Partida do destino

Outubro 22, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Ricardo Moreira

Bem-haja, caros leitores do BnH.

De todo que não costuma ser a minha forma de estar, abordar um Clássico pelo lado mais negativo do jogo. Até porque acho que, de negatividade anda o País cheio. Gosto de ver o lado positivo das coisas.



Mas desta feita, não posso deixar passar em claro a vergonhosa atuação do árbitro Luís Godinho e o videoárbitro Tiago Martins, na noite de sábado, no Clássico. Em benefício, evidente, da equipa visitante.

Se íamos vencer o jogo? Não sou vidente!!! Se fomos prejudicados? Completamente!!!

Desde deixarem passar em claro uma entrada perigosíssima de Zaidu sobre Porro, aos 19′, merecedora, desde logo, do cartão vermelho direto. Ao expulsar o nosso treinador por ter dito a mesma palavra proferida pelo técnico do adversário, minutos antes. Num estádio vazio, tudo isto se percebe, perfeitamente.

Até ao ponto do VAR, Tiago Martins, recomendar ao árbitro Luís Godinho, já no tempo extra da primeira parte, que revertesse o penálti assinalado contra o adversário, que levou, também, à retirada do segundo amarelo a Zaidu, o tal jogador que, como referi, já devia ter sido expulso, aos 19’, com vermelho direto.

Ao proceder desta forma, o videoárbitro violou, de modo chocante, o protocolo de intervenção do VAR, que só autoriza este a pronunciar-se sobre um lance se houver “erro claro e óbvio”, o que não era manifestamente o caso! Ou então, não percebo nada do protocolo de intervenção do VAR! Chocante disparidade de critérios!!!

Mas nesta quarta-feira internacional houve uma “partida do destino”! Tanta revolta, tanta injustiça, talvez agora percebam melhor como nos sentimos no jogo do Clássico.

Jogo este, em que enfrentámos o FC Porto sem medo algum. Dominámos no quarto de hora inicial, em que marcámos um golo e estivemos quase a marcar outro. O adversário reagiu, como é óbvio. Deu a volta ao resultado, ainda na primeira parte. Mas, estivemos por cima durante quase toda a segunda parte.

Com Jovane a titular, como falso ponta-de-lança, que me parece não ser um jogador talhado para esta missão de desgaste e sacrifício, pressionado entre os centrais (embora viesse de uma lesão). Eu preferia que jogássemos com um ponta de lança de área, um verdadeiro 9, goleador (jogador esse, que neste momento, para mim, é a grande lacuna do nosso plantel)!

Com as substituições, Rúben Amorim colocou “a carne toda no assador”. Passámos a ser ainda mais superiores ao adversário. Superioridade essa traduzida no segundo golo, o do empate, já com o adversário encostado às cordas. No final, Sporting Clube de Portugal 2 – 2 FC Porto…acabou por saber a pouco!

Desporto é Vida! Viva o Desporto com Respeito e Fair-Play.

Por: Ricardo Moreira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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