Golo do estreante Vitinha dá triunfo difícil ao Braga em Barcelos

Outubro 26, 2021 Concelho, Desporto, Minho

Um golo ‘madrugador’ do jovem Vitinha, que se estreou a titular e a marcar na I Liga de futebol, deu uma ‘suada’ vitória ao Sporting de Braga sobre o Gil Vicente, na nona jornada.

O único golo surgiu logo aos quatro minutos, com Vitinha, de 21 anos, a fazer a recarga vitoriosa após defesa do guarda-redes gilista Frelih a remate de Ricardo Horta, oferecendo um triunfo difícil à equipa de Carlos Carvalhal, que teve no guarda-redes Matheus a outra figura.

É o regresso às vitórias dos bracarenses no campeonato, após o empate caseiro com o Boavista na última jornada (2-2), que lhes permite a subida ao quinto lugar.

Um mês depois do último jogo em casa (derrota com o FC Porto, por 2-1, em 24 de setembro), o Gil Vicente somou a terceira derrota no seu reduto e o sétimo jogo seguido sem ganhar no campeonato, caindo para a 10.ª posição.

A equipa de Barcelos apresentou-se sem Zé Carlos, emprestado pelos bracarenses, e Murilo (lesionado), enquanto no Sporting de Braga a surpresa maior foi a titularidade (estreia) do jovem Vitinha na frente de ataque, relegando para o banco de suplentes a dupla espanhola Mario González e Abel Ruiz.

A primeira ocasião de perigo até pertenceu aos gilistas, com Samuel Lino a fugir pela esquerda, mas, já apertado, por Paulo Oliveira, rematou às malhas laterais (03).

Mas, no minuto seguinte, o Sporting de Braga colocou-se na frente, golo que seria decisivo.

Iuri Medeiros descobriu Ricardo Horta no meio de uma ‘cratera’ entre os centrais gilistas, o avançado rematou contra o guarda-redes Frelih, mas, na recarga, Vitinha estreou-se a marcar no campeonato, depois dos dois golos na goleada sobre o Moitense para a Taça de Portugal (5-0).

O Gil Vicente demorou a responder e, antes das ocasiões que desperdiçou, ainda viu Iuri Medeiros, que joga com pouca intensidade, mas tem muita qualidade no pé esquerdo, rematar com muito perigo, aos 17 minutos.

Depois, a equipa de Ricardo Soares foi tomando conta da partida e desperdiçou várias ocasiões, a mais flagrante delas por Samuel Lino, aos 34 minutos: o avançado, na ‘cara’ de Matheus, atirou contra o guardião luso-brasileiro.

O guarda-redes bracarense revelou-se fundamental a tapar a baliza a Fran Navarro (35) e novamente a Samuel Lino (36).

O Gil Vicente veio do intervalo mais forte e, logo aos 46 minutos, Fujimoto obrigou Matheus a defesa difícil.

Aos 55 minutos, o Gil Vicente dispôs da melhor ocasião para marcar em todo o encontro, mas Sequeira, com um corte fabuloso em cima da linha de baliza, impediu que o ‘chapéu’ de Leautey, após saída extemporânea de Matheus, entrasse.

O Gil Vicente rondou o golo no canto consequente, novamente por Leautey, mas com as substituições operadas por Carlos Carvalhal pouco depois (lançou Fabiano e Lucas Mineiro e, mais tarde, Moura e Tormena, que sairia lesionado perto do fim), o Sporting de Braga passou a não permitir grandes veleidades, ainda que tendo quase desaparecido ofensivamente – a exceção foi um remate de Moura.

Ricardo Soares fez a aposta final com Boubacar, Elder Santana e Abujarnia, e o médio georgiano obrigou Matheus a grande defesa na cobrança de um livre direto (90+1). O Gil Vicente ‘acordou’ tarde e não foi a tempo de reverter a derrota.

