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“Toca a Sorte” dá prémio de 5 Mil euros na raspadinha

Maio 23, 2022 em Atualidade, Concelho Por barcelosnahorabarcelosnahora

A sorte na raspadinha volta a visitar Barcelos, foi novamente na tabacaria “Toca a Sorte” na Rua D. António Barroso (rua direita) em Barcelos, onde presenteou outro apostador com 5 Mil Euros de prémio numa raspadinha.

“O cliente comprou duas raspadinhas, uma delas tinha 5 mil euros”, “ficamos muito felizes por comtemplar mais um barcelense com um prémio”, referem os proprietários do estabelecimento.

O vencedor deseja ficar no anonimato.

MAIO: DECO E ADENE ASSINALAM O MÊS DA ENERGIA

Maio 17, 2022 em Atualidade, Economia, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

A crise energética está aí e os consumidores estão já a pagar a fatura de uma transição energética e verde ainda por fazer.

Estamos num momento decisivo no que toca à energia. As alterações climáticas já nos vinham mostrando isso. Com a guerra na Ucrânia, a crise energética tornou-se ainda mais evidente. Aos impactos ambientais do recurso a combustíveis fósseis, somam-se hoje os efeitos da dependência energética e a flutuação dos preços. O governo, reconhecendo este desafio, e na senda do que tem vindo a ser trabalhado a nível europeu, também já anunciou medidas para conter a subida dos preços, para apoiar as pessoas e as empresas e para acelerar a transição energética.

Cada vez mais os consumidores precisam de informação, ferramentas e apoios.

Durante o mês de maio, a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores e a ADENE– Agência para a Energia vão fazer novamente de maio o mês da energia, com 4 eventos em direto nas redes sociais da DECO (Facebook e Youtube) e da ADENE (Facebook).

Vamos continuar ao lado dos consumidores levando as suas preocupações junto de governos e entidades reguladoras. Mas vamos também assegurar o acesso à informação de que estes precisam para, no seu dia a dia, fazerem um consumo de energia cada vez mais eficiente com os menores custos possíveis.

Esta é uma iniciativa no âmbito dos projetos europeus STEP e HARP, projetos europeus que contam com o financiamento do programa Horizonte 2020 da União Europeia.

O projeto STEP (www.stepenergy.eu) tem como objetivo combater a pobreza energética através da formação a técnicos, da capacitação de consumidores e da disponibilização do Gabinete de Aconselhamento de Energia, que dá apoio gratuito.

O projeto HARP (https://aquecimentoeficiente.adene.pt/) pretende motivar e apoiar os consumidores a planear a substituição dos seus equipamentos de aquecimento antigos e obsoletos por alternativas mais eficientes, com uma ferramenta online de simulação. Para saber mais sobre esta ferramenta, conheça a Família Inverno: https://www.facebook.com/AssociacaoDECO/videos/697925211370468.

MAIO: DECO E ADENE ASSINALAM O MÊS DA ENERGIA

Dia 29 de maio é o Dia Nacional da Energia.

A crise energética está aí e os consumidores já estão a pagar a fatura de uma transição energética e verde ainda por fazer. Cada vez mais os consumidores precisam de informação, ferramentas e apoios que o ajudem a reduzir o consumo e as faturas de energia.

Por isso, a DECO e a ADENE vão fazer novamente de maio o mês da energia, com 4 eventos em direto nas redes sociais.

Marque já na sua agenda e partilhe:

– 04 de maio, 17h30 – Mudar o dia a dia para poupar energia

– 11 de maio, 17h30 – Pequenas obras que poupam muita energia

– 18 de maio, 17h30 – Para que servem as etiquetas energéticas

– 25 de maio, 17h30 – Mudar a energia em casa: soluções e apoios

Os lives vão ser difundidos nas seguintes redes sociais: Facebook DECO | YouTube DECO | Facebook ADENE.

Juntos vamos poupar energia!

