar interna e externamente a plataforma e as suas vantagens;
  • Efetuar Follow up periódicos para avaliar a real efetividade das melhorias efetuadas.

A quarta proposta intitula-se Minho green brand – plataforma digital e marca promocional da região do Minho.

Ainda no EIXO I, propõe-se desenvolver, no âmbito da Medida – Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade, a Minho green brand – plataforma digital e marca promocional da região do Minho, uma plataforma digital regional que promova e comercialize uma oferta turística da região do Minho baseada nos seus atributos naturais, paisagísticos, culturais e históricos, assentes em operadores turísticos que promovam as boas práticas ambientais e baseiem os seus produtos na produção local.

O projeto consiste no desenvolvimento de uma plataforma digital promocional regional, acessível a todos, em especial a pessoas com deficiências, que agregue informações georreferenciadas sobre os principais atrativos turísticos da região (Exemplos: Parque Nacional da Peneda-Gerês, Centro Histórico de Guimarães, Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, entre outros).

Disponibilizará, ainda, espaço e oportunidades de negócio para os principais atores turísticos regionais (alojamento, restauração, animação turística) que, através da divulgação das boas práticas de sustentabilidade ambiental implementadas, possam ser classificadas pela sua pegada carbónica (numa espécie de selo “Clean & Safe” da sustentabilidade), onde parte das receitas turísticas geradas são canalizadas para projetos direcionados para a preservação ambiental e sustentável do território (Exemplo: Contratação pessoal local, defesa de espécies em vias de extinção, aposta em produtos biológicos locais, replantação de árvores, melhoria das infraestruturas, entre outros), criando atividades turísticas que clarifiquem a sua pegada ecológica mas que permitam ao turista contribuir para a sua diminuição.

Por último, serão criadas e promovidas rotas turísticas transversais a toda a região, abertas e fechadas, baseadas na oferta gastronómica, nos vinhos, na natureza, nas tradições e costumes, na paisagem e natureza envolvente, devendo ser reforçada toda a sinalética e informação dos principais pontos de interesse que as integram, utilizando a tecnologia para fornecer informação a surdos (exemplo: disponibilização de QR codes) ou a pessoas invisuais (Exemplo: informação em braile), bem como uma melhor acessibilidade dos locais, tornando-os acessíveis a todos.

Este projeto tem como principais objetivos (citando):

  • Qualificar a oferta turística de acordo com boas práticas ambientais;
  • Tornar o destino mais inclusivo e acessível;
  • Promover as boas práticas ambientais;
  • Envolver o turista na melhoria ambiental do território e comunidades;
  • Promover turisticamente a região do Minho;
  • Aumentar a procura turística da região.
  • Responder aos desafios ambientais e sustentáveis que se colocam ao setor.



Dentro do EIXO II – Qualificar os agentes do setor e os turistas, a APROTURM apresentou Capacitar Associações de Turismo – Reforçar as Competências Técnicas do Associativismo dos Profissionais de Turismo, que constituir-se-á como um programa estruturante no reforço das estruturas associativas dos Profissionais  de Turismo e do Associativismo Empresarial do Turismo, que, pela sua ação de representação e de mobilização dos profissionais e da comunidade empresarial, contribuirão para o estabelecimento de um padrão elevado de serviços, necessário para que os agentes económicos e sociais se apresentem como uma malha de garantia de um turismo sustentável, capaz de respeitar “o uso adequado dos recursos ambientais” e de “respeitas a autenticidade sociocultural e assegurar que as atividades económicas sejam viáveis no longo prazo.”, propósitos defendidos no conceito de turismo sustentável OMT (2005).

Capacitar Associações de Turismo deve constituir-se como um programa do reforço da capacitação das Associações de Profissionais de Turismo e Associações Empresariais de Turismo. Efetivamente, aquelas estruturas possuem uma importância indispensável na defesa dos interesses dos profissionais de turismo e do tecido empresarial que desejam estabilidade do desenvolvimento económico e social e o respeito absoluto dos princípios do Turismo Sustentável.

As Associações de Profissionais de Turismo e as Associações Empresariais têm, por vocação, o desenvolvimento das profissões e do tecido empresarial e como tal estarão motivadas, uma vez apoiadas para a sua capacitação, em contribuir para os objetivos do Eixo II – Qualificar os agentes do setor e os turistas.

