Pedro Ribeiro, treinador do Gil Vicente: “Temos a nossa honra e dignidade e vamos mantê-las”

Maio 5, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo

Na passada quinta-feira, em conferência de imprensa, o treinador do Gil Vicente FC, Pedro Ribeiro, abordou a atual momento gilista e o próximo jogo da equipa, já amanhã, pelas 16h00, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao SC Covilhã.



Com um ar mais abatido, como seria de esperar, Pedro Ribeiro salientou que a semana iniciou com mais tristeza pela situação em que a equipa está neste momento. No entanto, fez questão de esclarecer que em termos de trabalho estava a correr bem, diariamente, e que se tinham aplicado na preparação do jogo de amanhã. “Independentemente de tudo, somos profissionais, temos a nossa honra e dignidade e vamos mantê-las até ao último segundo da época”, reforçou.

Instado a fazer uma análise aos cerca de dois meses e meio à frente do grupo de trabalho, o treinador gilista referiu que, quando cá chegou, encontrou “um grupo desacreditado, descrente daquilo que estava a fazer, desanimado com a situação atual”, entendendo que, globalmente, esta época não tenha sido a melhor para os jogadores. Ressalvou que situações externas também podem ter influído no rendimento da equipa.

Mais uma vez, Pedro Ribeiro fez questão de salientar que o trabalho deste grupo está e ficará inacabado no que diz respeito a esta época. Houvesse mais jornadas para disputar, estivesse a Liga a meio ou a começar e o Gil Vicente iria “consolidar o jogo conforme o temos feito” e aquelas infelicidades e, por vezes, “também falta de competência por não conseguir fazer um golo” iriam ser ultrapassadas. O treinador gilista fez questão de incidir a atenção nos últimos 11 jogos da equipa gilista, em que defrontaram seis candidatos à subida, sendo que dois, na sua ótica, provavelmente até o irão conseguir, e contra dois que não estavam na zona de despromoção. Por tal, foram sempre jogos muito difíceis contra adversários fortes e muito competentes. “O percurso não foi fácil”, ressalvou, sendo que, “tirando um ou outro momento, fomos sempre uma equipa que discutiu o jogo com toda a gente”, que passou a ser uma equipa “que acredita, que luta até ao último segundo. Conseguimos virar resultados a jogar com menos um, conseguimos voltar a ganhar, conseguimos voltar a marcar”, mas, infelizmente, “não tem sido possível traduzir em resultados, mais vezes, aquilo que acontece em campo, porque a equipa tem estado sempre consistente, cada vez mais madura e a criar oportunidades de golo. Mas depois, factualmente, não temos atingido os pontos que acho que seriam justos para o que temos feitos nestes dois meses e meio”. Terminou, salientando que irão “encarar estes dois últimos jogos com o máximo de profissionalismo e competência”.

Quanto ao futuro, Pedro Ribeiro deixou no ar a sua continuidade à frente dos desígnios da equipa de futebol, sendo que o futuro no Gil Vicente, e do Gil Vicente, é “um futuro incerto”. No entanto, terão que “ir preparando o futuro da melhor maneira”, sendo que já estão a “preparar a próxima época, mesmo com os condicionalismos que temos”, referiu.

O treinador gilista quis, também, defender o seu grupo de trabalho. “Incomoda-me a suspeição que foi criada à volta do grupo de trabalho, que não era constituído por gente séria, que tanto fazia ganhar oi perder. É manifestamente mentira. Não tenho uma vírgula a apontar sobre o profissionalismo, dedicação, honra e humildade do grupo de trabalho. É triste que isso aconteça”, concluiu.

Por fim, sobre o próximo adversário, o SC Covilhã, trata-se de “uma equipa que ainda não tem a ‘vida resolvida’. Está a lutar pela manutenção. Está bem orientada, com bom treinador, com jogadores experientes e que vem cá com o intuito de procurar pontuar e de nos complicar a vida. Independentemente de tudo, nós vamos encarar o jogo para ganhar os 3 pontos, não tenho dúvidas nenhumas. Obviamente, com mais tristeza mas a aplicação é a mesma e a minha satisfação por ser o líder deste grupo desde o dia zero até ao dia de hoje é a mesma. O orgulho de ser treinador do Gil Vicente cresceu. Sinto-me motivado e que o meu percurso no Gil Vicente está a começar. Conseguiremos, juntos, ganhar muitas vezes e atingir os objetivos que o clube pretende”, terminou.

 

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