CDS aborda combate ao desperdício alimentar e à COVID-19 na última reunião de Câmara

Novembro 10, 2020 Atualidade, Concelho, Economia, Política, Saúde

Questão sobre Escola de Vila Boa também colocada

Na passada sexta-feira, dia 06 de novembro, realizou-se mais uma reunião da Câmara Municipal de Barcelos, com o vereador do CDS-PP, António Ribeiro, a apresentar uma proposta sobre o combate ao desperdício alimentar e outra sobre o combate à COVID-19. Por fim, também questionou o Executivo sobre a Escola de Vila Boa.



Em relação ao combate ao desperdício alimentar, o vereador centrista referiu queuma vez que a sociedade tem, nos últimos anos, convergido num conjunto de esforços para combater o desperdício alimentar e consciencializar as pessoas para a necessidade de reaproveitar os excedentes alimentares confecionados ou os produtos alimentares produzidos em excesso, canalizando os mesmos para aqueles que mais precisam, é fundamental que as autarquias tenham um papel preponderante na criação de mecanismos que possam colocar em prática, e no terreno, uma rede abrangente que consiga agregar o maior número de entidades e agentes que queiram contribuir para a melhoria da qualidade de vida daqueles que têm mais necessidades e mais carências ao nível alimentar. Sempre, mas hoje mais que nunca pois o número de pessoas em situação de necessidade tem vindo a aumentar devido a consequências da pandemia. A criação de um verdadeiro Programa/Plano em Barcelos, que numa rede abrangente de entidades e instituições, privadas ou públicas, possa ter como finalidade a distribuição de excedentes alimentares em bom estado de conservação para consumo junto dos mais necessitados, deve funcionar numa lógica de complementaridade e de emergência, e nunca isolada das restantes políticas municipais ou mesmo nacionais, sejam elas sociais ou de outra vertente, que procurem a melhoria e qualidade de vida dos cidadãos. É crucial que toda a sociedade possa estar sensibilizada e consciencializada para a necessidade da criação de uma rede que envolva instituições privadas e demais entidades sem fins lucrativos, que incentive à responsabilidade social das empresas e das diversas associações tal como os órgãos municipais de apoio à exclusão social, conjugando um elevado número de contributos em torno desse combate e de uma melhor gestão não só da distribuição de bens alimentares, mas também da sua confeção e da sua produção, evitando desta feita o seu desperdício, potenciando ao mesmo tempo uma verdadeira ajuda às famílias mais carenciadas. Um Programa e um plano municipal desta envergadura deverá ter a seu cargo a vasta, mas nobre, missão de identificar e reunir o maior número de entidades locais, que através dos seus meios materiais, logísticos e humanos, incluindo o voluntariado, mostrem estar disponíveis para, em rede, se constituírem como parceiros, monitorizando as famílias mais carenciadas e a necessitarem de apoio complementar e imediato em termos de consumos alimentares. O mesmo pode, ainda, ser um elemento fundamental na aplicação das medidas propostas no Plano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, neste caso, aplicado ao município de Barcelos. Esse mesmo papel poderá englobar a recomendação ao incentivo ao consumo de bens alimentares de proximidade, nomeadamente naquilo que diz respeito a produtos perecíveis ou para a sensibilização relativamente aos gastos excessivos na aquisição de bens alimentares, pois muitos deles acabam no lixo por falta de necessidade de consumo ou por expiração do seu prazo de validade ou, ainda, consciencializar os produtores a produzirem o essencial evitando-se o desperdício ao mesmo tempo que se preserva o ambiente.  Campanhas alargadas e direcionadas junto das escolas e demais estabelecimentos de ensino, junto das empresas, dos mercados e feiras, dos estabelecimentos de comércio nomeadamente da restauração, nas instituições e organizações sem fins lucrativos e nas demais entidades quer públicas quer privadas, deverá fazer parte dos métodos e objetivos de trabalho do plano contra o desperdício alimentar em Barcelos. O sucesso que têm alguns planos municipais de combate ao desperdício alimentar é bem o espelho, não só, da sua necessidade, mas também, da sua viabilidade no combate às carências alimentares e que pode muito bem ser aproveitado no concelho de Barcelos”.

Assim, o CDS Barcelos propôs à Câmara Municipal “o estudo, adaptado à realidade do concelho, da implementação de um Plano/Programa de combate ao desperdício alimentar, com o objetivo de se constituir uma verdadeira, eficaz, viável e abrangente rede local entre vários parceiros públicos e privados que promovam e potenciem o combate ao desperdício alimentar, com o objetivo da recolha, triagem e distribuição bens alimentares em excesso aos mais carenciados, sensibilizando, ao mesmo tempo, os consumidores e produtores para o de respetivo consumo e para o desperdício”.

Sobre o combate à COVID-19, o vereador António Ribeiro propôs a distribuição gratuita de máscaras a pessoas com carências económicas. “Neste momento em que é obrigatório o uso de máscara na via pública quando não é possível manter o distanciamento, nem todas as pessoas podem adquiri-las em quantidade para poderem substituí-las com a periodicidade que lhes garanta segurança em termos de se protegerem e protegerem os outros. Propomos, assim, que, em parceria com as juntas de freguesia, a Câmara Municipal disponibilize, gratuitamente, máscaras a pessoas com carência socioeconómica, pessoas em situação de sem abrigo e idosos isolados”.

Finalmente, sobre a Escola de Vila Boa, os centristas questionaram que “existe na Escola de Vila Boa um passadiço com pilares em muito mau estado. Até agora, as pessoas da escola e jardim eram aconselhadas a não passar por lá devido ao perigo iminente. Agora foi mesmo proibido lá passar. A Câmara já tem conhecimento desta situação, tendo já lá estado técnicos do município. Há encarregados de educação que desconhecem a situação. Com o agravar do tempo, mais necessário se torna o passadiço, para além da necessidade urgente de preservar alunos, docentes e não docentes do perigo diário. Para quando uma intervenção na Escola?”.

Fonte: CDS-PP.

Foto: DR.

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