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DECO LANÇA GUIA DO CONSUMIDOR ESTUDANTE

Setembro 28, 2022 em Atualidade, Concelho, Educação Por barcelosnahorabarcelosnahora

Com o arranque do ano letivo, a DECO lança um Guia para ajudar os Estudantes do Ensino Superior a fazerem melhores escolhas!

A entrada no Ensino Superior é uma etapa que pode trazer enormes desafios para os jovens que abraçam um mundo novo, cheio de novas experiências.

A Associação quer acompanhar os jovens neste momento determinante, que acarreta mais responsabilidades, maior independência e autonomia. Nesse sentido, lançamos o Guia do Consumidor Estudante.

Esta ferramenta digital pretende ser um guia orientador para os jovens estudantes recém-chegados ao ensino superior, acerca das principais áreas do consumo, tais como: o Alojamento; os Serviços Públicos Essenciais; a Gestão das Finanças Pessoais; as Compras Online.

A DECO acredita que este guia ajudará os estudantes na tomada de decisões mais conscientes e informadas, disponibilizando também um canal de comunicação rápido e eficaz com a equipa de especialistas da associação, a quem os estudantes podem recorrer em qualquer etapa do seu percurso académico. 

A Associação tem desenvolvido atividades que respondem às necessidades das novas gerações e que as envolvem na construção de uma política de consumidores. Contamos com uma equipa de jovens consumidores, de diferentes regiões do país, que se reúne para refletir sobre temas relacionados com o futuro da defesa do consumidor – aDECOChangers.

O Guia está disponível aqui!

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

Nova lei das telecomunicações pretende proteger os consumidores que querem cancelar o seu contrato

Setembro 28, 2022 em Atualidade, Concelho, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

A rescisão de um contrato de fidelização com as telecomunicações é extremamente complicada para o consumidor, pois este para fazê-lo vê-se, muitas vezes, obrigado a ter que pagar o valor em falta até ao final do contrato e ainda uma penalização por não respeitar o período acordado.

De acordo com a nova lei, publicada dia 16 deste mês, esta situação será modificada. A nova lei prevê que nos casos em que o motivo se trata de desemprego, doença prolongada ou emigração, os consumidores poderão rescindir o contrato sem ter que efetuar qualquer pagamento.

Portanto, os operadores não poderão, após a publicação da lei, exigir ao consumidor titular do contrato o pagamento de quaisquer encargos, se em causa estiver uma situação de desemprego por iniciativa do empregador e que implique uma perda de rendimento mensal ao consumidor.

Também estará prevista na lei a incapacidade para o trabalho, seja ela permanente ou temporária, de duração superior a 60 dias em caso de doença e que implique novamente uma perda do rendimento mensal. Em qualquer uma destas situações a perda de rendimentos tem de ser igual ou superior a 20%.

Outra situação prevista nesta nova lei refere-se à mudança de habitação permanente, permitindo-se igualmente a rescisão do contrato sem ter que efetuar nenhum pagamento. Especialmente em casos de emigração, mas também em algumas circunstâncias em que o operador não consegue garantir o serviço, com as mesmas condições ou equivalentes, em termos de preço e de características, na nova morada. No entanto, nos casos mencionados, o consumidor terá de avisar o operador, por escrito, com 30 dias de antecedência no mínimo.

Qualquer dúvida, a DECO está disponível para ajudá-lo. Informe-se connosco.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

DECO ALERTA… Como sobreviver à grande subida do custo de vida?

Setembro 12, 2022 em Atualidade, Concelho, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

Chegamos a setembro com a crise instalada na maioria das famílias portuguesas:  aumento do custo de vida, sobretudo de bens essenciais, combustíveis e energia, e a subida da EURIBOR. Os consumidores procuram fazer novas contas à vida, pois o aumento dos preços não é acompanhado pelo aumento dos rendimentos dos consumidores. Estamos perante uma perda do poder de compra.

