Gil Vicente e Farense empatam a zero na luta pela manutenção

Maio 1, 2021 Atualidade, Concelho, Desporto

 O Gil Vicente e o Farense empataram hoje a zero, em jogo da 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, com os algarvios a manterem-se em zona de despromoção.

O Gil Vicente interrompeu uma série de duas derrotas seguidas e, com este empate, sobe ao 13.º lugar, com 32 pontos.

O Farense, que não perde há três encontros, segue na 17.ª e penúltima posição, a primeira em zona de despromoção, somando 27 pontos.

Envolvidos na luta pela manutenção, minhotos e algarvios entregaram-se com intensidade às disputas pela bola a meio-campo, de forma a tentarem sair rapidamente para o ataque, o que ditou uma primeira parte movimentada, com lances de perigo ocasionais, sobretudo para o Gil Vicente.

Com Talocha e Antoine Léautey de regresso ao ‘onze’, para renderem Henrique Gomes e Kanya Fujimoto, os ‘galos’ colocaram à prova o guarda-redes Beto por duas vezes nos 10 minutos iniciais, num remate de fora da área de Lourency, aos cinco, e numa tentativa de cruzamento de Léautey, aos seis.

O Gil Vicente quase inauguraram o marcador aos 21 minutos, quando Pedrinho acertou no poste direito, com um remate rasteiro, mas o conjunto de Faro também teve as suas hipóteses de visar as redes contrárias por Mansilla, quer aos 11, num remate para defesa incompleta de Denis, quer aos 22, num lance em que quase emendou para o fundo das redes na pequena área.

Com André Pinto e Licá como novidades no ‘onze’, a equipa treinada por Jorge Costa caiu de rendimento com a saída de Mansilla, lesionado, para a entrada de Madi Queta, aos 24, e os barcelenses cresceram no jogo com mais consistência, perdendo ainda mais uma ocasião, por Antoine Léautey, que rematou à malha lateral, aos 35.

O extremo francês acumulou mais um lance de perigo à conta pessoal, num remate que tabelou num defesa contrário e saiu ao lado, ao minuto 50, mas a partida foi perdendo ritmo e qualidade com o avanço do cronómetro.

A partir do minuto 65, os algarvios subiram no terreno e passaram a maior parte do tempo que restou no meio-campo gilista, mas sem capacidade para ocasiões claras de golo, face ao desacerto no último passe e na tomada de decisão.

 

Em declarações após o jogo da 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio Cidade de Barcelos.

Ricardo Soares: “Considero um ponto importante. Queríamos muito ganhar, mas encontrámos uma equipa muito agressiva e muito forte no duelo, o que dificultou a segunda parte. Na primeira parte, fizemos um bom jogo. Circulámos bem a bola e tivemos várias oportunidades de golo. Poderíamos ter chegado ao intervalo a vencer por um ou dois golos de diferença, mas não fizemos.

Na segunda parte, o jogo estava equilibrado e não foi tão bem jogado. As duas equipas caíram fisicamente. Os jogadores queriam [mais], mas faltava aquela intensidade e aquela confiança. Houve uma altura em que o jogo ficou perigoso para nós e para o Farense. Poderíamos ter feito o golo, mas o Farense também. Queríamos vencer, mas o resultado é justo.

Nos últimos jogos, tínhamos realizados boas exibições, com resultados enganadores, e queríamos quebrar a espiral de derrotas, que é importante na I Liga. Era importante somar pontos. Queríamos ganhar e marcar primeiro. O nosso plano era marcar primeiro e subir as nossas linhas, mantendo-os [Farense] longe da nossa área. Não foi possível. Na segunda parte, tínhamos de ser inteligentes. Vínhamos de um jogo em que perdemos.

O Pedro Marques [substituído aos 36 minutos por Samuel Lino] dá-nos um conjunto de coisas fantásticas. Tão depressa recebe a bola orientada, como pede a bola na profundidade. Interpreta muito bem a ideia de jogo coletiva. Depois da saída dele, perdemos alguma capacidade ofensiva, ainda para mais contra este adversário, muito agressivo no duelo. O Samuel Lino não é tão forte no duelo, apesar de ser um excelente jogador. Mas também é preciso ver que o Farense recuava quando perdia a bola, para nos tirar a profundidade”.

Jorge Costa (treinador do Farense): “Não me satisfaz [o resultado]. Não era um ponto que queríamos levar de Barcelos. Eram os três. Honestamente, o Gil Vicente aproximou-se algumas vezes da nossa baliza, mas nós também nos aproximámos da baliza [do Gil], se calhar até mais vezes e em melhores lances.

Entrámos muito apáticos na primeira parte. Não pressionámos e não circulámos a bola com qualidade e rapidez. Tivemos uma segunda parte bem mais pressionante e ambiciosa. É um resultado que se pode aceitar, mas a haver um vencedor seria a equipa do Farense.

Relativamente ao Mansilla [substituído aos 24 minutos], estava bem no jogo. O Madi que entrou para o seu lugar fez um bom jogo, mas teve algumas dificuldades de adaptação ao que eu pretendia dele. Sentimos a falta de Mansilla, mas o Madi Queta entrou bem.

Sobre o [Eduardo] Mancha, serão assuntos a tratar dentro do clube. Estava indisponível para este jogo. Não foi opção, apesar de estar fisicamente apto.

É um ponto. No final, vamos ver se este ponto teve ou não algum significado nas contas finais. Temos de pensar em nós, no que nos falta. Faltam 12 pontos. Vamos lutar até à exaustão por cada ponto. A nossa situação não é confortável, mas não estamos de todo condenados, até por aquilo que temos vindo a fazer de há alguns jogos para cá.

O Gil Vicente, mesmo vindo de duas derrotas, tinha criado uma grande série de oportunidades de golo e hoje não criou. Talvez não tenha sido por demérito do Gil, mas por mérito do Farense.

Um ponto é curto. Queríamos os três. Mas há males que vêm por bem e vamos ver se, no final, este ponto não será decisivo”.

Fonte: Lusa

Foto: Facebook GVFC

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