O vírus fica em casa?

Abril 16, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Vítor Sá Pereira

Olá, caríssimos leitores do BnH!

Espero que se encontrem bem, seguros e a cumprirem com as normas e regras que nos são impostas pelo Governo e Direção Geral da Saúde. Não se esqueçam que é para o bem de todos nós.



Confesso, publicamente, as minhas saudades de ver jogar e discutir futebol. É, de facto, um “bichinho” enorme, mas a vida das pessoas sempre em primeiro lugar. Por falar em primeiro lugar, não me lembro de ver o meu FCP tanto tempo na liderança…LOL…Desculpem a brincadeira, foi para quebrar gelo!

Fazendo agora um pequeno balanço da Liga até ao momento, na liderança está o mais do que justo…eheheh…principalmente, pela última fase, se bem que Porto e Benfica têm oscilado muito a nível exibicional e de resultados. Sinceramente, não conseguiria fazer uma previsão do que iria ser a reta final.  Ainda para mais, a pressão e ansiedade podia, ou não, tirar discernimento no rendimento das equipas e jogadores.

O destaque desta Liga vai para o Gil Vicente. Foi incrível a prestação da equipa Barcelense nesta edição da Liga! A manutenção estava mais do que assegurada e o Gil iria continuar a fazer brilharetes. Vítor Oliveira tem, de facto, um peso enorme nesta caminhada e na tranquilidade e estabilidade do clube. O trabalho da Direção, na preparação e scouting, surtiu também muito efeito. O plantel foi, minuciosamente, escolhido e os resultados visíveis! Muitos já davam o Gil como condenado, mas acabaram surpreendidos. Fiquei, de facto, muito feliz com a época do Gil e o regresso dos Barcelenses ao Estádio Cidade de Barcelos.

Confesso que gostei imenso, também, do Famalicão e do Rio Ave. Equipas que não são, logicamente, baratas, mas que apresentaram bom futebol e boas lideranças.

Na minha opinião, são também várias as desilusões, começando pelas equipas que estão nos dois últimos lugares. O Aves tem, de facto, uma equipa “fraquinha” e o seu treinador, embora chegasse a meio, também não teve a estaleca suficiente para motivar o barco, fazendo o mesmo que fez na época transata ao serviço do Feirense.

Quanto ao Portimonense, acomodou-se, pensando que já era um clube estável de Primeira Liga! Foi vendendo e o que foi comprando não dava sequência aos outros anos.

Estranha-me é esta situação de treinadores que apresentam resultados negativos e, rapidamente, são colocados noutros bons clubes! Que estranho, não é? Mas, infelizmente, os clubes já não são assim tão independentes!

Quanto a jogadores que apresentaram alto rendimento, aqui vão alguns exemplos, na minha opinião, claro: Alex Telles, Rúben Dias, Corona, Carlos Vinícius, Acuña, Odysseas, Wendel, Bruno Fernandes, Ricardo Horta, Tapsoba, Trincão, Sandro Lima, Nuno Santos, Gustavo Assunção, Toni Martínez, Kraev, entre muitos outros. Confesso que não sou bom a individualizar, nem a memorizar.

Quanto ao possível regresso da Liga, a minha opinião é a seguinte:

“Os jogos à porta fechada”. Muitas Ligas ponderam os jogos à “porta fechada”…Será que o vírus também cumpre e fica em casa por não ter bilhete?

Pergunto-me, como será num pontapé de canto, onde, às vezes, chegam a estar 20 jogadores dentro da pequena área, em contacto, a transpirar e respirando de forma ofegante e a agarrarem-se mutuamente?

Que marcações individuais vão ser feitas? Sim, no futebol não há só marcações à zona, há marcações individuais momentâneas, contactos inevitáveis, trocas de suor, saliva, sangue…O vírus fica em casa?

Quantos balneários vão ser precisos para comitivas de 40/50 pessoas se equiparem e banharem separadamente?

Psicologicamente, será possível aos jogadores desligarem-se do receio do contacto com colegas e adversários quando tiverem que disputar os lances? É que o futebol é um desporto de contacto constante e inevitável. Como irá o adepto reagir quando um jogador da sua equipa, de forma subconsciente, para evitar um contacto com um adversário, permita um golo sofrido na sua baliza?

Acham que os jogadores são máquinas que não se preocupam e vão ter condições anímicas e psicológicas para ir para dentro de campo sem receios de disputar os lances, sem pensar nas famílias, pais e filhos?

Vai uma equipa querer jogar contra outra equipa que tenha um ou mais casos de vírus positivos? Uma equipa que tenha um ou mais casos positivos não poderá usar esses jogadores. Será isto justo ou em prol da verdade desportiva?

Não sei que futebol é esse que algumas pessoas querem. Acabem já com isto, por favor!

Em termos de provas europeias, deveria dar-se entrada direta dos dois primeiros classificados na Liga dos Campeões e restantes na Liga Europa.

Abraço, força, fé e coragem!

Por: Vítor Sá Pereira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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