É tempo de repensar as finanças pessoais. Sabe para onde vai o seu dinheiro?

A maioria dos consumidores é capaz de identificar as despesas de maior peso, mas não sabe quanto gasta em pequenas coisas. A DECO aconselha o consumidor a que reorganize a sua carteira, fazendo um orçamento familiar, em que identifique, mensalmente, todas as suas fontes de rendimento, todas despesas fixas e as variáveis. É essencial que controle todas as despesas da sua família, sem exceção.

Euribor a subir

A subida da Euribor vai implicar um aumento significativo na prestação da casa dos consumidores cujo contrato se rege por taxa variável. É com esta preocupação que a DECO alerta os consumidores para em família olharem para o orçamento e em conjunto reajustar hábitos de consumos, promovendo uma vida financeira mais robusta, preparada para fazer face a imprevistos.

Adotar novos hábitos de consumo

Saber quanto paga pelo seu serviço de telecomunicações ou eletricidade, verificar se esses serviços são adequados às suas necessidades, renegociar contratos para reduzir valores são um bom começo. No entanto, é necessário que adote novos comportamentos que lhe permitam ser mais eficientes a economizar.

Fazer uma gestão mais eficiente

Uma grande fatia do orçamento das famílias é dedicada à compra de bens essenciais. Para uma gestão mais eficiente dos recursos, é crucial que faça uma lista de compras, evitando gastar mais do que necessário. Analisar as promoções e utilizar os cupões de desconto, fazendo sempre uma comparação dos preços face ao valor unitário do produto, é também

uma estratégia interessante para poupar. Não se esqueça que as marcas “brancas” podem também ser uma escolha acertada. Dê preferência aos produtos da época e sempre que possível compre a granel. Compare os preços.

Conhecer a taxa de esforço

Saber calcular a sua taxa de esforço, que significa o peso das prestações face ao rendimento, é o primeiro passo para conhecer como vão as suas finanças (Taxa de esforço = Prestação / Rendimento x 100).

Para uma vida financeira equilibrada a taxa de esforço da família não deve ultrapassar os 35%, se for superior é tempo de repensar as suas despesas, necessidades e prioridades, definindo assim uma estratégia envolvendo todo o agregado familiar, para a redução das despesas, renegociando contratos e promovendo a adoção de comportamentos para gastar menos.

Renegociar os créditos

Já está a enfrentar dificuldades financeiras?  Contacte as entidades com quem celebrou os créditos e exponha a situação para que lhe possam ser apresentadas soluções a fim de ultrapassar as dificuldades.

Atente-se que a instituição de crédito não está obrigada a renegociar o crédito. Todavia, conforme a avaliação da situação por parte da instituição de crédito, e se o consumidor apresentar alguma capacidade financeira, deverá ser apresentada uma ou mais propostas adequadas ao orçamento, objetivos e necessidades do consumidor.

As propostas apresentadas pela instituição podem incluir a alteração de uma ou mais das seguintes condições do contrato de crédito:

– Alargamento do prazo de amortização;

– Fixação de um período de carência de reembolso do capital ou de reembolso do capital e de pagamento de juros;

– Diferimento de parte do capital para uma prestação em data futura;

– Redução da taxa de juro aplicável ao contrato durante um determinado período temporal.

Mesmo em tempos tão duros, as famílias poderão vencer todas as dificuldades com informação e aconselhamento. Para tal, a DECO, através do seu Gabinete de Proteção Financeira, presta apoio a todos os consumidores. Há sempre uma solução à sua espera. Conte connosco.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

Economia circular na visão do consumidor

Setembro 3, 2022 em Ambiente, Atualidade, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Sónia Alves

Sónia Alves é a convidada a escrever o artigo do mês de setembro no espaço da Intensify World. Mestre em Engenharia Química pela Universidade de Aveiro e com formações em diversas áreas do desenvolvimento do produto, produção de papel e qualidade. Atualmente a desempenhar funções como investigadora júnior na área das tecnologias do papel no Laboratório Colaborativo Almascience.

