Liberais, chegou a vossa Hora!

Novembro 11, 2021 Atualidade, Mundo, Opinião, Política

O “grito do Ipiranga” é um dos mais célebres momentos da história Portuguesa. A 7 de Setembro de 1822, D. Pedro, então Príncipe regente, que governava o Brasil em nome do seu pai, o rei D. João VI, deu a independência ao Brasil contra a vontade da corte. O motivo? O Príncipe estava preocupado com a crise política e social em Portugal provocada pelas invasões napoleónicas. Era necessário mudar o rumo do país!

Passado 200 anos a situação atual do país, ironicamente, não é muito diferente. Embora, no plano territorial, não vivamos as amarguras das invasões daquele tempo, no plano económico e social continuamos a viver dias de incerteza. Se por um lado crescemos a escolher sempre os mesmos para liderar o país (numa bipolaridade política), a sociedade portuguesa está apática perante que lhe tudo acontece na política. Vive num bloqueio mental. A razão? PS e PSD/CDS tiveram nos últimos 50 anos a oportunidade de dar um rumo ao país, não o conseguiram e, culturalmente, os portugueses são avessos à mudança. Consequentemente, foram pouco os períodos de prosperidade, em muitas áreas estamos na cauda da Europa, ao ponto de chegarmos coletivamente a bater no fundo do poço (em democracia fomos 3 vezes à falência).

Não quero dizer com isto que não houve passos decisivos (adesão à CEE, moeda única, etc) e períodos de progresso (acesso à educação, emancipação do papel da mulher, direitos dos animais ou homossexuais, etc) mas não conheço nenhuma entidade empresarial que faça uma gestão baseada nas finanças correntes, nas poupanças do dia-a-dia, como o nosso Estado português. É um ciclo vicioso, suportada por uma carga de impostos pornográfica, que coloca em causa o presente, mas, principalmente, as gerações futuras.   

A tarefa difícil de decidir como aplicar medidas que vão ter impacto no médio a longo prazo é ingrata, mas é a missão da classe política. Contudo, parece-me que há uma condição «sine qua non». Toda e qualquer decisão baseada num projeto claro e construído com envolvência da sociedade civil será o mais aliciante e amortizará o impacto que isso pode ter na balança financeira do país e, indiretamente, nas famílias e empresas. Após isto, mãos à obra.

Se em 1822 o país estava dilacerado por um pântano político e necessitou de um “grito” para “juntar as tropas” e a sociedade portuguesa se (re)organizar. Atualmente, o país precisa da mesma receita. A Iniciativa Liberal tem que estar na dianteira da batalha. Sem medo. Sem receio. Onde a clareza no projeto é o calcanhar de Aquiles para (re)erguer o nosso país após uma pandemia.  Por isso, liberais, juntai-vos, chegou a vossa Hora!

Texto- Eng. Luís Rosa

(*A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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