É triste pensar que a Natureza fala e o ser Humano não a ouve

Maio 7, 2022 em Ambiente, Atualidade, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

No mês de Maio a Associação Viver Macieira dá voz a Data Grow Lab, um dos projetos mais recentes da Earthcare – Associação De Defesa Do Ambiente.

Trata-se de um projeto cultural e comunitário, que conta receber e abranger todos os interessados/curiosos através de um laboratório de estudo e experimentação nas áreas da sustentabilidade e tecnologia, com o propósito de relacionar a tecnologia à natureza, de caracter educacional, sensorial e artístico visual.

O laboratório encontra-se em Balasar, Póvoa de Varzim, numa colaboração com o projeto Agroflorestal dos Corotos.

Contamos com a parceria do projeto RMTerra, Viver Macieira – Associação Ambiental, Cultural e Desportiva De Macieira De Rates, com o projeto Lights One Studio e a Associação Á Praça – Criar, agir, participar.

Com este projeto pretendemos envolver instituições, realizar novas parcerias e aproximar a comunidade local no que diz respeito à promoção de uma economia circular, educativa e de tecnologias de informação.

Atualmente o laboratório encontram-se em fase de construção, havendo sempre o cuidado e atenção na utilização do maior número possível de materiais reutilizáveis e de objetos considerados desperdícios industriais. Neste momento os materiais que mais nos fazem falta para a conclusão do laboratório e do espaço lazer são madeiras para a construção de pavimento e mobiliário (mesas e bancos), gravilha e lonas proteger o público das alterações climáticas. Com isto, aproveitamos encarecidamente para apelar a quem poder ceder alguns deste materiais que entre em contacto connosco. Fazemos sempre questão em dar visibilidade aos nossos parceiros.

O Data Grow Lab é um projeto pensado para interagir e acolher a comunidade. Conta receber e abranger todos os interessados e curiosos por novas formas de se relacionar com a natureza. Vamos realizar 3 workshops criados e facilitados por Pedro Marques, criar oportunidades de convívio, de passeios, conhecer novos projetos, sessões de cinema com a transmissão de vídeos sobre o tema, promover artistas convidados, incentivar a interação do público e realizar uma instalação final. O evento irá envolver plantas, música e elementos de arte visual.

Já imaginaram conseguir ouvir as vossas próprias plantas? Imaginaram como traduzir essa comunicação em elementos e figuras visuais?

Iniciamos assim em maio o primeiro workshop com o maravilhoso projeto de Música com Plantas. Esta oficina tem o objetivo de promover junto dos participantes a conexão com a terra, abordar aspetos sustentáveis versus a tecnologia, potencializar os aspetos sensoriais e de comunicação com as plantas e ainda a manipulação da matéria através da música. Curiosos?

“ Através de frequências eletromagnéticas de árvores e plantas, vamos descobrir um mundo novo agora visível ”

Em junho dá-se lugar ao segundo workshop, o terceiro em julho e por último a instalação final para setembro de 2022.

Aberto a todas as pessoas interessadas em conhecer novos mundos e novas formas de interagir com a Natureza.

As inscrições podem ser realizadas com a promotora do nosso projeto, Marta Dourado. Podem também visitar o nosso site para ficarem a conhecer melhor o nosso trabalho em www.rmterra.org.

Ansiedade, as crianças e a escola …

Maio 4, 2022 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Ansiedade, as crianças e a escola …

Alguma ansiedade é normal, mas esta não perturba o funcionamento das crianças. Saiba ajudar e também quando deve procurar ajuda.

A ansiedade é uma emoção e um mecanismo de defesa que acontece por antecipação de estímulos ou situações desagradáveis ou de perigo. Quando a ansiedade é dirigida a um estímulo específico é referida como receio ou medo. A emoção protege-nos e é normal, quando está enquadrada no contexto correto. Por exemplo, olhamos para os lados antes de atravessar numa passadeira, por receio de sermos atropelados.

