Azar como “grandes”, roubados como “pequenos”

Outubro 23, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
João Dias

A deslocação a Alvalade começou da pior maneira. Um golo madrugador da equipa da casa fez-me temer o pior, não porque desconfiasse da capacidade do F.C.P. em dar a volta a qualquer resultado, mas sim, porque a estratégia de jogo do adversário foi surpreendente! A falta de um ponta de lança (Sporar, no banco) no 11 inicial do Sporting, explicava, desde logo, a estratégia de Rúben Amorim para o jogo: aguentar o expectável caudal ofensivo do Porto e tentar surpreender em contra-ataques rápidos, confiando especialmente na velocidade e capacidade de desequilíbrio de Jovane Cabral. Posto isto, foi um início de jogo de sonho para os verdes e brancos, já que o tal golo madrugador dava, ainda mais, confiança à equipa e retirava a pressão sobre os jogadores da frente.



O primeiro golo do encontro veio de Nuno Santos, um potente remate de pé esquerdo, bem ao seu estilo. Bonito golo! Pelo minuto 25, Uribe correspondeu da melhor maneira a um cruzamento milimétrico de Zaidu, restabelecendo a igualdade no marcador. O Porto adianta-se no marcador pelo minuto 45, com um grande golo de classe de Corona. É, claramente, um jogador diferenciado neste campeonato. O Porto conseguiu manter esta vantagem até ao minuto 87, onde Vietto, no lugar e hora certa, consegue atirar para o 2-2 final.

Para mim, é mais importante ganhar do que jogar bem, ponto final! O futebol, para muitos, é entretenimento, para mim também o é, desde que não se trate do F.C.Porto. Sempre que este estiver em campo, eu não estou a desfrutar de um hobby, eu quero é ganhar! Neste sentido, tenho de aceitar que o meu treinador, por volta dos 80 minutos, queira defender um resultado com diferença de um golo, ao invés de o querer dilatar. Também é importante analisar que, neste caso, estávamos a jogar contra um eterno candidato ao título, onde 1-2 seria um resultado excelente. Muitas vezes, o Sérgio opta por colocar Loum, ou até outro central nesta altura crítica dos jogos, aquando de uma vantagem curta. Em 90% das vezes corre bem, este jogo representou os outros 10%. Uma perda de bola inocente do reforço Felipe Anderson, com Zaidu já embalado para se projetar na ala esquerda, levou a uma descompensação defensiva. O Sporting, friamente, aproveitou para empatar a partida. É o azar dos “grandes”.

O importante era agora focar no jogo de quarta-feia, Champions League!!!

Já sabíamos que era o jogo mais difícil, visitámos uma das equipas favoritas à vitória na competição e, sem margem para dúvidas, a favorita a ficar em primeiro lugar do grupo, o Manchester City. Acho importante começar a fase de grupos com uma vitória, mas tínhamos de ser realistas e admitir que, caso jogássemos “olhos nos olhos” com o Manchester City, poderíamos sair de lá com o “saco cheio”.

A estratégia de Sérgio Conceição passou por ser quase idêntica à que o Sporting apresentou contra nós: defender com todos e atacar quando fosse “inteligentemente” permitido, sem nunca descompensar a defesa. A genialidade de Luis Díaz permitiu-nos entrar na partida da melhor maneira, grande golo do colombiano! A partir de aqui, foi só aplicar o “trabalho de casa”…até o arbitro permitir! Não gosto de falar de arbitragens e, por isso, não o vou fazer, acho que ficou claro nas televisões de todos vós. Dá-me é uma pena tremenda ver que o Porto só “perdeu o norte” com dois lances de bola parada, um penálti e um livre direto. Ambos hiper duvidosos! A perder por 2-1, e na competição em questão, a estratégia teve que ser alterada, o que resultou em mais um golo para a equipa da casa, fixando o resultado no 3-1 final.

Saímos de cabeça erguida, batemo-nos bem com uma das maiores equipas do mundo e sabemos que temos plantel! Vamos batalhar até ao fim, como sempre! Zaidu promete, Mbemba está irrepreensível, Pepe faz amanhã 19 anos, Manafá e Nanú são dois super atletas, Uribe está com golo, Sérgio Oliveira está seguro, Luis Díaz confiante, Corona é Corona, e ainda temos muita qualidade no banco, que está esfomeada de bola: Taremi, Toni Martínez, Felipe Anderson, Grujic e (não se esqueçam!!!) NAKAJIMA!

Vamos receber agora o Gil Vicente, espero uma resposta imediata a estes recentes contratempos nos resultados. Desejo toda a sorte do mundo ao Gil (clube da nossa terra), que faça um bom jogo, com um bonito futebol, mas, no fim, os três pontos têm que ficar no Dragão! Acredito numa possível goleada do F.C.Porto. Acho, também, que pode haver alguma rodagem no 11 inicial, veremos.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C.Porto! Viva o F.C.Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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