O mundo sempre evoluiu ao longo do tempo e o ser humano desenvolvia e escolhia os produtos consoante as necessidades que se manifestava. O ser humano tem vindo a investigar e a produzir novos produtos, mas, infelizmente, muitos dos produtos estão a ser usados inadequadamente e/ou descartados incorretamente.

Assim, o mundo já não é o mesmo que conhecemos desde que nascemos até hoje. Devido às nossas escolhas, a Terra não está a conseguir gerar novos recursos e observamos constantemente as alterações que existem ao nosso redor, seja a escassez de água ou os incêndios. Existem várias estratégias para mitigar a falta dos recursos, sendo uma delas a economia circular.

A economia circular é o tema mais ouvido nos últimos tempos, mas afinal o que é? A economia circular é a uma estratégia de modo a reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar de materiais e energia. Deste modo, consiste em dar uma “segunda vida” aos produtos, prolongando o seu tempo de vida e reduzindo a produção de materiais com os recursos que a Terra nos fornece. A nossa escolha, enquanto consumidores, pode auxiliar às empresas que o cliente/utilizador a devem alterar o produto que produzem ou comercializam.

Nós, como consumidores e clientes, podemos optar por um produto que é possível reciclar ao invés de um produto que é descartável (ou seja, que apenas é possível usar uma única vez).

No supermercado, o mesmo produto pode vir com embalagens diversificadas, seja em papel, vidro, metal ou plástico. Nós podemos, por exemplo, optar por um produto com uma embalagem alimentar de metal que seja possível de reciclar, ao invés de usar um produto à base de papel para a área alimentar, por exemplo.

Na nossa casa, podemos escolher por reutilizar várias vezes o mesmo produto antes de o descartar. Um exemplo disso, que muitas vezes utilizávamos é o saco do pão. Podemos colocar este saco seja para transportar o pão, seja para o armazenar ou, simplesmente, para guardar o pão. Também podemos optar por comprar um frasco de vidro de feijão e, após usar o feijão, podemos usar o frasco de vidro para adicionar as especiarias, ou então, alterá-lo ao nosso gosto para decoração.

Até mesmo no local de trabalho, podemos fazer a diferença em termos da economia circular. Podemos escolher em escolher uma garrafa reutilizável de água que pode ser utilizada várias vezes, ao invés de usar um copo de água, que de seguida é descartado e, de certa forma, por vezes, não é colocado no ecoponto indicado.

Assim, até nós, consumidores, podemos contribuir para a economia circular seja no supermercado, nas nossas casas e/ou até mesmo nas nossas empresas. Tudo depende das nossas escolhas e do nosso poder de compra. Afinal de contas, nós podemos mesmo influenciar o mundo com pequenas coisas e, que muitas vezes, não dávamos a devida importância.

O futuro dos nossos filhos, dos nossos netos, da próxima geração depende das escolhas atuais e não queremos que alguém sofra pelas escolhas más que fizemos no passado. Uma má escolha pode não afetar no momento, mas com o tempo, tudo pode significar a sobrevivência da Terra e dos seus recursos.

Dicas para lidar com o aumento da fatura da eletricidade

Agosto 16, 2022 em Ambiente, Atualidade, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

Normalmente, os consumidores quando recebem a sua fatura de eletricidade só reparam no valor de pagar e nem sabem o que está a ser-lhe cobrado. Todavia é essencial que o consumidor perceba e consiga interpretar todos os conteúdos da sua fatura.

 

A DECO deixa-lhe alguns conselhos para que fique esclarecido.

O valor final a pagar corresponde à (eletricidade consumida em kWh x o preço unitário) com a soma dos (custos da potência contratada x o preço p/dia) mais as taxas e impostos.

A potência que tem contratada influencia e muito o preço a pagar ao fim do mês, isto é, quanto mais alto for o índice da potência do contador, maior o valor a pagar.

