Barcelense Paulo Pinto é o Chefe Nacional Adjunto do Corpo Nacional de Escutas

Abril 5, 2020 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Mundo

Dirigente escutista responde a algumas questões em entrevista

Paulo Pinto tem 31 anos e é de Sequeade – Barcelos. Profissionalmente, é Diretor executivo de uma empresa de construção civil e obras Públicas. Escuteiro desde 1996, aquando da reabertura do Agrupamento 509 Bastuço S. João, onde foi Lobito, Explorador, Pioneiro e Caminheiros, Chefe de clã e chefe de agrupamento adjunto. Ainda serviu nas estruturas do núcleo, regionais e nacionais, onde trabalhou com alguns dirigentes e caminheiros que, hoje, ajudam a conduzir as estruturas do núcleo de Barcelos. Hoje em dia é Chefe Nacional Adjunto do Corpo Nacional de Escutas.

“Escolhi ser feliz” é um dos motes da sua vida. Considera-se um sonhador por natureza e um apaixonado pelas causas em que acredita.



Despendeu algum do seu tempo, neste momento de emergência nacional e muito trabalho a distância que está a ser levado a cabo pela Junta Central e pelos agrupamentos, para responder a algumas questões, por escrito, que lhe foram colocadas por este jornal.

O que sente ao representar o escutismo, principalmente, neste momento em que faz parte da Chefia Nacional?

Neste momento, sinto uma honra enorme e, como é normal nas pessoas da nossa terra, a humildade e a responsabilidade são elementos que nos caracterizam. São estes os meus sentimentos neste momento. Sei que tenho uma grande responsabilidade sendo chefe nacional adjunto, mas acredito que, com muita humildade, trabalho e responsabilidade, serei capaz de servir da melhor forma na maior associação de jovens em Portugal, o CNE. Tenho o privilégio de pertencer ao maior movimento mundial de juventude, que tem uma missão que nunca fica fora de moda ou desatualizada. Educar crianças e jovens para que estes desenvolvam um papel ativo na sociedade é um desafio constante e isso é o que motiva qualquer pessoa que goste de desafios.

Acha que o seu percurso no escutismo contribuiu para o alcançar desse lugar?

Claro que sim. Tive a sorte do meu pai me inscrever no escutismo quando tinha 8 anos. Desde aí até aos 22, pude usufruir do programa educativo que o escutismo nos proporciona. Foi, sem dúvida, importante, não só para hoje assumir este papel no CNE, mas para a minha vida em todos os sentidos, pessoal e profissional. Os valores, o trabalho em equipa, o respeito pela natureza que é a nossa casa comum, o estar ao serviço dos outros, saber enfrentar as dificuldades, ter a capacidade de nos desafiarmos para estar sempre em progresso pessoal constante, termos a capacidade de idealizar, preparar e viver projetos. O escutismo ajuda e incita qualquer pessoa a ser aquilo que quiser…a formação é integral e é para a vida.

Quanto mais alto e maior o cargo, maior a responsabilidade. Isto é algo que o atemoriza?

Atemorizar não, isso seria, no meu entender, até algo negativo para mim, porque poderia condicionar a minha ação. Tenho, sim, respeito pela missão que o cargo acarreta, o respeito deixa-nos dois alertas: um, é termos a noção clara do que realmente temos como responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, deixa-nos liberdade de pensamento e não nos condiciona na ação. Olho para isto, não como um cargo, mas sim, como uma missão onde tenho que dar o melhor de mim e não tenho dúvidas que com a ajuda de todos escuteiros, vamos aonde queremos.

Quais os objetivos desta nova chefia nacional para o seu mandato?

O CNE está a caminhar para o seu centenário, em 2023. Como qualquer associação com esta história muito rica, tem desafios constantes, muitos atuais, como a sustentabilidade ambiental porque está na nossa génese, mas ainda o desenvolvimento da associação de forma a aumentar o seu efetivo. Para isso, queremos uma associação simples e clara, desburocratizada, um programa educativo de simples aplicação e atrativo, e adultos voluntários que se sintam valorizados, motivados e bem formados. De forma a que cada criança e jovem que passe pelo escutismo sinta que se está a divertir muito, ao mesmo tempo que aprende imenso.

Em linha com isto, queremos uma comunicação da associação simples, atual e que ocupe um espaço nos órgãos de comunicação social, não só para falar do que estamos a realizar, mas muitas vezes, para responder a situações da atualidade, quer políticas, quer sócias ou outras.

Parece muito, mas temos uma vontade clara de nos sentirmos um corpo, unido nas estruturas, quer agrupamentos, núcleos, regiões e junta central, rumo ao segundo centenário!

Vê alguém em Barcelos ou considera que o Núcleo Barcelense tem pessoas que poderão, no futuro, chegar onde chegou ou até mais alto?

Qualquer escuteiro é desafiado a servir, seja onde for, se for da vontade de qualquer elemento do núcleo. Vejo qualquer escuteiro que tenha a vontade de realizar sonhos, poder chegar sempre aonde quer.

Que palavras deixa a todos os escuteiros de Barcelos e, igualmente, aos nacionais?

O que gostava de dizer aos escuteiros de Barcelos, e igualmente a todos os escuteiros do país, é que são eles que constroem a nossa associação. Por isso, o nosso mote para este triénio é “Vai aonde queres”. São as nossas crianças e jovens que decidem para onde devemos ir. Este mote só é possível porque temos os melhores adultos voluntários, pois são eles o garante da aplicação do nosso método escutista. Onde ajudam as nossas crianças e jovens a munir-se de competências, conhecimentos e atitudes para serem os líderes do futuro e os agentes de transformação do mundo, cuidando da casa comum, vivendo segundo os seus valores e orgulhosos da sua fé.

Ajudem-nos a fazer o melhor por vocês… não parem de sonhar, divirtam-se nas vossas caçadas, aventuras, empreendimentos e caminhadas.

Foto: Paulo Pinto (arquivo pessoal).

Imagem: CNE.

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