Barcelenses Inspiradores: a terapeuta Lúcia Duarte

Novembro 16, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião

Após termos apresentado o percurso da investigadora Inês Torres, esta semana é a vez de conhecermos a terapeuta Lúcia Duarte.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Lúcia Duarte nasceu a 24 de dezembro de 1984 em Galegos Santa Maria. É licenciada em Animação Sociocultural, mas teve a necessidade de complementar a sua parte académica com o conhecimento espiritual.

Foi escuteira durante 17 anos, onde aprendeu a ajudar o próximo. Contudo, foi em 2002, como uma das primeiras bombeiras de Barcelos, que pôde colocar tudo isso em prática e quando sentiu que a sua missão estava concretizada, houve o que considera ser de “chamamento” e começou a ajudar pessoas na parte “física, mental, emocional e espiritual”, usando as terapias complementares, ditas como alternativas, que ainda são um grande tabu para a maioria dos barcelenses.

Sendo que esta grande aventura nas terapias complementares começou com o convite da fisioterapeuta Joana Novo para trabalhar no espaço dela, mas rapidamente percebeu que teria de criar algo que fosse diferente e que pudesse chegar a mais pessoas. Então, com um “empurrãozinho” de Olinda Ribeiro, nasce o projeto “Reikilibrate – Hospital da Alma”, onde, juntamente com Susana Ricardo e Patrícia Marques, ajudam todo o tipo de pessoas com variadas terapias a baixo custo, como meditação, Reiki, terapia multidimensional, Yoga kids, Yoga familiar, hipnose, constelações sistémicas familiares, leitura de aura, eventos de expansão de consciência, entre outros. No entanto, uma boa parte do mesmo é com base no voluntariado, uma vez que estas terapias são cada vez mais procuradas, mas nem todos têm a capacidade financeira para o fazer (exemplo dos reformados com baixos rendimentos); e no anonimato, uma vez que zelam pela integridade de todos os doentes oncológicos que vão auxiliando, juntamente com uma equipa de voluntários que cresce a cada dia que passa.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Olá a todos! Eu sou a Lúcia, sou uma mulher com feições fechadas, mas que é a alegria personificada, uma sonhadora que gosta de ver o mundo que me rodeia mais além do que o que temos, e que, por isso, gosta de quebrar padrões sociais através da expansão da consciência, usando a ação, a comunicação e todo o dinamismo que me é possível. Sou alguém que gosta de aventura, desafios e, sobretudo, de uma boa jantarada em família ou com os amigos. Claro que nem tudo é uma maravilha e tenho um mau acordar e sou muito rabugenta de manhã (risos). Sou alguém que ama ler, pois sou extremamente curiosa e adoro aprender, mas também gosto de passar um dia super chuvoso deitada no sofá a ver um bom filme e a comer pipocas.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Claro que sim, não deixo nunca de cuidar de mim, pois se não estiver bem comigo mesma não consigo ajudar os outros. De uma forma muito natural e instintiva, ajudar o outro é o que me faz feliz, e, quando fazemos o que gostamos, os desafios tornam-se apenas um degrau para realizarmos os nossos sonhos. Logo, o que faço é uma extensão do que eu sou.

De que forma impactas a vida do próximo?

Muitas pessoas precisam de se sentir sempre amadas, rodeadas de pessoas que as bajulem, ou de se sentirem intelectual ou socialmente melhor do que as outras pessoas. Mas quando percebem que esse não é o caminho, chegam até mim já com um problema que parece o bicho papão e lamentam-se disto ou daquilo, e eu digo: “chega de mimimi, vamos é trabalhar!” (risos). E é assim que eu sinto que crio impacto na vida do próximo, quando consigo ajudar quem me rodeia e, sobretudo, aqueles que me procuram fazendo deste modo os outros sentirem-se a parte mais especial de si mesmos e transformando o bicho papão numa lição de vida que os leva à vitória; e, sinceramente, sinto sempre que a vitória deles é a minha própria vitória.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria ao mundo que muitas pessoas devem a grandeza das suas vidas aos problemas e obstáculos que tiveram de vencer na vida, por isso, pega na melhor parte do pior problema que tens e transforma em algo grandioso.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Sem dúvida alguma, os meus pais, que sendo pessoas simples do campo são pessoas dotadas de uma grande bagagem cultural e que sempre me diziam “os estudos e o conhecimento são a enchada da vida, faz por seres alguém e alguém serás ”. E foram eles que me passaram o gosto pela leitura, não só a mim como às minhas irmãs, e até os próprios netos que já devoram livros. Também B.P., o fundador do escutismo, é uma referência para mim, e quando tenho dúvidas sobre o lutar pela mudança e quebrar padrões de pensamento/comportamento social, lembro-me sempre do que ele disse, “deixa o mundo um pouco melhor do que o encontraste”, e vou à luta.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Nenhuma em especial, mas confesso que tenho uma inclinação para o nosso Presidente da República, uma vez que este demonstrou que, apesar do cargo que ocupa, também se pode ser humano, mostrando que as pessoas não são apenas números.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê

Sem dúvida nenhuma, que Paula Costa, a mulher do Presidente dos Amigos da Montanha, pois aqui aplica-se mesmo muito bem o provérbio que diz que “por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher”; e, sim, ela é mesmo uma grande mulher e muito especial!

Como gostarias de ser recordada?

Fácil, fácil: gostaria de ser lembrada pelo sorriso com que recebo as pessoas e pelos abraços que lhes dou, e talvez como alguém que fez o melhor que podia com o talento que tinha.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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