Uma das medidas a adotar para que o seu consumo de energia seja regulado e controlado é dar a leitura do contador de eletricidade todos os meses à empresa que cede o serviço. Desta forma, evitará estimativas e acertos. O processo é fácil e não tem qualquer custo, poderá optar por três vias: dirigir-se ao balcão da empresa, ligar diretamente para a empresa ou comunicar por via online no site da empresa.

Uma tarifa adequada ao seu agregado familiar é também uma forma de poder poupar na eletricidade. Consulte no site da empresa que cede o serviço energético os benefícios e condições das tarifas existentes (simples, bi-horária e tri-horária) e verifique qual é a mais adequada para o consumo da sua família.

Para além destas situações mencionadas poderá ainda adotar certos comportamentos e atitudes lá em casa que farão toda a diferença.

Opte por comprar equipamentos com a etiqueta energética mais eficientes e que compensarão o investimento no consumo de eletricidade. Se vai adquiri equipamentos de aquecimento para a sua casa, analise e simule primeiro através do nosso site HARP.

E os chamados consumos stand-by e off-mode, já ouviu falar? Para que os seus equipamentos não estejam a consumir mesmo desligados, utilize tomadas múltiplas para eliminar os consumos fantasmas.

Nas lâmpadas a utilizar em casa, procure instalar lâmpadas LED, pois possibilita poupar até 90% que em comparação com as lâmpadas incandescentes.

Consulte outras dicas de poupança de energia aqui! Se pretende controlar melhor os seus consumos de eletricidade, utilize a plataforma Fatura Amiga.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

Deco lança campanha de sensibilização para a poupança de água

Agosto 7, 2022 em Ambiente, Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Vivemos a pior seca desde que há registo no nosso País. Se, por um lado, temos o problema das alterações climáticas, por outro, assistimos ao desperdício deste recurso essencial à vida, em grande parte causado por sua má gestão.

Preocupados com as consequências que esta seca possa ter no quotidiano de todos os consumidores, lançámos a campanha informativa #ÁGUACOMCONTAEMEDIDA, com foco no desperdício e uso eficiente da água. É urgente combater a seca severa em Portugal.

Para que a água não falte já amanhã, todos os consumidores precisam mudar rotinas, ajustar consumos e adotar comportamentos que permitam, sem perder o bem-estar dos cidadãos, reduzir os efeitos do período de escassez grave que atravessamos.

ÁGUA COM CONTA E MEDIDA destaca ideias para reduzir e poupar de forma fácil e simples.

Na casa de banho, na cozinha e no exterior das nossas casas, muitos são os litros de água que desperdiçamos diariamente! É tempo de agir e com gestos simples e fáceis podemos ver o nosso consumo diminuir.

Recentemente a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) divulgou dados assustadores sobre o futuro deste bem essencial à vida. Entre 1900 e 2019, a seca afetou mais de 2,5 mil milhões de cidadãos em todo o planeta e causou mais de 11,5 milhões de mortes.  A UNCCD afirmou que a situação de seca pode afetar mais de três quartos da população mundial até 2050.

Visite o nosso site e siga as nossas redes sociais para saber mais sobre esta campanha!

Em busca de um sonho

Agosto 7, 2022 em Atualidade, Concelho, Tecnologia Por barcelosnahorabarcelosnahora
Lino Araújo

Lino Araújo, natural de Balasar – Póvoa de Varzim, empresário de 32 anos e cinco vezes campeão nacional em Motonáutica, é o convidado a escrever no espaço da Intensify World no mês de agosto.

Tem a ambição e o sonho de se tornar campeão do Mundo na categoria de Runabout e luta por isso diariamente.

