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Criações de estudantes do IPCA na final de concurso em Braga

Outubro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Débora Costa e Leonardo Cunha são estudantes de Design de Moda

Os estudantes do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), Débora Costa e Leonardo Cunha, são finalistas do concurso “Jovens Criadores 2020”, com o tema “Bracara Augusta”.



O concurso já vai na sua IV edição e é organizado pelo município de Braga, tendo como propósito, “estimular o espírito crítico e inovador de jovens estilistas”. O tema escolhido para o desfile deste ano foi “Bracara Augusta” e todos os jovens do distrito puderam participar.

Uma das finalistas apuradas é Débora Costa, que frequenta o Curso Técnico Superior de Design de Moda no IPCA.  A estudante é natural de Barcelos, inspirou-se nas suas influências diárias e na arquitetura Romana para a criação desta coleção.

Leonard Cunha, também está no final do concurso e no último ano do CTeSP em Design de Moda. O estudante é natural da Póvoa de Lanhoso, inspirou-se no período da monarquia, nas épocas medievais e toda a sua componente histórica com um toque moderno.

O vencedor recebe um prémio de 1500 euros. O segundo classificado recebe um prémio de 1000 euros, enquanto ao terceiro é atribuído um prémio de 500 euros.  De referir que o júri foi constituído por Sameiro Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Elsa Barreto, estilista e madrinha do evento, pelo estilista Pedro Neto e pelo empresário Manuel Serrão.

As votações encontram-se online e decorrem até ao dia 8 de novembro.

Pode assistir ao vídeo promocional da Débora Costa: 

E ao vídeo promocional do Leonardo Cunha: 

Fonte: IPCA.

Últimos minutos “fatídicos” levam a derrota gilista em Alvalade

Outubro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Sporting CP vence Gil Vicente FC por 3-1

O Estádio Alvalade XXI foi o palco para o jogo em atraso da 1ª jornada da Liga NOS 2020-2021, opondo o Sporting CP e o Gil Vicente FC. De relembrar que este jogo foi adiado devido a casos de COVID-19 em ambos os plantéis. Igualmente, ressalvar que os jogadores que, à data, ainda não estavam inscritos não podiam participar neste jogo. Falamos de casos como os de João Mário (SCP) ou Baraye (GVFC).



Com arbitragem de André Narciso (AF Setúbal), coadjuvado por Paulo Brás e Marco Vieira, com Miguel Nogueira (AF Lisboa) como 4º árbitro, o jogo contou com os seguintes alinhamentos:

Sporting CP – Adán, Luís Neto (Sporar, 61’), Coates, Feddal, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Matheus Nunes (Tiago Tomás, 61’), João Palhinha, Porro (Daniel Bragança, 72’), Nuno Santos e Jovane (Gonçalo Inácio, 87’). No banco ficaram Luís Maximiano, Plata, Borja, Pedro Marques e Eduardo Quaresma.

Gil Vicente FC – Denis, Joel Pereira, Ygor Nogueira, Rodrigo, Rúben Fernandes, Lucas Mineiro (Claude Gonçalves, 72’), João Afonso (Vítor Carvalho, 92’), Talocha (Renan Oliveira, 92’), Fujimoto (Léautey, INT), Samuel Lino e Miullen (Lourency, 65’). No banco ficaram Daniel Fuzato, Aw, Boubacar Hanne e Leandrinho.

O Sporting iniciou forte e logo aos dois minutos, num pontapé de canto, Denis fez uma grande defesa, evitando o primeiro do Sporting. O Gil Vicente não se fez de rogado e foi sempre tentando, uma e outra vez, chegar perto da baliza leonina. O Sporting demonstrou, ao longo da primeira parte, dificuldades em incomodar os gilistas e o resultado foi inalterado para o intervalo.

O Gil Vicente entrou mais forte no segundo tempo e logo aos 52 minutos chega à vantagem. Livre batido na direita por Talocha, Lucas Mineiro cabeceou à vontade para o primeiro do marcador.

Momento do golo do Gil Vicente FC (Imagem: frame do jogo)

A segunda parte foi repartida, com os gilistas a terem algum controlo sobre o jogo.