A ansiedade passa a ser um problema e, portanto, uma perturbação de ansiedade, quando um estímulo neutro ou inofensivo é entendido como potencialmente perigoso e as reações que provoca interferem com o dia-a-dia. A ansiedade normativa, ou seja, aquela que não afeta o funcionamento e é de curta duração, pode ocorrer em contexto de avaliações ou mudanças na nossa vida.

Embora uma maior ansiedade seja normal em momentos de avaliação, mudança de escola ou de turma, entre outras situações relacionadas com o contexto escolar, cerca de 5% das crianças têm perturbações de ansiedade que devem ser avaliadas e acompanhadas.

A perturbação de ansiedade social é um dos subtipos das perturbações da ansiedade. Caracteriza-se por uma ansiedade ou receio marcados em situações em que alguém é exposto ao possível escrutínio por parte de terceiros. É esta a perturbação de ansiedade que muitas vezes está subjacente ao stress no momento das avaliações escolares.

Neste caso, as crianças têm medo e evitam interações que avaliem o seu desempenho, porque acreditam que os outros as vão avaliar negativamente. As mudanças de escola ou de turma também podem provocar sintomatologia ansiosa.

Neste caso são sobretudo quadros de ansiedade generalizada, que se manifestam em crianças que têm tendência para preocupação, com uma ampla variedade de possibilidades negativas, de que algo de mau vai acontecer.

Além de evitarem os testes ou até de se recusarem em frequentar a escola, as crianças com perturbações da ansiedade manifestam muitas vezes sinais físicos, por exemplo:

  • Dor de cabeça;
  • Dor de barriga;
  • Perda de apetite;
  • Dificuldade em engolir;
  • Dificuldade em respirar;
  • Insónia.

Como devem os pais ajudar?

As perturbações de ansiedade podem ser hereditárias. Costuma até dizer-se que, quer através dos genes quer do comportamento, a ansiedade circula nas famílias.

A atitude dos pais e o que transmitem às crianças é muito importante:

  • Salientem que o seu amor por elas não depende dos seus resultados escolares;
  • Evitem comparar resultados escolares com o de irmãos/colegas;
  • Salientem que valor das crianças como pessoas não depende dos seus resultados escolares;
  • Evitem expressões como “assim nunca vais chegar a lado nenhum”;
  • Refiram que os testes e outras avaliações são a forma de se perceber se estão a reter a informação transmitida na escola, que é importante para crescerem saudáveis e equilibrados;
  • Salientem que o erro permite a evolução, referindo, por exemplo “hoje correu mal, não faz mal… faz parte do processo, aprendemos e amanhã correrá melhor”;
  • Elogiem o processo, e não apenas o resultado final;
  • Ensinem que a mudança faz parte da vida (as estações do ano mudam, os dias da semana mudam, o dia e a noite, o ser humano evolui desde bebé até velho), as mudanças são naturais e acarretam aspetos positivos e negativos aos quais todos temos de nos adaptar;
  • Salientem que a mudança pode trazer novas pessoas, novos contextos, novas possibilidades de crescimento.
  • Refiram que não temos de gostar de toda a gente, nem toda a gente tem de gostar de nós.

Quando é necessário procurar ajuda profissional?

Contudo por vezes a ajuda dos pais não é o suficiente, sendo necessário ajuda diferenciada.

Quando os sintomas de ansiedade alteram o funcionamento da criança, por exemplo com recusa em ir à escola, sintomas exagerados para a situação, sofrimento emocional e/ou físico, deve ser procurada ajuda profissional.

A psicoterapia constitui o tratamento de primeira linha nestas situações, podendo ser necessária a associação com psicofarmacologia.

Salamandra na sala precisa de autorização do condomínio?