Desde jovem iniciei o meu percurso nos desportos motorizados, tendo começado pelo Quadcross e Motocross, e desde então percebi que tinha o espírito de competição entranhado em mim. Alguns anos mais tarde experimentei andar numa mota de água por lazer e comecei a fazer alguns treinos com amigos apenas por diversão. Após alguns meses de treinos por puro lazer, surgiu a possibilidade de participar na primeira prova da modalidade em 2016. De imediato nessa primeira prova senti que me identificava com a modalidade, que o meu passado no Motocross me conferia algum traquejo e que me sentia verdadeiramente feliz ao comando da mota na água. Desde então tenho estado em constante crescimento, já passei pelo Endurance mas foi no Runabout que encontrei o desafio que me completa.

Tenho vindo a ser Campeão Nacional da modalidade nos últimos anos, tenho dado cartas no Campeonato da Europa e no ano passado fui medalha de bronze no Campeonato do Mundo.

Apesar das conquistas que me deixam orgulhoso, o meu grande objetivo é tornar-me campeão Mundial da Modalidade e é para isso que trabalho diariamente e só vou desistir quando lá chegar.

A motonáutica contribuiu bastante para o meu desenvolvimento a nível pessoal, com o aprimoramento de alguns valores que o desporto exige que sejam redobrados, mas também com uma melhoria significativa em termos físicos. Desde que me tornei atleta de alta competição abandonei alguns hábitos que se tornavam nocivos para o meu corpo, melhorei a minha alimentação e treino diariamente para aguentar as exigências de uma prova da melhor forma possível. Cada prova do Campeonato do Mundo é constituída por duas mangas de cerca de 30 minutos cada, e a exigência física é enorme.

Estando entre os melhores do mundo, entre atletas com apoios milionários, todos os detalhes contam. É decisivo ter uma mota potente e fiável, mas também é essencial tentar ser o mais regular possível desde a primeira à última volta da competição e aí a preparação física e mental são decisivas. No Campeonato do Mundo competem atletas de cerca de 20 países diferentes e as disparidades orçamentais são notórias assim que se entra no paddock. Existem equipas que são patrocinadas a 100%, pilotos que apenas vivem da competição, equipas constituídas por dezenas de elementos e existem os pilotos que fazem esforços enormes em todos os sentidos para lá estar, e é neste grupo que me insiro.

Acredito que a Motonáutica é um desporto em crescente expansão em Portugal, e que tem vindo a despertar um crescente interesse pelo público em geral. No passado dia 17 de julho de 2022 venci a etapa de Portugal do Campeonato da Europa, com uma vitória nas três mangas da competição e contei com o apoio de centenas de pessoas que se deslocaram de propósito para assistir à competição, pelo que, creio que é prova de que o público tem interesse em acompanhar a modalidade com mais afinco. Da minha parte dou o meu melhor para divulgar a modalidade através das redes sociais, mas gostaria que nos fosse dada uma maior visibilidade em termos de media em Portugal. O facto de não ser um desporto muito divulgado na comunicação social limita-nos bastante no que diz respeito à obtenção de patrocínios. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os meus patrocinadores por confiarem no meu trabalho e me ajudarem a chegar cada vez mais longe.

Da minha parte fica a promessa, vou continuar a trabalhar muito e a lutar e um dia estarei no número 1 do pódio do Campeonato do Mundo a honrar com orgulho o nosso país!

Saúde mental na 1º infância

Julho 31, 2022 em Atualidade, Concelho, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

O período entre o nascimento e a entrada na escola primária é, habitualmente, considerado feliz e sem preocupações, pelo que para a maioria das pessoas é surpreendente saber que um número significativo de bebés e crianças sofrem de uma perturbação mental relevante.

Dada a importância da deteção e intervenção precoce nestas crianças, tem havido nas últimas décadas uma crescente preocupação com a saúde mental nesta faixa etária. São reportadas na literatura como sendo frequentes as perturbações do sono, alimentação, regulação emocional, processamento sensorial e de comportamento, com taxas de prevalência que atingem 10 a 20% das crianças tenham um ou mais problemas de saúde mental, sendo destes 25% nos problemas alimentares e 23% nos problemas de sono moderados. A maioria destes problemas têm impacto no desenvolvimento da criança, tornando-as também mais vulneráveis a vir a sofrer de doenças mentais na adolescência ou vida adulta.

