Investimento em criptoativos: moda ou investimento refúgio contra a inflação?

Junho 3, 2022 Atualidade, Concelho, Economia

De entre os principais riscos associados aos criptoativos destacam-se as grandes flutuações de preço, a ausência de proteção legal ou de direitos de recurso, a baixa liquidez e a complexidade do produto.

Investir em criptoativos e fazê-lo em segurança não será fácil para a maioria dos consumidores.

Face à incerteza no futuro, ao baixo rendimento dos depósitos bancários e falta de confiança no sistema financeiro muitos consumidores refugiram-se em investimentos em criptoativos.

Perante a aparente facilidade em investir e a promessa de rápido retorno, alguns foram lesados, tendo chegado à DECO, desde o ano passado, cada vez mais queixas por terem sido vítimas de fraude com transações em criptomoedas e outros criptoativos, havendo casos de recurso a poupanças de uma vida ou mesmo a crédito, tendo perdido todo o montante investido.

Os criptoativos disponíveis no mercado são as criptomoedas, os NFT e os Token.

As Autoridades de Supervisão Europeia, assim como o Banco de Portugal têm vindo a alertar para os riscos do investimento em criptoativos, que consideram ser altamente especulativo e volátil e não adequado à maioria dos consumidores, quer numa perspetiva de investimento quer mesmo como meio de troca ou pagamento.

Tal prende-se essencialmente com o facto de reconhecerem a possibilidade de perda total do dinheiro investido e de os investidores poderem ser influenciados por publicidade enganosa.

As recomendações vão no sentido de que os consumidores se devem manter vigilantes e não se deixarem seduzir por promessas de retorno altamente lucrativo, rendimento rápido e elevado e muitas vezes bom demais para ser verdadeiro.

Os criptoativos são representações digitais de valores monetários, sustentados em criptografia, só existindo em ambiente virtual e descentralizado e baseados na tecnologia DLT/blockchain.

Depois, é necessário ter em atenção ao armazenamento dos criptoativos, no site ou numa “carteira virtual”, face aos riscos de perda da chave de acesso, de ser alvo de phishing no acesso aos dados da sua conta ou vítima de software malicioso.

Acresce ainda que são investimentos caracterizados pela falta de supervisão e de controlo por parte de uma autoridade.

Se pretender avançar com este tipo de investimento e por questões de segurança, para não cair em armadilhas, deve ter em atenção as “corretoras” que utiliza e procurar o máximo de informação possível para o ajudar a tomar uma decisão fundamentada.

Se tem dúvidas, não se influencie por modas e não se esqueça de uma das regras de ouro do investimento – não invista em produtos que não conhece e não comprometa o capital que investe e que lhe possa fazer falta ou sem ter garantido um Fundo de Emergência para imprevistos.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

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