COVID-19: Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica apelam ao cumprimento das normas de prevenção e controlo

Março 13, 2020 Atualidade, Concelho, Mundo, Política

Tendo sido confrontado com reclamações provenientes de profissionais de várias Instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), pela não aplicação de medidas preventivas a ter em consideração na atual situação de pandemia provocada pelo Covid-19, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) solicitou, ontem, aos Conselhos de Administração de várias entidades, a implementação urgente de instruções aos Serviços, no que respeita à aplicação das normas de Prevenção e Controlo de Infeção pelo novo Coronavírus.



Enquanto representantes dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, grupo profissional que atua numa ampla área de cuidados de saúde, o STSS considera urgente que as instituições do SNS adotem medidas de contenção de propagação do vírus. “A não aplicação rigorosa das normas de segurança, de uma forma igual e uniforme, está a gerar um clima de grande perplexidade e preocupação nos profissionais por nós representados. Quer pela desigualdade de tratamento instalada, sem qualquer fundamento, assim como pelo risco a que se encontram expostos” lamenta o Presidente do STSS, Luís Dupont. Reforçando, “os profissionais de saúde têm sido incansáveis, e vão continuar a ser, na resposta necessária para combater esta pandemia, salvaguardando, assim, o bem maior que deveremos sempre ter em conta: a defesa intransigente dos cidadãos e da resposta do SNS. Mas tal não pode, nunca, significar que os profissionais possam descurar a sua saúde e segurança, bem como de colegas, familiares e, até mesmo, doentes”.

Como medidas fundamentais, para além do reforço urgente das equipas com a contratação de mais profissionais de saúde, a estrutura sindical considera que estes devem estar munidos de luvas de proteção individual de uso único e máscaras de proteção individual (máscaras cirúrgicas e FFP2), as indicadas para partículas respiratórias superiores a 5 mícrons, de acordo com o estipulado pela DGS, deixando o apelo “para que a distribuição de material de proteção seja equitativa, de modo a que todos os serviços estejam minimamente abastecidos”. Também o acesso aos serviços de saúde, em contexto de ambulatório, deve estar limitado aos casos de necessidade imperiosa e inadiável. Pois, “só deste modo se diminui o acesso desnecessário de utentes aos serviços do SNS, protegendo os próprios, assim como, toda a comunidade hospitalar”.

“Todas as outras normas de segurança devem ser aplicadas em conformidade com as orientações da DGS, consoante o procedimento invasivo ou não invasivo, de maior ou menor proximidade com os utentes, ou com produtos biológicos dos mesmos”, conclui o STSS.

Imagem: DR.

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