Barcelenses Inspiradores: Miguel Durães

Julho 11, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou um irremediável questionadora.

A anterior entrevista do “Barcelenses Inspiradores” deu a conhecer o amante do desporto Fernando Rodrigues. Desta vez, vamos ficar a conhecer, de uma perspetiva mais intimista, o psicólogo Miguel Durães.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Miguel Durães nasceu em Barcelos em 1981. Cresceu em Arcozelo e, apesar das viagens constantes, continua a viver na sua cidade berço – Barcelos.

Licenciado em Psicologia Clínica. Perito em Psicologia Forense. Especialidade em Gestão Pública. Membro da Comissão Consultiva (CCPUC) do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde/Ministério da Saúde, desde 2010. Como elemento da CCPUC integrou, por indicação do Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, a Delegação Portuguesa ao Global Leadership Institute da Universidade de Boston (EUA,) em maio 2013, que teve como objeto a formação e implementação de líderes globais na Saúde Mental. Foi convidado, como consultor do Programa Nacional para a Saúde Mental, na qualidade de dirigente de IPSS e de técnico experiente no setor infantojuvenil, para apoiar a implementação de projetos de saúde mental nas escolas, nomeadamente de prevenção de comportamentos suicidários. Relator do grupo de trabalho “Governação e Financiamento” na Conferência Nacional de Saúde Mental, tendo como entidades promotoras o Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde, EU Joint Action on Mental Health and Wellbeing; World Health Organization/Mental Health – Europe.

Presidente de Direção da RECOVERY IPSS (sem fins lucrativos), instituição onde, sob a sua presidência, foram criadas, com acordos de cooperação assinados com os organismos do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, a Unidade Paul Adam McKay para pessoas portadoras de doença mental grave (ambulatório – adultos); e as duas primeiras Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental de Infância e Adolescência da história do nosso país (RTA – internamento; USO – ambulatório).

Desenvolveu vários projetos da área da Saúde, Ação Social, Educação, Cultura, Gestão Pública e Assuntos Internacionais, sendo a RECOVERY IPSS distinguida duas vezes pela Direção-Geral da Segurança Social (2007 e 2008) pelo trabalho desenvolvido com famílias, vencedora do Prémio do Alto Comissariado da Saúde do Ministério da Saúde em 2010, distinguida entre 2012 e 2015 com formação especializada em Saúde Mental aprovada pelos organismos competentes do Ministério da Saúde e pelos Fundos Sociais Europeus (FSE), vencedora do Prémio Manuel António da Mota em 2017, vencedora do Prémio Fidelidade-Comunidade em 2018, vencedora do Prémio BPI/Fundação “la Caixa” em 2018 e do Prémio Cinco Estrelas – Regiões em 2019.

Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Associações de Famílias de Pessoas com Experiência de Doença Mental Grave (FamiliarMente). Delegado português na EUFAMI – European Federation of Associations of Families of People with Mental Illness. Escritor de crónicas na comunicação social e com vários artigos publicados em revistas científicas com referee.

Nos últimos 10 anos, tem desempenhado vários cargos dirigentes e/ou representativos no Partido Social Democrata (PPD/PSD). Tomou parte como conferencista em meetings nacionais e internacionais em temas relacionados com a Saúde, Acão Social, Educação, Direitos Humanos, Gestão Pública e o papel de Organizações Não Governamentais/IPSS na comunidade.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Pergunta muito interessante, diferente das que me têm sido dirigidas ao longo da vida. É sempre difícil falarmos de nós próprios, mas não vou fugir à questão.

Venho de origens simples e humildes. Considero-me um Homem trabalhador, honesto, com valores e princípios muito bem definidos.

Como é sobejamente conhecido, existem várias facetas da minha pessoa, enquanto cidadão ativo a nível político, social e profissional. No entanto, defino-me precisamente pela faceta menos conhecida do público, ou seja, como um Homem de família. Tenho uma esposa e dois filhos que amo muito e são, sem margem para dúvidas, o mais importante que tenho nesta Vida. Eles definem-me, eles são o meu prolongamento como pessoa.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, acredito que sim. Tudo o que construí e conquistei, adveio sempre de muito trabalho, dedicação e sacrifício.

Nunca tive a vida facilitada. Tudo o que se pode ver em mim, através do meu trabalho, das minhas convicções, ou que tenha nascido na sociedade através do meu contributo, é fruto dessa força e dessa resiliência.

Com 20 anos já tinha dado, literalmente, a volta ao mundo. Aí posso dizer que acabo por ser um privilegiado e uma pessoa com muita sorte. Mesmo tendo nascido numa família sem grandes possibilidades financeiras, a Vida acabou por me proporcionar o encontro com grandes seres humanos, com quem muito aprendi, cresci e amadureci. E o meu interesse pela mundividência acabou por me permitir ver, ouvir e tocar no “coração” da humanidade.