Até que chegaram os minutos fatídicos para o Gil Vicente. Aos 83 minutos, o Sporting chega ao empate. Numa jogada pelo lado esquerdo, Nuno Santos dá para trás, de cabeça, e Sporar, livre de marcação ao segundo poste, remata de cabeça fazendo o empate.

Sem deixar o Gil Vicente recuperar do golo, o Sporting chega mesmo à vantagem. No minuto seguinte, através de uma grande assistência de Daniel Bragança para Tiago Tomás, que desvia, de forma eficaz, na cara do guardião gilista, fazendo o segundo para o Sporting.

Rui Almeida ainda fez duas substituições para inverter o rumo do jogo, mandou subir as linhas e pressionar o Sporting, mas o resultado já só se alterou novamente a favor do Sporting, já no período de descontos, com Pedro Gonçalves a aumentar a vantagem para 3-1, num remate à entrada da área, ficando um “amargo de boca” para a formação barcelense.

Destaque para a exibição metódica do Gil Vicente, que até aos 80 minutos, foi irrepreensível e o Sporting, mesmo ganhando, protagonizou uma exibição cinzenta.

O Gil Vicente FC mantém-se na 12ª posição, com 5 pontos em 5 jogos. No próximo domingo, pelas 17h30, recebe o Vitória de Guimarães.

Velocidade cruzeiro

Outubro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Estou satisfeito, dois jogos, duas vitórias! Vejo um Porto resiliente, que sabe sofrer! Com isto, somámos 3 pontos em ambas as competições: Liga e Champions League.



Uma equipa campeã também vive muito disto, estes resultados curtinhos, estes “1-0´s” que parecem difíceis de segurar. O Porto – Gil Vicente foi um teste difícil à capacidade de sofrimento do F.C. Porto. É verdade que o Porto poderia ter goleado. Antes da expulsão de Zaidu, teve três ou quatro ocasiões claras de golo, mas acabou o jogo bem fechado atrás, também por estar a jogar com menos um jogador. O que me soube bem de toda esta situação foi ver que o Porto, defensivamente, esteve sublime, com enorme solidariedade entre os colegas…e quando assim é, fica muito mais difícil para a equipa adversária. Tenho a certeza de que haverá mais jogos deste estilo, que vamos vencer pela margem mínima, mas se tivermos esta concentração e qualidade defensiva, vamos certamente triunfar. Digo mais, vamos “arrasar” (como popularizou o treinador da equipa rival), porque sinto que o Porto está a entrar num ciclo positivo, daí o título para esta crónica.

Falando sobre o jogo da Liga, contra o Gil Vicente. Gostaria de deixar uma nota positiva ao treinador e todo o plantel do Gil Vicente. Creio que, este ano, poderá ser um ano sólido para o clube, ao nível do que é o futebol dentro das quatro linhas. Posso estar enganado, mas vi uma equipa bem organizada, que poderá criar problemas aos ditos “grandes”…a ver vamos.

O início do jogo foi um pouco “caótico”, alinharam no 11 inicial do Porto muitas caras novas e a falta de entrosamento entre os mesmos era notória. O comprovativo desta minha análise foi a substituição ao intervalo, um movimento raro de Sérgio Conceição, mas acabou por tirar de campo Toni Martínez para dar lugar a Baró. Não considerava que Evanilson estivesse melhor no jogo do que Martínez, até ao momento, mas creio que o golo do brasileiro acabou por ajudar na decisão de qual retirar de campo ao intervalo. Relembro que T. Martínez fez um bom cabeceamento, que levava selo de golo, mas uma boa intervenção do guarda-redes do Gil acabou por impedir que o espanhol se estreasse a marcar com a camisola azul e branca. O melhor da primeira parte acabou mesmo por ser o golo de Evanilson, a passe de Nakajima (eu relembrei na última crónica que este menino ia voltar!!!).

A segunda parte podia ter sido de “festejo” para o F.C. Porto, caso a bola quisesse entrar. Foram várias as oportunidades criadas, mas o que é certo é que o 1-0 se manteve. Nada fazia prever, até que uma entrada atrasada de Zaidu levou o atleta a receber o segundo amarelo e respetivo vermelho. A partir daqui, o Porto preocupou-se, e bem, em defender o resultado, ao invés de continuar na procura pelo segundo golo. Mais uma vez, Pepe e Mbemba estiveram imperiais e não permitiram que o Gil Vicente chegasse ao tão desejado empate. Foi uma partida de futebol bem disputada. Parabéns a todos os intervenientes, mas os três pontos ficaram no Dragão!

