Ensino: TSD abordam “Que ano letivo em tempo de pandemia” em Conferência Laboral

Outubro 2, 2020 Atualidade, Concelho, Educação, Mundo, Política

Evento organizado pelo Secretariado Distrital de Braga

O Secretariado Distrital de Braga dos TSD – Trabalhadores Sociais Democratas levou a cabo, na passada segunda-feira, dia 28 de setembro, uma Conferência Laboral subordinada ao tema “Que Ano Letivo Em Tempo de Pandemia?”. Agora, em nota enviada às redações, a estrutura do PSD torna públicas as suas conclusões.



A iniciativa realizou-se a partir da sede distrital do PSD e teve transferência por videoconferência e nas redes sociais. Moderada pelo Professor e Dirigente Sindical Artur Silva, teve como oradores Firmino Marques, Deputado do PSD, por Braga, e Presidente da Comissão Parlamentar da Educação, Ciência, Juventude e Desporto na Assembleia da República, e Cristiano Pinheiro, Presidente da Comissão Política Distrital de Braga da JSD.

Na conferência, e de acordo com os TSD, “pode concluir-se que o Governo e a Direção Geral de Saúde agiram tardiamente nas orientações enviadas para as escolas para que estas procedessem à abertura do ano letivo com segurança. As orientações enviadas são vagas e de difícil adaptação às reais condições das escolas, pelo que a tranquilidade verificada na abertura do ano letivo se deve ao brio profissional dos diretores, professores e assistentes operacionais que começaram o trabalho de adaptação das condições mesmo antes das orientações terem chegado”.

Cartaz do evento (Imagem: TSD-Braga)

Em relação às aulas de Educação Física, são da opinião que estas serão de difícil concretização “pelo facto de as escolas não possuírem as condições necessárias para implementar o distanciamento social que a pandemia impõe”.

Sobre assistentes sociais, concluíram que “há uma falta gritante de assistentes operacionais para garantir a limpeza e desinfeção dos espaços, que o governo teima em não resolver, apesar dos anúncios repetidamente feitos de contratação de novos assistentes” e, por outro lado, “o envelhecimento do corpo docente é uma realidade que se traduz no número elevado de doentes de risco, aos quais é vedada a hipótese do teletrabalho, a quem são dados trinta dias para ficar em casa sem penalizações salariais, mas que, depois, são incentivados a apresentar baixa médica. O governo nada aprendeu com o confinamento e, apesar do sucesso alcançado com o ensino à distância, continua à espera da boa-vontade dos docentes e dos pais para o uso das novas tecnologias, não dotando as escolas de computadores que se compaginem com a realidade tecnológica do século XXI”

No que concerne ao Ensino Superior, os oradores referiram que “faltam alojamentos para os estudantes e a implementação de sistemas mistos de ensino são de difícil implementação nos cursos com uma forte componente prática”.

Finalmente, no que respeita ao ensino profissional “constata-se que continua a ser um parente pobre devido ao pouco investimento feito, apesar das campanhas que nos querem levar a crer que é um tipo de ensino altamente prioritário”.

Fotos: TSD-B.

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