Nesta faixa etária, as crianças não possuem as mesmas competências cognitivas, emocionais, e verbais que as crianças mais crescidas ou os adolescentes, pelo que a família é um alicerce fundamental para o diagnóstico e posterior tratamento. Também as abordagens são diferentes das utilizadas em crianças mais velhas, sendo frequentemente necessário a observação da interação cuidador-bebé, a sua separação e a posterior reunião ou mesmo a observação direta na creche ou em momentos chave do problema, como por exemplo, uma refeição.

Nos dias de hoje, os pais passam os dias a correr, têm cada vez dias mais longos de trabalho e menos tempo para a família. Chegar cansado, sem ter uma noite seguida de sono há meses, e cuidar de um bebé/criança com algum problema, inevitavelmente aumenta os níveis de ansiedade dos adultos que moram em casa, o que se transmite, involuntariamente, para os mais pequenos, aumentando por sua vez os problemas iniciais das crianças, criando um ciclo fechado, que precisa de ser interrompido.

As perturbações de saúde mental da primeira infância são mais comuns do que se imagina, sendo por isso frequente a desvalorização dos problemas e atraso na procura de ajuda. Embora algumas das perturbações (como PHDA, Autismo, entre outras) não apresentem tratamento curativo, é sempre possível melhorar a qualidade de vida dos mesmos e da família com uma intervenção adequada, o mais precocemente possível. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (AACAP) uma em cada cinco crianças apresenta evidência de problemas mentais e esta proporção tende a aumentar. De entre as crianças que apresentam perturbações psiquiátricas apenas 1/5 recebe tratamento apropriado. Ddo que a doença mental não tratada na infância tem sérias consequências na vida enquanto adolescente e mais tarde enquanto adulto, condicionando a saúde física e mental e limitando oportunidades de vida.

A posição dos jovens sobre a política na atualidade

Julho 4, 2022 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Miguel Fernandes é mestre em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pela Faculdade de Engenheira da Universidade do Porto e enquanto jovem tem já um percurso ligado à política. Frequentou a Especialização em Ciência Política na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e é o convidado do mês de julho no espaço da Intensify World.

Miguel Fernandes


A política define o presente e o futuro de qualquer população. Podemos pensar em política nas suas diferentes dimensões, mas todas têm em comum o facto de impactarem com o nosso dia a dia. Por esta altura, já deve imaginar que o próximo passo será dizer que a política permite melhorar as nossas condições. E é isso mesmo!
A política pode definir, de forma preponderante, o desenvolvimento ou retrocesso de um país. Não vale a pena ilusões, ou maquilhar a realidade: um país que pede ajuda financeira externa perde, à partida, o comboio do desenvolvimento. Cabe aos políticos, nestes casos, terem o arrojo e a capacidade de implementar reformas estruturantes (aquelas que muitos falam, mas depois tardam a acontecer) para voltarem a por um país no caminho do desenvolvimento. O nosso problema, tantas e tantas vezes, é que temos políticos que anunciam projetos e depois, não passam de anúncios de projetos. A minha geração, por exemplo, está mais do que calejada sobre o novo aeroporto de Lisboa que, passados tantos anos, tantos milhões em projetos, de novo já não tem nada, nem mesmo a necessidade da resolução do problema.


Se pensarmos na administração pública, a política é, mais uma vez, uma das faces do sistema. Se tivermos políticos que invistam na administração pública, podemos ter serviços mais eficientes e eficazes, onde as populações são mais bem servidas. Mais uma vez, a política impacta no nosso dia a dia. Uma administração pública forte, autónoma, onde os diretores têm algum poder de decisão, permite respostas mais rápidas e eficazes aos cidadãos, ficando todos a ganhar.