Champions!!! Que bom voltar às vitórias nesta que é a maior e mais prestigiada competição europeia de futebol. Ao ver os “11´s” iniciais, fiquei confiante, pois sentia-me que o Porto estava mais forte, mas quando a bola começou a rolar, apercebi-me da qualidade do plantel do Olympiacos. É que, realmente, era de estranhar ver nomes como Bruma, Rúben Vinagre e Fortounis no banco, tudo atletas que até já foram apontados ao F.C. Porto…mas o 11 inicial montado por Pedro Martins era de enorme qualidade!

O Porto ganha vantagem muito cedo, num golo que nasce de um erro do adversário, muito por culpa da excelente pressão ofensiva que o Porto apresentou nos primeiros minutos. Um passe simples de Rúben Semedo foi mal rececionado por Bouchalakis, aproveitando assim os jogadores do F.C. Porto para pressionar rapidamente, acabando por sobrar uma bola à entrada da área que, caprichosamente, ficou a meio do caminho entre o pé esquerdo de Fábio Vieira e o direito de Marega. Confio em todos os atletas do nosso plantel, mas no que toca a remates, ou até, remates colocados…ainda bem que foi o Fábio a tomar partido e a disparar para o fundo das redes – creio que não preciso de me explicar muito.

Com este resultado o Porto ficou mais confortável na partida e o Olympiacos foi obrigado a correr atrás do prejuízo. Desta vez, creio que o Porto baixou demasiado as linhas e deixou a equipa adversária chegar demasiado perto da baliza de Marche, mas nunca se esqueçam, também que temos lá dois senhores, chamados Pepe e Mbemba, que são uma autêntica fortaleza.

Com o tempo a passar, creio que o Sérgio queria mais bola nos nossos pés. Colocou Nakajima, que não sortiu efeito imediato, e de seguida lança Grujic e Evanilson. O médio veio equilibrar e dar força ao meio-campo, mas a solução acabou mesmo por ser Evanilson, pois obrigou Marega a encostar na direita e o Porto ganhou profundidade nas laterais, é aí que a equipa se sente confortável, explorando a profundidade lateral.

Já quase no final do jogo, Nakajima lança Marega em profundidade, este cruza quase em forma de balão para a área, onde aparece Sérgio Oliveira com um cabeceamento agressivo a colocar o Porto com uma vantagem alargada. O resultado não se viria a alterar, mais três pontos e, segundo dizem, uns milhões pela vitória. Parabéns ao mister, planeou bem o jogo e soube mexer. Essencial é o jogo da próxima semana, contra o Marselha. Em caso de vitória, damos um passo importante rumo à passagem para a próxima fase da competição.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Moto Galos conquista cinco títulos ibéricos e seis nacionais em 2020

Outubro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Team Jet Ski da Moto Galos participou no Grande Prémio de Marco de Canaveses, que teve lugar em Alpendorada, a 17 e 18 de outubro, tendo conseguido resultados de grande destaque.



Esta prova foi a segunda, e última, etapa da Copa Ibéria e a única ronda do Campeonato Nacional de Jet Ski e Motas de Água 2020.

Na Copa Ibérica, a team barcelense conquistou cinco títulos, em oito possíveis. Foram eles: Matteo Valente (Ski GP3 Júnior), Joana Graça (Ski GP1), Miguel Martins (Endurance GP1 e Endurance Veteranos) e Lino Araújo (Runabout GP1).

De destacar, ainda, os vice-campeonatos ibérios de Manuel Leite (Ski GP3 Júnior), Matteo Valente (Ski GP3) e André Correia (Endurance Veteranos). Em lugares de fecho de pódio (3º), ficaram André Barbosa (Ski GP3 e Ski GP1) e André Correia (Endurance GP1).

Moto Galos com seis títulos nacionais

Os êxitos repetiram-se no Campeonato Nacional, com a conquista de seis títulos nacionais em oito classes disputadas.

