Peça “Meu Marido que Deus Haja” no Teatro Gil Vicente

Junho 21, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo

Vai a cena, no próximo dia 24 de junho, pelas 21h30, no Teatro Gil Vicente, a peça de teatro “Meu Marido que Deus Haja”, de André Brun.

O Teatro Olimpo de Ansião vem a Barcelos apresentar o seu espetáculo, enquadrado num programa de acolhimento d’A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, no âmbito da comemoração dos seus 40 anos.

Num breve resumo, a peça retrata uma sucessão de divertidas peripécias, em que a temática da violência doméstica está subjacente. Fica-se a conhecer os problemas conjugais de Paulo, marido de Anastácia, um homem que vive na permanente angústia de tentar superar as virtudes do primeiro marido da esposa, já falecido.

A pela tem a adaptação e encenação de Casimiro Simões e no seu elenco: Ricardo Vinagre (Paulo), Sara Joaquim (Anastácia), Daniela Neto (Judite) e Wilson Subtil (Anacleto).

A luz e som estará a cargo de Carlos Duarte, a cenografia a cargo de Wilson Subtil e Casimiro Simões. Este último é responsável, também, pelos adereços e figurinos, a par de Daniela Neto, que, por sua vez, também trata das execuções gráficas. A peça terá a colaboração especial de Roberto Moreira.

O autor, André Francisco Brun, de ascendência francesa, foi um humorista e escritor lisboeta, que nasceu a 09/05/1881 e faleceu a 22/12/1926. Militar de carreira no exército português, participou na Primeira Guerra Mundial. Nessa sequência, foi distinguido com a patente de major, tendo sido ainda agraciado com a denominada “Medalha da Cruz de Guerra”.

 

No campo das artes, foi um dos sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Autores, a 22/05/1925. A sua obra literária reparte-se entre o teatro e a crónica, centralizando-se nos aspetos comezinhos da pequena burguesia, demonstrando reconhecido sentido de humor. Autor de um grande número de peças teatrais, especialmente comédias e números de teatro de revista, uma das suas obras mais conhecidas, “A Vizinha do Lado”, foi adaptada ao cinema em 1945, pelo grande António Lopes Ribeiro. O mesmo aconteceu com “A Maluquinha de Arroios”, adaptada ao cinema por Alice Ogando para o filme homónimo realizado por Henrique Campos em 1970. Outras adaptações desta obra para a televisão foram efetuadas em 1977 e 1997.

Já o Teatro Olimpo foi constituído a 11 de janeiro de 1997, encontra-se sedeado no Centro Cultural de Ansião, sendo composto por duas dezenas de atores e técnicos, oriundos de todas as freguesias do seu concelho.




De forma a poder responder aos muitos convites que habitualmente recebe para participar em festivais teatrais de diferentes regiões do país, o grupo tem vindo a dedicar a maior parte das suas energias à itinerância. Com efeito, do seu currículo geográfico, constam já representações em 90 municípios portugueses, muitos deles com presença reiterada ao longo da última década.

Estreando pelo menos uma nova produção por ano, a montagem de textos originais tem sido uma das imagens “de marca”, sendo que “O País dos Decretos”, da autoria do ansianense Casimiro Simões, de entre todas as peças até hoje exibidas, foi a mais levada à cena. Ao longo do seu historial, o grupo logrou ainda inscrever no seu “ADN”, alguns dos mais emblemáticos dramaturgos da história do teatro, tais como, o francês Molière (em “Harpagão, O Velho Avarento”), o espanhol Federico Garcia Lorca (em “A Casa de Bernarda Alba”), o brasileiro Joracy Camargo (em “Deus Lhe Pague”), o norte-americano Paul Rudnick (em “Hamlet Ou Talvez Não”), bem como os portugueses Gil Vicente e Raul Brandão (em “Auto da Índia” e “Nem Louco, Nem Morto!”, respetivamente).

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