Maio 4, 2022 em Atualidade, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

O consumidor Manuel pretende comprar uma salamandra e instalá-la na sala, sendo que reside no último andar de um prédio e por isso, facilmente poderia fazer a extração de fumos sem incomodar ninguém. Para tal, bastava abrir um furo na parede e instalar um tubo em inox até meio metro acima do telhado.

Mas será que pode fazer esta obra sem a autorização do condomínio e uma licença da câmara?

Cada condómino é proprietário exclusivo da sua fração e pode fazer nela o que bem entender, desde que tal não seja contrário à lei. Por exemplo, se quiser pintar uma parede de uma cor diferente ou mudar os azulejos da casa de banho poderá fazê-lo, sem que para isso necessite de autorização do condomínio. No entanto, já não poderá derrubar uma parede mestra que ponha em risco o edifício.

Se as obras envolverem, como no caso concreto, partes comuns do edifício, os procedimentos mudam. Neste tipo de obras, o proprietário necessita da autorização da assembleia de condóminos e, em alguns casos, da respetiva câmara municipal da área de residência.

Por isso, considerando o caso referido e prevendo que o mesmo não disponibiliza uma instalação de extração de fumos comum a todos os condóminos, alertamos para o facto de a obra de instalação de tubagem ter de ser realizada na parte comum do prédio, muito provavelmente através das paredes e telhado do edifício.

Nesse sentido, considerando que se trata de uma inovação (a tubagem poderá servir aos restantes condóminos) a obra pode ser realizada desde que seja aprovada em assembleia de condóminos por maioria de dois terços do valor total do prédio.

Além deste procedimento, deve ainda ser contactada a Câmara Municipal para se perceber se a instalação da tubagem carece de autorização prévia da mencionada entidade.

Para mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

Uma Aprendiz do Fado

Maio 2, 2022 em Atualidade, Concelho Por barcelosnahorabarcelosnahora
Luciana Silva

Luciana Silva, natural de Baltar-Paredes, futura licenciada em Marketing e Comunicação Empresarial pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, de lenço ao peito e com o Fado na alma, é a convidada a escrever o artigo do mês de maio no espaço da Intensify World.


Uma jovem de vinte anos, que traz em si, uma nota desalinhada e um coração desatento. Sente o Fado e é com o Fado que quer caminhar. Já participou em vários concursos, nos quais foi premiada várias vezes com o primeiro lugar.


Sobre o Fado:


O Fado, não é só Fado. O Fado é tudo! Comecei com apenas nove anos, uma canção ali, outra acolá. No início cantar era um sonho, porque talvez as pessoas gostavam de me ouvir, era feliz, porque me permitia participar em concursos. Admito que, hoje, não é a mesma coisa. Hoje, o sentimento é outro!
Porquê que as pessoas consideram o Fado um estilo antiquado? Pelo contrário, o Fado é uma tendência e um grande marco do patrimônio cultural. Hoje, sei que canto cultura, e nada mais que isso. A verdade é que quando canto é como se eu vivesse realmente naquele poema.

Já participei em concursos como “Viana canta Fado”, “Rota do Fado”, “Festival da canção”, e eventos de foro cultural em homenagem a grandes senhores do Fado português, inclusive quando tinha 15 anos fui ao Porto Canal.
No que respeita a todo o meu percurso artístico, estive sempre rodeada por pessoas que me apoiaram incondicionalmente. Um obrigado não chega!
O mundo da música proporcionou-me conhecer pessoas distintas, de vários países, de várias culturas e ambições. Já levei três vezes a minha voz a França, levei comigo também, uma mala cheia de nervosismo, felicidade e uma vontade imensa de pisar o palco, cantar, sorrir, sentir e fazer sentir.
Hoje, sou fruto daquilo que semeei, sou fruto daquilo que me é inato e não só, sou fruto de todas as conversas, de todas as chamadas, de todas as tristezas, brincadeiras e de todos os sonhos que me fazem viajar no pensamento.
Vejo no Fado, uma forma de contar a minha história. Espero cantar um dia, a história que hoje guardo. O Fado é o meu destino em 4 letras.