Miguel Martins, em motas de água, sagrou-se campeão nacional de Endurance GP1 e Endurance Veteranos.

Miguel Martins (Foto: João Lobo)

Em Runabaout GP1, a classe rainha, Lino Araújo conquistou os três heats e sagrou-se tricampeão nacional.

Joana Graça, em jet ski, venceu em Ski GP1. Nesta categoria, Matteo Valente sagrou-se campeão nacional e ainda foi 2º em Ski GP3. Já Manuel Leite foi vice-campeão nacional. Martim Brito venceu em Ski GP3 Juvenil.

Realce, igualmente, para os 3º lugares de André Barbosa (Ski GP1 e Ski GP3), André Correia (nas três categorias de Endurance: GP1, GP2 e Veteranos) e Frederico Duarte (Runabout GP1).

Fonte: MG.

Fotos: João Lobo.

Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu aprova parecer sobre políticas no contexto do envelhecimento populacional

Outubro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Na passada terça-feira, foi aprovado, na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, o parecer ao relatório de iniciativa sobre o envelhecimento demográfico na União Europeia e as possibilidades e desafios para o desenho de políticas neste contexto no pós-2020.



Isabel Estrada Carvalhais, que foi relatora pelos Socialistas Europeus (S&D), considera “que o envelhecimento da população define um contexto politico que tem que ser tido em consideração no desenho de políticas”, sabendo-se que “o envelhecimento demográfico é uma preocupação particular para a agricultura na UE e em Portugal, onde cerca de 42% dos trabalhadores no setor têm mais de 65 anos”.

Isabel Estrada Carvalhais (Foto: DR)

Entre os contributos que a deputada portuguesa propôs, destaca-se a importância de criar oportunidades para o diálogo intergeracional. Os desafios do envelhecimento nas zonas rurais, realçando que estes devem ser tidos em conta no desenho das políticas sociais e económicas, numa abordagem multidimensional, foi outra das suas propostas deixadas neste documento.

Considera ainda Carvalhais que a nova Política Agrícola Comum (PAC) “tem um papel vital na renovação geracional do setor agrícola”.

Recorde-se que na sua posição sobre a reforma da PAC, adotada na semana passada, o Parlamento Europeu propôs a subida de 2% para 4% das verbas dos pagamentos diretos a consagrar ao apoio complementar ao rendimento dos jovens agricultores. A proposta seguirá agora para negociação com a Comissão Europeia e o Conselho.

Fonte: IEC.

Foto: DR.

Complemento Solidário para Idosos

Outubro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Portugal tem a quarta maior percentagem de idosos na União Europeia. O número de cidadãos com mais de 65 anos ultrapassa os 2 milhões. A larga maioria dos pensionistas de velhice da Segurança Social tem reformas inferiores ao salário mínimo nacional, ou seja, estão em causa consumidores economicamente desprotegidos.



O Complemento Solidário para Idosos é um apoio social, pago mensalmente aos idosos com baixos recursos financeiros e que lhes permite aumentar a quantia que recebem mensalmente para fazer face às despesas essenciais. Mas muitos portugueses seniores desconhecem a existência deste apoio e, assim, não o solicitam junto da Segurança Social.

Para ter acesso ao complemento, o idoso tem que estar numa das seguintes situações:

– Seja beneficiário de uma pensão de velhice ou de sobrevivência;

– Seja beneficiário de um subsídio mensal vitalício.

Para além destes requisitos, o cidadão, para ter acesso ao complemento solidário para idosos, terá de ser um SÉNIOR. Ou seja, tem de ter a idade normal de acesso a uma pensão de velhice, que atualmente está nos 66 anos e dois meses.

Existem, ainda, outros critérios de acesso:

– Os  rendimentos anuais do idoso têm de ser iguais ou inferiores a 5.059 euros (se não for casado, nem viver em união de facto) ou iguais ou inferiores a 8.853,25 euros (casal).

Há que salientar que, para esta avaliação, são tidos em conta, entre outros, rendimentos como a pensão de velhice, rendimentos de capitais, rendimentos prediais, rendimentos do trabalho por conta própria ou por conta de outrem.