As declarações após o jogo da nona jornada da I Liga de futebol entre Gil Vicente e Sporting de Braga, que decorreu em Barcelos e que os bracarenses venceram (1-0):

Ricardo Soares (treinador do Gil Vicente): “Os jogadores não estão felizes, não vencemos, mas, ao mesmo tempo, têm a noção do jogo que fizeram. Eles sentem as derrotas, como os adeptos. Foi um grande jogo, isto faz-se de resultados, mas a jogar desta forma a equipa está muito mais preparada para o que aí vem. É fundamental para nós ter esta qualidade e estabilidade emocional.

O Braga é uma equipa fortíssima, mas teve que recorrer a uma linha defensiva de cinco e por vezes seis para poder anular a nossa capacidade ofensiva. Fez um golo num espaço que normalmente não concedemos, é um erro tático, assumo essa responsabilidade, mas o resultado é tremendamente injusto para nós.

(Sete jornadas sem ganhar) É claro que é uma questão de tempo até vencermos. Não podemos estar satisfeitos, os objetivos passam por somar pontos, mas tenho a experiência e o equilíbrio suficientes para não ficar abatido, nem deixo que belisquem o trabalho dos meus jogadores. No ano passado, também não conquistámos pontos numa série de jornadas, mas o equilíbrio do clube e o trabalho e qualidade dos jogadores permite entrar novamente em jogo. Sei que a partir do momento que vencermos um jogo vamos despertar e fazer uma grande época.

Fomos claramente melhores nas primeira e segunda partes, menos na eficácia, mas isso é análise para os adeptos e para as pessoas no café. Eu não vou abdicar do meu processo. Vi uma grande tristeza nos meus jogadores, mas eu vou muito feliz, tenho grande orgulho nos meus jogadores e na nossa massa adepta.”

Carlos Carvalhal (treinador do Sporting de Braga): “Melhor resultado que exibição? Vivemos de resultados fundamentalmente, é o terceiro jogo em que não sofremos golos, terceiro triunfo consecutivo, num contexto difícil, o Gil Vicente era a equipa que não queríamos encontrar após um jogo das competições europeias, e a jogar em casa, é uma boa equipa, aguerrida.

O Braga fez muito para marcar o primeiro golo, teve outras oportunidades, o Gil Vicente também. Fomos acima de tudo consistentes e realistas. O jogo teve alguns imponderáveis, o Sequeira sentiu algumas dificuldades, o Moura não é um lateral esquerdo e o Gil Vicente estava a fazer o seu jogo pelo lado direito. Entraram o Tormena e o Fabiano para fechar a equipa claramente, mas também para marcar o segundo. A defesa esteve irrepreensível, mas não iríamos ganhar este jogo de certeza absoluta [se não reforçasse a defesa]. 

Tivemos três ocasiões para fazer o segundo, mas seria uma injustiça muito grande para o Gil Vicente pelo que fez. Estamos muito satisfeitos por termos ganho num campo difícil, foi uma vitória inteiramente dos jogadores, foram verdadeiros guerreiros. Há vitórias no campeonato assim.

É quase um oásis desde o meu regresso ao Braga colocar defesas em campo, foi assim porque tenho que ajudar os meus jogadores e o Braga a ganhar. Se não tivéssemos fechado atrás, não ganhava o jogo, foi o triunfo do realismo.

(Vitinha) Jogou por mérito próprio, não lhe dei nada, tem trabalhado muito bem, tem feito bons jogos na equipa B, entrou bem na Taça de Portugal. No jogo europeu, jogámos com o Abel Ruiz e depois entrou o Mario González e queríamos um jogador fresco para um jogo destes. Ele segura bem a boa, tem golo. Em que patamar está? Está ao nível dos outros avançados do plantel, com características diferentes.

Fomos pragmáticos, mas teve a ver com o contexto, lembro as dificuldades nesta jornada de Benfica, FC Porto e Sporting, e um pouco por toda a Europa, depois dos jogos das competições europeias, e sem viagens tão custosas como a nossa, que durou oito horas. Nesse jogo [Ludogorets], houve cinco jogadores a correr acima dos 11 quilómetros e o Al Musrati correu 12, foi um jogo de elevada exigência para nós.”

Foto – GVFC

Fonte – Lusa

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