Coligação “Alternativa Democrática” formada para concorrer às Autárquicas de 2021

Outubro 9, 2020 Atualidade, Mundo, Política

No passado dia 05 de outubro, o Partido RIR – Reagir. Incluir. Reciclar, o Partido Nós, Cidadãos!, o Partido Democrático Republicano, o Movimento Democracia 21 e cidadãos de forma independente, assinaram um acordo de coligação para a formação da AD – Alternativa Democrática, com o intuito de se apresentar às próximas eleições autárquicas de 2021, “para que, entre outros princípios, assegure uma maior participação dos cidadãos na vida política e a consequente mudança política em Portugal”, refere em nota enviada às redações.



“Portugal atravessa um tempo e dificuldades extraordinárias. A uma epidemia global e a uma grave crise económica, junta-se uma crise de confiança política e institucional sem precedentes. Os obstáculos com que os partidos sem representação parlamentar e movimentos políticos se debatem – do tempo de antena reduzido ou nulo até à fraca capacidade económica na realização das campanhas eleitorais face aos grandes partidos –, agudizaram-se neste cenário. Já os chamados ‘partidos do poder’, que têm assento na Assembleia da República e têm governado Portugal nos últimos 46 anos, tentam reduzir cada vez mais a possibilidade dos restantes partidos e até dos cidadãos de se fazerem ouvir, pelo que é necessário denunciar a falta de cidadania que existe em Portugal. Nesse sentido, relembramos que o PS e PSD aprovaram um Decreto-Lei na Assembleia da República, publicado em agosto, que tenta aniquilar o direito aos GCE (Grupos de Cidadãos Eleitores) de apresentarem uma candidatura às eleições autárquicas. Inclusive, mesmo na Assembleia da República, estes partidos tentam ‘calar’ aqueles que não são um grupo parlamentar, tal é a necessidade de manterem o poder e o status quo que existe há mais de quatro décadas. Perante esta realidade, urge, neste momento, proteger a possibilidade de uma maior participação cívica e criar uma forma de política arrojada para que nenhum português se sinta discriminado. No seguimento desta premissa, os partidos e movimentos que acreditam que o poder de decisão e de verdadeiro escrutínio tem de voltar para ‘as mãos’ dos cidadãos, reuniram-se ao longo dos últimos meses para discutir qual a forma de tornar isso possível. Destes encontros resultou um profundo debate sobre o estado do país, o consenso na decisão de uma união entre todos as forças presentes com vista a uma coligação e que a mesma fosse alargada a mais intervenientes políticos, movimentos, partidos e independentes”, informa a referida nota.

A Coligação salienta que outros partidos e movimentos estão a discutir internamente a adesão a esta.

RIR recebido em audiência pelo Presidente da República

Noutro âmbito, o RIR, em delegação liderada pelo seu Presidente, Vitorino Silva, foi recebido em audiência pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Audiência do Presidente da República ao RIR (Foto: Presidência da República)

A audiência decorreu no passado dia 07 de outubro, e o RIR entregou um documento ao Presidente da República, onde expressava algumas das suas preocupações.

Segue, na íntegra, o texto do documento:

«Senhor Presidente da República Portuguesa, Excelência:

O Partido RIR – Reagir. Incluir. Reciclar – vem, deste modo, agradecer a amabilidade em nos ter recebido em audiência, anuindo assim ao nosso pedido.

Queremos manifestar-lhe a nossa preocupação com a data das próximas eleições Presidenciais, em janeiro de 2021, altura em que, atendendo aos atuais números, se espera um acréscimo bastante elevado de cidadãos impossibilitados de sair de casa, por força da COVID-19.

Se vai ser duro para os idosos, pessoas mais vulneráveis ao vírus, sair de casa para ir exercer o seu direito de voto; imagine-se como poderá ser com milhares de cidadãos que podem ver atingido o seu direito.

Esperamos que, e uma vez que não nos parece que haja vontade para proceder a uma alteração constitucional que permita o adiamento do ato eleitoral, sejam implementadas medidas que permitam que todos os Portugueses, incluindo os doentes e os que estarão em isolamento, possam votar, como por exemplo dividir o ato eleitoral em dois dias, evitando o aglomerado de pessoas nas secções de voto; e, a possibilidade dos infetados poderem votar nos seus veículos, à semelhança do que aconteceu na República Checa.

Está na hora dos políticos pensarem seriamente sobre a implementação do voto eletrónico.

A Democracia está em risco e não podem os partidos políticos ignorar a descrença dos eleitores e os níveis de abstenção, que podem vir a aumentar drasticamente até aos 70%.

Tudo isto também fruto do clima de suspeição que existe sobre os governantes, que diariamente tomam decisões polémicas e sem transparência. A título de exemplo, a mais recente não recondução do Presidente do Tribunal de Contas, nas vésperas de Portugal receber milhões de euros em fundos comunitários.

A cultura do mérito não pode ser ultrapassada por interesses de ocasião.

Da política de proximidade que o RIR faz, também conseguimos perceber que há serviços públicos, que se antes da COVID funcionavam mal, agora então, é desesperante para o comum cidadão ficar à espera de agendamentos para a repartição de finanças, para a conservatória de registo, para o Centro de Saúde, para a Segurança Social, para daí a 3 e 4 semanas.

O país está a colapsar com a falta de resposta dos serviços públicos, para não mencionar que a Justiça, a Saúde e a Educação merecem melhor atenção.

Iremos assistir a um crescimento expectável do nível de desemprego, que agudizará os problemas familiares de cada agregado.

Esta instabilidade vai refletir-se num aumento do número de casos de violência doméstica e as OPC, nestes casos, têm de dar resposta prática, rápida e eficaz para identificar o agressor e afastá-lo da vítima.

Por outro lado, apesar dos temas serem muitos a focar, uma menção especial ao facto do desemprego, derivar em 90% dos casos, do facto das empresas não suportarem a elevada carga fiscal a que estão sujeitas.

E aqui, Senhor Presidente, ou os impostos baixam e a corrupção termina, ou nunca sairemos deste ciclo vicioso de, de década em década, termos de nos socorrer de ajuda financeira externa.

Consideramos, ainda, que neste seu mandato, chegou a altura de Vossa Excelência atribuir a maior comenda da República aos que, até hoje, mais sacrificados se viram perante todas estas crises, quer institucionais, quer económicas, o Povo Português, os verdadeiros Capitães, que nunca abandonaram o barco.

Por fim, contará sempre com o Partido RIR para combater os populismos e radicalismos, de quem à boleia da democracia encapotada tenta fomentá-los.

Certamente, compreenderá Sua Excelência estas nossas preocupações, refletindo, ponderando e ajudando o Governo a seguir o melhor caminho para Portugal e para os Portugueses.

O Presidente do Partido Reagir Incluir Reciclar – RIR,

Vitorino Silva».

Marcelo Rebelo de Sousa com Vitorino Silva (Foto: DR)

Fonte e fotos: RIR.

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