Podem, ainda, entrar para o apuramento do valor dos recursos do sénior, os rendimentos dos seus filhos. Tudo depende do escalão de rendimentos em que os filhos estão inseridos. *

Para solicitar este complemento, o cidadão sénior deve dirigir-se a um balcão da Segurança Social ou a uma das Lojas do Cidadão espalhadas pelo país, munido do cartão de cidadão, número de contribuinte e número da Segurança Social e dos requerimentos necessários preenchidos.

Este complemento pode ser acumulável com outros subsídios. O Complemento Solidário para Idosos é frequentemente acumulável com a pensão de velhice do regime geral, a pensão de invalidez do regime geral, a pensão de sobrevivência, a pensão social de velhice, pensão social de invalidez, o subsídio mensal vitalício, o complemento por dependência e com os benefícios adicionais de saúde.

Para estas e mais informações, a DECO – Delegação Regional do Minho encontra-se disponível, na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo, mediante agendamento obrigatório através do contacto telefónico 258 821 083 ou para o e-mail deco.minho@deco.pt .

Por: DECO – Delegação Regional do Minho*.

Foto: DR.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade da DECO – Delegação Regional do Minho)

Nadadores dos Amigos da Montanha regressam à competição

Outubro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Depois do regresso aos treinos nas Piscinas Municipais de Barcelos a meio de outubro, a equipa de natação Amigos da Montanha/Becri, participou, no último fim de semana, no Torneio de Abertura Absolutos, primeira competição da Associação de Natação do Minho da época 2020/2021.



Para além da preparação, durante duas semanas, nas piscinas, a equipa treina já desde o início de setembro em treinos específicos fora de água.

As provas de 24 e 25 de outubro realizaram-se em Braga e tiveram a participação de oito atletas dos Amigos da Montanha – 4 juvenis, 1 júnior e 3 seniores – treinados por José Capelo e Patrícia Vilas Boas.

Destaque, neste início de uma época diferente, para a obtenção de dez pódios – 4 de ouro, 4 de prata e 2 de bronze. Nas 15 provas nadadas, os atletas dos AM obtiveram ainda cinco recordes pessoais.

Os nadadores em ação (Foto: AM)

Os quatro primeiros lugares foram obtidos por Joana Velho (Jun.) nos 100 estilos, Afonso Vilas Boas (Juv. B) nos 100 bruços e Carla Marques (Sen.) nos 100 estilos e 100 costas.

Crianças e jovens interessadas em fazer parte da equipa de natação dos Amigos da Montanha poderão contactar a associação através do telefone 253 830 430, do e-mail info@amigosdamontanha.com ou WhatsApp 964 507 539.

Fonte e fotos: AM.

Cursos Avançados em Inteligência Artificial Aplicada (2Ai) no IPCA

Outubro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Laboratório de Inteligência Artificial Aplicada (2Ai) da Escola Superior de Tecnologia (EST) do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) está a organizar um novo conjunto de cursos avançados a realizar durante o ano letivo 2020-2021.



Estes cursos avançados oferecem aos participantes uma formação especializada, caracterizada pelo elevado potencial científico e tecnológico em diferentes áreas, tais como: Computação Gráfica e Multimédia, Sistemas de Informação, Inteligência Artificial e Computação Inteligente. Os cursos avançados também podem ser frequentados por profissionais da indústria, professores, investigadores, graduados e alunos de pós-graduação.

A Edição 2021 dos cursos avançados decorrerá em regime presencial entre os meses de maio e julho de 2021. As inscrições estão disponíveis até 15 de abril de 2021 no Website do 2Ai Advanced Courses.

Para informações detalhadas, pode consultar: https://2ai.ipca.pt/advanced-courses/.

Fonte e imagem: IPCA.

A 05 de novembro “a terra vai tremer”

Outubro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

“A Terra Treme 2020”: Exercício Público de Sensibilização para o Risco Sísmico

A TERRA TREME (www.aterratreme.pt) é um exercício nacional de sensibilização para o risco sísmico promovido, anualmente, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em colaboração com diversas entidades públicas e privadas.



Este ano, a 8ª edição realiza-se a 5 de novembro, às 11h05, coincidindo com o Dia Mundial de Sensibilização para o Risco de Tsunami, efeméride instituída pela ONU.