Passando para uma esfera totalmente diferente, a política local, e em especial, a política ao nível da freguesia, é um serviço público prestado pelos nossos autarcas que são, não raras vezes, injustamente criticados. Digo-o porque além de ser um facto, não estamos preparados para reconhecer o trabalho das pessoas no tempo presente, parece que só somos capazes de dar valor, à posteriori, quando existe um sentimento de saudade, ou distância, face ao trabalho executado. Um presidente de junta, atualmente, não é visto da mesma forma que era quando surgiu a democracia. Parece que existiu uma certa descredibilização da figura de presidente de junta. Mais uma vez, o presidente de junta, e a sua equipa, são os responsáveis por, por exemplo, manter uma freguesia com caminhos limpos e arranjados, passeios para as pessoas, espaços públicos asseados e identificar, e depois executar, obras que permitam dinamizar a freguesia. Por vezes, o incentivo de uma junta de freguesia é o suficiente para as associações locais se desenvolverem mais, tornando, consequentemente, a freguesia mais dinâmica.


Apenas deixei algumas ideias que podem levar a uma reflexão profunda, que o tema merece. A política é muito mais do que quem ganhou o debate, quem ganhou as eleições, ou quem executou “aquela” obra. A política engloba os eleitos, os cidadãos e define o nosso futuro. Se é verdade que existem mais exemplos na política, desafio-vos a pensarem no vosso círculo de pessoas conhecidas, seja no contexto de trabalho, seja no contexto de infância, ou outro: em todos eles temos bons e maus exemplos, pessoas mais ou menos empenhadas (…) e na política é igual. Não deixemos, nem contribuamos, para a descredibilização da política. Mudemos o paradigma e contribuamos com ideias e propostas!

O seu crédito foi vendido? A DECO Informa o que deve fazer

Julho 4, 2022 em Atualidade, Concelho, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

O seu crédito foi vendido? A DECO Informa o que deve fazer

Nos últimos anos, muitas famílias têm atravessado dificuldades financeiras e com elas surgem as situações de incumprimento dos contratos de crédito.

Desemprego, perda de rendimentos laborais ou o acréscimo de “contas para pagar” são alguns dos motivos que levaram a que os consumidores deixassem de cumprir os seus pagamentos.

É importante que as famílias reajam logo que perspetivem que vão ter dificuldades e que não deixem arrastar o incumprimento. E esta atitude é ainda mais importante perante a atual estratégia da maioria dos bancos portugueses em reduzir o stock de crédito em incumprimento, através da venda de carteiras.

A venda de carteiras é um processo que levanta muitas questões e dúvidas junto dos consumidores que veem os seus créditos ser cedidos a entidades terceiras, suas desconhecidas e, não raras vezes, sem serem de tal informados.

O incumprimento do pagamento da prestação

Quando o consumidor deixa de pagar as prestações, a instituição de crédito deve integrá-lo num procedimento extrajudicial de regularização de situações de incumprimento (PERSI) e contactá-lo para avaliar a sua capacidade financeira e negociar soluções de pagamento para a regularização extrajudicial de situações de incumprimento de contratos de crédito de acordo com a sua capacidade financeira.

São muitos os consumidores que não conseguem chegar a um acordo, nem efetuar o pagamento da totalidade da prestação e realizam entregas de valores inferiores.

Atenção: O consumidor continua em incumprimento, estando sujeito às penalizações previstas na lei e no contrato, nomeadamente comissões e juros de mora e o seu crédito pode fazer parte de uma carteira de crédito malparado, pois perante o banco continua a existir incumprimento, uma vez que não está a conseguir pagar a prestação por completo, apesar de depositar algum dinheiro.

Em que consiste a venda do crédito?

A venda, ou cessão de crédito, consiste na transmissão de um crédito pelo credor (cedente ou instituição que concedeu o crédito) a um terceiro (cessionário). Não havendo nada estipulado em contrário, são também transmitidas as garantias e outros direitos acessórios do crédito.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

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