Já se conhecem os vencedores do concurso de poesia “Falar de Água com Amor”, promovido pela Águas de Barcelos

Março 27, 2018 Atualidade, Concelho, Cultura, Educação

Após a análise de cerca de oito centenas de poemas de alunos do 3º e 4º ano do Ensino Básico do concelho, o Júri do concurso de poesia «Falar de Água com Amor», promovido pela Águas de Barcelos, já selecionou os trabalhos vencedores.



O poema «Falar de Água com Amor», de autoria de João Lemos, da EB1 Negreiros, é o grande vencedor. O segundo lugar foi atribuído a Eva Simões, da EB1 Barqueiros. A entrega de prémios será brevemente agendada e os melhores poemas por escola serão expostos em data e local a informar brevemente.

A forte adesão no 1.º ano de implementação do projeto trouxe a concurso poemas de alunos de todos os agrupamentos escolares do concelho e contou com o envolvimento de 32 escolas. A decisão do júri não foi fácil, pois em avaliação estiveram trabalhos de grande qualidade literária e reveladores do grande empenho das escolas e alunos na participação deste projeto. Eis o poema vencedor:

«Falar de Água com Amor»

 

Da água nasceu a vida

temos de nos lembrar

por isso fazemos tudo

para a preservar!

 

A cidade de Barcelos

ao pé do rio foi construída

se maltratarmos a água

Barcelos perderá vida!

 

Rio Cávado corre puro

gosto de te ver transparente!

Ver-te limpo e respeitado

Deixa-me muito contente!

 

A poluição é uma ferida

que magoa todo o planeta!

Desde a água dos nossos rios

a uma bela borboleta!

 

Nós dependemos da água

e dela o nosso futuro

Por isso temos de lutar

por um ambiente mais puro!

 

Temos de nos envolver todos

dos amigos aos nossos pais.

Se não defendermos a água

Poderá ser tarde de mais!

 

Quando acordares de manhã

olha bem ao teu redor.

Cada coisa que nasceu da água

ela oferece com amor!

João Lemos

EB1 Negreiros

 

O Concurso de Poesia sob o tema «Falar de Água com Amor» tinha como objetivo “fomentar, junto dos mais jovens o gosto pela escrita e pela leitura, desafiando os alunos dos agrupamentos escolares do concelho a assinalarem o Dia de São Valentim com um poema recheado de sentido”.

O júri analisou os trabalhos com base na originalidade, criatividade, coerência e pertinência ao tema. Com ideias e vocabulários compatíveis à sua categoria, os poemas deveriam conter as palavras ‘Água’ e ‘Barcelos’



Por falar em júri, este foi composto por Bernardete Costa, que nasceu em Esposende, em 1949, mas foi registada em Barcelos, onde residiu grande parte da sua vida. Em 1975, iniciou a carreira como docente no então ensino primário. Em 1984, mudou-se para Vila Nova de Famalicão, onde se estreou na escrita jornalística e literária. O seu gosto pela escrita levou-a a publicar algumas obras literárias. Assim, em 2000, editou o primeiro livro de poemas “A Guardadora de Ausências”, com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues. A boa receção da obra por parte da crítica, entusiasmou-a a continuar a escrever, especialmente poesia. Em 2001, publicou o segundo livro, “Lugares do Tempo” (prémio literário da Câmara Municipal de Barcelos), em 2002, “Insubmissão dos Afetos” e, em 2004, “Cerejas aos Molhos”, poesia dedicada à infância, todos com a chancela da extinta Campo das Letras. Igualmente dedicado à infância, publicou, em 2009, o livro de contos “O Doce Canto da Sereia e Outras Histórias”. Publicou, depois, pela mão da Atelier de Letras o livro de Poemas para a juventude “Transpiração”, com a apresentação do jovem escritor, valter hugo mãe. De novo para a infância, pela editora Atelier de Letras, em 2012, “A casa sol e o telhado poema”. Em 2013, agora pela mão da jovem editora Blossom Birds, apresenta novamente poesia em “Cânticos de Sedução”. Mais recentemente, em 2015, apresentou, de novo pela Atelier de Letras, o livro de poesia infanto/juvenil “A luz dos Animais e das Coisas”. Além destas obras, tem artigos dispersos em antologias várias e publica textos inéditos no seu blog: http://bernardetecosta.blogs.sapo.pt. Bernardete Costa retornou às origens e vive, atualmente, na avenida virada ao Rio Cávado, em Esposende.