A TERRA TREME (exercício inspirado no modelo norte-americano ShakeOut) é uma das medidas integrantes da Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva. Visa capacitar a população para saber como agir antes, durante e depois de um sismo, sensibilizando o cidadão para o facto de viver numa sociedade de risco, desafiando-o a envolver-se no processo de construção de comunidades mais seguras e resilientes.

O cartaz do evento (Imagem: ANEPC)

O exercício, propriamente dito, compreende a prática de 3 gestos simples que podem fazer a diferença a quem os praticar perante a ocorrência de um sismo. A ação desenrola-se durante 1 minuto, no qual os participantes, individual ou coletivamente (famílias, escolas, empresas, instituições publicas, privadas ou associativas), executam os 3 gestos de autoproteção: Baixar – Proteger – Aguardar.

Além da população em idade escolar, cuja adesão à iniciativa tem sido significativa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem o desiderato de ir alargando, sucessivamente, ano após ano, a reflexão e o debate em torno da temática do risco sísmico e a participação nesta iniciativa a outros setores da sociedade civil.

Para tal, considera estratégico envolver as organizações – públicas, privadas e associativas – neste desígnio coletivo, procurando, para o efeito, unir esforços e extrair sinergias do conjunto de toda a sociedade, de modo a que sejam alcançados graus de resiliência, individual e coletiva, cada vez maiores.

Por todo o país, os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) da ANEPC, em parceria com as comunidades locais, as associações de bombeiros, os serviços municipais de proteção civil, os agentes de proteção civil e as escolas, promovem ações de sensibilização sobre a temática do risco sísmico e as medidas de autoproteção para fazer face ao mesmo, assim como, a dinamizam a realização do exercício A TERRA TREME, na data e hora convencionadas para o efeito.

No contexto da iniciativa A TERRA TREME, a ANEPC criou:

. O microsite do Exercício – www.aterratreme.pt, no qual se podem obter informações sobre o Exercício e recursos de divulgação;

. O vídeo promocional sobre os três gestos que salvam: Baixar – Proteger – Aguardar

. O cartaz alusivo à edição deste ano do exercício A TERRA TREME

. A hashtag #aterratreme destinada a identificar nas redes sociais as publicações pessoais/institucionais relacionadas com a iniciativa.

ANEPC convida os cidadãos e as entidades a inscreverem-se em www.aterratreme.pt como demonstração do seu compromisso pessoal/institucional para com a causa da proteção e segurança, e como forma de apoio e expressão pública do seu envolvimento no exercício A TERRA TREME.

A participação pode revestir múltiplas formas, nomeadamente:

. O registo individual e/ou da sua Instituição no sítio digital www.aterratreme.pt/inscreva-se;

. A promoção da resposta a um inquérito que visa aferir o grau de perceção ao risco sísmico (www.aterratreme.pt/inquerito);

. A revisitação dos procedimentos preventivos e de emergência para fazer face a um evento de sismo e/ou tsunami, bem como a realização de um exercício de teste à evacuação por ocasião de 5-11-2020, data escolhida para a realização do exercício A TERRA TREME;

. A realização de uma sessão de esclarecimento dedicada à explicação das medidas preventivas e dos comportamentos de autoproteção a adotar nas nossas casas e nos locais de trabalho;

. A evidenciação nas plataformas de comunicação (sítio digital e redes sociais) e noutros suportes digitais da respetiva Instituição, do envolvimento e participação nesta iniciativa (sob a forma de cartaz, banners, assinaturas de e-mail, etc.);

. A disseminação através das redes do correio eletrónico interno de conselhos e recomendações sobre as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção a adotar em caso de sismo/tsunami;

Baixar – Proteger – Aguardar (Imagem: ANEPC)

. A Divulgação do vídeo promocional do Exercício (disponível em www.aterratreme.pt).

“O sucesso da iniciativa A TERRA TREME depende do grau de sensibilização de cada um de nós para este tema, nomeadamente do nosso envolvimento e participação ativa no Exercício. É importante, pois, promover amplamente o exercício A TERRA TREME entre todos, através das ações acima descritas. Participem e partilhem!”, refere a organização.