Por: Luciana Silva

Famílias preocupadas com o aumento do custo de vida pedem ajuda

Abril 19, 2022 em Ambiente, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

A DECO apoiou mais de 7.000 famílias sobreendividadas. O 1º trimestre deste ano reflete já o aumento de preços das despesas essenciais e a preocupação das famílias com a subida de taxas de juro, sobretudo no que respeita ao crédito à habitação.

Destaca-se neste período um crescimento do aconselhamento relativo sobre a reestruturação de crédito (56%).

A DECO alerta os consumidores para a importância de ser responsável na gestão das contas, apoiando-os de forma a prevenir incumprimentos dos créditos contratados.

30.000 famílias pediram aconselhamento financeiro à DECO

Em 2021 o Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da DECO recebeu 30.000 pedidos de aconselhamento financeiro das famílias portuguesas. 52% dos pedidos rececionados em 2021 respeitavam à reestruturação financeira dos orçamentos familiares.

Os consumidores pretendiam saber como podiam renegociar as suas responsabilidades de crédito, com o objetivo de tentar reequilibrar o seu orçamento familiar.

29% das famílias que recorreram este Gabinete da DECO, em 2021, apontam o desemprego como principal causa das suas dificuldades financeiras. Porém, no 1º trimestre deste ano, 2022, a perda de rendimentos tornou-se o motivo principal dessas dificuldades.

DECO abriu 2.744 processos de intervenção em 2021

No desenvolvimento destes processos de intervenção, o GPF DECO contacta as entidades credoras para promover uma reestruturação dos contratos de crédito e/ou dívidas (por exemplos, dívidas de serviços públicos), trabalhando com as famílias a gestão e otimização do seu orçamento familiar para que consigam cumprir com as obrigações financeiras.

Em 2021, a perda de rendimentos surge como a principal causa das dificuldades financeiras das famílias, cujo agregado é composto por 3 elementos, registando-se o seu valor em 32%.

O desemprego surge como segunda causa responsável pelas dificuldades financeiras das famílias que têm processo a decorrer na DECO: 23%. Portanto, poder-se-á afirmar que estes dados refletem os efeitos socioeconómicos resultantes da pandemia da COVID-19.

No que respeita ao incumprimento dos créditos, salientando-se que as famílias em média têm 5 créditos, verificou-se uma acentuada diminuição do incumprimento no crédito à habitação, justificada maioritariamente pela aplicação da moratória.  Este decréscimo manteve durante o 1º trimestre de 2022.

Taxa de esforço passou para 78%

O rendimento médio das famílias que procuraram o apoio do GPF é de 1.100€ e um total de prestações com crédito de 860€. Estes dois valores permitem calcular a taxa de esforço.

Em 2021, a taxa de esforço das famílias, que não deve ser superior a 35%, continua a ser muito elevada: 78%.

Para estas e mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

O Dia Mundial do Autismo

Abril 8, 2022 em Atualidade, Concelho, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 2 de abril comemorou-se o Dia Mundial do Autismo.

A Perturbação do Espetro do Autismo é um Síndrome neuro-comportamental com origem em perturbações do sistema nervoso central que afetam o normal desenvolvimento da criança/jovem.

Os sinais e sintomas aparecem nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios: social, comportamental e comunicacional.

Revela-se de extrema importância o seu diagnóstico precoce e consequentemente o início da intervenção, aumentando as probabilidades de autonomia e potenciação do desenvolvimento da criança.

E porque é ambição da APAC garantir uma resposta cada vez mais individualizada e especializada à comunidade foi criada recentemente a Consulta de Avaliação Especializada do Autismo – Dr. Luís Borges, destinada à avaliação, diagnóstico diferencial e definição de uma intervenção que contemple as várias dimensões de vida da criança/jovem, contribuindo igualmente para novas abordagens terapêuticas na intervenção. Para isso, conta com uma equipa multidisciplinar composta pelo médico neuropediatra, psicóloga, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional e técnico de psicomotricidade.