O projeto Capacitar Associações de Turismo – Reforçar as Competências Técnicas do Associativismo dos Profissionais de Turismo terá como objetivos (citando):

  • Disponibilizar meios financeiros orientados exclusivamente à contratação de recursos humanos com formação superior em Turismo para se integrarem nos quadros das Estruturas Associativas de Profissionais e Estruturas Associativas Empresariais do setor, aumentando o seu potencial para “…um desenvolvimento sustentável do Turismo requer, também, a participação informada de todos os stakeholders relevantes…” (Turismo Sustentável da OMT, 2005);
  • Apoiar a criação de condições técnicas e organizacionais das Associações de Profissionais de Turismo e Associações Empresariais Locais e Regionais de Turismo, capazes de atuarem como observatórios e dinamizadores das políticas e medidas que favoreçam o desenvolvimento sustentável do Turismo Local e Regional e a “…a monitorização constante dos seus impactes e deve, ainda, manter um elevado nível de satisfação dos turistas.” (Turismo Sustentável da OMT, 2005);
  • Cooperar com as entidades públicas e privadas que operam no e para o setor tendo como objetivo cumprir a sustentabilidade do turismo local e regional. Como fazendo parte de um todo nacional;
  • Realizar eventos em complementaridade com as entidades públicas e privadas locais e regionais, tendo como objetivo qualificar turisticamente os eventos, festas e festividades locais e regionais, com a preocupação de contribuir para a satisfação dos turistas;
  • Caracterizar os Eventos, as Festas, Festivais, Festividades locais e organizar recomendações da sua qualificação turísticas considerando a satisfação dos turistas e o envolvimento das estruturas organizativas locais (Associações Recreativas e Culturais, Grupos de Folclore, entre outros.);
  • Efetuar a avaliação dos eventos do ponto de vista técnico-turístico e produzir orientações de qualificação e melhoria contínua.

No EIXO III – Monitorizar a sustentabilidade no setor, Inovação e Sustentabilidade, a APROTURM apresentou Quality Destination – Develop Quality with Experimentation – Laboratório de Experimentação e Certificação da Qualidade da Oferta Turística)

A associação propõe-se desenvolver, no âmbito da Medida- Inovação e Sustentabilidade, o Quality Destination – Develop Quality with Experimentation – Laboratório de Experimentação e Certificação da Qualidade da Oferta Turística, laboratório de turismoregional que, envolvendo os operadores turísticos locais, se constituirá como uma estrutura capaz de verificar e certificar a qualidade dos empreendimentos turísticos, apoiado na experimentação e verificação de parâmetros estabelecidos para garantir um elevado nível de qualidade de serviços.

O Quality Destination tem como objetivo assegurar a procura da qualidade da oferta do Destino Turístico (DT) e dos seus produtos e serviços para o aumento da satisfação da experiência turística no DT, o aumento da competitividade das atividades económicas diretamente ligadas ao DT; colaborará com o Turismo de Portugal-IP, e com o IPQ, que tem por missão a coordenação do sistema português da qualidade, a promoção e a coordenação de atividades que visem contribuir para demonstrar a credibilidade da ação dos agentes económicos, bem como o desenvolvimento das atividades necessárias às suas funções de Instituição Nacional de Metrologia e de Organismo Nacional de Normalização.

Ao Quality Destination competirá (citando):     

  • Promover a elaboração de normas portuguesas em compatibilização com normativo europeu sobre Quatility Destination no turismo;
  • Desenvolver regras e especificações para que os Destinos Turísticos e sobretudo o Turismo Rural, possam aplicar e cumprir um padrão elevado de excelência, enquanto oferta turística e contribuir assim para os objetivos da Estratégia do Turismo 20-27;
  • Garantir o rigor e a exatidão das medições realizadas, assegurando a sua comparabilidade e rastreabilidade, a nível nacional e internacional, e a realização, manutenção e desenvolvimento dos padrões das unidades de medida;
  • Estudar e trabalhar com os operadores turísticos locais e regionais no cumprimento dos procedimentos das diretivas comunitárias da União Europeia e da Organização Mundial do Turismo;
  • Prosseguir as suas atribuições assentes nos princípios da Credibilidade e Transparência, da Horizontalidade, da Universalidade, da Coexistência, da Descentralização e da Adesão livre e voluntária, promovendo o uso generalizado de procedimentos, de técnicas, metodologias e especificações reconhecidos a nível europeu e/ou internacional para o turismo;
  • Organizar, disseminar informação e dar aconselhamento técnico especializado sobre boas práticas, regras, normas para a implementação de serviços de qualidade superior no turismo rural e nos destinos Turísticos;
  • Promover o mérito empresarial e distinguir anualmente a melhor oferta turística em Turismo Rural bem como o Destino Turístico;
  • Efetuar Follow up da oferta do turismo Rural existente e dos Destinos Turísticos das regiões de baixa densidade, sobretudo no Minho.

Fonte: APROTURM.

Foto: DR.

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