Por Ana C. Nunes, que nasceu na “terra do galo” em 1983. Escreve ficção especulativa desde os catorze anos, altura em que achou por bem entrar num duelo literário (e completamente unilateral) com a sua grande rival desse tempo (e agora sua grande amiga). Muitas colaborações se seguiram entre as duas, culminando na publicação integral do romance gráfico “Que Sorte a Minha”, no Jornal Barcelos Popular (2006 a 2007). Desde muito cedo, Ana C. Nunes divide as suas atenções entre a banda desenhada e a escrita, por vezes criando romances ilustrados ou colaborando com excelentes artistas. No campo da escrita criativa, aventura-se, grande parte das vezes, pela ficção especulativa. Publicou contos em antologias nacionais e internacionais, destacando-se a sua participação em “Lisboa no Ano 2000” (Saída de Emergência, 2013, coordenada por João Barreiros), “Por Mundos Divergentes” (Editorial Divergência, 2014) e o conto “Anormal” (Editora Draco, 2016). Em 2010, ganhou o terceiro prémio da 4ª Mostra de BD de Odemira, com a banda desenhada “Um dia alguém lhe disse…”. O seu primeiro romance, “Angel Gabriel – Pacto de Sague”, foi publicado em 2013 e desde então tem publicado vários contos e antologias, alguns dos quais chegaram aos Tops da Amazon e do iTunes. Ana C. Nunes adora ler, passear, e estar com os amigos. Vive em Barcelos, na companhia da família e dos seus dois cães mimalhos: Mini e Stinky.

E por Victor Pinho, que é Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, possui o curso de especialização em Ciências Documentais pela mesma Universidade e é Chefe do Gabinete de Bibliotecas do Município de Barcelos. Este Técnico Superior da Câmara Municipal de Barcelos, que dirige a Biblioteca Municipal há 33 anos, tem proferido diversas conferências sobre Leitura Pública e História Local. É, ainda, membro da Comissão de Toponímia e é responsável pelo programa cultural da Feira do Livro.

 

Autor de diversos trabalhos de História Local, a maior parte dos quais publicados na “Barcelos Revista” e nos semanários “A Voz do Minho” e “Jornal de Barcelos”, onde tem vindo a publicar “Os Presidentes do Município de Barcelos”, desde o liberalismo até à atualidade. É, igualmente, o Coordenador Científico dos Fascículos que este mesmo jornal está a publicar sob o tema “Concelho de Barcelos – Freguesias”. É autor do livro “Dicionário de Barcelenses”, publicado em 2017, e que foi Prémio Literário do Município de Barcelos, 2009, na modalidade de investigação. É coautor do livro “D. José Domenech: defensor do trabalho e prestante cidadão”, publicado em 1999, em que divulga a vida e obra deste industrial espanhol de serração de madeiras e que contribuiu para a fixação, em Barcelos, de muitos cidadãos espanhóis. No prelo, está o livro “Teatro Gil Vicente: um século de histórias”, que retrata a história cultural e social de Barcelos, antes e depois da fundação daquela casa de espetáculos. É membro do Rotary Club de Barcelos, do qual foi presidente em 1998/1999 e presidente da Assembleia Geral da Tertúlia Barcelense, da qual foi presidente em 2000/2001. Foi Presidente do Definitório (Conselho Fiscal) da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, de 2009 a 2014, da provedoria do Engº Mário Azevedo e do Dr. António Pedras, Presidente da Direção do IPIR – Instituto Português de Imprensa Regional, de 2002 a 2008 e Vice-Provedor da Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz de Barcelos, de dezembro de 2003 a março de 2007, da provedoria do Dr. Vale Ferreira.

Fonte e imagem: AdB.

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