Barcelenses Inspiradores: Inês Torres

Novembro 9, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Mundo, Opinião

Vanessa Barbosa, judoca barcelense, evidenciou como os mais jovens podem ser verdadeiramente inspiradores. Esta semana, apresentamos Inês Torres, cujo percurso académico e profissional nos enche de orgulho.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Inês Torres é doutoranda em Egiptologia na Universidade de Harvard, EUA. Licenciou-se em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é Mestre em Egiptologia pela Universidade de Oxford, Inglaterra.

Nasceu em Braga em 1991, mas é Barcelense de gema. Viveu em Barcelos até aos nove anos de idade, altura em que se mudou para o Porto, onde concluiu o ensino secundário. Foi, também, aos nove anos que se apaixonou pelo antigo Egipto, paixão essa que nunca esmoreceu, tornando-se na sua inequívoca vocação profissional.

Em 2009, iniciou a licenciatura em Arqueologia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que concluiu em 2012. Nesse mesmo ano, iniciou o mestrado em Egiptologia na Universidade de Oxford. Concluiu o mestrado em 2014 e em 2015 iniciou o doutoramento em Egiptologia na Universidade de Harvard, que deverá terminar em Maio de 2021.

Atualmente, Inês Torres dá aulas de Introdução aos Hieróglifos Egípcios (Egípcio Clássico) na Universidade de Harvard e é estagiária no Museu de Arte da mesma universidade, enquanto, simultaneamente, escreve a sua tese de doutoramento.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou uma pessoa determinada a lutar pelos meus sonhos, que sempre foram um bocado fora do comum. Adoro aprender coisas novas e partilhar os meus conhecimentos com outros, sejam alunos, familiares ou amigos. Sou bastante curiosa e gosto de fazer perguntas sobre tudo; talvez por isso me sinta tão feliz no meio académico. Sou tão caseira quanto aventureira: dou muito valor ao tempo em família, mas também estou sempre pronta a explorar novos mundos e oportunidades.

O que fazes é uma extensão de quem és?

De certa forma, o que faço é o que sou. O Antigo Egipto sempre foi a minha paixão. O meu sonho de um dia ser egiptóloga guiou todos os meus passos até agora – e continua a fazê-lo! Não consigo imaginar uma vida sem trabalhar no Egipto, sem estudar a sua história, sem ler os seus documentos, sem tentar compreender como era a vida das pessoas que aí viveram há milénios atrás.

De que forma impactas a vida do próximo?

Julgo que as vidas nas quais tenho mais impacto neste momento são as dos meus alunos. O ambiente universitário é um ambiente formativo, não só a nível intelectual, mas também a nível pessoal. Nas minhas aulas, dou imensa importância ao diálogo com e entre os alunos, e tenho sempre em consideração a opinião deles. Se há algo que é inegável, é que eu aprendo tanto com os meus alunos como eles comigo.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Falaria sobre a importância de reformularmos as políticas ambientais a nível global. Apelaria a uma mudança nos padrões de consumo globais, de forma a podermos travar os problemas ambientais que já começam a ter efeito. A mudança está em todos nós, e pequenos gestos individuais no dia a dia têm, no total, um enorme impacto!

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

A minha família, sem dúvida, todos de forma diferente. O meu namorado (e quase marido!), que também sendo egiptólogo, me influencia em todos os aspetos da minha vida, profissional e pessoal. Os meus amigos, espalhados pelo mundo todo, mas sempre presentes. Os vários professores e mentores que me encorajaram e ajudaram, de uma forma ou de outra, a atingir os meus objetivos profissionais.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Michelle Obama, Greta Thunberg e Chimamanda Ngozi Adichie.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

O meu pai! Admiro-o pela sua força e dedicação, presentes em tudo o que faz. Pela sua inteligência, pois estou sempre a aprender coisas novas com ele. Pelo seu humor e simpatia, que cativa toda a gente. Pelo seu apoio em tudo aquilo que faço. O meu pai é o melhor do mundo, mesmo!

Como gostarias de ser recordada?

Como alguém que viveu a fazer aquilo que mais amava! 

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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