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Consumidores já podem pedir a tarifa social de internet

Abril 7, 2022 em Atualidade, Concelho, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Autoridade Nacional de Comunicações anunciou recentemente que o consumidor e famílias com baixos rendimentos ou com necessidades sociais especiais já podem aceder a serviços de Internet em banda larga, fixa ou móvel.

Onde e como pedir a adesão a esta tarifa?

O consumidor deverá formular um pedido para aderir a esta tarifa junto do seu operador. Este pedido é remetido para a ANACOM que verificará se o consumidor preenche os requisitos para a adesão. Verificados os mesmos, a ANACOM informa o operador e este terá de ativar a tarifa social no prazo máximo de 10 dias.

Podem aceder a esta tarifa social quem beneficie:

– Da pensão social de velhice ou do complemento solidário para idosos;

– Do subsídio de desemprego;

– Da pensão social de invalidez do regime especial ou do complemento da prestação social para inclusão;

– Do rendimento social de inserção;

– Do abono de família;

– E os agregados familiares com rendimento anual igual ou inferior a 5808 euros, acrescidos de 50% por cada membro do agregado familiar que não disponha de rendimento, até um limite de 10 pessoas. Nestas famílias, se existirem estudantes universitários deslocados, a estudar noutros municípios, podem solicitar a oferta adicional de tarifa social.

Qual o custo deste serviço?

A Tarifa Social de Internet tem um custo de 5 euros mais IVA, ou seja 6,15 euros. Pode ainda ser cobrado um valor máximo e único de 21,45 euros mais IVA para serviços de ativação e/ou para equipamentos de acesso, que o Consumidor pode optar pelo seu pagamento em 6, 12 ou 24 meses a par da possibilidade de pagamento integral na primeira fatura.

Qual o conjunto mínimo de serviços que é obrigatório garantir?

Esta tarifa inclui um mínimo de 15 GB por mês, devendo os operadores assegurarem uma velocidade mínima de downloads de 12 Mbps e de upload de 2 Mbps, para que os Consumidores possam aceder serviços essenciais, como a consulta da sua caixa de correio eletrónico, motores de buscas, ferramentas de educação e formação, aceder a notícias, comprar ou encomendar bens e serviços essenciais, utilizar serviços bancários online bem como realizar chamadas e videochamadas de qualidade.

Atenção esta tarifa não inclui televisão e telefone. Todos os operadores que oferecem serviços de acesso à Internet, serão obrigados a disponibilizar a tarifa social em todo o país, desde que exista infraestrutura instalada e/ou cobertura móvel que permita prestar este serviço.

Se precisar de informação complementar contacte a DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

Humanização animal: necessidade ou perigo?

Abril 6, 2022 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Rita Pereira

A convidada do mês de Abril é Rita Pereira, natural de Barcelos e médica veterinária formada pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto. Tem especial interesse na área do comportamento animal, área na qual concluiu em 2020 o Curso Avançado Pós-Universitário dirigido pelo Centro para o Conhecimento Animal, em parceria com o Instituto Português de Psicologia e outras Ciências. Criou a Beehaviour, presente nas redes sociais, pela sua vontade de partilhar conhecimento e chegar a mais famílias, através de uma comunicação simples e de proximidade, porque acredita que o conhecimento pode, literalmente, salvar vidas. A trabalhar na área da saúde animal desde os 24 anos, a Rita lança uma questão polémica: será a humanização animal uma necessidade ou um perigo?