Atenta a situação pandémica associada à COVID’19, importa sublinhar que a realização destas iniciativas deve obedecer às orientações emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS). A este propósito salienta-se que a participação nesta iniciativa através da execução dos três gestos de autoproteção pode ser realizada em diversos contextos e, segurança.

Fonte e imagens: ANEPC.

App StayAway Covid: fazer Cidadania em tempo de pandemia

Outubro 27, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Luís Rosa

Durante as últimas semanas evitei falar da aplicação móvel (ou abreviação inglesa app) mais famosa do país. Na generalidade, a opinião pública está impaciente, resultante das restrições, dúvidas e incertezas à volta da pandemia. Mais do que nunca, na internet e nas fontes de informação tradicionais circula muita (des)informação, por vezes, de origem duvidosa, com perspetiva de venda e consumo imediato sem ter a preocupação com quem vai consumir essa informação. Como se não bastasse, o governo apresenta esta inovação tecnológica com as melhores das intenções, mas teve pouco cuidado na comunicação do verdadeiro potencial da app e, consequentemente, gerou reações opostas às desejadas.



Imaginando que o povo português esteja baralhadíssimo sobre como se posicionar perante a app e de forma a colocar de parte todo o ruído, vou apresentar as vantagens da aplicação, as suas implicações práticas e as barreias à sua adoção.

Quem desenvolveu a app?

O projeto foi promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito da Iniciativa Nacional em Competências Digitais e.2030, Portugal INCoDe.2030 e contou com o apoio da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (cedência do alojamento de parte do sistema), do Centro Nacional de Cibersegurança (acompanhamento do desenvolvimento e testes de segurança), a NOS (dispositivos móveis para experimentação e teste) e a Wavecom (equipamento e apoio na experimentação e teste Bluetooth) de dados.

A app StayAwayCovid foi desenvolvida por uma equipa de investigadores, coordenada pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), com o apoio do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), contou ainda com a participação das empresas Keyruptive e Ubirider. De engenharia 100% portuguesa, a conceção desta aplicação móvel para rastreio rápido e anónimo das redes de contágio por COVID-19 em Portugal teve como base as apertadas legislações, europeia e nacional, de proteção de dados.

Que tecnologias utiliza a aplicação?

A aplicação utiliza a tecnologia de baixo consumo, o Bluetooth (em inglês, Bluetooth Low Energy). Este tipo de tecnologia existe desde 1998 e é usada para ligar smartphones, auriculares, colunas, consolas ou ao carro, por exemplo, e permite que aparelhos troquem informações quando estão próximos. Além da conectividade de baixo consumo, ela utiliza a tecnologia Wifi ou dados móveis. Com versões para iOS e Android, Rui Oliveira, coordenador do projeto StayAway COVID, explica que a aplicação em si não usa georeferenciação. No entanto, nos dispositivos com o sistema operativo Android, o Global Positioning System (GPS) é ligado automaticamente quando se liga o Bluetooth, pelo que cabe ao utilizador ter o cuidado de não permitir que outras aplicações acedam à sua localização.

Como funciona a aplicação?

A app StayAway COVID informa os utilizadores que estiveram no mesmo espaço de alguém infetado nos últimos 14 dias com o novo coronavírus. Para que isso ocorra, ela deteta a proximidade física entre smartphones com ajuda do Bluetooth. Esta tecnologia é responsável por difundir e receber, apenas e só, identificadores aleatórios de dispositivos próximos. Posteriormente, a aplicação armazena-os, bem como, a potência do sinal (para calcular a distância), a data e a duração estimada do contacto. Adicionalmente, não obriga a manter o WiFi ou dados móveis ligados em permanência, basta que aceda à internet pelo menos uma vez por dia – acede ao servidor público alojado em Portugal, na Imprensa Nacional Casa da Moeda.

Quais são as limitações da aplicação?

