Barcelenses Inspiradores: Quito Arantes

Outubro 19, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião

Depois da professora de Pilates e uma das responsáveis pelo espaço de bem-estar e terapias “Di Alma”, Joana Correia, apresentamos o escritor barcelense Quito Arantes.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.  



Francisco Manuel Matos Arantes nasceu em Angola em 09/07/1960. Passou a sua infância e grande parte da sua vida na cidade de Barcelos. Quito Arantes, como é conhecido no mundo literário e entre amigos, tem 15 livros publicados em português e 3 traduzidos para a língua inglesa (“In the House of Le Patriarche”, “The Four Seasons and a Townie – Memoirs of a year in Castro Laboreiro” e “The Journey”). Escreve muitas vezes sob o pseudónimo de Peter Quiet. O autor é conhecido pelas obras: “O Chalé de Cork “, “A Janela Aberta”, “O Recuperador de Tempo”, “Contos de Encantos”, e “Porque és Assim?”, entre outas obras.

A música e a fotografia sempre foram as suas paixões desde a adolescência, a par da escrita. Um defensor da natureza sustentável, amigo dos animais, não compactua com injustiças sociais, pelo que continua a lutar.

Sente que, apesar de 15 obras publicadas, nunca lhe foi reconhecido o mérito de ser o segundo escritor barcelense mais publicado a seguir ao professor Fernando Pinheiro.

Para conhecer melhor este escritor barcelense, poderá contactá-lo via e-mail ou consultar o seu blogue: www.quitoarantes.blogspot.com (Alma Aberta). Para já, fique com a sua entrevista ao “Barcelenses Inspiradores”. 



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou um homem melómano ligado às artes da escrita e fotografia. Sou pouco polémico devido a ser excêntrico. Sou uma pessoa que não alinha no “politicamente correto”. Gosto da natureza na sua forma simples de ser. Sou uma pessoa, apesar da idade, um pouco ingénua que não vê mal na mente das pessoas. Por vezes, deixo a desejar por não alinhar com o maldizer. Preciso de paz para me concentrar naquilo que faço, não gosto de trabalhar sob pressão, sinto-me mal comigo e com os outros.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sem dúvida, o que faço é uma extensão do que sou. Não sou hipócrita, gosto de pessoas simples e com boas intensões.

De que forma impactas a vida do próximo?

De forma serena, deixando que as pessoas decidam por si o que querem das suas vidas, não gosto de pressionar, porque cada um segue o seu caminho, desde que seja em liberdade de decidir e de se expressar. As pessoas devem ser influenciadas de forma positiva para seu bem, sem danos colaterais.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Ninguém leva nada deste mundo, só mesmo as boas ações. Acabar com a miséria, com a guerra. O mundo chega para todos, existem bens e serviços para todos viverem com dignidade. A indústria farmacêutica mundial devia ser julgada pelos seus atos criminosos sobre a vida humana.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Camus, Jean Paul Sartre, Francisco Sá Carneiro, Fernando Pessoa, e muitas mais, que agora não me vêm há memória.

Atualmente, Eduardo Marinho (brasileiro ativista), Greta Thunberg e Afmach (Fernando Machado).

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Sem margens para dúvida, o artista plástico Afmach, pela sua luta diária de sobrevivência, vivendo exclusivamente da pintura. Somos amigos e, para mim, uma pessoa de grande caráter. Uma pessoa humilde de fácil trato.

Como gostarias de ser recordado?

Como escritor barcelense, porque os livros que escrevo são os meus filhos, e neles, está toda a minha existência.  

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

Fotos: DR.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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