Catarina Miranda, de Barcelos, é a nova Chefe Regional de Braga dos Escuteiros

Setembro 17, 2020 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo

No passado dia 12 de setembro, os Escuteiros da Região de Braga foram chamados a escolher a sua nova Chefia Regional. A encabeçar a lista com o lema “Geração + – Ser o (im)possível que sonhamos” esteve a barcelense Catarina Miranda (ao centro na foto de destaque). Lista essa que foi a única candidata à referida Chefia.

Um pormenor sobre estas eleições no Escutismo: se houver apenas uma lista candidata, os eleitores não terão o nome dessa lista nos boletins de voto, mas um “Sim” e um “Não”, para votarem conforme achem que a essa lista deve ocupar o órgão ou não deve. No caso desta lista, mais de 90% dos votantes acharam que “sim”, Catarina Miranda e seus companheiros de lista devem ocupar a Chefia Regional, por um período que vai desde 2020 até 2023.



Caso as normas de segurança da Direção-Geral da Saúde o permitam – e a evolução pandémica – a tomada de posse será no dia 27 de setembro, no Santuário de Nossa Senhora do Pilar, na Póvoa de Lanhoso.

Depois de vermos Paulo Pinto ser eleito Chefe Nacional Adjunto, eis que Barcelos “vê”, agora, mais uma barcelense a ocupar um cargo de relevo e de muita responsabilidade no seio do Escutismo Católico.

Catarina Miranda, nascida em Galegos Santa Maria, entrou para o Escutismo em 1997, no Agrupamento 618, dessa mesma Paróquia, onde fez todo o seu percurso escutista, desde os 7 anos de idade.

Com ela, comporão a Chefia Regional (na foto de destaque, da esquerda para a direita): Alexandre Novais (Chefe Regional Adjunto), Mafalda Pereira (Secretaria das Atividades e Internacional), Bruno Marques (Secretaria Pedagógica), Carla Faria (Secretaria da Gestão), Valdemar Magalhães (Secretaria dos Adultos), Joana Matos (Secretaria da Comunicação) e Rui Costa (Secretaria de Património).

Ao Barcelos na Hora, a nova Chefe Regional aceitou responder a algumas questões, por escrito.

1 – O que a levou a avançar com esta candidatura?

O meu percurso na estrutura regional do CNE [Ndr: Corpo Nacional de Escutas] começou em 2015, fazendo parte da secretaria das atividades. Em 2017, fui desafiada a ser Secretária das Atividades Regionais e assim o fui no último mandato. Neste cargo, fui a responsável pelas grandes atividades da Região, a cada ano, em especial a Abertura do Ano Escutista, que reúne, em cada edição, cerca de 10 mil escuteiros.

Poder fazer mais e melhor pelos nossos escuteiros, em prol da educação não formal, foi a minha maior motivação para me lançar neste projeto. Acredito que a missão do escutismo, realizada na aplicação das 8 maravilhas do método escutista em cada agrupamento, é fundamental para o presente e para o futuro das nossas comunidades e uma oferta educativa fundamental para as crianças, adolescentes e jovens dos nossos dias. Ser essa mudança que sonhamos para o mundo foi a grande motivação. Sou motivada pelos sonhos que concretizam impossíveis e, por isso, aceitei o desafio de coração, sabendo que tinha todo o apoio do meu agrupamento, da minha família e dos meus irmãos escutas.

2 – Foi fácil escolher os restantes membros da lista? O que “vê” nos elementos da tua candidatura?

Quando fiz a escolha dos elementos da minha equipa, o meu princípio era que fôssemos o mais representativos da Região e que os talentos e conhecimentos de cada um fossem uma mais-valia para desenvolver um projeto de unidade regional, inovação e homenagem à nossa história. Na equipa, conseguimos representar os núcleos de Barcelos, Braga, Guimarães, Famalicão e Fafe.

Todos trazemos na nossa mochila, experiências diferentes que na sua diferença se complementam, sendo uma equipa multidisciplinar e audaz na vontade de fazer mais pela região.

Mas foi também propositada a aposta em membros, mais e menos, experientes nas estruturas, permitindo gerir talento e, ao mesmo tempo, trazer novas visões, numa equipa equilibrada entre homens e mulheres e com uma média de idades baixa. Isto tudo dá-me muita confiança para a concretização do plano ambicioso que apresentamos à região.

3 – Quais os principais objetivos para o vosso mandato? E sonhos?

