E tudo o COVID levou

Julho 31, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Esta semana, em que perdemos Olivia de Havilland, a última atriz viva de “E tudo o vento levou”, um título em forma de singela homenagem, adaptado à realidade do universo benfiquista em 19/20.



Em bom rigor, os ventos de mudança começaram a fazer-se notar ainda antes deste pegajoso vírus ter chegado a Portugal. Já em janeiro, as tropas de Bruno Lage haviam começado a dar sinal de desmobilização. Aliás, ainda em agosto de 2019, após o banho de bola que levámos frente ao Porto, depois justificado por Bruno Lage com o abuso em passes verticais (em futebolês-Manuel-Machadez), logo se percebeu que algo não ia muito bem.

E a verdade é que todos fizemos de conta que não. Que estava tudo bem. As coisas foram correndo mais ou menos e a certa altura até estávamos com sete pontos de avanço sob o rival direto. Foi também por volta desta altura que Sérgio Conceição teve uma travadinha, e tendo os burros na água, fez uma birra. Em boa hora. Pois pôs a “estrutura” a dar corda aos sapatos e a arrumar a casa. O resultado foi o que se viu.

Agora, depois de cerradas as cortinas da época 19/20, depois de Bruno Lage ter visto o seu comando chegar ao fim, fica um pouco a ideia que, entre outras coisas que faltaram e que já tivemos a oportunidade de aqui abordar, talvez a salvação de Bruno Lage tivesse passado por fazer uma briga à lá Sérgio.

E em ambiente eleitoral, não faltam aí candidatos à presidência do Benfica. Confesso que a este respeito não tenho grande opinião. Um pouco à imagem da própria Liga, parece-me que vamos ter de escolher o menos mau de entre os maus. Pouco mais tenho a dizer. Mas acima de tudo, não quero à frente do meu clube nenhum fulanete com tique de mafioso. Ao contrário do que é apanágio noutros clubes e noutros adeptos, no Benfica ainda não Vale Tudo.

Resta-nos esperar o prémio de consolação que é a Taça de Portugal. E que a próxima época seja francamente melhor. E eu, nunca o escondi, tenho fé em Jesus.

Viva o Benfica

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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