Sou o Homem que sou hoje, porque vi no mundo que muito há a fazer, e que posso dar o meu pequeno contributo para o tornar um pouco melhor que aquele que encontrei. Tenho a profissão que sempre quis, que sempre sonhei. Atingi o “topo” da minha carreira nesse aspeto aos 30 anos. Concretizei, agora muito perto dos 40, o sonho sonhado em miúdo quando confraternizava com os meus amigos, muitos oriundos de um bairro social cá de Barcelos, e de quem tenho muitas saudades – a minha realização como ser humano.

De que forma impactas a vida do próximo?

Acredito que a Confiança advém do mérito e da transparência com que faço as coisas diariamente, seja na área da saúde, da educação, da gestão ou da solidariedade social.

O impacto na vida dos outros não é possível de medir. Se as pessoas fossem números diria apenas que já “passaram por mim”, nas áreas mencionadas acima, mais de 8 mil pessoas. Mas as pessoas são muito mais que um número. 

Essa questão só poderá um dia ser respondida por essas pessoas.

No entanto, posso afirmar que a minha consciência é o meu maior aliado e o meu maior fardo. Não sossego enquanto não faço as coisas pelas razões que considero serem as mais corretas.

Todos os dias tenho que tomar decisões e fazer escolhas. A minha maior gratificação é tentar estar sempre do lado certo. O das Pessoas!

Creio que, mais do que qualquer impacto material, este é o maior impacto que deixo para os que me rodeiam. Pelo menos, esse é o meu desejo.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Chamaria atenção para uma geração que tem sido permanentemente adiada. Uma geração que representa demograficamente 20% da população, mas que será 100% do futuro do mundo, do nosso país, da nossa cidade.

Defenderia o Clima, os Direitos Humanos, a Transparência e o combate à Corrupção.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Todas as pessoas nos marcam, positiva ou negativamente, em diferentes fases da nossa Vida.

No entanto, posso dizer que os meus amigos de infância e adolescência foram muito importantes em determinada fase da minha vida; que a Teresa Lomba e a Rita Rodrigues foram pilares determinantes na construção de sonhos incríveis que tenho concretizado; e que a minha esposa e os meus dois filhos são as pessoas que mais influência e impacto têm em todas as áreas e escolhas da minha Vida.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

A nível profissional, o Dr. João Furtado, Homem sério, justo e muito competente.

A nível institucional, o Professor António de Sá Leuscnher, um verdadeiro ícone na defesa dos direitos humanos, e a Dra. Maria Joaquina Castelão pela defesa abnegada das famílias dos que se encontram em situação de desvantagem social por razões relacionadas com a Saúde Mental.

Na política, certamente o Dr. Paulo Cunha (Presidente da Câmara Municipal de Famalicão) e o Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga). São a prova viva da competência, da gestão pública com transparência e da visão extraordinária de uma geração que a política precisa, hoje mais do que nunca!

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Bem, tenho uma pessoa que me marcou e me tem marcado imenso nestes últimos anos. Alguém que conheço com alguma profundidade e o qual considero ser uma referência, tanto para mim, como para todos os Barcelenses.

O Sr. Rodrigo Amaral.

Foi um autarca de excelência, foi Presidente de Junta de Barcelinhos.

O que fez pelo Grupo Folclórico de Barcelinhos, conjuntamente com a sua esposa, em especial a fundação do Festival do Rio, foi um marco para a nossa cidade. O Festival do Rio deveria ser alvo de uma candidatura séria a Património Imaterial da Humanidade.

Foi praticante, mas acima de tudo, um defensor do Desporto em várias áreas de atividade, destacando-se no apoio ao Hóquei em Patins (onde desempenhou várias funções como dirigente), sendo inclusive um dos membros da comissão organizadora do Mundial que se realizou em Barcelos.

A nível do associativismo, fez muito pela nossa cidade e isso está bem patente nas funções que desempenhou (e ainda desempenha) na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

Muito se poderia escrever sobre este Barcelense. Por onde passou, foi homenageado, querido e muito estimado.

Como político, como dirigente, como homem de família, como ser humano, é, sem margem para dúvidas, um Barcelense inspirador para mim, um verdadeiro exemplo para todos.

Como gostarias de ser recordado?

Como um Homem simples, honesto e solidário. Que cumpriu o seu dever na sociedade.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Foto de destaque: Paulo Jorge Magalhães (in: https://ominho.pt/barcelos-pioneira-a-nivel-nacional-no-tratamento-da-saude-mental-de-criancas-e-jovens/, jornal O Minho).

2 Comments

  1. Uma excelente entrevista, com respostas á altura de um ENORME LIDER.
    Um grande e forte abraço para k Dr. Miguel Durães.

  2. Bom dia, acho que em Barcelos tem uma pessoa que esta muito interessada em por o PSD em alta pessoa com provas dadas de trabalho de sucesso e até dentro do partido como certamente ja tiveram a oportunidade de ver.
    Eu pessoalmente não sou de Barcelos mas como PPD / PSD desde o inicio gostava de ver a frente deste partido por barcelos e um sabe até mais além a Exma Sra. Dra Sandra Gonçalves.
    saudações a todos os companheiros de Partido, Miguel Guimarães

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