O nosso mandato tem 3 grandes objetivos:

– Motivar e formar dirigentes para que se sintam inspirados a trabalhar com as nossas crianças e jovens, sendo promotores dos seus talentos em prol de uma sociedade e um CNE cada vez melhores;

– Trabalhar com os núcleos, criando ligação e sentimento de unidade regional;

– Comemorar o centenário do CNE, culminando num grande acampamento regional – ACAREG – onde teremos inseridas as pré-jornadas das Jornadas Mundiais da Juventude, permitindo aos nossos escuteiros a partilha de culturas e experiências com jovens de todo mundo.

O nosso sonho é inspirar cada criança, cada jovem e cada adulto de que somos o (im)POSSÍVEL que sonhamos e que os nossos sonhos podem ser alcançados com o nosso esforço e o trabalho em equipa.

A todo este propósito escutista junta-se um objetivo mais transversal que é o de criar ainda melhores condições para que cada estrutura local seja um elemento de progresso, apoio e inspiração da sua comunidade.

E em tempos tão complexos como estes de pandemia, acredito que o Corpo Nacional de Escutas está, e estará, Alerta para Servir.

Catarina Miranda – Nova Chefe Regional de Braga (Foto: Geração +)

4 – Qual a sua opinião em relação ao momento atual do escutismo?

O escutismo é um movimento de educação não-formal das crianças e jovens que educa pela descoberta. Os nossos escuteiros vivem oportunidades educativas que os ajudam a ser mais autónomos, perspicazes, capazes de se superarem perante os desafios.

O escutismo é um movimento de preparação para a sociedade. Um movimento de inclusão e trabalho em equipa, formando pessoas conscientes e com capacidade de autoconhecimento.

Neste sentido, o escutismo tem um papel fundamental na nossa sociedade, na promoção dos valores do Ser e no trabalho das soft-skills. Quero que sejamos mais. Gostava de saber que mais crianças e jovens estavam a ser inspirados pelo ideal de Baden-Powell na busca de deixar o mundo um pouco melhor que o que encontramos. Se cada um fizer a sua parte, o mundo ficará, sem dúvida, melhor!

Somos, no mundo, a maior organização de jovens, com mais de 54 milhões de membros e isso é, também, sinal da nossa responsabilidade.

Por outro lado, contamos com muitos milhares de adultos voluntários, educadores que gastam o seu tempo e o seu talento ao serviço da juventude, da Igreja e do futuro. Sem eles, nada disto seria possível.

5 – Estreitando um pouco os assuntos e incidindo na pandemia COVID-19, quais as medidas que tomarão para que haja uma nova normalidade e o máximo de proteção para os escuteiros, principalmente, na realização das suas atividades?

O desafio da pandemia COVID-19 é grande, mas como escuteiros que somos, teremos que ser capazes de nos adaptar.

As maravilhas do método escutista serão o nosso maior apoio. Temos que voltar ao escutismo simples, onde o sistema de patrulhas e a vida na natureza serão as nossas melhores ferramentas de trabalho.

Cada secção está dividida em pequenos grupos, cada grupo com um máximo de 8 elementos, cada um com cargos distintos. Quase podemos equiparar a uma microssociedade onde temos o guia (líder) e o adjunto, temos o secretário, o tesoureiro, o guarda material, entre outras funções.

Lançar desafios de trabalho para que este sistema de patrulhas funcione em pleno será o nosso foco de trabalho com os núcleos.

Por incrível que pareça, o nosso fundador, Robert Baden-Powell, quando em 1907 cria o escutismo, cria com estas condições que hoje somos obrigados a viver. Estamos preparados.

6 – Para terminar, e personalizando um pouco, sente-se preparada para este novo cargo e funções?

Sinceramente sinto que, na dimensão daquilo que aprendi ao longo do meu percurso escutista desde 1997, recebi as bases necessárias para aceitar um desafio desta envergadura. Ser chefe regional de Braga é um cargo particularmente desafiante no CNE, não só por ser a região berço do escutismo católico português, mas pelo impacto que isso pode ter na concretização de sonhos dos nossos escuteiros.

Mas, também, pelo histórico de extraordinários Chefes Regionais que me antecederam e trouxeram a nossa região até hoje. Também eles são uma enorme inspiração para mim.

Estou para me dar sem medida e gastar-me sem esperar outra recompensa se não os sorrisos das nossas crianças, dos nossos jovens e dos nossos adultos!

Este será um caminho de 3 anos e sei que posso contar com a Região de Braga, pois, juntos, vamos sonhar e concretizar novos (im) POSSÍVEIS! (final da entrevista)

O Barcelos na Hora agradece à nova Chefe Regional, Catarina Miranda, pela disponibilidade demonstrada para com esta entrevista, desejando-lhe, tal como à sua equipa e ao Escutismo em geral, votos de muitos sucessos neste futuro que começa agora mesmo.

Fotos: GERAÇÃO +.

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