Não dá para jogar com 11 Uruguaios em campo?

Novembro 6, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Ricardo Esteves

Bem. Para vos ser sincero, não estou com muita vontade de escrever esta semana, mas vou tirar inspiração dos últimos minutos do jogo contra os escoceses para o fazer. Vamos lá a isso!



Não foi propriamente a melhor semana para se viver o Benfica como devem ter percebido. Um ponto em 6 possíveis é de bradar aos céus. Quem deve estar contente é o André Villas-Boas, viu o Benfica a perder pontos e o Porto a ganhar (na Europa), mesmo que tenha sido contra a própria equipa…

Mas vamos por partes. Primeiro, o jogo no Bessa. Uma derrota enfática (e merecida) por 3-0 perante um grande (e caceteiro) Boavista. E pronto, vou-me ficar por aqui na análise deste jogo. Ao fim e ao cabo, isto é um artigo de opinião, não uma notícia. E por motivos óbvios, não me apetece opinar muito sobre o jogo.

Já em relação ao jogo para a Liga Europa, consigo dizer uma palavra ou outra. Apesar do empate em casa, que nunca deve ser um resultado a festejar, é de salientar a atitude da equipa de alguns jogadores para chegar ao empate. Agora é só o plantel todo adquirir esta atitude e mais ninguém nos para! E mudar um pormenor tático ou outro…E talvez sentar uns jogadores…E fazer umas compras no mercado de inverno…

E agora, queria dedicar este parágrafo a um Uruguaio que tem vindo a devolver a minha vontade de ver os jogos do meu clube. A sua raça e a sua atitude são de louvar, para não falar da sua qualidade enquanto futebolista. Como é possível, em tão pouco tempo, demostrar mais a mística do clube do que muitos que já lá estão há anos!? Viram a forma como ele festejou o golo? Até parecia que o estádio estava cheio. Antes estivesse…já tinha recebido umas quantas vénias. E outros jogadores, uns valentes apertos (estou a olhar para ti, Everton!). Só queria que todos fossem como ele. Para finalizar, gostaria de sugerir uma pequena alteração nos princípios básicos das ideias de Darwin (Charles não Núñez): “Na ‘luta’ pela vida por um lugar no plantel, organismos jogadores com variações qualidades favoráveis às condições do ambiente clube onde vivem jogam têm maiores oportunidades de sobreviver, quando comparados aos organismos jogadores com variações qualidades menos favoráveis.”. Claramente, Darwin Núñez é o organismo com qualidades mais favoráveis no plantel benfiquista e, não tarda, de todos os plantéis dos grandes clubes europeus.

Notas finais:

– Em relação à expulsão do Otamendi, tenho uma pergunta para vos colocar. Num jogo como aquele, onde o Benfica é claramente a equipa superior, e estando a ganhar 1-0, não era preferível deixar o avançado isolado TENTAR marcar em vez de fazer falta e ser expulso, deixando a equipa debilitada? Eu sei que é fácil estar aqui sentado a escrever isto, mas, ao contrário do Benfica, o Barcelos na Hora não pagou 15 milhões para eu estar aqui;

– Obrigado Rafa, por nunca desistires. Continua assim!

– Oh Jesus, eu no FM jogo com 2 médios centro mais defensivos (Weigl e Gabriel) num meio campo a 2…ou com 1 médio defensivo, neste caso pivô, num meio campo a 3. Até ver, tem resultado. Estou na Champions e tudo. Toma nota!

Notou-se uma certa azia nas minhas palavras? Peço desculpa, esperemos que, para a próxima, as coisas estejam melhores. Até lá!

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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