Penta xau, Penta Ciau

Junho 1, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

E é isto, meus amigos. Em jeito de “balanço & contas”, resta-nos dizer adeus ao penta e…olá a um novo. Esta época não ganhámos nada. Zero. “Bola”. Pelas mais variadíssimas razões, que passo a enunciar:



Termino como comecei. O campeão determina-se na pré-epoca. Esta é, cada vez mais, uma fortíssima convicção de que ninguém me demove. Desde as contratações cirúrgicas à clareza tática que a equipa denota, cedo se adivinha como a época vai decorrer. Percebe-se pela forma como o conjunto se coloca, pela forma como procuram os colegas para fazer o passe, pelo pressentir do desenrolar de cada jogada, se uma equipa já joga futebol ou ainda anda a jogar ao “meiinho”. E nos últimos anos, infelizmente, o Benfica tem feito pré-épocas muito fraquinhas. Se na primeira a “culpa” foi do Jesus, já a mesma desculpa não cola para as segundas e terceiras temporadas do Rui Vitória. E se em 2016/2017 entrámos mal e conseguimos correr atrás do prejuízo, o mesmo não se pode dizer de 2017/2018. Não só o plantel foi muito mal compensado pelas perdas de jogadores essenciais (bem vendidos, diga-se) como, insisto, o treinador não tem mãos para o Ferrari. Pah, não tem!

Além disso, esta época também foi pródiga em azares. Pizzi, em baixo de forma, deixou a equipa sem maestro. Entretanto, aparece um “primeiro violino” a pegar na batuta, Krovinovic, e lesiona-se também, ao fim de uns poucos jogos. Como se não bastasse, nos jogos essenciais que não podíamos perder, ficámos sem o Jonas, também por lesão. É muito azar!

Será só azar? Então e a estrutura? Como é que um jogador se lesiona e vai eternamente para o departamento médico? Demorando eternidades a recuperar e a reganhar ritmo de jogo? E o trabalho preventivo das lesões? Enfim. Muito culpei Rui Vitória. Mas a direção do clube tem muito para rever. (Rui Costa, onde estás?)

Para a próxima época…tudo na mesma. Mesmo treinador. Mesma direção (com a mesma orientação estratégica). Nada de contratações “de peso”. Guarda-redes é uma incógnita. Nem o Rui Faria foram buscar. Não. Preferem aquele yes man que diz sim a tudo. Mesmo que o deixem com um plantel formado pelo Emplastro, o Barbas, o Paulinho e o Quim da Esquina.

É triste. Mas não antevejo nada de bom (que angústia).

Um forte abraço a quem foi seguindo esta coluna.

Um obrigado pela oportunidade ao Barcelos na Hora. Que nunca pare de crescer.

Muita força ao nosso Gil Vicente.

Até Sempre!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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