Existem várias limitações ao nível da aplicação e do “sistema”. A nível da aplicação, esta realmente só funcionará se estiver sob o alcance de um outro dispositivo a executar a aplicação, caso contrário, fica sem efeito o objetivo da app. Apesar de ainda estarmos nos primeiros meses do seu lançamento, o número de utilizadores que aderiram, infelizmente, está aquém das expectativas. Outra limitação, mas alheia à entidade que a desenvolveu a aplicação, o sistema operativo Android obriga a utilização do serviço GPS quando se liga o Bluetooth. Contudo, Rui Oliveira prevê que “na próxima versão do Android essa separação entre a utilização do Bluetooth e os serviços de GPS será feita”.

Por sua vez, ao nível do “sistema” existem vários entraves. Por exemplo, parte da população portuguesa (cerca 20%) não tem qualquer aparelho que seja capaz de instalar a aplicação. Se somarmos as crianças entre 0 e os 10 anos, cujos psicólogos sugerem que esta faixa etária não deve ter contacto com smartphones, e o grupo de pessoas com mais de 70 anos sem literacia digital que permita manuseá-la, temos mais de 2 milhões de portugueses inaptos para utilizar este tipo de ferramenta. Isto significa que teremos de fora mais de 40% da população portuguesa e, consequentemente, será difícil de ser exequível, afirmou o Professor Catedrático na Universidade do Porto, Luís Filipe Antunes, a convite da SIC. Adicionalmente, o lento rastreamento da população está a colocar potenciais infetados no meio das pessoas saudáveis. Após o teste à COVID-19, caso dê positivo, o médico faz gerar um código para que o infetado coloque na aplicação. O tempo entre recebimento desse código, a sua inserção na aplicação e a notificação a outros utilizadores poderá ser demasiado longo, tirando o efeito preventivo da aplicação.

Quais são as vantagens da aplicação?

Comparativamente a outras aplicações populares, a app StayAway Covid não exige mais do que 5 permissões (veja quais são aqui:  https://bomdia.uk/a-propagacao-da-propaganda/). Contudo, o responsável do projeto não deixa de apelar “Como cidadãos, temos de ter atenção a todas as permissões que nos são pedidas (…) Tenha atenção, não à StayAway Covid, mas a todas as outras aplicações – de mapas, de fotografia ou de redes sociais que tem instaladas, que podem efetivamente usar a georeferenciação”. A nível social, ao utilizarmos a aplicação, principalmente em recintos fechados, estamos a fazer cidadania. Infelizmente, em tempo de pandemia não são aconselhadas aproximações físicas, no entanto, a app ajuda a manter ativo o espírito solidário e de interajuda tão característica dos portugueses. Não menos importante, sendo uma aplicação inovadora e pioneira em Portugal (existem outras semelhantes no estrangeiro), pode ser o “calcanhar de Aquiles” para ideias do género no futuro, aperfeiçoadas a partir das limitações e das falhas do presente.

A app vai contra a privacidade dos utilizadores?

Vou usar a resposta do jornalista da SIC, Lourenço Medeiros, no seu artigo sobre a StayAway Covid: não, mas a obrigatoriedade do uso sim. Aliás, a Comissão de Proteção de Dados colocou como condição para o seu parecer que o uso fosse facultativo. Além disso, esta aplicação depende de autorizações da Google (versão Android) e da Apple (versão iOS) sujeitas a condições que dificilmente as duas empresas aceitariam a obrigatoriedade da instalação.

Apesar de ser contra a obrigatoriedade da aplicação, não tenho problemas em assumir que desde o primeiro dia a instalei e a uso quando estou num café, num bar ou num restaurante com amigos ou família. Olhando para as reações das pessoas nas redes sociais ou na comunicação social, as que estavam dispostos a usar, dizem agora que se as obrigarem é que não usam mesmo, sentindo-se invadidas na sua privacidade.

Finalizo este artigo parafraseando o Lourenço Medeiros: “E tudo isto é triste e grave porque a aplicação é, de facto, uma arma importante se tivermos a noção de que o seu uso faz parte de um dever cívico. Basta que uma só vida seja salva para que tenha valido a pena este pequeno gesto gratuito, que não nos retira rigorosamente nada”.Portanto, apela-se aos portugueses que façam Cidadania em tempo de pandemia.

Projetos Smart City interessantes para conhecer:

Por: Luís Rosa* (Membro e Investigador no Synthetic Intelligent Lab do Centro ALGORITMI – Universidade do Minho).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR.

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