“La Manita”

Outubro 1, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
João Dias

Gostaria de começar esta crónica e esta nova etapa, cumprimentando, cordialmente, todos os leitores do Barcelos na Hora. É com enorme prazer que escrevo o meu primeiro artigo de opinião neste jornal e não queria começar de outra forma, que não fosse, enaltecendo o brilhante trajeto do meu antecessor, Vítor Sá Pereira, ao qual deixo um abraço bem apertado. É, e sempre será, um enorme prazer opinar em tons de azul e branco, espero estar ao nível e ter sempre algo de atrativo para vos transmitir.



Por ser a primeira crónica, talvez faça sentido uma pequena apresentação de quem vos escreve deste lado. Sou o João Dias, de Barcelos, sócio número 116764 do F.C.Porto e, deixando aqui o meu agradecimento pelo convite do Barcelos na Hora, terei o enorme prazer de comentar, semanalmente,  o panorama do Dragão.

Dizem que “o futebol não nos dá de comer”, mas eu já tive a sorte de poder misturar a minha profissão com o meu amor ao clube. Por ser profissional na área da música, já pude tocar dentro do Estádio do Dragão e até, mais “improvável” ainda, dentro do balneário do F.C.Porto após umas das nossas vitórias categóricas sobre o rival encarnado. Já percorri grande parte das casas do Porto, de norte a sul do país, com a minha guitarra, conheci inúmeros adeptos, fiz amizades, vivi momentos de êxtase e senti o que é o verdadeiro “MAR AZUL” que o Sérgio tanto fala. Estes e outros detalhes fazem-me olhar, avaliar e comentar o que é o Porto de uma forma mais próxima e apaixonada, alertando, ainda assim, que não tenho qualquer tipo de informações privilegiadas do quotidiano do clube. Abordarei sempre o que de bom e mau se passe no clube, não tendo nunca necessidade de fugir a nenhum tema. Era adepto assíduo no Estádio do Dragão e praticamente em todas as deslocações, mas a pandemia veio impedir esta minha paixão. Havemos de voltar!

E que bela semana para assumir as rédeas desta crónica, começando por comentar o tão aguardado derby da Invicta. Ainda que a primeira parte assustasse os inseguros, a verdade é que o jogo acabou por ser um autêntico passeio para o F.C.Porto. Cinco golos na segunda parte mostraram que, para além da componente técnico-tática, os atletas do Porto estão em excelente condição física! E assumo isto, não como um demérito do Boavista, mas sim, como um mérito do Porto. A grande parte das equipas do campeonato estão fisicamente exaustas por volta do minuto 70 – o que é normal para esta fase de fim de pré-época/início de época (de salientar que, junto com o Porto, o Benfica também parece estar com boa frescura física).

Para quem não viu o jogo: Corona abriu a contagem do marcador com um golo pouco ortodoxo (“remate de bica”) à passagem do minuto 47’. Recebeu a bola já bem perto da pequena área e quando Rami esperava que ele procurasse o seu melhor pé para chutar (o direito), adiantou a bola para o seu pé esquerdo, que “fuzilou” autenticamente a baliza axadrezada.
O segundo golo nasce da conversão de um livre à entrada da área mesmo ao jeito de Sérgio Oliveira que, com alguma sorte à mistura, conseguiu introduzir a bola na baliza adversária depois da mesma desviar num toque infortuno de Javi García.
Com naturalidade, surgiu o terceiro golo: fantástico passe em profundidade de Sérgio Oliveira (“jogas tanto Oliveira”) a desmarcar Marega, que, na cara do golo, rematou de primeira para o fundo das redes – fantástica execução de Marega que tantas vezes nos deixa com o coração nas mãos.
O quarto golo nasce de uma jogada estudada. Lance bonito, de laboratório, merece ser visto e revisto. Acaba por ser Marega a marcar novamente, mas a jogada passa por Sérgio Oliveira, Otávio, Corona e Marega.

O quinto golo é feito por Luis Díaz, que começou o jogo na condição de suplente, com um remate pouco eficiente, embrulhado, mas como se encontrava sozinho numa zona privilegiada de finalização, acabou por conseguir marcar e fechar, assim, o resultado. Bom jogo e boa vitória num estádio complicado!

Outro assunto que não poderia deixar de comentar, até pelos ânimos de ambas as partes que têm vindo a exaltar: a inesperada contratação de Otamendi pelo SL Benfica. Devo admitir que fiquei um pouco desiludido com a notícia, especialmente porque se falava da possibilidade de ele ingressar no F.C.Porto. Não sei em que estado físico se encontra o jogador, mas se estiver a 70% do que era no passado, serve perfeitamente para o campeonato português. Parabéns ao Benfica pela sua contratação.
Fico, no entanto, um pouco confuso, tendo em conta as recentes publicações do atleta nas suas redes sociais pessoais, onde parecia demonstrar um “Portismo” atroz, enaltecendo e relembrando antigas glórias sobre o rival que agora representa. Mas, como já não é novidade, vivemos na era do Fut€bol Mod€rno e essa é, aparentemente, mais do que justificação para tais incongruências.

Concluo esta crónica, desejando os Parabéns ao F.C.Porto e a todos os seus aficionados por termos celebrado 127 anos de história no passado dia 28 de setembro. Para além dos habituais rituais desta festividade, foram ainda entregues os Dragões de Ouro referentes à época transata (já que a gala destinada aos mesmos foi cancelada pelos motivos que todos sabemos). A grande surpresa acabou por ser o Dragão de Ouro de “parceiro do ano”, entregue à claque dos Super Dragões pelo incansável contributo que deram ao longo da época, “empurrando” a equipa em todos os momentos.
Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.
Viva o F.C.Porto! Viva o F.C.Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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