Segundo os dados do último estudo da Track.2Pets, mais de metade dos lares portugueses possuiu, pelo menos, um animal de estimação. O mesmo estudo também concluiu que eles são, cada vez mais, considerados elementos das nossas famílias, mas esta noção é diferente da humanização. A criação de vínculos emocionais fortes com os animais de companhia pode resultar sim numa maior consciencialização sobre tratar mais e melhor os nossos animais, garantindo-lhes conforto, bem-estar e cuidados de saúde. Então a humanização animal é benéfica e isto é um não assunto? Pelo contrário…


Quem nunca ouviu (ou disse) a frase “gosto mais do meu cão do que de muitas pessoas”? A presença de um animal de estimação nas nossas vidas é muitas vezes a lufada de ar fresco na correria do dia-a-dia e os benefícios desta convivência já estão mais do que descritos. Torna-se assim fácil (e quase automático) atribuirmos características humanas a um ser não humano, ou por outras palavras, a humanização (ou antropomorfização).  A humanização animal é o ato de atribuir características humanas a animais e agir como se estivéssemos a lidar com um humano. A ciência já comprovou que cães e gatos, por exemplo, são seres sencientes, completamente capazes de sentir e expressar emoções, mas cães não são humanos, gatos não são humanos. A questão resume-se a este ponto.

Se por um lado a humanização animal pode promover a empatia e catapultar, por exemplo, a luta pelos direitos animais, por outro lado poderá pôr em risco o seu bem-estar, ao não identificar nem satisfazer as necessidades animais deles. Um cão, se tiver opção, poderá percorrer vários quilómetros por dia, a explorar, em busca de alimentos, a farejar, escavar, procurar parceiro/a, contactar com outros animais, etc. Os comportamentos naturais de um gato vão incluir longas horas de caça (muitas delas falhadas), marcação territorial, arranhar, comportamentos de grooming e allogrooming (lambedura de si próprio e a outros gatos, respectivamente), procurar parceiro/a, entre outros. Estas necessidades são difíceis de assegurar e podem entrar em conflito com a humanização.


Nas minhas consultas, vejo inúmeros sinais de humanização. “Dra, ele é como um filho para mim!” ou perguntarem carinhosamente “quem é o amor da mamã?”. Estas afirmações são obviamente demonstrações de carinho e de forma direta não irão trazer consequências para o animal. O problema está na ausência de equilíbrio e aqui sim, poderão existir consequências reais na saúde física e emocional dos nossos animais.

Estou sim a falar de todos os dias vestir-lhe um pijama para dormir, dar-lhe banhos quase diariamente impedindo que tenha o seu odor natural (que contém feromonas muito importantes para a sua comunicação), alimentá-lo com guloseimas feitas para humanos, passeá-lo apenas no colo ou dentro de um carrinho, não permitir que interaja com animais da mesma espécie durante os passeios, … Por mais carinhoso e bem intencionado que possa ser, é importante compreender que um cão, gato ou outro animal de estimação não é um humano em ponto pequeno e tem necessidades espécie-específicas que devem ser respeitadas.

Reações cutâneas, infeções respiratórias, otites, transtornos gastrointestinais, intoxicações alimentares, intoxicações por medicamentos para humanos, obesidade, problemas de locomoção e sociabilização, desenvolvimento de quadros de ansiedade e problemas relacionados com a separação são apenas o início da lista infindável de possíveis consequências da humanização animal. Existem várias formas de demonstrar amor que não colidem com as necessidades dos animais, nem desrespeitam a sua natureza. Cada caso é um caso e os extremismos, em regra geral, não são boa ideia.
Convido-vos a refletirem comigo com um exemplo real: numa consulta a um paciente que estava ao colo, pedi à tutora para colocar o seu cão no chão. Ela ficou muito preocupada e disse-me “Não… Ele não pode ir para o chão porque fica sujo!”. Sei que é uma pergunta provocatória, mas um cão que vive no colo poderá expressar o seu comportamento natural? Um cão que não anda no chão, não fareja, não explora novos ambientes, sai de casa apenas no colo ou dentro de uma mala e que não interage com outros cachorros, será feliz?

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